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4. ARAŞTIRMA BULGULARI VE TARTIŞMA

4.10. Bin Tane Ağırlığı

4 .1 . An im a is

Pot ras ( n = 14) e éguas adult as não- lact ant es e não- gest ant es ( n = 22) , m est iças ( com grau de sangue variando ent re 1/ 2 ao 7/ 8) da raça Bret ão Post ier, foram est udadas durant e t rês anos consecut ivos. Três experim ent os foram realizados, sendo cada um desenvolvido, durant e um a est ação reprodut iva ( set em bro a m arço) no Hem isfério Sul ( 20º 45’14’’) . O est udo foi r ealizado no Set or de Eqüideocult ur a da Univer sidade Feder al de Viçosa. As pot r as e éguas for am m ant idas em piquet es, sem exposição à luz ar t ificial, onde receberam suplem ent ação diária com capim - napier ( Penniset um pur pur eum Schum ) picado, além de ração farelada com post a por m ilho, farelo de t r igo e far elo de soj a, com livre acesso à água e sal m ineralizado. A quant idade m édia de ração por anim al foi calculada baseada nas exigências de m ant ença nos grupos de pot ras e éguas. Os anim ais foram verm ifugados e banhados com car r apat icida a cada 3 m eses, dur ant e t odo o ano. O grupo de pot ras perm aneceu em piquet e separado do grupo de éguas adult as durant e t odos os per íodos exper im ent ais.

4 .2 . Ex pe r im e n t os e Gr u pos

O prim eiro experim ent o ( Experim ent o 1) t eve início em Set em bro de 1999 e foi const it uído por dois gr upos: 1) pot r as nascidas no ver ão ( Gr upo Ver ão; n = 9) com idade e peso m édio de 8,5 ± 0,2 m ês e 153,8 ± 8,2 kg, respect ivam ent e; e 2) éguas adult as ( Grupo Cont role; n = 5) com idade e peso m édio de 76,0 ± 10,2 m eses e 417 ± 16,3 kg, r espect ivam ent e. O segundo experim ent o ( Experim ent o 2) t eve início em agost o de 2000 e foi const it uído por t rês grupos: 1) Grupo Verão, form ado por 9 pot ras nascidas no verão e que não ovularam no Experim ent o 1, com idade e peso m édio de 18,8 ± 0,2 m ês e 267,2 ± 14,7 kg, respect ivam ent e; 2) Grupo Prim avera, form ado por 5 pot r as nascidas na pr im aver a com idade e peso m édio de 10,1 ± 0,6 m ês e 180,8 ± 13,5 kg, respect ivam ent e; e 3) Grupo Cont role, form ado por 9 éguas adult as com idade e peso m édio de 91,4 ± 4,3 m eses e 466,1 ± 16,0 k g, r espect ivam ent e. O t erceiro experim ent o ( Experim ent o 3) t eve início em Set em br o de 2001 e foi const it uído por t r ês gr upos: 1) Gr upo Ver ão, for m ado por 6 pot r as nascidas no ver ão e que não ovular am nos Exper im ent os 1 e 2 com idade e peso m édio de 31,9 ± 0,3 m ês e 318,3 ± 26,6 kg, r espect ivam ent e; 2) Gr upo Pr im aver a, for m ado por 5 pot r as nascidas na pr im aver a e que não ovular am no Exper im ent o 2, com idade e peso m édio de 23,3 ± 0,6 m ês e 263,8 ± 18,1 kg, respect ivam ent e; e 3) éguas adult as ( Gr upo Cont r ole; n = 8) com idade e peso m édio de 82,5 ± 12,0 m eses e 399,6 ± 15,9 kg, respect ivam ent e.

No pr esent e est udo, as pot r as nascidas ent r e os m eses de Set em br o a Novem br o for am consider adas pot r as nascidas na Pr im aver a ( Gr upo Prim avera) , e as pot ras nascidas ent re os m eses de dezem bro a fevereiro foram consideradas pot ras nascidas no Verão ( Grupo Verão) .

4 .3 . Av a lia çã o Ult r a - son ogr á fica

Para exam es dos órgãos reprodut ivos, um aparelho de ult ra- sonogr afia ( Aloka SSD- 500V; Aloka, Wallingfor d, CT) equipado com t r ansdut or linear t ransret al de 5 MHz foi ut ilizado nos experim ent os. Os cont roles de brilho, cont rast e e ganho do aparelho de ult ra- som foram regulados e padronizados par a t odos os exam es.

4 .3 .1 . Folícu los e Cor po Lú t e o

Ant es do início de cada experim ent o foi realizado um exam e ult ra- sonográfico para verificar se t odas as éguas e pot ras est avam em anest ro sazonal, caract erizado pela ausência de corpo lút eo e diâm et ro do m aior folículo < 20 m m ( Gint her, 1995b) . Éguas e pot ras que apresent aram algum a indicação de anor m alidade ovariana ou ut erina, ou que não est avam em anest r o, não for am ut ilizadas.

