2. KAHVALTI BÜFESİ
2.7. Kahvalti Büfesinde Yer Alan Yiyecekler
2.7.2. Brunch Büfesinde Yer Alan Yiyecekler
superação e de pleno desenvolvimento pelo apoio recebido dos colegas e
principalmente de Fazenda. Contribui para esta reflexão, sensibilizando para a arte e
cultura, como fez ao longo desses anos de convívio, além de explicitar os saberes
que permeiam a ação interdisciplinar. Ensina ainda a humildade e o desapego de
quem se reconhece competente e único.
Queridos amigos,27
Cláudio Picollo28
Primeiramente, gostaria de dizer que quando Deus fecha uma porta, Ele abre outras mil. O leitor não imagina a porta que Ele me abriu por intermédio da Profa. Dra. Ivani Fazenda convidando-me a participar, a três anos do GEPI. Assim, procurarei narrar o sentido do eu no GEPI e do GEPI em mim.
Embora por motivos de termos todas as aulas do curso Educação: Currículo concentradas às quartas-feiras em 2003, não foi possível estar presente no grupo que mais amo, que mais se coaduna com o meu modo de pensar: o meu querido GEPI. A princípio, quando comecei a freqüentá-lo, sentia-me muito mal como pessoa e como acadêmico, com vontade de largar tudo e completamente desesperançado, desiludido; cheguei perto de não sentir mais confiança em mim.
Tudo que havia feito de bom em educação não tinha mais nenhum valor, nenhum sentido: a formação excelente proporcionada aos profissionais, aulas carregadas de
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Relato publicado no Ambiente Virtual do GEPI– http://teleduc.pucsp.br 28
elementos educacionais e culturais que jamais poderiam ser comparados à mesmice da relação padrão de aprendizagem em língua estrangeira, aulas sempre intensamente criticadas por muitos colegas, meus ex-alunos, mestres e doutores. Nesse sentido, a acumulação e reprodução de conhecimento há muito tempo já não ocupavam lugar algum dentro de mim. Aulas magnas, congressos, cursos de pós, palestras em diversas universidades, artigos, nada, enfim, tinha qualquer significado.
Continuei somente no GEPI e, transcorrendo os encontros, comecei a colar vagarosamente meus pedacinhos, num trabalho árduo de restauração, sob a direção de uma grande mestra e educadora, que teve a audácia e confiança em sua capacidade de recuperar o outro. Começou com um abraço comovente de inclusão, numa tarde ensolarada, na descida da rampa, e encorajando, com um profissionalismo exímio, um eu em que ela viu, com seu "olhar vigiado", alguma coisa de bom.
Primeiramente, foi no ENDIPE que senti duas diferenças entre o que presenciava e o quartel formado por máquinas de destroçar anseios, de onde, graças a Deus, saí. A primeira foi aquela grande ciranda formada por dois mil participantes, cuja recordação ficará eternamente gravada em mim e em outros participantes daquele congresso e também em vários professores formados por mim. Esta imagem é ano após ano repetida por mim e interpretada. Será difícil ter esta imagem repetida, mas foi, é e será real para todos os profissionais de educação que passarem por mim.
A metáfora da ciranda apresenta inúmeras possibilidades de interpretação: inclusão, parceria, força, confiança no outro, comprometimento, união, luta, igualdade, junção de vários campos do conhecimento em que o “entre é o elemento indispensável”. Inúmeras outras poderiam encher dez páginas de minha tese de doutoramento já defendida em 2005. A segunda, é que apresentei lá uma comunicação atendendo ao convite também de Ivani Fazenda, o que naquele momento foi uma enorme injeção de força, coragem e confiança.
Foi neste congresso que reuni pedaços de meu repertório e lhe escrevi um acróstico. Fiquei até duas da manhã ponderando, pensando em cada palavra que desse sentido verdadeiro e fizesse jus à grandeza da mestra.
