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3. ARAŞTIRMA BULGULARI VE TARTIŞMA

3.1. Biyomateryalin Karakterizasyonu

1- METODOLOGIA

A elaboração de um projecto de pesquisa e o seu desenvolvimento necessitam, de estar baseados num planeamento cuidadoso com reflexões conceituais sólidas e alicerçadas em conhecimentos já existentes, sendo nesta fase do processo de investi- gação que se define como será realizada a pesquisa.

Nesta fase o investigador deverá definir a população e escolher os instrumentos mais apropriados para efectuar a colheita dos dados, pois as diversas decisões meto- dológicas são importantes para assegurar a fiabilidade e qualidade dos resultados de investigação (Fortin, 1999).

Assim, descrevemos os aspectos mais importantes a desenvolver nesta etapa, tais como o tipo de estudo, as variáveis, a população alvo, a amostra, o instrumento de colheita de dados, a consideração dos aspectos éticos e o tratamento estatístico dos dados.

1.1- OBJECTIVOS E CONCEPTUALIZAÇÃO DO ESTUDO

As sociedades deparam-se actualmente com o aumento significativo do número de idosos, o que vem evidenciar a necessidade de se criarem novos modelos de apoio que possam responder as demandas concretas desta população.

Este é um fenómeno universal, cuja evolução se deve genericamente à queda da fecundidade, natalidade e mortalidade, melhoria das condições de vida e aumento da esperança de vida. O fenómeno é também conhecido por transição demográfica.

De acordo como Plano Gerontológico da RAM (2009), em 2007 registaram-se 32.259 indivíduos com idade superior a 65 anos. O mesmo Plano refere que, no perío- do da sua análise, existiam 22 lares na RAM, os quais acolhiam um total de 958 ido- sos, representando o sexo feminino 75,3% desta população e o masculino 24,7%.

Por sua vez o estudo da Provedoria de Justiça (2008) refere que em Dezembro de 2007 existiam 991 idosos acolhidos nos lares da Madeira, o que correspondia a cerca de 2,91% da população com 65 anos ou mais.

O mesmo documento (2008) indica que em igual data existia um total de 773 ido- sos aguardando acolhimento em Lar, sendo que desses, 160 correspondiam a idosos a aguardar internamento em unidades de saúde e 150 estavam referenciados como casos prioritários.

Em 2008 o número de Lares passou a 23, acolhendo em Dezembro do mesmo ano um total de 989 idosos. Nesta data o género feminino é o que mais se destaca com um total de 740 utentes internadas, o que corresponde a cerca de 75% da popu- lação residente em lar. A promoção do bem-estar da pessoa idosa é pois um desafio crescente também no nosso meio, onde a partilha de responsabilidades e a necessi- dade de respostas adequadas urgem em serem reflectidas e implementadas.

O Plano Gerontológico da RAM (2009) pretende a melhoria da qualidade de vida da pessoa idosa de modo a que se possa viver mais e melhor, antecipando respostas e criando soluções para que a terceira idade possa ser vivida de uma forma saudável e autónoma. Perspectiva-se um envelhecimento activo e bem sucedido, onde os servi- ços da saúde, sociais e educacionais possam promover a autonomia e o bem-estar físico e psicológicos, sendo que uma das questões que se podem colocar acerca des- ta etapa da vida, na nossa sociedade e não só, é a da qualidade de vida, no sentido de averiguar em que medida os idosos se encontram satisfeitos e realizados com o que conseguiram e com o que lhes é actualmente oferecido a nível institucional e qual é a prevalência da depressão nesta população.

No nosso meio a institucionalização tem sido uma das respostas encontradas para o desafio da dependência e da vulnerabilidade a qual os idosos estão sujeitos. Importa saber em que medida estas soluções vão de encontro às necessidades indivi- duais e como são percebidas em termos de qualidade de vida.

A avaliação da qualidade de vida da pessoa idosa é uma constante que tem vindo a ser progressivamente tida em conta na abordagem do envelhecimento, assumindo um carácter fundamental, junto desta população. Uma boa qualidade de vida vai ter um impacto positivo tanto na longevidade como na morbilidade, sentindo-se assim, a necessidade de aprofundar esta temática para se poder encontrar respostas adequa- das às necessidades específicas desta população.

Dos estudos observados, podemos concluir que o envelhecimento envolve um conjunto de transformações físicas, psíquicas e sociais em interacção recíproca e por vezes sentidas como perdas, dificuldades cognitivas e sensoriais, doenças físicas, dependência, perda de autonomia, de relações afectivas por morte do cônjuge, paren- tes e amigos, reforma e isolamento social. Face a este conjunto de realidades, o idoso pode reagir de uma forma positiva, adaptando-se às referidas transformações, ou, pelo contrário, ser incapaz de se reorganizar, entrando em quadros depressivos e conse- quentemente experienciando uma má qualidade de vida.

Perante o que atrás referimos e observando a realidade dos idosos institucionali- zados saltam à nossa mente algumas questões:

Qual é a percepção dos idosos acerca da sua qualidade de vida? Qual é o nível de depressão das pessoa idosas?

Será que a sintomatologia depressiva influencia a sua qualidade de vida? Esta nossa pesquisa tem como objectivos:

analisar a Qualidade de Vida dos Idosos Institucionalizados nos Lares da RAM, nos domínios: físico, psicológico, social e ambiental;

identificar o nível de Depressão dos Idosos Institucionalizados nos Lares da RAM e

relacionar a Qualidade de Vida e o nível de Depressão dos Idosos Institu- cionalizados nos Lares da RAM.

Assim, desejamos ajudar a implementar processos de actuação, tendo em conta a saúde e bem-estar da pessoa idosa, bem como contribuir na colaboração a todos os que se dedicam a estas questões para que se possam constituir um auxílio na imple- mentação de políticas e critérios institucionais que promovam e melhorem a condição de quantos habitam nos lares.

Optamos por efectuar um Estudo Descritivo e Exploratório.

Deste estudo fazem parte os idosos em regime de internamento nas Instituições – Lares, públicos e privados de apoio à pessoa idosa na RAM.

A escolha destas instituições prende-se com os objectivos do estudo e por ser nelas que se encontram tradicionalmente a maior percentagem dos idosos institucio- nalizados.

Após a decisão de escolha da população efectuamos junto do CSSM o pedido dos dados relativos ao número de Lares, Públicos e Privados, existentes em 31 de Dezembro de 2010, bem como o número de idosos internados nesta data, para conhecer a população e poder proceder à selecção da amostra.

Nesta data foi referenciado pelo CSSM existência de 24 instituições, com uma população total de 1261pessoas. Do conjunto das instituições 10 são as existentes no concelho do Funchal, três no concelho de Santa Cruz, duas nos concelhos da Calheta, Ribeira Brava e Machico e uma nos concelhos de Câmara de Lobos, Ponta do Sol, S. Vicente, Porto Moniz, e Porto Santo.

Depois de seleccionada a amostra iniciamos o processo de pedido de autorização para a aplicação dos questionários nos lares públicos, junto do CSSM1. Os pedidos de autorização junto dos Lares privados foi iniciado por contacto telefónico, tendo a documentação relativa ao estudo e o pedido escrito sido posteriormente formalizado

Benzer Belgeler