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4.3. BULANIK MANTIK İLE PI KONTROL TASARIM YÖNTEMİ

4.3.4. Bulanık Mantık Denetimi

São Bento do Sapucaí é uma cidade de extrema religiosidade, sendo que essa pode ser notada na grande quantidade de igrejas e capelas espalhadas por todo o município. Essa tradição é ainda mais marcante no que diz respeito às festividades e costumes religiosos.

Logo após os festejos da Semana Santa, é realizada a festa de São Benedito, considerada a maior e mais tradicional festa da cidade, herdada em virtude da colonização portuguesa, e atraindo uma verdadeira multidão de fiéis e visitantes para São Bento do Sapucaí.

No município, a devoção data de mais de um século. De acordo com o Livro do Tombo, em 1892 havia uma imagem do santo conservada na igreja matriz, à espera da construção de uma capela. O bispo de São Paulo autorizou a construção da capela de Santa Cruz, e determinou que a mesma passasse a se chamar igreja de Santa Cruz e São Benedito, considerando o ato como de fundamental importância para os cultos e manifestando a devoção da comunidade ao santo. Embora a igreja celebre a festa no dia 5 de outubro, a

sua festa ocorre na segunda-feira após o domingo de Páscoa, tanto em São Bento como em outras cidades. (SILVA, s/d, p.06),

No mês de maio, mais precisamente no dia 3, é celebrada a Festa de Santa Cruz. No Brasil a devoção teve origem com os colonizadores portugueses e na região de São Bento provavelmente com seus primeiros moradores. A capela mais antiga ficava na parte baixa da cidade, sendo que por volta de 1892 passou-se a se chamar de São Benedito, tendo sido reformada e ampliada nesta ocasião, hoje situada ao lado do terminal rodoviário municipal. Entretanto, as capelas de Santa Cruz tornaram-se comuns na zona rural e em torno delas surgiram núcleos habitacionais que deram origem aos bairros da atual zona rural.

As festas de Santa Cruz revestem-se de grande solenidade, consistindo- se na reza do terço e outras orações, acompanhadas de cânticos costumeiros. Antigamente, acabada a oração, eram servidos quitutes, café ou outra bebida na casa dos festeiros. Em alguns casos, a festividade seguia noite adentro. As festas ainda são celebradas na cidade e em todo o município, porém, de forma diferente acompanhando as mudanças que ocorreram na liturgia católica. (SILVA, s/d, p.08)

Outra celebração tradicional que envolve toda a comunidade sambentista e atrai grande número de visitantes é a Procissão de Corpus Christi (figuras 05 e 06), que se realiza no final de maio ou início de junho. A procissão de Corpus Christi foi celebrada pela primeira vez em Liége, Bélgica, em 1247, graças aos esforços de Santa Juliana. Antigamente, os moradores por onde a procissão iria passar, decoravam as janelas de suas casas com flores, tapeçarias, toalhas bordadas, tudo especialmente reservado para essa data. O cortejo do Santíssimo Sacramento percorria as ruas da cidade e eram atiradas pétalas de rosas no percurso pelas meninas vestidas de anjo. (SILVA, s/d, p.09)

Hoje os costumes mudaram. No final da década de sessenta, ao invés de enfeitar as janelas, os moradores passaram a decorar o leito das ruas com pó de serragem e outros materiais, como pode ser observado nas figuras 5 e 6, formando extensos tapetes coloridos, refletindo a fé e a criatividade dos moradores.

Figura 04 e 05 - Igreja Matriz de São Bento e os preparativos para a Procissão de Corpus Christi / Rua Enfeitada para a Procissão de Corpus Christi

Autor: André Pavani Grecco (2005)

Figura 06 - Procissão de Corpus Christi. Autor: André Pavani Grecco (2005)

No dia 13 de junho ocorre a tradicional festa de Santo Antonio, o santo casamenteiro, que juntamente com as festas de São Pedro e São João, constituem-se nas principais festas da igreja católica no mês de Junho em todo o Brasil.

