2. KURAMSAL TEMELLER
2.2. Kayaçların Mühendislik Özellikleri
2.2.2. Kayaçların fiziksel özellikleri
2.2.2.3. Birim hacim ağırlığı
Comparava a uma cítara, as pessoas que falam coisas excelentes porém não as praticam, pois a cítara, à semelhança de tais pessoas, nada ouve e nada percebe. Ele entrava no teatro encontrando frente a frente os espectadores que saíam, e quando lhe perguntaram por que, respondeu: “Isso é o que procuro fazer em toda a minha vida”.130
Na passagem acima é evidente que Diógenes de Sínope, com o intuito de criticar severamente a sociedade grega opunha-se às convenções sociais. De igual modo podemos dizer que os cínicos, a partir desse exemplo, agem como um antídoto às falsas ambições humanas em busca do domínio de si. Este ―autodomínio‖ ou a (enkráteia) Socrática é por sua vez a manifestação mais significativa da razão humana.131 Tal lei interior confirmada primeiramente por Sócrates logo foi também adotada por Platão, Xenofonte e Isócrates e significa ―autodomínio‖ e ―[...] traz consigo implícito um novo conceito de liberdade interior‖. 132 O controle de si e das paixões para os cínicos vincula-se diretamente ao domínio
que corresponde à luta ―contra adversários existenciais como exílio, fome, pobreza e morte‖.133 Com esse propósito filosófico, eles travam uma batalha contra sí, a fim de vencer a
si mesmos. Para tal, eles utilizam a passividade que significa a meta sublime; isso também é justificado por eles com o intuito de atingirem a autossuficiência (αςηάπκεια). Destarte, as
130LAÊRTIOS, 2008, livro VI,, §64, p.168.
131 REALE, Giovanni. História da filosofia: filosofia pagã antiga. V.1 Giovanni Reale, Dario Antisteri; (tradução Ivo Stomiolo).- São
Paulo. Paulus. 2003. p. 96.
132 MONDOLFO, R. Sócrates. Tradução de Lycurgo Gomes da Motta. São Paulo, Mestre Jou, (1980).p. 71.
133 GOULET-CAZÉ; BRANHAM. ―Introdução‖. p.11-38. In: Marie-Odile GOULET-CAZÉ e R. Bracht BRANHAM (Orgs.). Os Cínicos: o
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provações que a vida civilizada impunha, embora soassem más para os cínicos gregos, eles suportavam-nas e se recusavam a considerá-las más; para isso, eles cultivavam um estado mental de convencimento de si e tentavam persuadir os outros a praticar uma vida de acordo com a natureza. Só para exemplificar, eles não hesitavam em dormir no chão, e não se importavam com uma dieta e vestimentas simples. Em última instancia vemos que de fato, a liberdade da agitação emocional (apatheia) e a independência do mundo exterior aproxima-se sobretudo ao que pode ser considerado como parte da busca pela filosofia prática dos cínicos na Antiguidade.
Por outras palavras entendemos que os cínicos gregos procuravam com sua filosofia uma espécie de autonegação para com qualquer tipo de meta transcendente ou metafisica. Portanto, para Diógenes de Sínope, viver de acordo com a natureza era viver segundo a liberdade e autonomia dos animais, além disso, podemos ter uma noção mais apropriada a esse respeito, se mais uma vez, recorrermos a Laêrtios, senão vejamos em seus próprios termos.
O próprio desprezo do prazer para quem está habituado a ele é sumamente agradável. E da mesma forma que as pessoas habituadas a viver em meio aos prazeres passam relutantemente a um modo de viver oposto, aqueles que se exercitam de maneira contrária desprezam com maior naturalidade os próprios prazeres. Eram estes os seus preceitos, e por eles Diôgenes moldou sua vida. De fato, ele adulterou moeda corrente porque atribuía importância menor às prescrições das leis que às da natureza, e afirmava que sua maneira de viver era a de Hércules, que preferia a liberdade a tudo mais.134
Para os cínicos gregos os animais são ―exemplo para o homem, com base em que os animais têm muito poucas necessidades e oferecem os melhores exemplos vivos‖ 135 de
autossuficiência (autárkeia)‖.Se viver uma vida de acordo com a natureza é viver segundo a
134 LAÊRTIOS, 2008, livro VI,, §71, p.170.
135 GOULET-CAZÉ, Marie- Odile. ―Religião e os primeiros cínicos‖, p. 59-94. In: Marie-Odile GOULET-CAZÉ e R. Bracht BRANHAM
(Orgs.). Os Cínicos: o movimento cínico na Antiguidade Clássica e o seu legado. (Tradução de Cecília Camargo Batalotti). São Paulo: Loyola, 2007.p. 73.
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liberdade dos animais, então é possível identificar uma relação entre o exercício (άζκηζη) de se viver deste modo (liberdade dos animais) e a vida que mimetiza a natureza. Nesse sentido, o exercício
envolve prática deliberada (askésis), a modelagem do que pode (ou não) ser dado ―naturalmente. Provavelmente a melhor resposta disponível a Diôgenes recorreria ao comportamento animal, que se tornou um instrumento favorito dos cínicos para ilustrar a superioridade do natural ao convencional. A noção de que os humanos têm algo a aprender com os animais não implica, como se supôs, que Diôgenes
desejasse reduzir a natureza humana a de bichos.136
A askésis é condição essencial para que os cínicos atinjam a felicidade e uma vida próxima à natureza. Metaforicamente, o que está disciplina próxima a de um atleta busca é o fortalecimento da vontade e a segurança de com o preparo físico tornar- se apto a suportar as adversidades que a vida ao relento oferecia. Portanto entendemos que a askésis aproxima-se do treinamento (εκπαίδεςζη) rigoroso de um atleta, sendo ela um treinamento corporal para o enfrentamento de todos os males que a ―carne mortal é herdeira‖. Isso com o propósito de ressaltar que as qualidades centrais de uma vida feliz é principalmente condicionada na liberdade (Ελεςθεπία) e na autossuficiência (αςηάπκεια) almejadas. A prática da filosofia de Diôgenes tinha como base o reconhecimento de que os humanos seriam animais e por isso, a semelhança era válida e deveria ser observada e aprendida. Além disso, os cínicos viam a polis distante dos instintos animais que para eles denotam uma vida de modo natural e feliz.
Uma vida de modo natural significa preocupar-se somente com as necessidades próprias deixando as que não podem ser atendidas de lado, tal qual o estoicismo de Zenão de Cicio. Esta vida de modo natural também denotava estar pronto para as adversidades. Estar pronto significa ter condições improváveis de sobrevivência, desse modo, o treinamento da própria natureza humana fazia se necessário. Para os cínicos, uma vida satisfatória não seria possível sem o ―treinamento‖. Além disso, para eles a ―natureza humana que é essencialmente racional exige um treinamento rigoroso para alcançar a autossuficiência (αςηάπκεια), que é
136 Ibdem, p. 50.
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condição apropriada de cada animal‖.137Desse modo, a renuncia e a vida de acordo com a
natureza imposta pelos cínicos como modelo de vida fazia com que eles levassem uma vida autentica por meio de um treinamento que superasse os limites tanto morais quanto físicos. E como isso era possível?