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Bir Eylem Resmi Olarak ‘Soyut Dışavurumculuk’

II. BÖLÜM

2.2. Amerika’nın Soyu Dışavurumculuk Üzerindeki Egemenliği–Batı

2.2.1. Bir Eylem Resmi Olarak ‘Soyut Dışavurumculuk’

Nas últimas décadas, observou-se o surgimento da economia solidária em diversas nações latino-americanas como resposta às crises econômicas e do trabalho, por parte dos setores populares e marginalizados do processo de flexibilização do trabalho, desregu- lamentação do Estado, privatização do aparato estatal e da prerro- gativa das forças do mercado na condução do progresso econômico. No Brasil, a economia solidária surgiu da cooperação agrícola realizada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, nos assentamentos de reforma agrária e pelas ações desenvolvidas pelo grupo ligado a CNBB, se expandido na década de 1990 com a criação de diversas entidades de incentivo aos empreendimentos econômicos solidários em todo o Brasil, como resultado da exacer- bação dos problemas sociais, advindos da reestruturação da econo- mia nacional, especialmente por meio da adoção e da consolidação de políticas neoliberais de flexibilização e de desregulamentação das condições e relações de trabalho no país, tendo como resulta- do desse processo, o aumento do desemprego, a informalidade e a precarização do mundo do trabalho ao longo da década de 1990 e no início dos anos 2000 na economia e no mercado de trabalho brasileiro (Pochmann, 1999).

Dessa maneira, frente à criação das organizações de apoio e do aumento das experiências solidárias no país, em 2001, no I Fórum Social Mundial (FSM), realizado em Porto Alegre, constituiu-se

um marco reivindicatório em torno da institucionalização da econo- mia solidária no Brasil. Naquela ocasião, como medida para articular a participação nacional e internacional e a manifestação de interes- ses no Fórum, foi criado o Grupo de Trabalho Brasileiro de Econo- mia Solidária, reunindo representantes diversos, agentes de práticas associativas do segmento popular solidário, a saber: agentes dos meios rurais e urbanos, estudantes, igrejas, bases sindicais, univer- sidades, agentes de práticas governamentais em torno de políticas sociais, de apoio ao crédito e redes de informação e vínculos às redes internacionais (Fórum Brasileiro de Economia Solidária, 2009).

Com base na formação desse grupo de trabalho, várias entida- des e redes nacionais participaram da elaboração do documento síntese da constituição e institucionalização da economia solidária no país. Essas entidades foram representadas da seguinte maneira: Rede Brasileira de Socioeconomia Solidária (Rbses), Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST/Concrab), Agência de Desen- volvimento Solidário, Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul, Associação Nacional dos Trabalhadores de Empresas de Auto- gestão, Instituto Brasileiro de Análises Sócio-Econômicas (Ibase), entre outras. Conjuntamente com alguns gestores públicos, essas entidades constituíram, logo em seguida, a Rede de Gestores de Políticas Públicas de Economia Solidária (Fórum Brasileiro de Eco- nomia Solidária, 2009).

Colocado em outros termos, pensando e refletindo sobre a economia solidária como um instrumento social que atravessa e permeia o marco institucional, político e econômico mais amplo, segundo seus teóricos e defensores, esses grupos chegaram à con- clusão de que a economia solidária, para se fortalecer, se consolidar e se expandir necessitava de atividades constantes e permanentes de discussão, participação comunitária, deliberação de políticas, formulação e implementação de ações, entre outras iniciativas, destacando-se ainda a necessária institucionalização e participação legal dentro das estruturas do Estado nacional, isto é, os esforços deveriam convergir para a demarcação de posição e disputa de es- paços dentro da estrutura governamental.

Como forma de divulgar, caracterizar as atividades e constituir uma articulação nacional em torno dos empreendimentos solidá- rios, o grupo enviesou para a realização de plenárias nacionais e a configuração de um Fórum Nacional de discussão e teorização do movimento da economia solidária. Como resultado dos trabalhos e discussões desse grupo e do Fórum Nacional, foi encaminhado um documento ao governo Lula, que saiu vitorioso das eleições presi- denciais de 2002.

Nesse documento, intitulado “Economia Solidária como Estra- tégia Política de Desenvolvimento”, foram apresentadas as diretri- zes da economia solidária e a reivindicação da criação da Secretaria Nacional de Economia Solidária pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva. Durante a III Plenária de Economia Solidária, realizada em junho de 2003, foi efetivada a denominação do fórum de dis- cussão dos empreendimentos solidários no Brasil, recebendo a de- nominação de Fórum Brasileiro de Economia Solidária (Fbes). No mesmo ano, o Congresso Nacional aprovou a vinculação das ini- ciativas solidárias ao Ministério do Trabalho e Emprego, por meio da criação da Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes).

A criação da Secretaria Nacional de Economia Solidária foi realiza- da num contexto de adoção de medidas de cunho social (sob a perspec- tiva de formação de um governo supostamente de base “popular”), representadas pela aplicação de políticas de combate à pobreza (o Programa Fome Zero) e pela ampliação do Programa Bolsa Família em todo o território nacional, como parte de um conjunto de polí- ticas públicas de erradicação da fome e da miséria no país (Soares, 2004). Todavia, as medidas de política macroeconômica do governo Lula também foram caracterizadas pelas metas anuais de inflação, pelas políticas de controle das taxas de juros para inibir a alta de preços, pela necessidade de geração de superávits primários anuais, pela manutenção da abertura das contas comercial e financeira, pelo estímulo às exportações para gerar divisas, pela política de responsabilidade fiscal e de câmbio flexível (Soares, 2004), repre- sentando a manutenção de algumas políticas neoliberais no Estado

brasileiro6, apesar da promoção de políticas sociais de combate à miséria e às desigualdades sociais ao longo da década na economia nacional.

Em termos conclusivos, partindo de um conjunto de iniciativas solidárias difundidas nos movimentos populares, passando pelo processo reivindicatório no I Fórum Social Mundial até sua institu- cionalização, em 2003, a economia solidária propõe como sugerem os estudiosos dessas iniciativas, uma “alternativa” de combate a exclusão social e ao desemprego que assolou o país nas últimas duas décadas do século XX, pretendendo se constituir como um modelo de desenvolvimento baseado na cooperação, na solidariedade e na associação dos trabalhadores excluídos do mercado de trabalho formal. Assim, nesses dez anos de institucionalização da economia solidária no país, vários são os projetos desenvolvidos em diversos estados da federação e em inúmeros municípios, por meio do for- talecimento desse movimento dentro da estrutura legal do Estado Nacional, representado pela Senaes do Ministério do Trabalho e Emprego.

Distribuição geográfica dos empreendimentos

Benzer Belgeler