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2. GEREÇ VE YÖNTEMLER

3.2. Biyokimyasal parametreler

O objetivo desta fase foi avaliar os processos de identificação e avaliação de FCS de PCTs como um todo, uma vez que as escalas de análise para os parâmetros foram desenvolvidas anteriormente a essa fase. Para essa etapa da pesquisa foi realizada entrevista com um especialista de parque (como detalhado na seção 3.2.5 desta dissertação).

O especialista realizou uma observação para o componente “fatores competitivos de PCTs” que foi utilizar a expressão “universidade(s)” e não somente “universidade”, pois existem PCTs que são ligados a duas universidades. Como o framework é um instrumento para abranger PCTs, a mudança foi incorporada. O entrevistado verificou os outros itens e categorias do componente e percebeu que estes representam características competitivas de PCTs, atestando uma sintonia com a literatura estudada.

Em relação ao fluxograma que serve para identificar os FCS de PCTs, o especialista sugeriu trocar a expressão “empresas instaladas” por “stakeholders”, uma vez que essa expressão representa não somente as empresas instaladas, mas a universidade, os professores parceiros do PCT, as instituições de ensino e pesquisa, e outros parceiros. O autor Bigliardi et al. (2006) corrobora essa ideia, mencionando que “stakeholders” é o termo que deve ser usado no contexto de PCTs para ter uma abrangência maior. A mudança no componente foi incorporada e tornou o processo de identificar FCS de PCT mais eficiente, uma vez que universidade(s), os professores e as instituições de ensino e pesquisa influenciam as respostas obtidas pelo fluxograma e, com isso, a identificação de tais fatores.

O processo de identificação sugerido conseguiu atingir seu objetivo, uma vez que foi identificado um FCS no parque do qual o entrevistado é gestor, como “O parque fomenta a interação e uso compartilhado de recursos entre seus stakeholders e isso proporciona uma redução de custos de operação para os mesmos.” Apesar de identificar o FCS, percebeu-se uma dificuldade em diferenciar o que é uma característica, um aspecto

e um FCS de um PCT, quando foi perguntado ao entrevistado sobre os fatores competitivos. Essa dificuldade é realçada pelos autores consultados, como Prahalad e Hamel (1990), Javidan (1998), Helfat e Peteraf (2003), Sanchez (2004) e Ruas (2005). Na tentativa de resolver esse problema, foi anexado ao roteiro (aplicado na próxima fase deste trabalho), uma breve explanação no sentido de diferenciar essas definições, para que os FCS sejam identificados de uma maneira acurada.

Além disso, foi percebido que as perguntas de conexão entre os componentes “fatores competitivos de PCTs” e “fluxograma de identificação de FCS de PCTs” ainda não estavam eficientes. Perguntar como é a gestão de cada categoria dos fatores competitivos e identificar os FCS pelo fluxograma tornou o processo demorado e repetitivo. Além disso, a pergunta relativa à existência de processos, rotinas e práticas para a gestão dos fatores competitivos estava redundante, pois, se o parque tem uma gestão para controlar uma categoria, ela apresenta processos, rotinas e práticas, por definição. Decidiu-se perguntar somente se um fator competitivo é crítico para o parque em análise. Uma resposta positiva desse questionamento indica que o fator é controlado por uma gestão por meio de processos, práticas e rotinas. Se o fator isolado não representar um aspecto crítico do parque, ele pode ser analisado em conjunto com outros para verificar se eles representam aspectos críticos do parque. Portanto, as duas primeiras perguntas do fluxograma para identificar os FCS de PCTs (“Como se faz a gestão das categorias de fator crítico? ” E “Existem práticas, processos e rotinas definidos por eles? ”) foram removidas.

Outro refinamento foi aplicado no fluxograma ainda nesta fase do trabalho. A pergunta “O fator competitivo é responsável pela mobilização de recursos/habilidades do parque?” Estava sendo confundida com a pergunta “O fator competitivo é sustentado por um ou mais recursos importantes do parque?”. Além disso, a pergunta “O fator competitivo possui relevância no ecossistema atual de parques?” estava redundante, uma vez que se ele é um fator competitivo de PCTs, ele é relevante para esse ecossistema. Em virtude dos fatos mencionados – as perguntas do fluxograma foram alteradas para serem melhor compreendidas pelos gestores de PCTs e das empresas instaladas – serem menos redundantes e não perderem o objetivo de identificar os FCS de acordo com os autores citados. Elas passaram a ser: (1) “O fator competitivo cria uma ação específica que é percebido pelos stakeholders?”; (2) “O fator competitivo representa valor para os

stakeholders?”; (3) “O fator competitivo estimula o interesse para os stakeholders

se manterem no parque?”. Considerando-se que a resposta à primeira pergunta desse fluxograma é “SIM”, questiona-se qual é ação específica e como ela é percebida. Para a segunda, terceira e quarta perguntas do fluxograma, questiona-se “como” e “por que”. Acreditava-se, assim, que a identificação dos FCS de PCTs poderia ficar específica e acurada. Essa nova versão de fluxograma foi elaborado e está disponível no Apêndice D deste trabalho na seção de “Identificação de FCS de PCTs”. Tais mudanças provocaram efeitos positivos no que se refere à identificação de tais fatores, quando aplicados nos dois PCTs que foram analisados neste trabalho.

Em relação às escalas de análise dos parâmetros, os comentários realizados pelo especialista ocorreram no sentido de deixar a ortografia dos níveis das escalas de análise mais fáceis de serem compreendidos e para que eles refletissem uma evolução, à medida que se percebe um número maior do nível. Por exemplo, para o nível 1 da escala do parâmetro “inimitabilidade” que estava representado por “Extremamente fácil de ser imitado” e o nível 5 por “Até pode ser imitada, mas com muita dificuldade”. O especialista atentou para uma mesma padronização nos extremos nos níveis dos parâmetros, ou seja, usar (para o parâmetro citado) “Extremamente difícil de ser imitado” para o nível 5. O especialista também atentou para algumas definições do nível 1 para escala que não representavam uma presença do parâmetro, por exemplo, o nível 1 do parâmetro “distinção” que estava como “Não distingue o parque”. O nível 1 teria que representar um mínimo da presença do parâmetro e não a sua ausência. Esses dois comentários foram contemplados no instrumento, uma vez que deixaram os níveis da escala de análise mais compreensíveis e apurados.

Uma vez terminada a quarta etapa de refinamentos e revisões, esta pesquisa aplicou o framework em dois PCTs, primeiramente no TECNOPUC, seguido do PORTO DIGITAL e representa a fase 6 deste trabalho. O framework completo, conforme aplicado nos parques mencionados, está apresentado no Apêndice D (roteiro com gestores de parque) e Apêndice E (roteiro com gestores de empresas de parque) deste trabalho.

Benzer Belgeler