1.1. ŞEMA KAVRAMI VE ERKEN DÖNEM UYUMSUZLUK ŞEMALARI
1.1.3. Uyumsuz Baş Etme Biçimleri
1.2.2.4. Bowlby Dörtlü Bağlanma Modeli
Em 2 de abril de 2015, a União editou o Decreto Federal 8.428/2015, revogando o Decreto Federal 5.977/2006, para estabelecer normas acerca da apresentação de projetos, levantamentos, investigações ou estudos, por pessoa física ou jurídica de direito privado, a serem utilizados pela administração pública, tendo em vista, como já visto, o disposto no art. 21 da Lei nº 8.987/1995, no art. 31 da Lei nº 9.074/1995 e no art. 3º, caput e § 1º, da Lei nº 11.079/2004.
A preocupação central é alavancar os projetos de infraestrutura no país, buscando a cooperação do setor privado (por meio da apresentação de projetos, levantamentos, investigações ou estudos) na fase de planejamento da licitação, principalmente para a contratação de grandes empreendimentos, como rodovias, aeroportos, portos e ferrovias, garantindo segurança jurídica a esse procedimento292. O novo regramento amplia consideravelmente o âmbito de aplicação do procedimento de manifestação de interesse abarcando, além das parcerias público- privadas, a estruturação de empreendimentos objeto de concessão ou permissão de
292“O governo federal definiu, por meio do Decreto nº 8428, publicado no Diário Oficial da União, as
regras para os Procedimentos de Manifestação de Interesse (PMIs), necessários para realização de concessões de projetos de infraestrutura no país. A medida tem como objetivo ampliar a participação do setor privado na elaboração de estudos em setores como portuário, rodoviário, aeroportuário e ferroviário, e garantir maior segurança jurídica para os interessados e também para o órgão público que pretende realizar a concessão. A iniciativa contribui ainda para dar celeridade à agenda de investimentos, necessária para o crescimento sustentável da economia”. (BRASIL. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Setor privado terá regras mais claras e maior participação em
projetos de infraestrutura. Disponível em: <http://www.planejamento.gov.br/conteudo.asp?p=
serviços públicos, de arrendamento de bens públicos293 ou de concessão de direito real de uso294.
A abertura também decorre da ausência de requisito de que os estudos e investigações se refiram a projetos já considerados prioritários pelo governo e com a permissão também da utilização do procedimento para atualização, complementação ou revisão de projetos, levantamentos, investigações e estudos já elaborados.
O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão aponta como principais benefícios da nova sistemática: a redução da insegurança jurídica ao trazer regras claras e padronizadas para toda a Administração Pública Federal; a garantia de publicidade, isonomia e impessoalidade aos procedimentos de autorização; a redução do tempo de preparação dos estudos prévios à licitação; e percepção prévia do interesse do mercado no sucesso e viabilidade do empreendimento.295
Após quase dez anos da regulamentação federal sobre o procedimento de manifestação de interesse, embora a experiência da União não tenha sido tão
293 O arrendamento de bem público é figura contratual utilizada no âmbito das concessões portuárias. Nos termos do art. 2°, inciso XI, da Lei 12. 815/13, que dispõe sobre a exploração direta e indireta pela União de portos e instalações portuárias e sobre as atividades desempenhadas pelos operadores portuários, arrendamento é a “cessão onerosa de área e infraestrutura públicas localizadas dentro do porto organizado, para exploração por prazo determinado”. Afirma Floriano de Azevedo Marques Neto que, apesar das mudanças legislativas introduzidas pela Lei 12.815/13, “o arrendamento portuário mais se aproxima de uma figura especial de subconcessão do que do instituto jurídico de mesmo nome existente no direito privado. O caráter de subconcessão fica ainda mais claro quando cotejamos a definição legal de concessão portuária com a de arrendamento portuário, pois ambas são definidas como ‘cessão’, mas a primeira é a cessão do todo (porto organizado), enquanto a segunda é a ‘cessão’ da parte: ‘infraestruturas públicas localizadas dentro do porto organizado’.” (MARQUES NETO, Floriano de Azevedo. Concessões. Belo Horizonte: Fórum, 2015. p. 231).
