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3. MATERYALLER VE YÖNTEMLER

3.4 Bulanık K En Yakın Komşu

a) O uso da gravimetria ao reconhecimento da compartimentação litoestrutural precambriano-eopaleozóica da área, é em grande parte prejudicado pela superposição dos elementos decorrentes dos eventos tectono -magmático-sedimentares acontecidos, maiormente, em tempos cretácicos (p.ex.; bacias Potiguar, Iguatu e Rio do Peixe e estruturas cronocorrelatas, ligadas ao adelgaçamento crustal Cariri -Potiguar).

b) Pelo lado da interface manto -crosta, verifica-se uma marcante regularidade, com profundidades entre 26,5 km e 31 km, num desenho que reflete o seu condicionamento à evolução do afinamento crustal Cariri -Potiguar, indicando que a morfologia atual da Moho ficou praticamente definida no Mesozóico (Cretáceo).

c) Excluindo-se os tratos mesozóicos e tomando -se como referencial os perfis

Bouguer admitidos como característicos de zonas de suturas (Gibb & Thomas 1976 e

Gibb et al. 1983), não registra-se um desenho gravimétrico que sinalize a existência de tais zonas (ausência de alinhament os de pares positivo-negativos da anomalia Bouguer e de amplo máximo – valores absolutos geralmente superiores a 50 mGal - e importante espessamento crustal relacionados ao domínio da província geológica mais jovem). Assim, não observa-se uma zoneografia g ravimétrica de transições bruscas, com gradientes importantes (densidades e espessuras bem diferentes) entre blocos tectônicos contíguos.

Para a área pesquisada, a transição mais importante, segundo um perfil representativo SE-NW (Fig. 5.7), com desnível de aproximadamente 33 mGal, é verificada entre os blocos Iracema e Tenente Ananias, onde a zona de mínimo, acontece sobre importante volume de materiais granitóides. Com isto, a Zona de Cisalhamento Portalegre (ZCPa), com projeção nesse perfil (trecho de gradientes mais fortes), não

ostenta plenos atributos gravimétricos para atender o que tem sido chamado de “modelo de sutura”, sendo mais provável que esteja relacionada a um regime transcorrente -

transpressional intracontinental, com plutonismo granítico a ssociado.

Diante dessa caracterização, da discreta assinatura Bouguer da Zona de

Cisalhamento Jaguaribe, da existência de supracrustais estaterianas a leste dessa estrutura e da presumida inexistência do lado oriental da ZCPa, o limite oriental do

Sistema Jaguaribeano ficou estabelecido nessa ZCPa. No sentido SW, essa ZC é extensiva à Zona de Cisalhamento Farias Brito, marcada por razoável registro gravimétrico-magnetométrico e estabelecida como contato entre seqüências tidas como de cronologias distintas (Farias Brito vs Caipú/idades estaterianas vs neoproterozóicas?).

Regionalmente, dentro das mesmas condições anteriores e eliminando -se as anomalias locais, tem-se desníveis de até 41,5 mGal, mas relacionados a segmentos crustais maiores (soma dos blocos Iracema, Jaguaretama, Banabuiú e Mombaça -Pedra Branca, com seções de até 200 km de extensão – v. Fig. 5.7 ) e gradientes mais suaves. Essa configuração enquadrada no Mapa Bouguer do Nordeste Setentrional do Brasil (Castro 1997), corresponde a um setor de anomalias positivas que passam, no sentido NW, para um setor de anomalias negativas (importante espessamento crustal) que acontece em sítios próximos a Zo na de Cisalhamento Sobral -Pedro II (Lineamento Transbrasiliano) (v. Fig. 2.3), onde Castro (1997) e Castro et al. (1997) admitem a existência de uma zona de sutura.

No segmento pesquisado, não foi possível o reconhecimento desse setor de máximos como relacionado a unidades ofiolíticas dos tempos neoproterozóicos, mas sim a conjuntos plutono-vulcanossedimentares estaterianas (faixas Jaguaribe e Extremo Oeste Potiguar) somados a complexos gnáissico -migmatíticos arqueano-paleoproterozóicos e plutonitos ácidos com marcante participação de corpos básico -intermediários. Esta constatação pode traduzir um segmento crustal que guarda registro de diversas e importantes fases extensionais, do paleoproterozóico ao fanerozóico.

Pelo lado ocidental desse setor de anomal ias positivas, as zonas de cisalhamentos Jaguaribe (ZCJ), Orós (ZCO) e Senador Pompeu (ZCSP), em termos da área estudada, têm assinaturas Bouguer discretas. Regionalmente, a de maior realce é a ZCSP que, ao lado da ZCPa, refletem posições de grande import ância na definição dos limites da zona de adelgaçamento crustal Cariri -Potiguar.

d) Quando da utilização do mapa da componente residual, sobre áreas precambriano-eopaleozóicas, as principais anomalias negativas são exercidas por materiais graníticos, desta cando-se aquelas sobre o trend de plutões granitóides Catolé do Rocha-Patú-Caraúbas.

