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Após a coleta dos dados, inicia-se o processo de análise. De acordo com Eisenhardt (1989) e Yin (2001), existem três estratégias analíticas básicas. A primeira avalia as informações e os dados coletados a partir das proposições e perspectivas teóricas do estudo. De acordo com Walsham (1995), um dos propósitos da teoria é criar um quadro de referência que formará a base sobre a qual os dados serão analisados.

A segunda estratégia analítica consiste em descrever o caso para organizar os dados coletados. A esse respeito, Walsham (1995) avalia que minimamente (?) (no mínimo?) a descrição do caso deve conter detalhes sobre o universo de pesquisa escolhido, as razões que motivaram a escolha, o número de pessoas entrevistadas e a posição hierárquica ou profissional dos entrevistados, o período em que a pesquisa foi realizada, além de qualquer outro dado coletado. A descrição também deve apresentar a forma como os dados foram

analisados, trazer uma narração ou “retrato” das respostas e abordar a sua vinculação com a teoria.

Por fim, Eisenhardt (1989) e Yin (2001) afirmam que uma das formas de analisar os casos é verificar semelhanças e desemelhanças entre eles. A comparação pode ser realizada entre os casos, mas também por meio de critérios. Neste caso, a partir de um conjunto de parâmetros analíticos avaliam-se os casos estudados, sem o intuito de compará- los necessariamente.

Na perspectiva de Miles e Huberman (1994), independentemente das estratégias analíticas utilizadas, a análise dos dados numa perspectiva qualitativa significa um conjunto de atividades de redução e exibição dos dados e o processo de análise e verificação das informações coletadas. De acordo com os autores, a análise qualitativa é composta por:

(a) redução dos dados: processo de sumarização, redução e transformação dos dados brutos coletados em campo num conjunto de dados simplificados e estruturados para permitir o início do processo de análise. Miles e Huberman (1994) enfatizam que a redução dos dados ocorre de maneira contínua num processo de pesquisa qualitativa. Desde o momento em que se determina o problema de pesquisa, os objetivos, as hipóteses e a fundamentação teórica o pesquisador já está tratando suas informações e reduzindo-as de maneira analítica. De acordo com os autores, a redução dos dados

(...) refere-se a um processo de seleção, focalização, simplificação, resumo e transformação dos dados originados das anotações de campo ou transcrições. (...) a redução dos dados ocorre continuamente durante a vida de qualquer projeto orientado qualitativamente. Mesmo antes da coleta de dados, há uma redução de dados em andamento à medida que o pesquisador decide [conscientemente ou não] qual quadro de referência conceitual utilizar, quais são as questões de pesquisa, e qual estratégia de coleta de dados a ser utilizada. À medida que a coleta de dados acontece, novos episódios de redução de dados ocorrem [escrevendo sumários, codificando, definindo temas, elaborando clusters, elaborando categorias de análise, escrevendo memos]. O processo de redução de dados continua depois da pesquisa de campo, até o momento que o relatório de pesquisa é concluído (MILES e HUBERMAN, 199: 11).

(b) display ou quadro de dados: para Miles e Huberman (1994), os dados reduzidos precisam ser apresentados de forma estruturada de modo a permitir a análise em profundidade. Os seres humanos possuem dificuldade para analisar grandes quantidades de dados, pois há barreiras cognitivas à compreensão de realidades complexas. Desse modo, recorre-se à estratégia de reduzir a complexidade por meio de simplificações. O display de dados pode ser compreendido como a fase de organização dos dados coletados de maneira

estruturada e simplificada para permitir ao pesquisador a compreensão do que está acontecendo no campo de pesquisa e elaborar conclusões. Pode ser elaborado por meio de relatórios, textos, matrizes, gráficos e diagramas, entre outros. (MILES e HUBERMAN, 1994).

(...) Genericamente o display ou exibição de dados pode se entendido como uma coleção organizada de informações que permitam conclusões e tomada de decisões. (...) Olhar para o display de dados nos ajuda a entender o que está acontecendo e fazer alguma coisa – analisar ou tomar uma atitude – baseado neste entendimento. (Miles e Huberman, 1994: 11).