O diâm et r o de cada folículo foi det er m inado diar iam ent e, um a única vez, consider ando- se a m édia da m áxim a área t ransversal da alt ura e da lar gur a, a par t ir de um a única im agem “ congelada” no m onit or do ult r a- som ( Gint her , 1995) . A int er face ent r e o fluído folicular e a par ede do folículo foi ut ilizada par a det er m inação do lim it e do ant r o folicular .

No Experim ent o 1, éguas adult as foram subm et idas a exam es ult ra- sonogr áficos diár ios at é a pr im eir a ovulação da est ação r epr odut iva. No ent ant o, as pot ras foram m onit oradas baseado no diâm et ro do m aior folículo, com o se segue: < 15 m m , a cada 14 dias; < 25 m m , sem analm ent e; e > 25 m m , a cada 3 ou 4 dias ( FI G. 1) . Os exam es ult r a- sonográficos das pot ras foram cont inuados at é a det ecção do corpo lút eo, caract erizando a sem ana da pr im eir a ovulação ( início da puber dade) . O diâm et r o dos t r ês m aior es folículos por ovár io foi det er m inado sem m ant er a ident idade.

Nos Experim ent os 2 e 3, exam es ult ra- sonográficos diários dos ovários for am feit os par a a det ecção da pr im eir a ovulação, por m eio da visualização do corpo lút eo ( Gint her, 1995) , e para est udo da dinâm ica folicular no período pr é- púber e das pot r as e da fase t r ansicional da est ação anovulat ór ia par a a ovulat ória nas éguas adult as. Os exam es diários cont inuaram at é a segunda ovulação da est ação r epr odut iva, sendo possível acom panhar a dinâm ica folicular durant e o prim eiro int ervalo int erovulat ório em t odos os grupos ( FI G. 1) . Os quat r o m aior es folículos por ovário, com o t am bém o corpo lút eo, quando present e, foram diariam ent e m ensurados ou est im ados a part ir de um a sim ples im agem “ congelada” no m onit or do ult ra- som e desenhados em fichas apropriadas para facilit ar, quando possível, a ident ificação das

est r ut ur as de acor do com a sua localização ( Gint her , 1995) . Folículos ≥≥15 m m foram m ensurados. No ent ant o, diâm et ros foliculares < 15 m m foram apenas est im ados, com base na escala do m onit or do ult r a- som . O dia da ovulação foi definido com o o Dia 0.

Nos t r ês exper im ent os, a det er m inação do diâm et r o do cor po lút eo foi r ealizada a cada exam e ult r a- sonogr áfico pela m édia da alt ur a e lar gur a da m áxim a área t ransversal de seu corpo ( Gint her, 1995) . Mensurações de um a sim ples im agem “ congelada” , na t ela do ult r a- som , for am r ealizadas at é o cor po lút eo não ser m ais det ect ado. Na pr esença de cor po lút eo cavit ár io, nenhum a t ent at iva foi feit a para aj ust ar o diâm et ro do corpo lút eo à cavidade cent ral.

4 .3 .2 . Ú t e r o

A avaliação da ecot ext ura endom et rial foi realizada nos t rês exper im ent os a cada exam e ult r a- sonográfico, por m eio de im agens em planos t ransversais na região dos cornos ut erinos e longit udinais na região do corpo do út er o. Um sist em a de escor es de 1,0 a 4,0 ( m ínim o a m áxim o, incluindo escor es fr acionados com o 1,5, 2,5 e 3,5) foi ut ilizado, com base na ext ensão do edem a ( ár eas anecóicas = pr et as) das pr egas do endom ét r io ( Gint her , 1995) , sem r efer ência ao escor e do dia ant er ior .

4 .4 . D a dos Folicu la r e s

4 .4 .1 . Ex pe r im e n t o 1

Os t r ês m aior es folículos de cada ovár io for am definidos com o Folículos 1, 2 e 3, do m aior para o m enor, com base no m áxim o diâm et ro at ingido. Post er ior m ent e, os t r ês m aior es folículos de cada ovár io for am agr upados e classificados com o Folículos 1, 2, 3, 4, 5 e 6, do m aior para o m enor, respect ivam ent e. Sem m ant er a ident idade dos folículos, os par âm et r os ovar ianos avaliados for am : o diâm et r o dos 6 folículos ( F1, F2, F3, F4, F5 e F6) , prim eira ovulação da est ação para pot ras e éguas e m áxim o diâm et ro folicular at ingido.

4 .4 .2 . Ex pe r im e n t os 2 e 3

Os quat ros m aiores folículos de cada ovário foram definidos com o Folículos 1, 2, 3 e 4, do m aior para o m enor, baseado no m áxim o diâm et ro at ingido. Post eriorm ent e, os quat ro m aiores folículos de cada ovário foram agrupados e classificados com o Folículos 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, do m aior par a o m enor, respect ivam ent e.

