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Biomechanics of The Lumbar Spine

Os resultados mostraram que, no grupo de países produtores e exportadores, o índice de Grubel e Lloyd (IGL) ficou próximo de zero para a maioria dos países, o que quer dizer que as transações comerciais são intersetoriais Somente no caso do Irã, Noruega, Rússia e do Canadá, o comércio configura-se intraindustrial Tabela 7.

O Canadá mostrou um indicador IGL próximo da unidade, o que significa grande fluxo de comércio intraindustrial, isso se deve ao duplo mercado de petróleo deste país. O petróleo bruto produzido pelas regiões oeste e do mar Atlântico é exportado, enquanto as regiões leste e central dependem de petróleo bruto estrangeiro como matéria-prima para suas refinarias, que exportam significativa quantidade de produtos refinados para os EUA. O duplo mercado é explicado pela dificuldade logística dentro do território canadense, o que torna os custos de transporte internos maiores que os de importação. As refinarias canadenses localizadas em Quebec e nas Províncias do Atlântico importam quase a metade de seu petróleo. Esta dependência deve diminuir com o aumento da produção na costa leste do Canadá.

Tabela 7 - IGL dos Países Produtores e Exportadores – 1997 a 2011 PAÍSES PRODUTORES E EXPORTADORES

Período Canadá Rússia E. Árabes Unidos Kuwait Irã Saudita Arábia México Venezuela Noruega Nigéria 1997 0,95 0,07 0,00 0,00 0,95 0,00 0,00 0,00 0,02 0,00 1998 0,83 0,09 0,00 0,00 0,83 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 1999 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,02 0,00 2000 0,71 0,05 0,00 0,00 0,71 0,00 0,00 0,00 0,01 0,00 2001 0,90 0,04 0,00 0,00 0,90 0,00 0,00 0,00 0,01 0,00 2002 0,97 0,03 0,00 0,00 0,97 0,00 0,00 0,00 0,01 0,00 2003 0,99 0,03 0,00 0,00 0,99 0,00 0,00 0,00 0,01 0,00 2004 0,98 0,02 0,00 0,00 0,98 0,00 0,00 0,00 0,01 0,00 2005 0,89 0,01 0,00 0,00 0,89 0,00 0,00 0,00 0,02 0,00 2006 0,90 0,01 0,00 0,00 0,90 0,00 0,00 0,00 0,01 0,00 2007 nd 0,01 0,00 0,00 nd 0,00 0,00 0,00 0,03 0,00 2008 nd 0,01 0,00 0,00 nd 0,00 0,00 0,00 0,02 0,00 2009 nd 0,01 0,00 0,00 nd 0,00 0,00 0,00 0,03 0,00 2010 0,92 0,00 0,00 0,00 0,92 0,00 0,00 0,00 0,04 0,00 2011 nd 0,00 0,00 0,00 nd 0,00 0,00 0,00 0,03 0,00

* nd – Dado não disponível.

Fonte: Elaboração própria, a partir de UNCTAD (2011).

Na Noruega, segundo a EIA, cerca de 30% da produção de produtos são consumidos pelo mercado doméstico, enquanto que o restante é exportado, a importação de petróleo bruto refere-se a alguns tipos de matéria-prima não produzidas no país (petróleo menos denso). Essa movimentação pouco expressiva de petróleo bruto foi captada pelo indicador IGL, que variou entre 0,01 e 0,04 no perído de 1997 a 2011. Situação semelhante ocorre na Rússia entre 1997 e 2009.

O Irã é um dos maiores exportadores mundiais de petróleo bruto pesado. A necessidade de importação de petróleo mais leve faz com que o país mantenha contratos de swap, em vigor desde 1997, com o Azerbaijão, o Cazaquistão e o Turcomenistão. Assim, o Irã recebe petróleo bruto em seu porto no mar Cáspio Neka, que é processado nas refinarias Teerã e Tabriz e, em troca, exporta o mesma quantidade de seu petróleo bruto através de seus portos do Golfo Pérsico. Os volumes dessas negociações chegaram a 100 mil barris diários em 2010, e, devido a divergências em relação aos termos contratuais, o volume tem se mantido abaixo de 40 mil barris dia. A troca de petróleo caracteriza mercado intraindustrial e explica o fato de o indicador IGL estar tão próximo de um (EIA, 2013).