(c) conclusão e verificação: a última fase da análise qualitativa é a conclusão e verificação. Nessa etapa, o pesquisador identifica regularidades, padrões, explicações, fluxos de causa e efeito. A partir da compreensão da realidade exposta no display de dados, há condições de concluir, inferir e verificar “o que os dados dizem”. De acordo com Miles e Huberman (1994), durante o trajeto de análise, as conclusões se mostram vagas inicialmente e se consolidam progressivamente.

Ao agregar as etapas de redução, exibição e conclusão, Miles e Huberman (1994) estabelecem o que chamam do modelo interativo para análise dos dados, exposto na figura 14.

Figura 14 – Componentes da Análise de Dados – Modelo Interativo. Fonte: Adaptado de Miles e Huberman (1994).

O processo de análise dos dados da tese seguiu o modelo mencionado e pode ser explicado por quatro passos: (a) primeiro as entrevistas foram realizadas e transcritas; (b)

depois da transcrição, começou o processo de redução de dados por meio da sistematização do conteúdo das entrevistas num conjunto de estruturas chamados nós livres e nós de árvore; (c) a codificação das entrevistas e a descrição primária dos resultados gerou o “display” ou quadro de dados; (d) finalmente, os dados organizados e apresentados permitiram a construção de verificações e conclusões.

Todo o processo de análise qualitativa foi feito com suporte do software QSR NVivo29. O NVivo destina-se à codificação, ao tratamento, armazenamento e gerenciamento de segmentos de textos, vídeos, áudio etc. Ele permite o uso de vasto conjunto de ferramentas para facilitar o processo de análise por meio da criação de códigos, determinação de categorias analíticas e estabelecimento de relacionamento entre elas. Cumpre destacar que a análise qualitativa beneficiou-se amplamente das funcionalidades oferecidas pelo software, mas foi realizada inteiramente pelo pesquisador e não pelo aplicativo.

O primeiro passo da análise qualitativa começou com a gravação e posterior transcrição das entrevistas. Concomitantemente, o levantamento e a obtenção de fontes documentais adicionais que auxiliaram a compreensão da realidade tratada nos estados.

Após a transcrição, iniciou-se o processo chamado redução dos dados. Como ele foi feito? Estabeleceu-se um conjunto de códigos a partir dos conteúdos transcritos, atribuindo significado aos discursos. De acordo com Miles e Hubermam (1994),

Codificar é analisar. Rever as notas de campo, transcritas ou sintetizadas, para analisá-las de forma a atribuir um significado, sem alterar a relação entre elas. Esta parte da análise envolve as formas como o pesquisador diferencia e combina os dados coletados e as reflexões realizadas por ele sobre as informações coletadas em campo (MILES e HUBERMAN, 1994: 56).

A codificação é o processo de criação e designação de diversos códigos associados a fragmentos de frases das entrevistas ou outros documentos. Os trechos associados a um código podem ser palavras, frases, sentenças ou um parágrafo inteiro. Pela codificação, é possível associar vários segmentos de texto ao mesmo código e organizá-los em modelos conceituais (ligações e hierarquias) contendo vários códigos (BARBOSA, 2008).

A codificação dos textos na tese representou a revisão de todo o conteúdo coletado – transcrições das entrevistas e algumas fontes documentais – com sua

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transformação em itens analisáveis. Os códigos assumem a forma de uma categoria ou um atributo que permite a construção de uma análise mais robusta. Não são as palavras em si, mas seu significado que importa. Ao codificar, o pesquisador está associando trechos e fragmentos dos dados coletados de forma a criar um conjunto de atributos com significado num contexto específico (MILES e HUBERMAN, 1994).

De acordo com Ryan e Bernard (2000) apud Barbosa (2008), a codificação é a parte mais importante do processo de análise qualitativa, já que obriga o pesquisador a criar atributos, referenciá-los e conectá-los uns aos outros. É importante destacar que o processo de criação de códigos precisa estar associado às perguntas de pesquisa, aos objetivos, às hipóteses e aos construtos teóricos do estudo. Como o foco epistemológico da parte qualitativa da pesquisa estruturou-se sobre a égide do paradigma interpretativista, os códigos atribuídos foram frutos da interpretação do pesquisador e seus pontos de vista.