Seu verdadeiro nome era Fernando de Bulhões, tendo nascido em Lisboa em 1195. Tornou-se frade agostiniano, passando para a Ordem de São Francisco em 1220, quando assumiu o nome de Antonio. A primeira imagem de Santo Antonio chegou à cidade vinda da Itália pelas mãos de Maria Saveria Chiaradia, no final do século XIX. Durante a missa no dia 13 de junho ocorre a tradicional benção e distribuição dos pães. (SILVA, s/d, p.07)

O mês de julho é marcado pela festa de São Bento, padroeiro da cidade. São Bento é considerado patrono e protetor da Europa, sendo conhecido como o Mensageiro da Paz. Seu corpo está enterrado em uma basílica em Monte Cassino, na Itália. A igreja comemora seu dia em 11 de julho, apesar do calendário litúrgico constar sua comemoração em 21 de março, data de falecimento de São Bento.

São duas as versões para a escolha do padroeiro. A primeira diz respeito à quantidade de cobras venenosas encontradas na região quando de seu povoamento inicial, já que São Bento é considerado o protetor contra acidentes com cobras. A outra faz menção a franca expansão da construção de mosteiros beneditinos no Brasil naquele período, início do século XIX, o que pode ter determinado a escolha desse santo para padroeiro da freguesia. (SILVA, s/d, p.12)

A festa de São Bento é uma das mais antigas da cidade, com os primeiros registros datando o ano de 1830. Passou a se celebrada em 11 de julho no ano de 1970 por iniciativa do vigário da época, Theófilo de Almeida Crestani. Entretanto, não é a festa mais tradicional da comunidade sambentista, mesmo o santo sendo o padroeiro da cidade.

No mês de agosto ocorre a festa de Nossa Senhora dos Remédios. A devoção a Nossa Senhora dos Remédios teve início na Sardenha, Itália, a partir da Ordem dos Trinitários, fundada para resgatar cristãos das mãos dos sarracenos, que posteriormente elegeram a santa como sua protetora especial. Em São Bento do Sapucaí a devoção tem início por volta de 1876, quando Frei Caetano de Messina juntamente com a comunidade, construiu

uma pequena capela à Nossa Senhora dos Remédios na parte baixa da cidade. A antiga capela suportou diversas inundações, sendo que no final da década de 60 a antiga foi demolida e erguida em seu lugar a atual. A festa é realizada no dia 15 de agosto, sendo uma das mais tradicionais da cidade. (SILVA, s/d, p.06)

A comunidade do Quilombo, bairro tradicional por abrigar inúmeros artesãos da cidade, e por servir de abrigo no período escravocrata brasileiro, realiza no dia 8 de dezembro a mais antiga festa da zona rural, celebrada em louvor a Nossa Senhora Imaculada Conceição.

A capela do Quilombo é muito antiga, sendo que em 1879 já havia referências sobre ela no livro do Tombo da Paróquia. A atual igreja foi construída em 1905 pelo padre Francisco Reale, com recursos levantados através de esmolas e doações de dinheiro e materiais, e trabalho voluntário junto aos moradores. (SILVA, s/d, p.12)

Uma das festas que se descaracterizou foi a celebração do Natal, comemorado em 25 de dezembro. O ponto alto das comemorações era a Missa do Galo, celebrada à meia noite. Todos se preparavam com muita espiritualidade e os sertanejos deixavam suas roças mais cedo para dar tempo de visitar o presépio antes da missa. Havia também o lado profano da festa, já que era dia de usar sapatos e roupas novas, especialmente comprados para a ocasião. Durante a missa, celebrada em latim, mais se cochilava que rezava, principalmente durante o sermão, sempre muito demorado. Na véspera de Natal havia distribuição de presentes para as crianças do catecismo, o que era um verdadeiro pandemônio. (SILVA, s/d, p.10)

O presépio ficava em lugar de destaque dentro da igreja com suas figuras próprias e todos se ajoelhavam diante do presépio, rezavam e beijavam uma fita que saía das imagens centrais. Esse hábito perdura até hoje, bem como a celebração da Missa do Galo, hoje celebrada em português.

São Bento do Sapucaí tem festas religiosas o ano inteiro, sendo que cada bairro tem seu santo padroeiro e celebra a sua festa anualmente, tornando-se uma tradição em todo o município há muitos anos.

Benzer Belgeler