Tabela 8 - IGL dos Países Produtores e Importadores – 1997 a 2011 PAÍSES PRODUTORES E IMPORTADORES

Período EUA China

1997 0.03 0.67 1998 0.03 0.63 1999 nd nd 2000 0.01 0.25 2001 0.01 0.21 2002 0.00 0.18 2003 0.00 0.15 2004 0.00 0.08 2005 0.01 0.11 2006 0.01 0.08 2007 0.01 0.06 2008 0.01 0.05 2009 0.02 0.05 2010 0.01 0.02 2011 0.01 0.02

* nd – Dado não disponível.

Fonte: Elaboração própria, a partir de UNCTAD (2011).

No o grupo dos países produtores e importadores, merece destaque o indicador IGL Chinês, que se mostrou, até os anos 2000, significativo para o comércio intraindustrial, e após este período, mostrou-se intersetorial. Isso é explicado pela estratégia de autossuficiência em produtos derivados de petróleo elaborada pela China nos últimos anos. Os investimentos no downstream em parceria (joint ventures) com as empresas nacionais de petróleo do Kuwait, da Arábia Saudita, da Rússia, do Qatar e da Venezuela, têm como objetivo a construção de uma indústria petroquímica integrada. A estratégia considera a diversificação das fontes de importação de petróleo bruto, e as refinarias tradicionais que processavam apenas petróleo leve e doce, já estão capacitadas para processar diversas variedades de óleo bruto (mais densos e mais ácidos).

A ampliação da capacidade de refino da China irá impactar a demanda mundial de energia, principalmente de petróleo, segundo a IEA, com reflexos tanto para os saldos de petróleo bruto como para os de produtos refinados globais.

Os resultados do indicador IGL mostram que o comércio intraindustrial de petróleo bruto refere-se a questões relacionadas à logística de transporte, como no caso do Canadá, de dotação de recursos naturais (diferenças de densidade e acidez do petróleo), como no Irã, na China e na Noruega. Esta troca de tipos diferentes de petróleo

é necessária por causa da estrutura de refino. Os novos investimentos procuram se adequar às novas técnicas que permitem refinar óleos mais densos. Sendo assim, futuramente, o progresso em relação ao refino, poderá, no caso do petróleo cru, reduzir o comércio intraindustrial. Mesmo em níveis baixos, o comércio intraindustrial de petróleo cru não será eliminado. Isso porque, a adequação da capacidade de refino nem sempre é viável, estando condicionado ao nível de preços internacionais do petróleo.

Esse capítulo mostrou que o fato de as relações comerciais da indústria petrolífera terem apontado para um comércio interindustrial não denota que esta indústria esteja relacionada à teoria tradicional do comércio internacional de Heckscher- Ohlin. Embora a dotação de fatores seja importante e, até mesmo, imprescindível para a indústria petrolífera, a determinação dos preços, das quantidades produzidas e dos investimentos está condicionada à presença de economias de escala, a estrutura oligopólica, a internacionalização, aos riscos e as incertezas.

4 FLUXOS DE INVESTIMENTO DIRETO EXTERNO NA INDÚSTRIA MUNDIAL DE PETRÓLEO NO PERIODO RECENTE

O objetivo deste capítulo é avaliar os fluxos de investimento direto externo (IDE) para dois grupos de países selecionados: os países exportadores de petróleo e os países importadores de petróleo, no período compreendido entre 1997 e 2011. Para tanto, este capítulo será dividido em três partes: a primeira será destinada à evolução da teoria sobre os fluxos de investimento direto externo (IDE), a segunda pretende evidenciar a importância da relação entre esses fluxos e a dotação de recursos naturais e, finalmente, a terceira parte tratará da avaliação destes fluxos por meio de indicadores empíricos.

Benzer Belgeler