Foram criados códigos para representar blocos de texto com a finalidade de relacioná-los e interpretá-los posteriormente. Como afirma Barbosa (2008), os pesquisadores têm percepções diferenciadas a respeito do que dizem os atores. Dessa forma, os códigos são frutos da leitura do pesquisador ou da lente sob a qual foram enxergadas as afirmações.

Para codificação dos dados qualitativos, foram criados pelo pesquisador três segmentos ou blocos de informações no software NVivo:

(i) o primeiro bloco é composto pelos documentos obtidos na fase de coleta de dados. Como já mencionado, o principal tipo de documento analisado foi a transcrição das entrevistas. Não há redução de dados propriamente dita no primeiro bloco, pois ele é formado por um conjunto de documentos importados para o software, formando um repositório de documentos. A figura 15 mostra uma tela do NVivo com as entrevistas importadas para o aplicativo; (ii) o segundo bloco foi composto por nós, aqui entendidos como um conjunto de informações codificadas. Cada grupo de informação codificada pelo pesquisador foi transformado em um conjunto de nós. Eles são o repositório de trechos, parágrafos e conteúdo das entrevistas.;

(iii) o terceiro segmento foi formado pelas anotações e pelos atributos que o pesquisador associou aos nós durante o processo de análise. Como funcionaram as anotações? Durante o processo de codificação, nós foram fundidos, transformados e modificados. Cada uma dessas modificações foi

registrada em notas explicativas com a intenção de refazer o trajeto utilizado para criar os nós.

Figura 15: Ilustração das Entrevistas Importadas para o NVIVO Fonte: elaborado pelo autor

O processo de redução de dados e codificação por meio dos nós mencionados no parágrafo anterior começou com a criação dos chamados “nós livres” (free nodes). Como afirma Barbosa (2008), esse tipo de estrutura é útil para abordar idéias emergentes e ainda em processo de estruturação. Como destacam Miles e Huberman (1994), a redução dos dados começa com a criação de uma “lista inicial” de códigos a partir dos dados coletados em campo.

Cada nó livre criado pelo pesquisador recebeu uma identificação ou um código de acordo com o modelo sugerido por Miles e Huberman (1994). Os nomes dos códigos tiveram como referência a fundamentação teórica, o esquema de análise e as perguntas da entrevista. A estrutura de codificação criada possui quatro partes:

As partes do código podem ser explicadas pelo quadro 15:

[99] O primeiro código representou apenas o número de ordenamento no processo de

codificação. Utilizou como base o número da questão na entrevista e também o esquema de análise do item 5.2. O propósito de utilizar os números foi facilitar a estruturação e o ordenamento dos assuntos. Os códigos foram de 1 a 14.

[yyyyy] A segunda parte do código foi representada por uma categoria conceitual abordada nas perguntas da entrevista. Exemplo: a pergunta sobre o histórico da utilização de TIC ganhou o nome de HIST. Dessa forma, os seguintes códigos foram criados: 1) HIST = histórico da utilização de TIC no governo estadual;

2) OFSERV = oferta de serviços eletrônicos realizada pelo governo estadual; 3) TRANSP = ações para transparência e participação digital;

4) EFET = utilização de TIC para incremento da eficiência e dos resultados da administração pública;

5) PLAN = estrutura do planejamento governamental;

6) PLANTIC = processo de planejamento das ações de e-governo e de tecnologia da informação e comunicação;

7) LEGINFO = legislação sobre acesso à informação governamental; ARRJTIC = estruturas das organizações e arranjos para gerenciamento das ações de e-governo e tecnologia da informação;

8) ENFORCE = mecanismos de enforcement para que os órgãos cumpram as políticas de e-governo;

9) ORÇTIC = processo de priorização do orçamento de TIC do governo estadual; 10) ARQUIT = formas pelas quais é realizada a administração de dados no governo estadual;

11) APLIC = descrição do processo de escolha das aplicações de e-governo a serem desenvolvidas;

12) INFRA = processo de escolha e gestão da infraestrutura de TIC no governo estadual;

13) DES= desafios para que a institucionalização das políticas de e-gov seja aprofundada.