294“Concessão de direito real de uso, instituto previsto no art. 7° do Decreto-lei 271, e 28.2.67, com a redação que lhe foi dada pela Medida Provisória 335, de 23.12.2006, convertida na Lei 11.481, de 31.2.2007, é o contrato pelo qual a Administração transfere, por tempo certo ou por prazo indeterminado, como direito real resolúvel, o uso remunerado ou gratuito de terreno público para que seja utilizado com fins específicos de regularização fundiária de interesse social, urbanização, industrialização, edificação, cultivo da terra, aproveitamento sustentável das várzeas, preservação das comunidades tradicionais e seus meios de subsistência ou outras modalidade de interesse social.” (Celso Antônio. Curso. p. 921). Ainda sobre o instituto, as lições de José dos Santos Carvalho Filho de que “a concessão de direito real de uso salvaguarda o patrimônio da Administração e evita a alienação de bens públicos, autorizada às vezes sem qualquer vantagem para ela. Além do mais, o concessionário não fica livre para dar ao uso a destinação que lhe convier, mas, ao contrário, será obrigado a destiná-lo ao fim estabelecido em lei, o que mantém resguardado o interesse público que originou a concessão real de uso”. (CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de direito
administrativo. 9.ed., Rio de Janeiro : Lumen Juris, 2002. p. 897).
295 BRASIL. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Decreto nº 8.428, de 2 de abril de
2015 Procedimento de manifestação de interesse - PMI. Disponível em: < http://www.planejamento.
gov.br/secretarias/upload/Arquivos/pronunciamentos/2015/150406_Apresentacao_DecretoPMI_ASSE C. pdf>. Acesso em 24 fev. 2015.
expressiva, é possível perceber, na nova sistemática, o aprimoramento do regramento anterior, visando à utilização do instrumento de forma mais acertada aos princípios administrativos.
O novo regramento traz o termo “procedimento de manifestação de interesse” como denominação para o instrumento, conforme consagrado pela doutrina, legislação estadual e pela prática administrativa.
Mantém os traços característicos do PMI, ao prever que a remuneração dos projetos, levantamentos, investigações ou estudos, caso houver, se dará pelo vencedor de futura licitação e a obrigatoriedade de constar no edital de licitação que a assinatura do contrato está condicionada ao reembolso dos estudos. Ademais, reafirma que a autorização para apresentação de projetos, levantamentos e investigações é impessoal, intransferível e conferida sem exclusividade, não gera direito de preferência no processo licitatório do empreendimento, não obriga o poder público a realizar licitação, e não implica, por si só, direito a ressarcimento de valores envolvidos em sua elaboração.
Sobre a possibilidade de que os autores e responsáveis economicamente pelos estudos296 participem da licitação, o decreto dispõe que, em regra, não há impedimento, mas ressalva a previsão em contrário no edital de abertura do chamamento público.
Não se submetem ao decreto os procedimentos previstos em legislação específica (inclusive o previsto no art. 28 da Lei nº 9.427/1996 – Lei da ANEEL) e os estudos e investigações elaborados por organismos internacionais dos quais o País faça parte e por autarquias, fundações públicas, empresas públicas ou sociedades de economia mista297, como já previsto no decreto anterior.
296Nos termos do artigo 18, §2°, do Decreto, as empresas integrantes do mesmo grupo econômico do autorizado são equiparadas aos autores do projeto. (BRASIL. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Decreto nº 8.428, de 2 de abril de 2015 Procedimento de manifestação de interesse - PMI. Disponível em: < http://www.planejamento. gov.br/secretarias/upload/Arquivos/pronunciamentos/ 2015/150406_Apresentacao_DecretoPMI_ASSEC. pdf>). Acesso em 24 fev. 2015.
297 Art. 1º Este Decreto estabelece o Procedimento de Manifestação de Interesse - PMI a ser observado na apresentação de projetos, levantamentos, investigações ou estudos, por pessoa física ou jurídica de direito privado, com a finalidade de subsidiar a administração pública na estruturação de empreendimentos objeto de concessão ou permissão de serviços públicos, de parceria público- privada, de arrendamento de bens públicos ou de concessão de direito real de uso. [...] § 3º Não se submetem ao procedimento previsto neste Decreto:
I - procedimentos previstos em legislação específica, inclusive os previstos no art. 28 da Lei nº 9.427, de 26 de dezembro de 1996; e II - projetos, levantamentos, investigações e estudos elaborados por organismos internacionais dos quais o País faça parte e por autarquias, fundações públicas, empresas públicas ou sociedades de economia mista. (BRASIL. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Decreto nº 8.428, de 2 de abril de 2015 Procedimento de manifestação de
Uma das principais inovações é a possibilidade, ao contrário do decreto revogado, de o procedimento originar-se da iniciativa privada. Tal possibilidade, como antes informado, está contemplada em alguns decretos estaduais e foi rotulada como “manifestação de interesse da iniciativa privada - MIP” ou como “propostas não solicitadas”.