No geral, ressaltam-se os corpos com enraizamentos em formas de cunhas e com terminações em profundiades entre 2,5 e 7,5 km.

Importante mínimo sobre a região que envolve os granitóides Viraponga e Morada Nova, certamente reflete um volume expressivo de rochas granitóides neoproperozóicas só parcialmente aflorantes. Também, anomalias negativas da porção noroeste da área (região Limoeiro do Norte -Quixeré) apontam para corp os graníticos.

Para os plutões granitóides com marcante participação de corpos básico - intermediários (p.ex., Complexo Pereiro), tem -se sinais positivos, refletindo densidade

média bem superior a das rochas graníticas sensu stricto.

Ainda, sobre o mapa de anomalias residuais, pode -se melhor precisar a separação dos Terrenos Ceará Central e Jaguaribeanos, através da ZCSP, mormente no segmento com menor incidência de plutões granitóides brasilianos, isto é na sua metade meridional. Aí, destaca-se, pelo lado esquerdo, uma anomalia positiva de intensidade máxima de 10 mGal (setor de anomalias muito rasas, seg. Beltrão 1989), com projeção no domínio de ortognaisses arqueano-paleoproterozóicos do Bloco Mombaça -Pedra Branca e, pelo lado direito, o conjunto litológ ico do Sub-bloco Arneiroz-Zorra, onde se tem importante participação de supracrustais aluminosas, quartzitos e metacarbonatos, de provável idade

estateriana, intrudidos por granitóides brasilianos. Com estes indicadores e os constantes no mapa de anomalia Bouguer, essa ZCSP foi mantida como limite ocidental do Sistema Jaguaribeano.

Um setor de máximo, também com intensidade de 10 mGal, relaciona -se ao Bloco Assaré, envolvendo exposições de rochas arqueano -paleoproterozóicas (Complexo Granjeiro), parcialmente recobertas por supracrustais neoproterozóicas (?) e sedimentos mesozóicos (Fig. 5.6).

Grande parte dos espaços ocupados pelas supracrustais proterozóicas (pós -1,9 Ga) e alguns de rochas mesozóicas, não têm anomalias correspondentes. Já, no que diz res peito às principais ZCs, razoáveis assinaturas encontram -se relacionadas às zonas de cisalhamentos Malta e Portalegre, seguidas pela ZCJ e ZCSP, sendo todas consideradas como de desenvolvimento intracontinental.

e) O mapa aeromagnético (campo total) denunc ia a existência de dois domínios magnéticos principais, com limite obedecendo, em grande parte, o traçado da Zona de Cisalhamento Jaguaribe -Tatajuba, facilmente delineável do SW da área até proximidades de Iracema e caracterizado por um alinhamento de máx imos “estirados”, de pequenos comprimentos de ondas e amplitudes de até 60 nT. Assim, em função única e exclusiva do relevo magnético de campo total, essa descontinuidade crustal seria posta na condição do mais importante limite de terrenos da área. Contud o, os dados geológicos e de interpretação gravimétrica, citados em capítulos anteriores, não favorecem tal colocação.

CAPÍTULO 6 GEOCRONOLOGIA

6.1 - Considerações iniciais

Em termos de geocronologia radiométrica, a região estudada é melhor conhecida no segmento ocupado pela Seqüência Orós e metaplutonitos associados, na área -tipo, ficando em segundo plano as formações s imilares da Seqüência Jaguaribe (vide Capítulos 2 e 3). Assim, o restrito número de análises executadas neste trabalho, devido às limitações orçamentárias, foi direcionado para exemplares das seqüências Peixe Gordo e Oeste Potiguar, além do Complexo Granit óide Pereiro.

A adoção dos métodos Rb -Sr e Pb-Pb (Pb evaporação de monozircões), além de sua maior praticidade e disponibilidade em laboratórios nacionais, deve -se aos seguintes fatos: 1 - Para Kober (1987) e Andsdell & Kyser (1991), a cronorradiometria pe lo segundo método levam a números similares aos do método U -Pb (zircão); 2 - a eficiência deste método Pb-Pb como marcador de idades próximas das obtidas pelo método U -Pb para a cristalização de magmatitos metamorfizados, num contexto de rochas mais velhas do que 1,0 Ga, é assinalada por Moura et al. (1996); 3 - pensamento equivalente aos anteriores pode ser delineado, quando se faz uso dos informes prestados por Vasconcelos (1977, pers. comm.) para o confronto entre as figuras U -Pb (SHRIMP, sobre zircões) e Pb-Pb (Pb evaporação), relacionadas a rochas do Complexo Granjeiro (Bloco Assaré); 4 - os valores Rb-Sr (RT) e U-Pb (zircões) obtidos por Sá (1991) e Figueiredo Filho (1994), para o vulcanoplutonismo ligado as supracrustais estaterianas de Orós e Jaguari be, encerram diferenciais de valores pequenos, observados para um intervalo entre 1,8 e 1,7 Ga.

Benzer Belgeler