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Bireylerin Akdeniz Diyet Uyum Skorları ve Diyet Glisemik İndeks (Gİ)/Glisemik Yük (GY)’ne İlişkin Bulguları

4. BULGULAR

4.6. Bireylerin Akdeniz Diyet Uyum Skorları ve Diyet Glisemik İndeks (Gİ)/Glisemik Yük (GY)’ne İlişkin Bulguları

Era intenção da pesquisa averiguar sob que fundamentos econômicos deveria estar baseada a discriminação de preços cobrados pelo uso de infra-estrutura rodoviária e, concomitantemente, o que a justificaria.

Para tanto, desenvolveu-se uma análise das teorias econômicas que dão suporte aos dois principais tipos de diferenciação de preços: por custo e por disposição a pagar. De um lado, foram expostos e comentados o modelo de concorrência perfeita e a teoria das falhas de mercado, com ênfase nos “problemas” do monopólio, em geral, e do monopólio natural, em particular. De outro, apresentou-se a visão da chamada escola austríaca de economia para a questão da formação dos preços, inclusive em situação monopólio. No âmbito dessa segunda abordagem, discutiu-se ainda a relação entre bem-estar social e a imposição de preços.

Observou-se que o modelo de concorrência perfeita foi elevado a categoria de fim mesmo do processo econômico, o que vem suscitando intervenções de diversas naturezas de parte do Estado, especialmente sobre preços, para mitigar o que seriam falhas de mercado, na ausência da plena competição. Demonstrou-se que o controle estatal sobre a atividade comercial de exploração rodoviária, considerada monopólio natural, persegue o objetivo de aproximar, os preços, do chamado first best, o preço ao custo marginal, freqüentemente recorrendo a leilões que permitam a escolha do monopolista mais competitivo. Foi visto que os preços adotados - o chamado second best, preço ao custo médio - devem ser mantidos durante todo o prazo de concessão, independentemente do comportamento da demanda, e que o regime de diferenciação a eles aplicado tem como fundamento algum sentido de “justiça” na repartição dos custos entre os usuários.

Do exame dos postulados da escola austríaca de economia, conclui-se que o equilíbrio estático da concorrência perfeita está longe de representar o horizonte da economia de mercado, que tende ao equilíbrio, mas nunca o atinge, em virtude do papel inovador do empresário à procura de lucros, do cenário de informação imperfeita com o qual os consumidores se defrontam e da própria alteração do meio, dos hábitos e das preferências. Observou-se que existe um processo natural de formação de preços – calcado em noções

subjetivas de lucro e custo - e que o empresário toma parte dele adotando uma estratégia racional, que visa à obtenção da máxima receita, dado um determinado estoque. Concluiu- se, nesse diapasão, que a discriminação de preços, baseada na disposição a pagar, constitui estratégia quase sempre possível e, neste caso, indispensável, para a maximização da receita. Foi visto que isso é tanto verdade para um ambiente concorrencial como para a situação de monopólio, e que não há meios científicos de provar, mesma nesta segunda hipótese, que a discriminação de preços seja capaz de lesar a soberania do consumidor. Tendo em vista as considerações de natureza metodológica feitas no capítulo 2 desta dissertação, acredita-se que tenha sido possível comprovar, logicamente, a hipótese de que a discriminação de preços baseada na disposição a pagar é a única estratégia economicamente racional, capaz de permitir a imposição de preços eficientes, no sentido que diz respeito à ordem de mercado. Acredita-se, também, que tenha sido possível demonstrar a arbitrariedade dos julgamentos que tomam a discriminação de preços por ato lesivo ao consumidor e ao bem-estar social.

Adicionalmente, foi levado a efeito nesta dissertação um estudo de caso destinado a averiguar, em relação ao Programa Federal de Concessão de Rodovias, a aplicabilidade prática da conclusão a que se chegou na análise teórica, considerando o contexto institucional em que o programa está inserido.

Viu-se que a legislação federal brasileira é fortemente influenciada pela idéia de igualdade social, de onde nascem o aumento da participação do Estado na economia, por intermédio da prestação de serviços públicos, o princípio da modicidade tarifária, e a resistência a diferenciações de preços que não estejam vinculadas a noção de custos objetivos.

Concluiu-se que os que interpretam a lei, admitindo a diferenciação de tarifas públicas apenas por meio de um critério supostamente racional, acabam por permitir justamente um tipo de diferenciação caracterizado pela arbitrariedade. Mostrou-se que a única noção de custo cabível para uma interpretação coerente da lei seria a que considerasse os custos de oportunidade como verdadeira razão para a diferenciação de preços. Por fim, entendeu-se que, mesmo admitida essa nova interpretação, persistiriam óbices legais sem a remoção dos quais não seria possível a plena utilização da genuína estratégia da discriminação de preços no setor rodoviário.

Recomenda-se, em futuras pesquisas, que sejam utilizadas técnicas de pesquisa de preferência declarada para averiguar o grau de divergência dos preços praticados por classes de usuários em algumas concessões rodoviárias com os preços que esses usuários estariam efetivamente dispostos a pagar.

Recomenda-se, também, que as estratégias de diferenciação de preço impostas nas concessões rodoviárias sejam submetidas a análises que exponham, mediante técnicas de pesquisa econômica aplicada e considerando dados de preferência revelada, quão bem essas estratégias se acomodam ao princípio da extração do preço eficiente, para maximização da receita, conforme apresentado no item 3.7.2 desta dissertação.

Recomenda-se, ainda, que se aprofunde o estudo da hipótese da utilização, em concessões rodoviárias brasileiras, da modalidade de licitação por menor VPRP.

Recomenda-se, finalmente, que se avalie a eficiência da estratégia de diferenciação de preços adotada nas concessões rodoviárias federais à luz dos objetivos que a própria Administração diz desejar alcançar.