O Decreto não traz nomenclatura própria. Apenas prevê que o PMI será instaurado mediante chamamento público, de ofício ou por provocação de pessoa física ou jurídica interessada. Nesse caso, a proposta deverá conter a descrição do projeto, com o detalhamento das necessidades públicas a serem atendidas e do escopo dos projetos, levantamentos, investigações e estudos necessários e deverá constar do edital de chamamento público o nome da pessoa física ou jurídica que motivou a abertura do processo.
Após a abertura do procedimento pela administração, o rito é o mesmo previsto para os projetos de iniciativa estatal. Observa-se que o decreto pecou ao não tratar de forma pormenorizada sobre a fase entre a proposta privada e a publicação do chamamento público pela administração.
Nesse aspecto, é essencial que, ao analisar a proposta, o administrador fundamente pelo prosseguimento ou não do procedimento, demonstrando a adequação da ideia privada ao interesse público, ainda que como previsto no artigo 1°, §1°, do decreto298, a abertura do procedimento seja facultativa para a administração pública. Ademais, para evitar tratamento desigual entre os participantes, a autorização do proponente deve ser concomitante às demais autorizações e as informações até então apresentadas devem estar disponíveis para todos os interessados.
Quanto ao procedimento a ser adotado, o decreto trata de forma mais clara e detalhada, permitindo mais segurança, uniformização das práticas administrativas e garantia de publicidade, moralidade, isonomia e eficiência na decisão estatal.
interesse - PMI. Disponível em: < http://www.planejamento.gov.br/secretarias/upload/Arquivos/
pronunciamentos/2015/150406_Apresentacao_ DecretoPMI_ASSEC. pdf>). Acesso em 24 fev. 2015. 298 Art. 1º [...] § 1º A abertura do procedimento previsto no caput é facultativa para a administração pública. (BRASIL. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Decreto nº 8.428, de 2 de abril
de 2015 Procedimento de manifestação de interesse - PMI. Disponível em: <http://www.
planejamento.gov.br/secretarias/upload/Arquivos/pronunciamentos/2015/150406_Apresentacao_ Decreto PMI_ASSEC. pdf>). Acesso em 24 fev. 2015.
O Decreto prevê que o PMI é composto de três fases: (a) abertura, por meio de publicação de edital de chamamento público; (b) autorização para a apresentação de projetos, levantamentos, investigações ou estudos; e (c) avaliação, seleção e aprovação.
A abertura, autorização e aprovação de PMI são de competência do órgão colegiado máximo do órgão ou entidade da administração pública federal competente para proceder à licitação do empreendimento ou para a elaboração dos projetos e estudos299.
A primeira fase se dá com a publicação do edital de chamamento público, que deve delimitar o escopo mediante termo de referência dos projetos, levantamentos, investigações ou estudos, podendo se restringir à indicação do problema a ser resolvido, deixando ao setor privado a possibilidade de sugerir diferentes meios para sua solução.
A novidade está na previsão de se poderem reunir, em um mesmo procedimento, parcelas fracionáveis, levando-se em consideração a economia de escala, coerência de estudos relacionados a determinado setor, padronização ou celeridade do processo300.
O edital deve indicar também: as diretrizes e premissas do projeto que orientem sua elaboração com vistas ao atendimento do interesse público; prazo máximo (que não será inferior a vinte dias, contado da data de publicação do edital) e forma para apresentação de requerimento de autorização para participar do procedimento; prazo máximo para apresentação de projetos, levantamentos, investigações e estudos, contado da data de publicação da autorização e compatível com a abrangência dos estudos e o nível de complexidade das atividades a serem
299 Art. 2º A competência para abertura, autorização e aprovação de PMI será exercida pela
autoridade máxima ou pelo órgão colegiado máximo do órgão ou entidade da administração pública federal competente para proceder à licitação do empreendimento ou para a elaboração dos projetos, levantamentos, investigações ou estudos a que se refere o art. 1º. (BRASIL. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Decreto nº 8.428, de 2 de abril de 2015 Procedimento de
manifestação de interesse - PMI. Disponível em: < http://www.planejamento.gov.br/secretarias/
upload/Arquivos/pronunciamentos/2015/150406_Apresentacao_DecretoPMI_ASSEC.pdf>). Acesso em 24 fev. 2015.
