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BÖLÜM 5 SONUÇ VE ÖNERİLER

5.2 TARAKLI TARİHİ KENT DOKUSUNA İLİŞKİN SÜRDÜRÜLEBİLİR

5.2.3 Taraklı İlçesi Tarihi Dokusunda Kentsel Koruma ve Geliştirme Stratejileri

5.2.3.2 Binalarla İlgili Mimari Tasarım Stratejileri

4.1 - Práticas e cuidados recomendados para melhorar a sustentabilidade sistêmica de um sistema de produção de grãos

É essencial que o planejamento técnico leve em cosideração o conjunto de variáveis envolvidas numa atividade agrícola. Para tratar desse assunto não basta ter em conta somente as questões ambientais, mas salientar também os custos econômicos envolvidos e os preços pagos pelo mercado, pois a falta de retorno financeiro é um dos principais motivos de degradação e abandono das terras cultiváveis (AMARAL, 1984, ONGLEY, 1997).

- Na limpeza da área

Quando a limpeza da área envolve desmatamento é importante verificar se a operação foi autorizada pelo órgão ambiental e se está sendo obedecida à legislação em relação às Áreas de Preservação Permanente145 (APP) e as Áreas de Reserva Legal (ARL). A preocupação com as áreas de preservação permanente é tratada com freqüência na legislação ambiental brasileira. Nas Tabelas 10 e 11 visualiza-se algumas pontos da legislação sobre o assunto.

Mesmo se o desmatamento estiver amparado pela lei é importante considerar o impacto na biodiversidade da flora e da fauna e verificar possíveis ameaças às espécies nobres utilizadas para extração de madeira e o risco de extinção espécies. É aconselhável escolher áreas que apresentem topografia pertinente com a atividade a ser implantada e optar por operações com práticas menos agressivas às condições locais.

Tabela 10 – Alguns pontos da legislação ambiental brasileira que tratam das áreas de preservação permanente

Instrumentos Conteúdo

No Artigo 2º, Inciso II define Área de Preservação Permanente como sendo a área marginal ao redor do reservatório artificial e suas ilhas, com a função ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica, a biodiversidade, o fluxo gênico de fauna e flora, proteger o solo e assegurar o bem-estar das populações humanas.

Resolução CONAMA 302 de 20/03/ 2002 que dispõe sobre Área de Preservação

Permanente em reservatórios.

No Artigo 3º diz que constitui Área de Preservação Permanente a área com largura mínima, em projeção horizontal, no entorno dos reservatórios artificiais, medida a partir do nível máximo normal de: I) trinta metros para os reservatórios artificiais situados em áreas urbanas consolidadas e cem metros para áreas rurais; II) quinze metros, no mínimo, para os reservatórios artificiais de geração de energia elétrica com até dez hectares, sem prejuízo da compensação ambiental. III) quinze metros, no mínimo, para reservatórios artificiais não utilizados em abastecimento público ou geração de energia elétrica, com até vinte hectares de superfície e localizados em área rural. No Artigo 1°, Inciso II, da Lei n º 4.771, considera, só para efeito da Lei, Área de Preservação Permanente aquelas áreas protegidas nos termos dos Artigos. 2o e 3o, ou seja,

área coberta ou não por vegetação nativa, com a função ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica, a biodiversidade, o fluxo gênico de fauna e flora, proteger o solo e assegurar o bem-estar das populações humanas.

de 30 metros para os cursos d'água de menos de 10 metros de largura;. de 50 metros para os cursos d'água que tenham de 10 a 50 metros de largura;. de 100 metros para os cursos d'água que tenham de 50 a 200 metros de largura; de 200 metros para os cursos d'água que tenham de 200 a 600 metros de

largura;. a) ao longo dos rios ou de qualquer curso d'água desde o seu nível

mais alto em faixa marginal cuja largura mínima será.

de 500 metros para os cursos d'água que tenham largura superior a 600 metros;. b) ao redor das lagoas, lagos ou reservatórios d'água naturais ou artificiais;

c) nas nascentes, ainda que intermitentes e nos chamados “olhos d'água”, qualquer que seja a sua situação topográfica, num raio mínimo de 50 metros de largura;.