Em cada reunião do GEPI, a cada apresentação dos profissionais sobre os mais variados assuntos, tempo-espaço, estética, humildade, aprendizagem, atitude, arte, música, competência etc. mais confiante eu me tornava para prosseguir no respectivo trabalho de restauração. Quando apresentei um trabalho sobre competência, senti que a leitura das trinta folhas que havia escrito, sobre os autores de mais de dez livros abordando o assunto, poderia surtir um efeito, mas não tão significativo caso eu procurasse "algo novo", um como novo para apresentá-lo. Não existo para repetir e sim para criar. Repetição leva a uma
perfeição, exigida, reconheço, em alguns momentos de nossa ação pedagógica, mas é enfadonha.
Lembrando uma frase da grande Maria Callas "a perfeição é muito chata; provoque-me um arrepio, aí sim, fico satisfeita". É bom frisar que este trabalho de não- repetição, mas de recriação sobre o velho, logicamente sem abandoná-lo, é característica daqueles que freqüentam o GEPI. Este grupo me ajudou a consolidar minha atitude interdisciplinar, mas sem obrigatoriedade. Esta atitude vai sendo adotada paulatinamente por nós, observando posturas exemplificadas pelos profissionais integrantes do grupo. Por intermédio da apresentação de Maria Callas, cantando a ária de Rosina, do "Barbeiro de Sevilha" de Rossini, Uti Lambert, cantando e dançando magistralmente Polichinele, que nos remete com seu poder artístico a lembrar da grande Piaff, Fellini "E La Nave Va", o coro da "Força do Destino" de Verdi, composto por Fellini e colocado sobre a introdução orquestral e, por último, Carla Peres, com seu magnífico rebolado, dançando "Ali Babá", nasceu a pergunta para a apresentação: quais são as competências necessárias para a formação destes quatro exemplos de manifestação artística?
Mais uma vez, cem por cento de rica participação do GEPI, todos sem exceção contribuíram para listar mais de cento e cinqüenta competências requeridas por cada autor- ator-cantor-compositor-dançarina-diretor, competências que se refletiu de maneira muito forte no excelente curso oferecido pelo programa Educação: Currículo: complexidade, auto- organização e interdisciplinaridade e que deixaria, com certeza, Perrenoud bastante surpreso.
Mas a minha história no GEPI não acaba aí. Em um dos semestres, falei para a mestra que não poderia estar presente em um dos encontros, pois estaria apresentando A Vida e obra de Maria Callas e a Formação do Professor, para os professores da Faculdade de Educação, do curso Inglês Oral e vários outros de pós-graduação da PUC. Não teve dúvida. O grupo estava lá assistindo, o meu querido GEPI estava lá. Jamais esquecerei o que me foi dito por Artur Costa Neto, por vários profissionais excelentes da Faculdade de Educação da PUC-SP, por professores de vários departamentos ali também presentes e, mais uma vez, pela minha grande mestra e orientadora Ivani Fazenda: se eu tivesse o poder, lhe outorgaria o título de Doutor agora.
Assim sendo, neste tempo de permanência com o grupo, sinto-me a cada instante, revigorado e com o trabalho de restauração pronto. Agora que ele está finalizado e pensando sobre todo este pedaço de minha trajetória de vida, agradeço a amiga e mestra Ivani Fazenda pela inestimável ajuda, sem a qual eu não seria o Cláudio que sou hoje com o orgulho e dignidade restaurados.
O Picollo não pode ser dublado, imitado. Certo ou errado ele é único, mas de uma unicidade sem coroa, unicidade que pode e deve ser repartida humildemente, a qualquer
momento. O Picollo não tem medo, o Picollo não precisa competir e muito menos puxar o tapete de ninguém, ação praticada por pseudo-educadores, tão comuns e pequenos dentro da academia, embora o dele possa ser puxado a qualquer instante. O Picollo se alegra quando sabe alguma coisa e pode explicar a alguém. O Picollo fica mais alegre ainda quando a explicação é compreendida por alguém, também fica alegre e agradecido quando não sabe alguma coisa e aprende/apreende de alguém. Este 'entre' que eu já carregava foi percebido de alguma forma por Ivani Fazenda, a Mestra Escultora, cuja experiência, sapiência e humildade soube resgatar o sagrado alocado entre o entre que Madalena cultivou e o 'entre' que utiliza em sua obra, colocando-os numa harmonia interdisciplinar sem mácula no meu trabalho.