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UYGULAMA DOZLAR

4.4. Bitkisel ve Mikrobiyal Kaynaklı Preparatların in vitro koşullarında Yaş Kabarcık ve Kuru Kabarcık Hastalıklarına Etkis

O Projeto de Intervenção/Ação Pedagógica (PAP)21 da EMAH é um documento que foi construído coletivamente, em 2003, com a participação de representantes de toda a comunidade escolar. Diante dos resultados de avaliações externas realizadas pela Secretaria de Educação de Minas Gerais – por meio do Sistema Mineiro de Avaliação Escolar (SIMAVE)22 – que indicaram uma taxa de 30% das crianças da RME/BH com resultado insatisfatório, a SMED/BH condicionou o repasse de verbas para as escolas à elaboração de um projeto que definisse prioridades de investimento para minimizar os problemas de aprendizagem dos alunos.

Nesse contexto, a EMAH elaborou a primeira versão do PAP, para vigorar no biênio 2003-2004, tendo como objetivo sistematizar e legitimar ações educativas que já vinham sendo implementadas. Na versão inicial foram definidos quatro eixos de ação: a Escola de Sete Horas; as Oficinas Lúdico-Formativas; os Cursos de Formação; a ampliação da interação escola/comunidade. Um olhar mais cuidadoso irá revelar que, na verdade, cada um desses eixos pode ser considerado um projeto específico. Para o biênio 2005-2006, os princípios e propostas do PAP se mantiveram basicamente os mesmos.

A Escola de Sete Horas foi assim denominada porque a proposta desse eixo do PAP era manter alguns alunos na Escola por duas horas e trinta minutos além do horário normal do turno, cuja carga horária diária era de quatro horas e trinta minutos. Em 2003, o trabalho foi realizado com os alunos dos 2o e 3o ciclos que apresentavam defasagem de conteúdo, especialmente na área de alfabetização e letramento. Apesar desses 60 alunos – 29 no turno da manhã e 31 no turno da tarde

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No documento denominado Projeto de Ação Pedagógica - Educação Básica - Escola Plural, a SMED/BH afirma que “em 2003, estaremos descentralizando recursos para as escolas desenvolverem um projeto, construído coletivamente pela comunidade escolar, com o objetivo de superar problemas detectados no cotidiano. Com esse projeto, cada escola vai poder definir que problemas devem ser enfrentados e que estratégias devem ser utilizadas para superá-los” (BELO HORIZONTE, SMED, 2003, p. 6). Seguindo tais orientações, a EMAH contratou uma empresa de consultoria e, em parceria, realizou ampla pesquisa junto à comunidade escolar, levantando o perfil de pais, alunos, profissionais da educação e funcionários e, ainda, ouvindo as propostas desses segmentos para a utilização da verba que seria recebida. A partir de então, o PAP da EMAH foi escrito, definindo-se que parte dos recursos financeiros seria utilizada para a ampliação das ações que vinham sendo realizadas desde a fundação da Escola.

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Atualmente, no âmbito do SIMAVE, três diferentes programas de avaliação se articulam: o Programa de Avaliação da Alfabetização (PROALFA), o Programa de Avaliação da Rede Pública de Educação Básica (PROEB) e o Programa de Avaliação da Aprendizagem Escolar (PAAE).

– terem sido atendidos de forma mais específica, por meio da ampliação do tempo de permanência na Escola, uma avaliação dessa ação, realizada em fins de 2003, indicou vários problemas no encaminhamento dessa frente do PAP, como:

Falta de acompanhamento/formação dos educadores.

Falta de um coordenador específico para direcionar as informações, propor encontros, viabilizar ações e ser o elo entre os dois turnos. Falta de profissionais no quadro de professores para atendimento às ações do PAP.

Falta de estrutura para acolher os alunos no horário do almoço. Falta de tempo para plenejamento, relatórios, avaliações e discussões coletivas do trabalho.

Número grande de alunos por turma.

Falta de integração entre os professores do PAP em razão da escassez de tempo.

Falta de integração dos professores do PAP e os professores referência das turmas. (EMAH, documento 3, 2004, s/p)

Tendo, pois, detectado todos esses problemas, o coletivo achou que era necessário repensar os recursos e a estrutura da Escola de Sete Horas, optando por interromper, provisoriamente, esse eixo do PAP:

Um dos indicadores apontados nas avaliações dos professores foi a necessidade de mudar o formato do Projeto de Intervenção/Ação Pedagógica [PAP] para o ano de 2004, redimensionando os tempos e espaços, a infra-estrutura da escola e ampliando o quadro de profissionais para além do 1.5 dadas as especificidades do trabalho pedagógico. (EMAH, documento 3, 2004, s/ p)

Após ser interrompido durante o ano de 2004, houve a retomada dessa frente do PAP em 2005. Entretanto, a partir de 2006, ano de realização da pesquisa, ocorreu uma mudança na concepção da Escola de Sete Horas, quando iniciou-se o atendimento aos alunos dos 1º e 2º ciclos que se encontravam em situação de risco e vulnerabilidade social. Acompanhando essa alteração de foco do Projeto, houve também ampliação do tempo de permanência dos alunos na escola e mudança na sua nomenclatura, passando a ser denominado Escola de Tempo Integral23 (ETI).