d) no topo de morros, montes, montanhas e serras;

e) nas encostas ou partes destas, com declividade superior a 45°, equivalente a 100% na linha de maior declive; f) nas restingas, como fixadoras de dunas ou estabilizadoras de mangues;

No Artigo 2° considera, para efeito da Lei, Área de Preservação Permanente as florestas e demais formas de vegetação naturais situadas (1) e (2)

g) nas bordas dos tabuleiros ou chapadas, a partir da linha de ruptura do relevo, em faixa nunca inferior a 100 metros em projeções horizontais;. a) a atenuar a erosão das terras;

b) a fixar as dunas;

c) a formar faixas de proteção ao longo de rodovias e ferrovias;

d) a auxiliar a defesa do território nacional a critério das autoridades militares; e) a proteger sítios de excepcional beleza ou de valor científico ou histórico; f) a asilar exemplares da fauna ou flora ameaçados de extinção;

g) a manter o ambiente necessário à vida das populações silvícolas; Lei n º 4.771, de

15/09/1965, que instituiu o Código Florestal

No Artigo 3° considera, ainda, de preservação permanente, quando assim declaradas por ato do Poder Público, as florestas e demais formas de vegetação natural destinadas:

h) a assegurar condições de bem-estar público. Lei nº 9.605 de

12/02/1998, que trata de crimes ambientais

na Seção II dos Crimes contra a Flora, Artigo 38º é considerado crime ambiental destruir ou danificar floresta considerada de preservação permanente, mesmo que em formação, ou utilizá-la com infringência das normas de proteção. No Artigo 39º da mesma Seção também considera crime ambiental cortar árvores em floresta considerada de preservação permanente, sem permissão da autoridade competente. Em ambos os casos as penas previstas são a detenção, de 1 a 3 anos, ou multa, ou ambas as penas cumulativamente.

Fonte: adaptada pelo autor a partir da legislação ambiental brasileira.

(1) Redação modificada pela Medida Provisória nº 2.166-67, de 24 de agosto de 2001. (2) a redação dos itens ‘a’ ‘c’ e ’g’ foi modificada dada pela Lei no

Tabela 11 – Alguns pontos da legislação ambiental brasileira que tratam da exploração vegetação ou de florestas de domínio privado

Instrumentos Conteúdo

I - oitenta por cento, na propriedade rural situada em área de floresta localizada na Amazônia Legal;

II - trinta e cinco por cento, na propriedade rural situada em área de cerrado localizada na Amazônia Legal, sendo no mínimo vinte por cento na propriedade e quinze por cento na forma de compensação em outra área, desde que esteja localizada na mesma microbacia, e seja averbada nos termos do § 7o deste

artigo.

III - vinte por cento, na propriedade rural situada em área de floresta ou outras formas de vegetação nativa localizada nas demais regiões do País;

No Artigo 16° determina que as florestas de domínio privado, não sujeitas ao regime de utilização limitada e ressalvadas as de preservação permanente previstas nos artigos 2° e 3° desta lei, são suscetíveis de exploração, obedecidas as seguintes restrições.

As florestas e outras formas de vegetação nativa, ressalvadas as situadas em área de preservação permanente, assim como aquelas não sujeitas ao regime de utilização limitada ou objeto de legislação específica, são suscetíveis de supressão, desde que sejam mantidas, a título de reserva legal, no mínimo: No Inciso III define Reserva Legal como área localizada no interior de uma propriedade ou posse rural, excetuada a de preservação permanente, necessária ao uso sustentável dos recursos naturais, à conservação e reabilitação dos processos ecológicos, à conservação da biodiversidade e ao abrigo e proteção de fauna e flora nativas (redação modificada pela Medida Provisória nº 2.166-67, de 24 de

agosto de 2001). IV - vinte por cento, na propriedade rural em área de campos gerais localizada em qualquer região do País.

I - recompor a reserva legal de sua propriedade mediante o plantio, a cada três anos, de no mínimo 1/10 da área total necessária à sua complementação, com espécies nativas, de acordo com critérios estabelecidos pelo órgão ambiental estadual competente; (§ 1o a recomposição de que trata o inciso I, o órgão ambiental estadual competente deve apoiar tecnicamente a

pequena propriedade ou posse rural familiar).

