5. TARTIŞMA ve SONUÇ
5.5. Bitki Besin Elementlerinin Değişimi
Para que este processo de demissões pudesse se concretizar fez-se necessário aplicar o modelo toyotista em todos os sentidos, inclusive apoiando-se em sua espinha dorsal, que é a rede de subcontratação de trabalhadores. Sem esses “lázaros da classe trabalhadora”, sem essa “superpopulação relativa” que recebe os piores salários, a lei geral da acumulação capitalista não seria possível282.
São esses trabalhadores que, na visão de Harvey (2004), fazem parte de
“um segundo grupo que oferece uma flexibilidade numérica ainda maior e inclui empregados em tempo parcial, empregados casuais, pessoal com contrato por tempo determinado, temporários,
281 . Aqui queremos registrar uma divergência entre os dados de Sampaio (2006) que pegou seus
dados sobre as terceirizadas diretamente da ALUNORTE, totalizando apenas 1.200 trabalhadores e Coelho (2006) que fez sua pesquisa de dados diretamente com s empresas terceirizadas. É provável que os dados de Coelho (2006) estejam mais próximos da realidade, devido ao fato de ter entrevistado as próprias empresas terceirizadas.
subcontratação e treinandos com subsídio público, tendo ainda menos segurança de emprego do que o primeiro grupo periférico”283
Essa “rede de subcontratação” que sustenta o modelo toyotista tanto na ALBRAS como na ALUNORTE tem sido objeto de estudos recentes por parte de pesquisadores. Os trabalhos de Coelho284, Sampaio285 e Coroa Filho286 tratam, respectivamente, das redes de subcontratação na ALUNORTE e na ALBRAS. Mesmo que a abordagem geral dos autores seja na ótica do planejamento e desenvolvimento local – exceção para a dissertação de Sampaio (2006) que se inscreve no campo da Sociologia do Trabalho -, de ver como esse processo pode ter ajudado ou não o desenvolvimento local no nível de mercado interno, qualificação, empregos, etc., assim mesmo são válidos no sentido de desvendar o “subterrâneo” do modelo toyotista.
No caso da ALBRAS a redução do efetivo de trabalhadores encontrou sua compensação em uma rede de empresas contratadas, que no período de 2001 a 2004, segundo Coroa Filho (2005), somavam um total de 48, sendo que 39 foram contactadas à época de sua pesquisa. A maioria eram pequenas e micro empresas, mas as médias empregavam a maioria de trabalhadores. O quadro abaixo ajuda a visualizar o número de empresas e de empregados:
Tabela 15: Tipos de empresas e percentagem de trabalhadores que prestaram serviços para a ALBRAS no período de 2001-2004
283 . Cf. HARVEY, David. Op. Cit., pág. 143.
284 . Cf. COELHO, Edineide Santos. Flexibilização Produtiva e Desenvolvimento Local: a rede de
subcontratação da Alunorte. Belém/PA: UFPA/NAEA, junho de 2006. Dissertação de Mestrado.
285
. Cf. SAMPAIO, Isadora Castelo Branco. Reestruturação produtiva e a flexibilização do
trabalho: um estudo sobre os processos de subcontratações e relações de trabalho na Alunorte S/A. Belém/PA: PPGCS/CFCH/UFPA, 2006. Dissertação de Mestrado.
286 . Cf. COROA FILHO, Vicente Uparajara. Redes de Subcontratação e desenvolvimento local: a
atuação da Albrás no arranjo produtivo de Barcarena. Belém/Pa: UFPA/NAEA, 2005. Dissertação
Tipo Empresa % Empregados% Micro 22,2% 9,0% Pequena 47,2% 28,4% Média 30,6% 62,6% TOTAL 100,0% 100,0%
FONTE:COROA FILHO, Vicente Uparajara. Op. Cit., pág. 62
Infelizmente, o autor não nos forneceu números absolutos de trabalhadores, mas a julgar pelos números das contratadas da ALUNORTE (5.437 trabalhadores no período de 2001 a 2004), o contingente de trabalhadores terceirizados na Albrás deve estar no mesmo patamar. Um dado interessante da força de trabalho precarizada é que 92% estudaram até o ensino médio (completo e incompleto), sendo os com nível superior muito poucos e normalmente estes estão dirigindo as empresas ou em cargos importantes na sua estrutura.
