2. İLGİLİ ARAŞTIRMALAR
2.3. Bilgisayar Öz-Yeterlik Algısı Konusunda Yapılan Çalışmalar
A Unidade de Tratamento de Minérios é uma das unidades industriais da INB, ocupando uma área em torno de 15 km2 (FIGUEIREDO et al., 1995). A UTM é constituída de uma mina a céu aberto, áreas de bota-foras: (BF 1A e BF 1B, BF 3 e BF 3A, BF 4A, BF 4B, BF 4C, BF 4D e BF 4E, BF 7, BF 8N/A, BF 8NB e BF 8S),
instalações de tratamento físico de minério, usina de tratamento químico para extração de urânio, bacia de rejeitos, instalações administrativas e uma fábrica de ácido sulfúrico (CIPRIANI, 2002).
Entrou em operação em 1981 e foi implantado com o objetivo de atender a demanda inicial de urânio prevista no Programa Nuclear Brasileiro, criado em 1975. Produzia concentrado de urânio (yellow cake), sob a forma de diuranato de amônio ((NH4)2U2O7),
através da lavra, processamento físico e químico do minério (OLIVEIRA et al., 1995). A UTM está localizada sobre o divisor de águas das duas bacias hidrográficas do Planalto de Poços de Caldas: a bacia do rio das Antas e a bacia do rio Verde, região sudoeste do estado de Minas Gerais, município de Caldas, em local denominado Campo do Cercado. Os detalhes principais da localização são apresentados na Figura 2.9 mostrada anteriormente e Figura 2.10 (CIPRIANI, 2002). A drenagem natural da UTM é feita através do córrego do Cercado, afluente da margem direita do rio das Antas. A região situada à leste da área da UTM é drenada através da bacia do ribeirão Soberbo, este deságua no rio Taquari, que é afluente do rio Verde (FERNANDES, 1997).
A Jazida do Campo do Cercado recebeu o nome de Osamu Utsumi em homenagem póstuma a um dos geólogos pioneiros da prospecção de urânio naquele local. Esta mina foi a primeira a entrar em lavra para produção de concentrado de urânio (yellow cake) no Brasil (DNPM, 1985).
Segundo FIGUEIREDO et al.(1995) e CIPRIANI (2002) a ocorrência de urânio no Planalto de Poços de Caldas foi descoberta em 1948 e a partir de 1964 iniciaram-se os primeiros trabalhos de prospecção e investigação geológica. Em 1971 as atividades de prospecção e pesquisa foram concentradas na área da mina, o que conduziu à opção por mineração a céu aberto. A decapagem da mina iniciou-se em 1977, Tabela 2.6. Em 1981 foi construída a primeira pilha de minério. Devido a uma série de dificuldades, associadas ao pouco conhecimento das características do minério, a instalação funcionou de modo descontínuo e, em outubro de 1995, houve a paralisação definitiva
tratamento químico de minério de urânio, tendo-se obtido uma produção total de 1.030 toneladas de U.
Figura 2.10 Detalhes geográficos do Planalto de Poços de Caldas e localização da UTM (CIPRIANI, 2002).
A mineralização de urânio da jazida do Campo do Cercado cobre uma área de aproximadamente 2,5 km2 e foi dividida em três corpos distintos denominados corpo A, B (B+ e B-) e E, com teores médios de U3O8 de 700 ppm, 800 ppm, 1200 ppm
respectivamente (PRADO, 1994; CIPRIANI, 1997; DNPM, 1985).
Na Tabela 2.7 são apresentadas as quantidades, áreas e origem dos materiais depostos nos bota-foras. Os estéreis de triagem, de acordo com a localização dos corpos de
origem, foram depositados em diferentes locais, preparados com esta finalidade, em torno da cava da mina (FIGUEIREDO et al., 1995).