II - conduzir a regeneração natural da reserva legal; (§ 2o A recomposição de que trata o inciso I pode ser realizada mediante

o plantio temporário de espécies exóticas como pioneiras, visando a restauração do ecossistema original, de acordo com critérios técnicos gerais estabelecidos pelo CONAMA).

III - compensar a reserva legal por outra área equivalente em importância ecológica e extensão, desde que pertença ao mesmo ecossistema e esteja localizada na mesma microbacia, conforme critérios estabelecidos em regulamento.

(§ 3 regeneração de que trata o inciso II será autorizada, pelo órgão ambiental estadual competente, quando sua viabilidade for comprovada por laudo técnico, podendo ser exigido o isolamento da área).

(§ 5o A compensação de que trata o inciso III deste artigo, deverá ser submetida à aprovação pelo órgão ambiental estadual

competente, e pode ser implementada mediante o arrendamento de área sob regime de servidão florestal ou reserva legal, ou aquisição de cotas de que trata o art. 44-B).

§ 4o Na impossibilidade de compensação da reserva legal dentro da mesma micro-bacia hidrográfica, deve o órgão

ambiental estadual competente aplicar o critério de maior proximidade possível entre a propriedade desprovida de reserva legal e a área escolhida para compensação, desde que na mesma bacia hidrográfica e no mesmo Estado, atendido, quando houver, o respectivo Plano de Bacia Hidrográfica, e respeitadas as demais condicionantes estabelecidas no inciso III. Lei n º 4.771, de

15/09/ 1965, que instituiu o Código Florestal (1)

No Artigo 44° determina que o proprietário ou possuidor de imóvel rural com área de floresta nativa, natural, primitiva ou regenerada ou outra forma de vegetação nativa em extensão inferior ao estabelecido nos incisos I, II, III e IV do art. 16, ressalvado o disposto nos seus §§ 5o e 6o, deve adotar as

seguintes alternativas, isoladas ou conjuntamente:

§ 6o O proprietário rural poderá ser desonerado, pelo período de trinta anos, das obrigações previstas neste artigo, mediante a

doação, ao órgão ambiental competente, de área localizada no interior de Parque Nacional ou Estadual, Floresta Nacional, Reserva Extrativista, Reserva Biológica ou Estação Ecológica pendente de regularização fundiária, respeitados os critérios previstos no inciso III deste Artigo.

Na Seção II dos Crimes contra a Flora, no seu Artigo 38º é considerado crime ambiental destruir ou danificar floresta considerada de preservação permanente, mesmo que em formação, ou utilizá-la com infringência das normas de proteção No Artigo 39º da mesma Seção também considera crime ambiental cortar árvores em floresta considerada de preservação permanente, sem permissão da autoridade competente. Em ambos os casos as penas previstas são a detenção, de 1 a 3 anos, ou multa, ou ambas as penas cumulativamente.

Lei nº 9.605 de 12/02/1998, que trata de crimes

ambientais Na Seção III - Da Poluição e outros Crimes Ambientais, no Artigo 54º prevê a pena de reclusão, de um a quatro anos e multa para no o infrator que causar poluição de qualquer natureza em níveis tais que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana, ou que provoquem a mortandade de animais ou a destruição significativa da flora.

Fonte: adaptada pelo autor a partir da legislação ambiental brasileira.

- No preparo do solo

A forma de utilização dos solos na agricultura tem como desafio conciliar maior produtividade e menor degradação. A diversidade dos solos e climas no Brasil não permite padronizações de práticas que contemplem esses objetivos. Cada região brasileira possui um conjunto de fatores que deve ser devidamente analisados. Para escolher as melhores alternativas em termos de sustentabilidade, independente das práticas utilizadas no manejo dos solos, recomenda-se que sejam considerados os seguintes pontos:

a) procurar manter e conservar o equilíbrio ou recuperação das características químicas, físicas e biológicas do solo;

b) utilizar práticas de conservação que mantenham a fertilidade e evitem ao máximo, problemas de erosão e de compactação.

