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Belgede BÝR FARKINDALIK YOLCUSU (sayfa 25-33)

O emprego de abordagens não fundamentadas teoricamente para a captação de sangue tem sido amplamente utilizado pelos órgãos responsáveis para a doação de sangue, prejudicando assim o desenvolvimento de estratégias de recrutamento que alcancem o público-alvo com efetividade. Para dar suporte na apreensão de novos doadores, Lemmens et

al. (2009) realizaram um estudo que contemplou a perspectiva dos não doadores, com o fim

de compreender os aspectos psicológicos que antecedem a decisão de doar sangue.

Desse modo, os autores aplicam a teoria do comportamento planejado em comportamentos de saúde específicos. A teoria do comportamento planejado pressupõe que a intenção é o principal determinante da ação, sendo a primeira determinada pela atitude, norma subjetiva e o controle do comportamento percebido. Respectivamente, a atitude se refere a uma avaliação pessoal de um comportamento, a norma subjetiva é indicada pela aprovação social da ação, enquanto que o controle do comportamento percebido é observado pelo controle pessoal de desempenho da ação. No entanto, para o contexto da doação de sangue, Lemmens et al. (2009) consideram o conceito de auto-eficácia mais apropriado que o controle pessoal de desempenho, tendo em vista que diversos estudos mostraram uma forte correlação entre tal constructo e a intenção de doar sangue.

Ao ampliar o escopo da pesquisa, foram acrescentadas ao estudo questões relativas à atitude, no sentido de existir uma distinção entre os aspectos cognitivos e afetivos, uma vez que, cada um interage de modo diferente com este constructo. A intenção, no âmbito da norma subjetiva, pode influenciar a percepção dos outros, acerca da execução do comportamento desejado, o que origina uma norma descritiva.

Ademais, Lemmens et al. (2009) incluíram no modelo, o medo de doar sangue, que surge como uma razão para não doar; uma medida de altruísmo, onde os doadores caracterizam suas motivações com ações de caráter altruísta; e ainda um constructo que trata

do conhecimento retido sobre a doação de sangue, já que é recurso para a promoção da saúde coletiva. Na Figura 6, ilustra-se o modelo de intenção proposto por Lemmens et al. (2009) para compreensão dos não doadores.

Mediante o levantamento dos construtos, os autores realizaram dois estudos, operacionalizados estatisticamente, ao utilizar a mensuração das correlações dos componentes do modelo, além da regressão múltipla hierárquica para explorar as relações com a intenção. A primeira pesquisa foi conduzida com estudantes universitários para testar os construtos do modelo descrito, bem como os indivíduos foram questionados sobre suas características demográficas (gênero, data de nascimento, estado civil, estado empregatício e trabalho voluntário) e sobre o status de doação de sangue (frequência em que o sujeito pensa ou executa a doação).

Figura 6 – Modelo de intenção para não doadores

Fonte: Baseado em Lemmens et al. (2009)

De modo geral, os resultados mostraram que os construtos acrescidos na teoria do comportamento planejado provêem um modelo adequado para a identificação da intenção de doar sangue. Percebeu-se que, a afetividade da atitude está fortemente associada com a intenção, e, que a norma subjetiva e moral são medidas aplicáveis ao estarem correlacionadas com a intenção. O altruísmo está relacionado com a cognição da doação, identificando-se como fator moderador da intenção com relação à norma moral, isto favorece a consolidação das normas morais.

Figura 6 - Modelo de intenção para não doadores de Lemmens et al. (2009)

Intenção Atitude Norma subjetiva Auto-eficácia Medo de doar sangue Altruísmo Conhecimento Cognitiva Afetiva Norma descritiva

No segundo estudo, Lemmens et al. (2009) testaram a aplicabilidade dos resultados do estudo inicial e a capacidade de generalização do modelo. A pesquisa foi aplicada com indivíduos com no máximo o nível intermediário de escolaridade. Neste estudo, foram utilizados os mesmos constructos do estudo inicial, exceto pela expansão da norma subjetiva e pela adição da medida de medo de sangue e agulha.

Como resultado desta etapa, constatou-se que a extensão da teoria do comportamento planejado fornece um modelo preditivo de intenção dos não-doadores eficaz. De maneira confirmatória, o altruísmo atua indiretamente sobre a intenção, por meio da norma moral, assim como o medo de sangue e agulha exerce efeito indireto na intenção, através do aspecto afetivo da atitude e da auto-eficácia.

Evidenciou-se uma forte associação entre a atitude afetiva, auto-eficácia e intenção, e ainda, entre o medo de sangue e agulha, atitude afetiva e a intenção. Isto ressalta que, a dor, o medo e o desprazer podem indeterminar a motivação e a auto-eficácia da doação. Então, este estudo demonstra que a aprovação da experiência pelos outros (norma subjetiva), o conhecimento de outros doadores de sangue (norma descritiva), e a experimentação de uma obrigação moral (norma moral) auxiliam na intenção de doar sangue.

A partir da realização destes estudos, Lemmens et al. (2009) verificaram que o emprego de aspectos distintos do constructo da atitude (afetivos e cognitivos), mostrou que a intenção é mais fortemente associada com os componentes afetivos da atitude, sendo os sentimentos do indivíduo determinantes da motivação em doar sangue. Como componente da pesquisa, o conhecimento obteve baixa associação com a intenção de doação, o que mostra pouco impacto sobre a motivação em doar sangue, embora seja essencial que os sujeitos conheçam os procedimentos de doação sanguínea.

Por fim, os autores compreenderam que características dos indivíduos, como o altruísmo e o medo de sangue e agulhas, são mediados pela cognição, ou seja, as crenças das pessoas sobre a doação de sangue são fundamentais para a motivação. Os estudos também comprovaram que os constructos núcleos do modelo (atitude afetiva, norma descritiva, norma subjetiva, e norma moral) mostram-se replicáveis para outras populações.

No que concernem as limitações do estudo, os autores ressaltam a restrição em aplicar a pesquisa apenas em não doadores, o que não permite uma comparação dos constructos testados com os doadores de sangue regulares. Em geral, os grupos testados mostram-se eficientes para a realidade social do país, contudo no Brasil estes grupos devem ser realocados, para que se adequem ao contexto.

Belgede BÝR FARKINDALIK YOLCUSU (sayfa 25-33)

Benzer Belgeler