[99] Número de nós livres criados em cada categoria conceitual [nome do

conceito]

Nome do nó livre. Representa uma descrição que permite ao pesquisador uma vinculação rápida à fundamentação teórica, às perguntas da pesquisa e ao esquema conceitual da tese.

Quadro 15: Estrutura de denominação dos nós livres Fonte: elaborado pelo autor.

A tabela 2 traz um exemplo da denominação dos nós livres. A lista completa deles encontra-se no Apêndice III desta tese. É possível observar as quatro partes do código: o número [99], no exemplo 01; o código que representa uma categoria conceitual - HIST; um número sequencial dentro de cada categoria, [99] – 01, 02, 03, etc.; e o nome do nó livre [nome de conceito].

TABELA 2

Exemplo dos Nós Livres “Histórico da Gestão de TIC”

NÓS LIVRES

01) HIST - 01 - SURGIMENTO DA INTERNET E DE CANAIS DIGITAIS DE ATENDIMENTO AO CIDADÃO

01) HIST - 02 - SISTEMAS ESTRUTURANTES

01) HIST - 03 - PROJETOS RELEVANTES INDUZINDO USO DE TIC (COMPRAS, CERTIFICAÇÃO DIGITAL, REDE GOVERNAMENTAL, GRP ETC)

01) HIST - 04 - CONSCIÊNCIA CRESCENTE DA NECESSIDADE DE INICIATIVAS E USO DE TIC 01) HIST - 05 - AUSÊNCIA DE INSITUCIONALIZAÇÃO DA UTILIZAÇÃO DE TIC

01) HIST - 06 - MODERNIZAÇÃO DE SISTEMAS FAZENDÁRIOS PARA MELHORIA DA GESTÃO E ENFRENTAMENTO DA CRISE FISCAL

01) HIST - 07 - FRAGMENTAÇÃO HISTÓRICA NA GESTÃO DE TIC COM ALTOS CUSTOS E BAIXOS RESULTADOS

01) HIST - 08 - UTILIZAÇÃO DE TIC PARA MELHORIA NA GESTÃO E SERVIÇOS PÚBLICOS 01) HIST - 09 - TIC FRAGMENTADA TROUXE RIQUEZA DE SOLUÇÕES

01) HIST - 10 - EXISTÊNCIA DE BONS ELEMENTOS DE MARCO LEGAL

01) HIST - 11 - GESTÃO DE TIC NÃO ACOMPANHA GESTÃO GOVERNAMENTAL 01) HIST - 12 - POLÍTICA DE TIC E GOVERNANÇA

Fonte: elaborada pelo autor.

Assim sendo, a codificação dos dados em nós livres representou o primeiro passo da etapa de redução dos dados apresentada na figura 14. Isso porque, depois de cada criação de nós livres era realizada uma varredura para encontrar conceitos repetidos ou já tratados em outro. Assim sendo, uma lista de categorias era criada e, logo após a sua criação, observava-se a possibilidade de redução do número de conceitos.

De forma sumária, o processo de codificação em nós livres e sua redução pode ser assim descrito:

o primeiro estado a ter as entrevistas codificadas foi o Rio Grande do Sul. Após a finalização da codificação, havia 151 nós livres analisados e verificados para notar a presença de conceitos repetidos ou duplicados. O total de nós livres caiu para 125 itens. O processo de redução não foi por demais criterioso, pois havia a expectativa de crescimento do numero de nós livres a partir da codificação dos resultados de outros estados.

Depois disso, foi concluída a codificação de São Paulo. Juntamente com os dados de entrevista do Rio Grande do Sul, totalizaram 202 nós. Foi realizado o segundo

processo de redução dos dados, o que gerou uma redução de 53 nós livres, totalizando 149 nós.