a) Adubação verde: essa prática consiste no cultivo, entre os períodos de plantios comerciais, de determinadas plantas, normalmente leguminosas146. Esse plantio não visa o proveito econômico, sendo as leguminosas cultivadas com o objetivo de manter o solo coberto e depois ser incorporadas ao solo. Esse manejo diminui a erosão, porque impedem o impacto direto das gotas de chuva sobre o solo, evitam o deslocamento ou a lixiviação de nutrientes do solo e também inibem o desenvolvimento de planta daninhas. As plantas depois de incorporadas promovem melhorias nas propriedades físicas, químicas e biológicas do solo e o enriquecimento de elementos minerais. Os efeitos benéficos mais notados da adubação verde são: i) redução da compactação do solo em virtude da ação das raízes profundas das plantas utilizadas; iii) aumento da fertilidade do solo, tanto pela reciclagem de nutrientes que estavam em camadas mais profundas, quanto pela incorporação do nitrogênio atmosférico; iv) incorporação da matéria orgânica; v) dependendo da planta utilizada pode até controlar pragas, como por exemplo, os nematóides.

b) Utilização da cobertura147 morta ou viva entre as safras. No primeiro caso usam-se resíduos vegetais ou outros. No segundo, usam-se plantas vivas. Em ambos os casos os objetivos são diminuir o impacto das águas das chuvas, permitir melhor absorção de águas pelo solo e reduzir as enxurradas.

c) Ordenação de uma seqüência de cultivos que deixe restos vegetais que contribuem para a manutenção ou melhoria do solo para o cultivo. Essa prática além de reduzir a erosão e aumentar o teor de matéria orgânica, pode, inclusive, dificultar os ciclos das plantas daninhas.

d) Reflorestamento de áreas mais susceptíveis à erosão, principalmente aquelas acidentadas e às margens de rios e reservatórios. Essa prática pode ser feita com o plantio em faixas intercalares de árvores de culturas anuais. A vegetação implantada vai diminuir o deflúvio das águas, melhorar a filtragem de sedimentos e proteger as áreas circunvizinhas. Outro importante benefício é que pode ser tornar refúgios para fauna e, ainda, reserva de madeira que pode ser usada148 em diversas atividades da fazenda ou como fonte de energia (lenha). Outra forma de reflorestamento é o plantio de conversão, que consiste no plantio de espécies nativas nobres em áreas de capoeira adulta ou mata secundária, e eliminação gradual da vegetação matricial.

e) Manutenção das matas ciliares contribui para diminui a velocidade de escoamento e retém a água e partículas arrastadas, protegendo os cursos de água da erosão. Também evita a exposição direta do solo dos raios solares, diminuindo a sua desestruturação e desagregação, visto que, reduz o impacto direto das gotas de chuva. As Matas ciliares contribuem também para o fornecimento de matéria orgânica, além de funcionarem como um filtro, visto que intercepta o excedente de fertilizantes arrastados pelo escoamento superficial, constituindo-se numa faixa de proteção dos resíduos dos agrotóxicos. Protege e estabiliza os taludes dos cursos d’água em situação de cheias. Possibilita um espaço para abrigo e suporte da fauna

147 Que podem ser os resíduos das colheitas ou restos de culturas intermediárias.

148 A utilização da madeira só poderá ser efetuada se houver um manejo sustentado, onde há controle periódico do estoque e das

e terrestre e aquática149. Essa vegetação além de tornar a paisagem mais agradável, ajuda a manter a biodiversidade e regular a temperatura da água.

f) Realização de práticas como o cultivo mínimo, escarificação e rompimento de compactação subsuperficial.

g) Plantio em nível: reduz a velocidade de escoamento das águas de enxurradas, contribuindo para combater a erosão.

h) Plantio em faixas de rotação: o plantio de faixas de cultura com alguns níveis de vegetação densa ou nativa intercalada150