A caracterização do autor é de que
“o arranjo produtivo de Barcarena...está composto por um grupo de empresas que se mantém extremamente dependentes das grandes empresas produtoras e exportadoras de mineração instaladas no município.Como não é possível compartilhar o processo de produção do alumínio primário, que é o produto final da Albrás, esta última, a partir de estratégias de flexibilização defensiva287 adotadas com a finalidade de reduzir seus custos operacionais, condiciona a relação com as empresas locais, fazendo com que ocorra a imposição de uma dinâmica inovativa que, se por um lado beneficia as contratadas do ponto de vista da atualização tecnológica, por outro reduz sua margem de lucros e intensifica a utilização dos recursos produtivos”288
No caso da ALUNORTE, a conclusão de Coelho (2006) é que se pratica o pior tipo de flexibilidade, a “flexibilidade defensiva” em contraposição à “flexibilidade ofensiva”. Aplicando as fórmulas da “escola da regulação” francesa a autora nos diz que, inclusive, a Q.I.V (Quase Integração Vertical) seria do tipo “pobre”, onde 287
. O autor tomou o termo emprestado da Escola de Regulação, tendo a frente Leborgne e Lipietz. Cf. COROA FILHO, Vicente Upararajara. Op. Cit., pág. 3.
predomina a subordinação das empresas contratadas à empresa “mãe” (existe pouca iniciativa das contratadas, pouca pesquisa aplicada). Na “flexibilidade defensiva” (QIV “pobre”) as relações são oportunistas e de curto prazo; há uma perda considerável de conquistas sociais e trabalhistas. No caso da “flexibilidade ofensiva” (QIV “densa”), as firmas contratadas se especializam e dominam processos que exigem alto nível de conhecimento tecnológico e se fortalece os elos de parceria destas firmas com as empresas contratantes; sua visão é de médio e longo prazo.
Segundo Coelho (2006), na “flexibilidade defensiva”, a relação entre as grandes empresas contratantes e as empresas subcontratadas
“envolve apenas a terceirização de atividades de baixa complexidade técnica e tecnológica visando ao aproveitamento de vantagens locacionais – como baixos níveis de salário, e disponibilidade, baixos custos e proximidade geográfica de matérias- primas – e de outros elementos que representam largas margens de ganho às grandes empresas, as quais não se dispõem a compartilhar com as empresas locais seu conhecimento em termos de avanço tecnológico e organizacional”289.
Entre os anos de 2001 e 2004, a ALUNORTE mantinha em seu entorno de subcontratação cerca de 60 empresas, sendo a ampla maioria as micros e pequenas empresas, que empregavam 57,4% da força de trabalho. A Tabela abaixo pode nos ajudar na visualização melhor dos dados:
Tabela 16: Empresas Subcontratadas da Alunorte e empregos gerados (2001-2004)
Tipo Empresas
Nº Absoluto Empresas% EmpregadosNº Absoluto Empregados%
Micro 19 42,2% 20,3%
Pequena 20 44,4% 3.119 * 37,1%
Média 06 13,3% 2.318 42,6%
TOTAL 45** 100,0% 5.437 100,0%
Fonte: COELHO, Edineide Santos. Op. Cit., pág. 60.
* A autora não forneceu os números separados de empregados nas micro e pequenas empresas. ** A autora conseguiu localizar 45 empresas da relação fornecida pela Alunorte e 11 não responderam ao contato.
Segundo a autora, há uma concentração nas atividades das subcontratadas nas áreas de manutenção e montagem eletromecânica e industrial e de construção civil, que somam 21 empresas (sendo 9 micro, 10 pequenas e 2 médias), representando 46,67% das 45 empresas entrevistadas. Aqui é importante relativizar o peso da construção civil na categoria “subcontratada”, pois não é uma atividade ligada diretamente ao ramo produtivo, ou seja, à redução do alumínio. É uma atividade de caráter bem abrangente, que pode estar em qualquer planta industrial (para reparos ou expansão, no caso) assim como em qualquer setor da sociedade. O mesmo já não se pode dizer das que atuam nas áreas de manutenção e montagem eletromecânica e industrial, que fazem parte da estrutura produtiva.
Segundo os dados coletados por Sampaio (2006), a maioria absoluta dos contratos dos trabalhadores terceirizados varia de 03 a 06 meses, cerca de 85%, de um total de 100 trabalhadores entrevistados, sendo que os 15% restantes duram 12 meses290. Os serviços executados variam desde a limpeza dos tanques de soda cáustica e desincrustação, passando pela fabricação e montagem dos tanques, estruturas metálicas e tubulações na área industrial, até manutenção industrial e serviços gerais.
Em relação ao nível de escolaridade dos subcontratados da ALUNORTE pesquisados pela autora a maioria (64%) tem apenas o Ensino Fundamental concluído291, o que caracteriza o trabalhador com baixa especialização e qualificação, daí a fluidez dos contratos de trabalho que não passam de um ano; são postos de trabalho que podem ser repostos por qualquer um que tenha apenas o
290 . Cf. SAMPAIO, Isadora Castelo Branco; Op. Cit., pág. 117.
ensino fundamental. E como substrato do toyotismo, da precarização do trabalho, conforme Antunes (1995), a maioria dos salários se situam entre 1 e 2 salários- mínimos (66%).