Em etapa subsequente, conclui-se a codificação de mais dois estados, Minas Gerais e Pernambuco. O número total de nós livres subiu para 163 itens. Observa-se um crescimento menor do número de nós livres. Isso porque foi identificada semelhança das narrativas dos entrevistados com entrevistas já codificadas anteriormente. Dessa forma, grande parte das transcrições eram codificadas dentro de nós já existentes. O crescimento de nós começara a ser marginal. Após a análise de todas as entrevistas, o número foi reduzido para 117 itens.

Finalmente, foi concluída a codificação em nós livres do último estado, Paraná. Não houve crescimento de nós livres, e permaneceram os 117 observados na etapa anterior. Após a quarta e última redução dos nós livres, observou-se que um deles encontrava-se repetido. O número final de categorias foi de 116 itens. Embora possa parecer um número grande, houve a opção de não provocar maior enxugamento dos nós livres para evitar o risco de empobrecimento dos conceitos e das análises.

Concluída a criação de nós livres, seguiu-se para o aprofundamento da redução de dados por meio da criação dos nós de árvore (tree nodes), que são o resultado de agregação hierárquica dos nós livres. Por meio deles, é possível estabelecer conceitos mais abrangentes, capazes de facilitar a análise. Assim como preconizado por Miles e Huberman (1994), a transformação dos conceitos em meta conceitos torna-se importante, pois simplifica conteúdos complexos em configurações mais facilmente compreendidas.

Assim sendo, após a redução dos 202 nós livres para 116 nós, foi feita a agregação hierárquica desses em nove nós de árvore. De acordo com Miles e Huberman (1994), eles são importantes porque reduzem a quantidade de categorias analíticas, o que permite ao pesquisador a construção de um mapa com a integração e interligação dos dados codificados. A figura 16 exemplifica todo o processo de codificação e redução dos dados realizados nesta tese.

Tree Nodes 1 2 3 4 65 116 …... …... …... Tree Nodes Tree Nodes Tree Nodes Tree Nodes Tree Nodes Tree Nodes Tree Nodes Tree Nodes Tree Nodes [202 nós ] [116 nós]

Nós livres (Free Nodes):

armazenam idéias emergentes, categorizadas e reagrupadas; associadas a segmentos de dados recodificados. Nós em árvore (Tree Nodes): organizam os “nós livres” de forma hierárquica, categorizando as idéias em agrupamentos conceituais mais abrangentes. [9 nós]

Redução dos Dados:

agrupamento conceitual Redução dos Dados: Hierarquização

Figura 16 – Hierarquia das Estruturas de Nós Armazenados no QSR NVivo Fonte: Barbosa (2008), adaptado pelo autor.

Os nomes dos nós de árvore foram estruturados de maneira diferente da utilizada para os nós livres. Nesta fase, buscou-se criar apenas um nome representativo da categoria com foco na fundamentação teórica. Os nós de árvore estabelecidos ao final do processo foram: (1) arquitetura e administração de dados; (2) contexto institucional, formulação e planejamento governamental; (3) desafios à institucionalização das políticas de e-governo; (4) estrutura e arranjos organizacionais; (5) gestão de tecnologia da informação; (6) histórico da gestão de TIC; (7) oferta de serviços eletrônicos; (8) política de informação; (9) transparência da informação e acesso a ela.

A escolha dos nomes dos nós, tanto os livres como os de árvore, foi feita de forma arbitrária pelo pesquisador. Ele buscou, no entanto, ser coerente com a fundamentação teórica e o modelo de análise escolhido para a tese. Todos os 116 nós livres foram agrupados pelos significados das palavras nos textos e, então, inseridos nos nós de árvore mencionados.

De posse dos dados codificados, foi iniciada a fase de análise dos dados qualitativos em que se descreveram os resultados obtidos. A preocupação central dessa etapa foi proporcionar uma visão geral e abrangente dos resultados obtidos pelas entrevistas. Sempre que possível, utilizou-se a fundamentação teórica para confirmar os resultados observados, mas o foco central foi a descrição dos resultados.

No próximo tópico, far-se-á a descrição da estratégica metodológica utilizada na parte quantitativa da pesquisa.

Benzer Belgeler