300 Art. 4º O edital de chamamento público deverá, no mínimo: [...] § 4º Poderão ser estabelecidos no edital de chamamento público prazos intermediários para apresentação de informações e relatórios de andamento no desenvolvimento de projetos, levantamentos, investigações ou estudos (BRASIL. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Decreto nº 8.428, de 2 de abril de 2015
Procedimento de manifestação de interesse - PMI. Disponível em: < http://www.planejamento.
gov.br/secretarias/upload/Arquivos/pronunciamentos/2015/150406_Apresentacao_DecretoPMI_ ASSEC. pdf>). Acesso em 24 fev. 2015.
desenvolvidas; critérios para deferimento da autorização e para avaliação dos estudos apresentados; contraprestação pública admitida, no caso de parceria público-privada, sempre que possível estimar, ainda que sob a forma de percentual (não há mais a previsão de que não exceda 30% do total das receitas do parceiro privado); e valor nominal máximo para eventual ressarcimento.
O valor para ressarcimento, conforme artigo 4°, §5°, será fundamentado em prévia justificativa técnica que leve em consideração a complexidade dos estudos ou a elaboração de estudos similares, não podendo ultrapassar 2,5% do valor total estimado previamente pela administração pública para os investimentos necessários à implementação do empreendimento ou para os gastos necessários à sua operação e à manutenção (deve ser utilizado o valor que for maior)301.
O edital pode condicionar o ressarcimento à necessidade de sua atualização e adequação, até a abertura da licitação do empreendimento, em decorrência, entre outros aspectos, de alteração de premissas regulatórias e de atos normativos aplicáveis, recomendações e determinações dos órgãos de controle ou contribuições provenientes de consulta e audiência pública302.
Essa regra é importante na medida em que permite o aperfeiçoamento do projeto apresentado com a contribuição de determinações do poder público ou oriundas de audiências e consultas públicas.
Ressalta-se a previsão de divulgação no edital de todas as informações públicas disponíveis e de sua ampla publicidade, tanto por meio de publicação no Diário Oficial da União quanto por meio de divulgação no sítio na Internet dos órgãos competentes303.
301Art. 4º [...] § 5º O valor nominal máximo para eventual ressarcimento dos projetos, levantamentos,
investigações ou estudos (BRASIL. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Decreto nº
8.428, de 2 de abril de 2015 Procedimento de manifestação de interesse - PMI. Disponível em: <
http://www.planejamento.gov.br/secretarias/upload/Arquivos/pronunciamentos/2015/150406_ Apresentacao_DecretoPMI_ASSEC. pdf>). Acesso em 24 fev. 2015.
302Art. 4º [...] § 6º O edital de chamamento público poderá condicionar o ressarcimento dos projetos,
levantamentos, investigações e estudos à necessidade de sua atualização e de sua adequação, até a abertura da licitação do empreendimento, em decorrência, entre outros aspectos, de: I - alteração de premissas regulatórias e de atos normativos aplicáveis; II - recomendações e determinações dos órgãos de controle; ou III - contribuições provenientes de consulta e audiência pública. (BRASIL. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Decreto nº 8.428, de 2 de abril de 2015
Procedimento de manifestação de interesse - PMI. Disponível em: < http://www.planejamento.
gov.br/secretarias/upload/Arquivos/pronunciamentos/2015/150406_Apresentacao_DecretoPMI_ASSE C. pdf>). Acesso em 24 fev. 2015.
303 Art. 4º O edital de chamamento público deverá, no mínimo: [...] IV - ser objeto de ampla publicidade, por meio de publicação no Diário Oficial da União e de divulgação no sítio na Internet dos órgãos e entidades a que se refere o art. 2º. (BRASIL, 2015).
O edital também pode prever prazos intermediários para apresentação de informações e relatórios de andamento no desenvolvimento de projetos, levantamentos, investigações ou estudos304.
A previsão de prazos para entrega de relatórios e investigações parciais favorece a interação da administração com os particulares e o gerenciamento dos estudos realizados. A apresentação dos trabalhos por etapas tem o benefício de permitir que a administração comece a analisar as informações apresentadas concomitantemente à realização dos demais estudos, o que reduz o tempo final de avaliação, além de permitir que a administração, ao ter ciência de determinadas situações previamente, direcione os estudos para atingir o melhor resultado possível.
Bruno Ramos Pereira defende a possibilidade de que os estudos sejam realizados de forma autônoma e entregues por etapas, dessa forma:
O poder público deveria publicar um cronograma geral e compartilhar os estudos de viabilidade que são insumos para as outras dimensões da viabilidade de um projeto – por exemplo, definir uma data para a entrega dos estudos de demanda, para que os interessados apenas nos estudos econômico-financeiros pudessem usar os resultados dos estudos de demanda na análise da viabilidade econômico-financeira305.