Considerando o total de empregos gerados nas empresas contratadas – excetuando-se a construção civil – temos um contingente muito grande de terceirizados, o que só confirma o caráter da reestruturação produtiva atual292 como sendo plenamente inspirada no modelo toyotista. Isso ratifica o que Coriat (1994) vinha afirmando acerca da “fábrica mínima”. Citando Asanuma (1985, 1988), que estudou a relação empresa principal/empresa subcontratada no Japão, Coriat (1994) nos diz:
“1 – Primeiramente, podemos ler a confirmação de uma porcentagem extremamente alta de ‘subcontratação’: apenas 26,5% dos componentes fabricados internamente. Aqui temos um dos traços essenciais da fábrica ohnista: fábrica delgada, mínima – já o havíamos dito – que se alivia de tudo aquilo que não é considerado como estritamente indispensável.
2 – Do total dos 73,5% dos produtos subcontratados, 30,5% são adquiridos ‘tais e quais’ e 43% são ‘encomendados’. Os números só assumem todo o seu sentido quando reportados aos da coluna da direita [referência ao quadro de Asanuma à pág. 129]; observa-se então que são os ‘fornecedores gerais’ – onde os produtos são adquiridos via catálogo – que fornecem a quase totalidade (26,5% sobre 30,5%) dos produtos comprados.
3 – Enfim, a coluna da direita evidencia a ‘hierarquia’, de fato, das empresas subcontratadas. Das ordinárias às excelentes e às empresas associadas, as distinções e diferenças de status são marcadas nitidamente”293
Eis aqui o verdadeiro objetivo das relações sociais de trabalho nos moldes toyotistas: acumular capital, esticando ao máximo a corda para os setores mais
292 . A esse respeito Trindade (2001), ao estudar o processo de subcontratação na MRN, colocava na
sua introdução que em 1992, num universo de 127 empresas pesquisadas pela “Coopers & Lybrand”, 76% terceirizaram algumas de suas atividades, sendo que 40% destas reduziram o seu quadro de pessoal.
293 . Cf. CORIAT, Benjamin. Op. Cit., pág. 123. Um dado surpreendente fornecido por Coriat (p. 120)
é que, aparentemente, a Toyota só teria 171 empresas subcontratadas, mas se olharmos as subcontratadas de “segunda linha” (mais ou menos 4.000 e de “terceira linha” (31.600), o total vai para 36.000 empresas subcontratadas! É um número altíssimo comparado com a General Motors (1986) que tinha 12.500 empresas subcontratadas.
precarizados do proletariado. Se a redução de trabalhadores é o eixo do modelo toyotista, é interessante considerar o que nos diz Cipolla, para quem
“o just-in-time é, assim, uma forma de organizar o processo de produção de tal forma a reduzir tanto C (Capital Constante) quanto V (Capital Variável). O just-in-time implica, portanto, uma condensação de trabalho na medida em que o fluxo contínuo da produção depende tanto do desdobramento do trabalhador entre várias tarefas quanto da intensificação do uso do tempo”294.
Segundo Trindade (2001),
“essa cadeia de subcontratação estrutura-se com base na exploração da mais-valia absoluta295 da força de trabalho contratada temporariamente. Essa mais-valia provém não somente da intensificação da jornada de trabalho, mas sobretudo do diferencial dos salários diretos e indiretos (encargos sociais). A massa da mais- valia assim produzida será repartida de forma diferenciada entre a contratante (MRN), contratadas (CNO, TK/GR, SERTEP) e a agência de temporários (Executiva)296.
De fato, o grande objetivo da empresa-mãe ao optar pela rede de terceirização/subcontratação é justamente livrar-se dos salários altos e dos encargos sociais. A diferença de salários feita pelo autor à época mostra muito bem o que vimos teorizando. No ano de 1987, enquanto o mecânico da MRN ganhava R$
294
. Cf. CIPOLLA, Francisco Paulo. Economia política do Taylorismo, Fordismo e Teamwork. IN:
Revista de Economia Política; volume 23, n° 3(91), julho/setembro de 2003; pág. 88.
295
. Para um início da discussão completa da essência do modo de produção capitalista (produzir mais-valia) os leitores podem ir no Livro I de O Capital, volumes I e II, especificamente Parte Terceira “A produção da mais valia absoluta”, Parte Quarta “A Produção da mais valia relativa” e Parte Quinta “Produção da mais valia absoluta e da mais valia relativa”. Apenas queremos relembrar o seguinte: “A produção da mais valia absoluta se realiza com o prolongamento da jornada de trabalho além do ponto em que o trabalhador produz apenas o equivalente ao valor de sua força de trabalho e com a apropriação pelo capital desse trabalho excedente. Ela constitui o fundamento do sistema capitalista e o ponto de partida da produção da mais valia relativa. Esta pressupõe que a jornada de trabalho já esteja dividida em duas partes: trabalho necessário e trabalho excedente. Para prolongar o trabalho excedente, encurta-se o trabalho necessário com métodos que permitem produzir-se em menos tempo o equivalente ao salário. A produção da mais valia absoluta gira exclusivamente em torno da duração da jornada de trabalho; a produção da mais valia relativa revoluciona totalmente os processos técnicos de trabalho e as combinações sociais”. Cf. MARX, Karl.O Capital; pág. 585.