Dos dados sobre as pilhas de estéril (bota-foras) apresentados na Tabela 2.7, pode-se observar que os bota-foras com características mais significativas do ponto de vista de segurança ambiental, são os bota-foras 4 e 8, o primeiro ocupa uma área de 56,9 ha e contém 12,4 milhões m3 de estéril, com altura de talude de 90 metros e inclinação de 70 graus e o bota-fora 8 ocupa uma área de 64,4 ha e contém 14,8 milhões m3 de estéril (FIGUEIREDO et al., 1995; CIPRIANI, 2002). O bota-fora 4 foi construído sobre o vale do córrego do Consulta pertencente à bacia do rio Verde, que foi desviado para evitar infiltrações através desta pilha. Drenos profundos, constituídos de matacões de rochas estéreis recobertos com material de transição (rochas estéreis com granulometria fina) e argilas, foram construídos previamente no fundo do vale para possibilitar o escoamento das águas (WIIKMANN, 1998; SOUZA, 1996). A fim de evitar infiltrações através do bota-fora 8, o córrego do Cercado, que deságua na cabeceira do rio das Antas, também foi desviado.
Os bota-foras 4 e 8 e os córregos do Consulta e Cercado podem ser vistos na Figura 2.11, da estrutura física da UTM.
Atualmente a mina da UTM está em fase de descomissionamento em função do esgotamento de seu urânio economicamente viável. A unidade produziu concentrado de urânio em quantidade que atendeu basicamente a demanda das recargas do reator de Angra I e de programas de desenvolvimento tecnológico (MINÉRIO & MINERALES, 2003).
Tabela 2.6 Produção mineira 1981 a 1995. Ano Estéril (m3 x 106) Minério(ton x 105)
1977 a 1981 337,0 -- 1981 4,0 1,5 1982 36,7 4,1 1983 27,3 3,9 1984 11,6 2,9 1985 11,5 2,9 1986 2,8 5,7 1987 6,9 2,9 1988 a 1995 1,0 4,0 Total 438,8 27,9
Fonte: FIGUEIREDO et al., (1995).
Tabela 2.7 Quantidade de estéril e superfícies atuais dos bota-foras.
Bota-Fora (BF) Volume(m3 x 106) Superfície(m2 x 104) Origem Predominante
BF-1 4,4 25,5 material de decapagem
BF-3 9,8 20,5 material de decapagem
BF-4 12,4 56,9 Decapagem e Triagem do corpo B
BF-7 2,4 5,3 material de decapagem
BF-8 14,8 64,4 Decapagem e Triagem corpo A e E
Total 43,8 172,6 --
Figura 2.11 Estrutura física da Unidade de Tratamento de Minérios (CIPRIANI, 2002).
Toda drenagem ácida gerada na mina Osamu Utsumi é encaminhada a uma estação de tratamento de efluentes e submetida a um tratamento ativo que consiste na adição de cal hidratada, para elevação do pH e floculante, para acelerar a decantação dos sólidos. Após o tratamento, a água limpa é lançada nas bacias de decantação D3 e D4 onde recebem a adição de leite de cal, para garantir a neutralização das águas de surgência do BF8 que não são captadas e o resíduo do tratamento é bombeado para a cava da mina, que hoje constitui em um grande reservatório de águas ácidas. Os transbordos das bacias D3 e D4 são lançados no córrego do Cercado (CIPRIANI, 2002).
Na Tabela 2.8 podem-se observar os volumes de água ácidas tratadas na UTM entre 1994 e 2001 bem como o consumo e custo dos reagentes usados no tratamento. Nota-se neste período, que aproximadamente 18 milhões de metros cúbicos de drenagem ácida foram tratadas a um custo de aproximadamente 1,2 milhões de dólares, somente em insumos (CIPRIANI, 2002).
A manutenção destes custos é proibitiva, uma vez se espera que a geração de drenagem ácida perdure por séculos.
Tabela 2.8 Volumes de águas ácidas tratadas na UTM, consumo e custo dos reagentes
usados no tratamento ativo entre 1994 e 2001. Estação de Tratamento de Águas Ácidas
Cal hidratada Floculante
Ano Tratado (mVolume 3) (t) (kg.m-3) (US$) (kg) (g.m-3) (US$)
1994 1.155.510 2.358 2,04 109.175 5.939 5,14 22.568 1995 2.164.110 4.700 2,17 217.610 na na na 1996 1.659.000 4.050 2,44 187.515 2.060 1,20 7.828 1997 1.094.050 3.520 3,22 162.976 1.513 1,38 5.749 1998 1.163.670 2.573 2,21 119.130 1.770 1,52 6.726 1999 1.232.616 2.249 1,82 104.129 2.940 2,38 11.172 2000 1.604.546 2.907 1,81 134.594 1.220 0,76 4.636 2001 1.414.851 1.966 1,39 91.025 1.787 1,26 6.791