i) Plantio direto: Essa modalidade de plantio se comparada ao plantio convencional, apresenta os seguintes pontos positivos: i) promove um menor desgaste do solo; ii) é mais favorável à atividade microbiana, pois os resíduos na superfície são gradativamente incorporados ao solo, induzindo uma atividade de microfauna, favorecendo a manutenção e até o acumulo de Carbono; iii) o plantio é feito sobre a palha de culturas anteriores ou de plantas daninhas. Portanto, não há o preparo prévio na área de cultivo, deixando de executar as operações de aração e gradagem. Quando há uma menor atividades de máquinas, principalmente máquinas pesadas utilizadas nessas operações, diminui significativamente a compactação das camadas mais profundas do solo; iv) forma uma cobertura do solo, v) aumenta a permeabilidade e absorve mais água; vi) segundo Carvalho (2006) nesse sistema há maior teor de fósforo e de bases trocáveis151 nas camadas superficiais em relação ao plantio convencional; vii) de acordo com Amado et al. (2007), o incremento de matéria orgânica na superficie associada com a redução da temperatura do solo e conservação da água, favorecem a atividade biológica, além de reduzir a taxa de oxidação do Carbono orgânico; viii) controla melhor a erosão, com perdas mínimas de água e solo; ix) atenua a temperatura térmica do solo, favorecendo a ação dos microorganismos e da mesofauna do solo; x) melhora a absorção de nutrientes pelas plantas; xi) a cobertura morta promove uma melhor manutenção do solo, tem ação como reserva de nutrientes e no controle de plantas daninhas (LANDERS,

149 Muitas espécies de peixes se alimentos de frutos.

150 É uma prática eficiente contra enxurradas e erosão.

1995), xii) é menos agressivo que o plantio convencional por proteger a biomassa do solo e favorecer a atividade enzimática. Como desvantagens do plantio direto citam-se: a exigência de máquinas apropriadas para executar algumas operações, demandando um alto investimento inicial. Outro ponto desfavorável é que as vezes, as primeiras safras apresentam rendimentos menor que o plantio convencional e requer um aumento no uso de herbicidas para controle de plantas invasoras. Nas regiões com alta temperaturas e umidade, como nos cerrados, a decomposição dos resíduos é rápida, díficultando a formação e manutenção do volume de palhada (REIS et al., 2004).

j) Controle do deflúvio da água: são várias práticas que podem evitar ou reduzir esse efeito indesejado como: construção de terraços, construção de curvas de níveis, enleiramento e plantio em nível152:

l) Rotação de cultura: Essa prática possibilita que os nutrientes do solo se reciclem e recomponham, principalmente quando se utiliza culturas com sistema radicular profundo. Outro ponto positivo é que propicia uma maior cobertura e uma melhoria das condições físicas do solo. Nesse caso, o contrário da adubação verde, as plantas devem ter propósitos comerciais. A escolha do tipo de planta a ser utilizada como cobertura vegetal é uma decisão tomada em função da eficácia da espécie no controle da erosão e da sua adaptação às condições edafoclimática e econômica da localidade. Outro efeito benéfico dessa prática é que ela permite a diversificação da produção de alimentos ou de outros produtos. São ainda apontados como aspectos favoráveis decorrentes dessa prática: i) melhoria da umidade, estrutura e microrganismos do solo; ii) favorecimento da fertilidade, visto que cada tipo de cultura agrícola tem suas necessidades específicas de nutrientes, assim muitas vezes um elemento que falta para uma sobra para a outra. Dessa forma, um manejo adequado das culturas resulta em menor necessidade de adubos e defensivos, como também melhora as características físicas, químicas e biológicas do solo; iii) auxilia no controle de plantas daninhas, doenças e pragas; iv) repõe matéria orgânica e protege o solo da ação dos agentes climáticos, v) pode contribuir para a

152 O resto de vegetação após a derrubada do mato de uma gleba, deve ser enleirado em nível. Essa prática possibilita o futuro

eliminação de compostos fitotóxicos derivados dos resíduos culturais do monocultivo; vi) pode favorecer organismos e insetos que ajudam no controle de organismos vetores de pragas e doenças; vii) pode reduzir a população de inóculos de doenças e de pragas, que se acumulam em monocultivos. Como regra geral, não é aconselhável repetir o gênero da planta em safras consecutivas e optar por plantas de crescimento rápido e que ofereçam grande quantidade de biomassa do solo. Esses argumentos reforçam que os monocultivos intensivos são graves.

- No plantio

Um aspecto importante na realização do plantio é a regulagem da plantadeira visando um espaçamento entre fileiras e uma quantidade de sementes que contemple a densidade e a distribuição desejada de plantas por área. A conjugação dessas variáveis com outros aspectos oferece condições de se obter o rendimento máximo da lavoura. Esses fatores influenciam no rendimento de grãos, aumentando a eficiência na utilização de luz solar, água e nutrientes;

Benzer Belgeler