296 . Cf. TRINDADE, José Raimundo Barreto; Op. Cit., pág. 134. Sobre as empresas prestadoras de
850,00 o da empresa contratada Sertep ganhava R$ 374,00; um ajudante da MRN recebia R$ 350,00 enquanto o da Sertep R$ 182,60297.
Na própria ALUNORTE, enquanto a faixa salarial da maioria dos trabalhadores subcontratados se situa entre 1 e 2 salários mínimos (uma média de R$ 500,00), os operários efetivos da ALUNORTE – fruto de suas lutas – recebem além dos salários bases, os adicionais, participação nos resultados, e outros benefícios como assistência médica e odontológica, alimentação na fábrica, ticket alimentação, transporte, escola, creche, etc298.
Essa discussão sobre a precarização do trabalho e os encargos sociais, que se inicia com o toyotismo e ganha contornos no mundo ocidental capitalista, tem em Pochmann (1999) uma teorização mais acabada. Na contramão de todos os teóricos da “globalização” e do neoliberalismo, o autor diz que no Brasil
“Considerando-se o peso dos encargos sociais no custo da mão-de- obra não é alto e, principalmente, que o custo horário da mão-de- obra industrial no Brasil é baixo, chega-se à conclusão de que a parcela dos encargos sociais por hora trabalhada (em valores absolutos) é também relativamente pequena. Considerando-se também um custo horário da mão-de-obra para o conjunto da indústria brasileira de US$ 3,08 em 1993, a parcela referente aos encargos sociais (20,06%) representa apenas US$ 0,62 por hora, o que constitui um dos menores valores pagos em termos absolutos”299.
A investida dos capitalistas no atual estágio de acumulação de capital no Brasil e no mundo globalizado, dá-se essencialmente sobre as políticas de bem- estar social, como previdência pública, saúde e educação, mas também sobre os encargos sociais. É sobre a composição abaixo que o capitalismo investe para garantir sua acumulação de capital, sua mais-valia:
297 . Idem Ibidem, pág. 136.
298
. Cf. SAMPAIO, Isadora Castelo Branco. Op. Cit., págs. 115 e 122.
299
. Cf. POCHMANN, Márcio. O Trabalho sob fogo cruzado: exclusão, desemprego e
Tabela 17: Encargos sociais no setor industrial (pessoal de produção) Custo salarial*
(Itens do rendimento monetário do empregado incidentes sobre a folha de pagamento como proporção do salário contratual mensal)
Discriminação Valor Absoluto
Salário contratual 100,00 Décimo-terceiro 8,33 Adicional 1/3 de férias 2,78 FGTS 8,00 Incidência do FGTS sobre 13º e 1/3 de férias 0,89 Rescisão contratual 3,04
Custo Salarial total 123,04
Fonte: Cesit, 1994. Citado por POCHMANN, Márcio. O Trabalho sob fogo cruzado: exclusão,
desemprego e precarização no final do século.São Paulo: Contexto, 1999 (Coleção Economia),
pág. 170.
* Incorpora o pagamento de tempo não-trabalhado (férias, feriados).
Em seu trabalho, Pochmann (1999) dá uma farta demonstração, através de tabelas e gráficos, do baixo custo da mão-de-obra no Brasil em comparação com outros países capitalistas avançados300, e conclui que
“a redução ou eliminação do que é aqui definido como encargos sociais, sem a sua imediata substituição por outra fonte de financiamento, poderiam prejudicar ainda mais as políticas públicas. Dessa forma se estaria contribuindo para a ampliação do quadro de precarização das condições e relações de trabalho, bem como para o aumento das desigualdades nos rendimentos assalariados, com implicações negativas para o emprego registrado e para o segmento organizado da economia”301.
Por que as empresas continuam fazendo da precarização do trabalho seu objeto predileto, apesar das provas contrárias dadas por Pochmann (1999) de que a eliminação dos encargos sociais teriam efeito mínimo sobre o tão reduzido custo da mão-de-obra no Brasil? A explicação mais científica é que esse “mínimo” pode ser a própria salvação do capitalismo na etapa atual de crise crônica da economia.
300 . Seria recomendável que os que lutam contra a precarização do trabalho lessem todo o capítulo
10: “Encargos Sociais: uma nova metodologia e seus resultados no Brasil”, pp. 159-178. Há muitos elementos para se contrapor aos desmandos da “globalização”.