A origem das Oficinas Lúdico-Formativas – segundo eixo do PAP – está no Projeto Livre Escolha, desenvolvido desde 1998 pelos professores, quando eram oferecidas aos alunos oficinas diversas, realizadas uma vez por semana, com

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As alterações na concepção dessa frente do PAP geraram uma situação conflituosa entre os docentes da EMAH. Mais adiante, no item 6, ao tratar da tessitura de saberes nas práticas escolares, abordarei de forma mais precisa questões relativas a esse Projeto.

duração prevista de um semestre. Inicialmente as oficinas eram ministradas pelos próprios professores, com o objetivo levar a cultura do aluno para o cotidiano escolar. Como o próprio nome indica, era permitido aos alunos optar pelos cursos de acordo com os seus interesses e/ou habilidades.

A partir de 1999, com o aumento do número de alunos na Escola, o Projeto Livre Escolha passou a acontecer por ciclo. Em 2004, ele assumiu dimensões mais amplas, quando as oficinas passaram a acontecer em parceria com profissionais contratados, inclusive com pessoas da comunidade, que atuam em diferentes áreas como teatro, circo, dança, street dance, capoeira, percussão.

Em 2006, as oficinas aconteciam às quartas-feiras, sendo reservado um horário para cada ciclo do Ensino Fundamental e outro para a Educação Infantil. Enquanto os alunos estavam nas oficinas, os professores do ciclo se reuniam24 para discutir questões diversas relativas ao trabalho coletivo.

O objetivo da terceira frente do PAP era favorecer a formação da comunidade escolar, envolvendo educadores, funcionários, pais e mães de alunos em atividades como debates e seminários. Visando propiciar informações e conhecimentos sobre o desenvolvimento humano e os processos de ensino-aprendizagem, esse eixo colocou-se como uma necessidade devido aos constantes questionamentos da comunidade quanto à proposta político-pedagógica da Escola.

Para alcançar os objetivos dessa frente, a Escola investiu, nos últimos anos, na contratação de formadores com conhecimento em temáticas específicas. No ano de realização da pesquisa de campo, ocorreram alguns seminários25, para os quais foi convidada toda a comunidade escolar. Presenciei a realização de um encontro que aconteceu a partir de uma demanda de pais e professores, no qual um psicólogo proferiu uma palestra, discutindo questões relativas à (in)disciplina e à necessidade de colocar limites no comportamento de crianças e adolescentes. Nesse evento pude confirmar a queixa da direção da Escola e dos docentes de que a presença dos pais nas discussões realizadas ainda era, em geral, bastante pequena.

Visando investir “na autonomia e gestão da comunidade e em processos educativos a serem desenvolvidos no interior da mesma” (EMAH, documento 2,

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No item 5, ao tratar da organização do trabalho docente na EMAH, retomarei aspectos desse Projeto, dando foco às Reuniões por Ciclo, entendidas como espaço coletivo de tessitura de saberes.

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O projeto denominado Educação Tem Cor? teve como uma de suas atividades a realização de um seminário, o que expressa a iniciativa dos profissionais da EMAH para atingir os objetivos dessa frente do PAP. Tratarei desse projeto mais adiante, no item 6.

2003, p.12), a última frente do PAP pretendia garantir uma constante aproximação entre escola e comunidade, ampliando a participação da comunidade em todas as instâncias escolares, como assembleias, festas, grupos culturais, associação de ex- alunos.

Na perspectiva de democratização do espaço escolar, houve a estruturação da chamada Escola de Pais, que apresentou-se, ao longo dos anos, como um grande desafio para a EMAH, sendo ainda incipiente no ano de realização desta pesquisa.

Ainda em consonância com essa frente do PAP, a Escola aderiu ao Projeto Escola Aberta26, que para aquela comunidade representava uma oportunidade de lazer e diversão gratuitos:

Aqui é um bairro que não tem uma quadra, não tem praça, não tem uma coisa legal para eles estarem divertindo. Eles não têm dinheiro para ir a um cinema, não têm dinheiro para ir a um shopping, mas tem a Escola Aberta, que está com “n” diversões, “n” situações prazerosas para família a toda. Então, eu sugeri para eles que poderiam ter vindo nas férias, poderiam ter vindo aqui divertir. E isso pode ser feito ao longo do ano todo, sábado e domingo a Escola está aberta. É uma forma de mostrar para eles como estar se divertindo, relaxando, curtindo junto com a família inteira, sem precisar de dinheiro. A maioria não tem. [...] Então, é uma alternativa boa para eles. (Depoimento de docente do 2º ciclo)

Com a apresentação do PAP da EMAH, procurei evidenciar aspectos importantes das normas que o próprio coletivo instituiu para si. Mais do que normalização do trabalho docente, o PAP expressa a filosofia da Escola e, ainda, a concepção de sujeito e de sociedade que se pretende construir.

Em 2006, as normas antecedentes direcionadas ao trabalho docente na EMAH eram, em várias situações, cotidianamente retrabalhadas pelos sujeitos que teciam a história. É sobre esses sujeitos que discorro a seguir.

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Iniciado em 2004, o Programa Escola Aberta foi criado a partir de um acordo de cooperação técnica entre o Ministério da Educação e a UNESCO, em parceria com diversas esferas governamentais. Visa proporcionar à comunidade escolar da Educação Básica, nos fins de semana, espaços alternativos para o desenvolvimento de atividades de cultura, lazer, esporte, geração de renda, formação para a cidadania e ações educativas em geral.

Benzer Belgeler