O requerimento de autorização para apresentação dos estudos deve conter as informações já previstas no decreto anterior (qualificação completa; demonstração de experiência na realização de projetos, levantamentos, investigações e estudos similares aos solicitados; detalhamento das atividades que pretende realizar, com a apresentação de cronograma que indique as datas de conclusão de cada etapa e a data final para a entrega dos trabalhos) e ainda a indicação do valor de ressarcimento pretendido, acompanhado de informações e parâmetros utilizados para sua definição, e declaração de transferência à
304 Art. 4º [...] § 4º Poderão ser estabelecidos no edital de chamamento público prazos intermediários para apresentação de informações e relatórios de andamento no desenvolvimento de projetos, levantamentos, investigações ou estudos (BRASIL. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Decreto nº 8.428, de 2 de abril de 2015 Procedimento de manifestação de interesse - PMI. Disponível em: < http://www.planejamento. gov.br/secretarias/upload/Arquivos/pronunciamentos/ 2015/150406_Apresentacao_DecretoPMI_ASSEC. pdf>). Acesso em 24 fev. 2015.
305 PEREIRA, Bruno Ramos. Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) e assimetria de
informação entre o setor público e o setor privado: monólogo ou diálogo público-privado?.
Observatório das Parcerias Público Privadas. 2011. Disponível em: <https://dl.dropboxusercontent.
com/u/18438258/PMI%20e%20assimetria%20de%20informa%C3%A7%C3%A3o%20-%20PPP%20 Brasil.pdf>. Acesso em: 21 jun. 2014.
administração pública dos direitos associados aos projetos, levantamentos, investigações e estudos selecionados306.
A experiência exigida pode consistir na juntada de documentos que comprovem as qualificações técnicas de profissionais vinculados ao interessado, observando que é permitido ao autorizado contratar terceiros, o que se dará sem prejuízo das responsabilidades previstas no edital de chamamento público do PMI.
Os interessados poderão se associar para apresentar os estudos, devendo indicar, nesse caso, as empresas responsáveis pela comunicação com a administração e a forma de repartição de eventual ressarcimento entre elas.
As hipóteses de extinção da autorização foram reformuladas, quando se compara com o decreto revogado, atendendo à nomenclatura apropriada. Assim o Decreto 8.428/2015 prevê:
Art. 7º A autorização poderá ser:
I - cassada, em caso de descumprimento de seus termos, inclusive na hipótese de descumprimento do prazo para reapresentação determinado pelo órgão ou pela entidade solicitante, tendo em vista o disposto no § 2º do art. 9º, e de não observação da legislação aplicável;
II - revogada, em caso de:
a) perda de interesse do Poder Público nos empreendimentos de que trata o art. 1º; e
b) desistência por parte da pessoa física ou jurídica de direito privado autorizada, a ser apresentada, a qualquer tempo, por meio de comunicação ao órgão ou à entidade solicitante por escrito;
306 Art. 5º O requerimento de autorização para apresentação de projetos, levantamentos, investigações ou estudos por pessoas físicas ou jurídicas de direito privado conterá as seguintes informações: I - qualificação completa, que permita a identificação da pessoa física ou jurídica de direito privado e a sua localização para eventual envio de notificações, informações, erratas e respostas a pedidos de esclarecimentos, com: a) nome completo; b) inscrição no Cadastro de Pessoa Física - CPF ou no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica - CNPJ; c) cargo, profissão ou ramo de atividade; d) endereço; e e) endereço eletrônico; II - demonstração de experiência na realização de projetos, levantamentos, investigações e estudos similares aos solicitados; III - detalhamento das atividades que pretende realizar, considerado o escopo dos projetos, levantamentos, investigações e estudos definidos na solicitação, inclusive com a apresentação de cronograma que indique as datas de conclusão de cada etapa e a data final para a entrega dos trabalhos; IV - indicação de valor do ressarcimento pretendido, acompanhado de informações e parâmetros utilizados para sua definição; e V - declaração de transferência à administração pública dos direitos associados aos projetos, levantamentos, investigações e estudos selecionados. § 1º Qualquer alteração na qualificação do interessado deverá ser imediatamente comunicada ao órgão ou à entidade solicitante. § 2º A demonstração de experiência a que se refere o inciso II do caput poderá consistir na juntada de