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A instituição deve caminhar para este tipo de sistema. Na minha opinião segundo a visão dos entrevistados, se a empresa adotasse esse modelo resolveria o problema percebido pelos entrevistados pelos seguintes fatores: o principal paradoxo percebido foi uma gestão de pessoas em teoria segundo o modelo estratégico político e na prática foi verificado que se prática gestão de pessoas mecanicista, neotaylorista e burocrática.

Para solucionar este paradoxo entre o que é professado e o que é praticado na organização, os entrevistados propuseram a implementação efetiva de um modelo de gestão de pessoas estratégico, também chamado de político ou gestão por competências. Alguns entrevistados propuseram, no entanto, o redesenho da organização de forma radical e desta forma, segundo as entrevistas, a adhocracia, forma organizacional citada por Mintzberg é vista como ideal para o Instituto, tendo em vista seus objetivos de inovação e gestão da pesquisa e desenvolvimento.

A adhocracia foi proposta por apresentar uma estrutura orgânica, com comportamento pouco formal, especialização horizontal de trabalho, onde profissionais são treinados para o desenvolvimento de suas competências, considerando esse conhecimento para construção de novas habilidades a serem aplicadas em um projeto que desenvolva uma inovação específica, como acontece em ambientes de pesquisa, desenvolvimento e inovação. As pessoas, sobre tudo as mais criativas, não estão

propensas à rigidez da estrutura e a concentração de poder presente na maioria das configurações, encontrando na adhocracia o lugar ideal para seu ambiente de trabalho.

A adhocracia é a única estrutura orgânica descentralizada, que trabalha inovando em um ambiente dinâmico com estruturas orgânicas, complexas e descentralizadas, e as organizações de pesquisa são direcionadas a este tipo de estrutura devido à complexidade de suas atividades e competitividade do mercado.

Segundo Mintzberg (1995) quando falamos em inovar, significa fazer algo novo, diferente do que já foi feito, renovar, e vai de encontro aos padrões utilizados nas organizações burocráticas, assim, a organização inovadora deve buscar um padrão de estrutura oposta a burocrática. Para inovar de maneira sofisticada é necessário adotar um modelo capaz de unir profissionais de diferentes áreas, formando equipes de projetos multidisciplinares, que tenham um único objetivo.

A adhocracia foi vista como uma forma organizacional adequada para ser implementada na organização estudada, pois objetiva de fato ser uma estrutura organizacional mais voltada para a pesquisa e desenvolvimento, e a prática de um modelo de gestão de pessoas por competências, superando o paradoxo vivenciado pela organização e analisado neste trabalho.

Propomos para outros pesquisadores, no futuro, a realização de pesquisas qualitativas e quantitativas voltadas para a compreensão dos desafios existentes na implementação de uma adhocracia e para a avaliação, na prática, desta forma organizacional, ainda pouco estudada no Brasil.

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Benzer Belgeler