Um a adapt ação do m ét odo m at em át ico ( Gint her & Ber gfelt , 1992) foi ut ilizada par a o pr ocessam ent o dos dados folicular es visando à det ecção de ondas de cr escim ent o folicular . I nicialm ent e, o per fil dos oit o m aior es folículos por anim al foi represent ado em gráficos. Em seguida, os dados de F1 foram rem ovidos, e apenas os dados de F2 a F8 considerados para o est udo da ocorrência de ondas foliculares. Qualquer folículo ( F2 a F8) que at ingiu diâm et r o > 28 m m t eve seu dado excluído no( s) r espect ivo( s) dia( s) , para m inim izar a var iação dent r o dos dias. A m édia de F2 a F8, por égua, foi ent ão definida com o a cat egor ia dos folículos m enor es. Est a m édia foi, ent ão, represent ada em gráfico e est at ist icam ent e analisada. Dest a for m a, a presença de onda foi definida por um significant e aum ent o na m édia do diâm et r o da cat egor ia dos folículos m enor es. O dia da em er gência da onda foi definido com o a m enor m édia que pr ecedeu o aum ent o significat ivo na m édia dos folículos m enor es.

As ondas folicular es for am classificadas em dois t ipos: 1) onda m aior definida pelo desenvolvim ent o de um folículo dom inant e ≥30 m m ; e onda m enor , quando o m aior folículo não alcançou o diâm et r o pr é- ovulat ório ( BERGFELT & GI NTHER, 1992) .

Par a o est udo do desenvolvim ent o folicular , os dados dos dois m aior es folículos ( F1 e F2) , assim com o a m édia dos 8 folículos ( F1 a F8) , for am nor m alizados par a a 1a e 2a ovulação da est ação r epr odut iva.

4 .5 . Pe so, Escor e da Con diçã o Cor por a l e Com pr im e n t o do Pêlo

Os anim ais for am pesados ( kg) quinzenalm ent e, a par t ir do pr im eir o dia de cada experim ent o. A condição corporal foi avaliada nos m esm os dias de pesagem ( Fig. 1) por um sist em a de escor es ( 1 = em aciação ext r em a a 9 = obesa; Henneke et al., 1983) , sendo os escores det erm inados em increm ent os de 0,1 unidade, com a finalidade de aum ent ar a acurácia ent re com parações. Est e sist em a baseia- se na avaliação subj et iva, feit a por palpação e inspeção em seis áreas escolhidas do corpo do anim al, por serem áreas significat ivas na indicação de m udanças ( aum ent o ou dim inuição) na reserva de gordura cor por al. As r egiões avaliadas for am as seguint es: pescoço, cer nelha, r egião caudal à escápula, cost ado, pr ocesso espinhoso lom bar e r egião da inser ção da cauda ( Henneke et al., 1983) .

O com pr im ent o do pêlo foi m ensur ado, seguindo m et odologia adapt ada de Kooist ra & Gint her ( 1975) , em quat ro regiões do corpo do anim al ( pescoço, escápula, cost ado e coxa) , nos m esm os dias de avaliação do peso e da condição corporal.

4 .6 . Colh e it a de Sa n gu e

Am ost r as de sangue individuais for am colet adas em t ubos hepar inizados por punção da veia j ugular , a cada exam e ult r a- sonogr áfico, dur ant e t odo o período experim ent al ( Experim ent os 2 e 3) . Ent ret ant o, no Experim ent o 1, for am r ealizadas apenas duas colet as em t odos os anim ais; um a no pr im eir o dia do experim ent o e out ra seis dias pós- ovulação. Am ost ras de plasm a foram ar m azenadas ( - 20 º C) par a fut ur as dosagens hor m onais de FSH, LH, Progest erona, Est radiol, I nibina e Lept ina.

4 .7 . An á lise s Est a t íst ica s

Os par âm et r os ovar ianos, ut er inos, peso, condição cor por al e com pr im ent o do pêlo for am analisados por Anova par a dados seqüenciais ( SAS, 1990) . Efeit os principais de grupo, dia e int eração de grupo por dia for am det er m inados. A var iação devido à nat ur eza seqüencial dos dados foi com put ada incluindo a int eração anim al por grupo com o erro para t est ar o efeit o do gr upo. Quando um efeit o significat ivo de gr upo, de dia ou um a int er ação de grupo por dia foi det ect ado, o t est e de Tukey foi usado para localizar as diferenças das m édias ent re os grupos e dent ro dos dias. Variações diárias nos diâm et ros foliculares foram com paradas ent re os grupos at é o últ im o dia no qual os dados de t odos anim ais ( pot ras e éguas) em cada gr upo puder am ser incluídos. Análises de var iância for am usadas par a det erm inar efeit os de grupo para m edidas de um pont o único ( ex: m áxim o diâm et ro folicular) e o t est e de Tukey foi usado para localizar possíveis difer enças das m édias ent re os grupos. Correlação de Pearson foi usada para com par ar os dados folicular es com a condição cor poral e o com pr im ent o do pêlo. Os dados são apr esent ados com a m édia ± er r o padr ão da m édia ( EPM) . A significância est á indicada pela pr obabilidade de P < 0,05.

Benzer Belgeler