importância da participação coletiva durante as atividades propostas, sob a explicação de que, dessa forma, seria possível uma maior integração e um diálogo mais amplo sobre os temas a abordar. Para a realização das atividades em Sala de Aula, nos Laboratórios de Ciências e de Informática da escola, bem como nas residências dos estudantes, o professor/pesquisador dividiu a turma em grupos de, no máximo, 5 componentes. Utilizaram-se, além dos materiais envolvidos nos experimentos, recursos multimídia (computador conectado à Internet e projetor multimídia) para a apresentação de pequenos vídeos e exposição de alguns conceitos.
Nesta etapa, o professor/pesquisador criou um grupo do Whatsapp e um e-mail da turma para dar suporte a distância para os estudantes, uma vez que sugeriu e teve ampla acolhida por parte dos alunos frente a ideia de desenvolver este módulo da Sequência de Ensino sobre Eletroquímica como uma atividade extraclasse, realizada no contraturno escolar. Assim, todas as atividades investigativas deste módulo foram desenvolvidas pelos estudantes em suas residências, com acesso as WebQuests pela Internet, e com o total suporte do professor/professor por via do grupo do Whatsapp e e-mail da turma previamente desenvolvidos.
Quanto às observações das evidências experimentais, hipóteses levantadas para descrever os fenômenos analisados, conclusões e sínteses elaboradas pelos alunos; foram todas sistematizadas e esclarecidas em debates, além dos seminários realizados em sala de aula após o desenvolvimento das atividades investigativas desta unidade da Sequência de Ensino pelos estudantes.
Como primeiro passo, apresentou-se à turma a seguinte problemática: “Por que o Brasil é campeão mundial em reciclagem de latas de alumínio”? Nesse momento o professor/pesquisador fez uma tempestade cerebral (brainstorming), tendo como finalidade avaliar os conhecimentos prévios da turma.
Antes de dar início ao trabalho com o tema abordado pela etapa da Problematização que principia a WebQuest, foram direcionadas à turma as seguintes questões: de onde vem o alumínio? E como é produzido? E ainda, após os esclarecimentos de que os metais são
normalmente obtidos por redução química, na qual os minérios, depois de processados, sofrem reação de oxirredução, o que dispensa o uso direto de energia elétrica para sua obtenção; e que o alumínio só pode ser obtido por redução eletrolítica, o que envolve o uso direto de energia elétrica: que propriedade do alumínio explica esse fato? O uso de utensílios de cozinha fabricados a partir do alumínio é prejudicial para a saúde?
Para desencadear uma reflexão sobre o processo de obtenção do alumínio, os alunos, reunidos em grupos, foram convidados a assistirem, em suas residências por meio da Internet,
ao vídeo “Alumínio - Como se faz”, Discovery Channel
(https://www.youtube.com/watch?v=YuTwWJmdo40) e a acessarem o texto “Como o
alumínio é produzido” (http://www.hydro.com/pt/A-Hydro-no-Brasil/Sobre-o-
aluminio/como-aluminio-e-produzido/).
Em sala de aula, o professor/pesquisador lembrou aos alunos que o alumínio, como a maioria dos metais, na crosta terrestre, não é encontrado sob a forma metálica. Portanto, o alumínio precisa ser extraído de minérios que o apresentem na sua composição.
Na sequência chamou a atenção da turma para o seguinte fato: se o objetivo é produzir alumínio metálico a partir do óxido de alumínio (Al2O3), é necessário que os elementos sejam
separados! Diante deste fato, foram lançadas questões do tipo: como separar o alumínio do oxigênio? Do que depende basicamente a produção de alumínio? Nesse ponto, o professor/pesquisador pediu aos alunos que tivessem atenção nas quatro fases do processamento do minério para a produção do alumínio e explicou que tais fases envolvem a extração da bauxita, a purificação da alumina ou óxido de alumínio, a adição do fundente criolita e a fusão seguida de eletrólise do alumínio.
Por meio do grupo do Whatsapp, o professor/pesquisador perguntou ainda aos estudantes de que material são feitas as latinhas que utilizamos no cotidiano, levando-os a pensar sobre os diversos materiais disponíveis no mercado e a infinidade de metais encontrados na natureza.
Após debaterem sobre o assunto, o professor propôs à turma a realização de um experimento, motivo pelo qual foi necessário que os grupos assistissem, como tarefa extraclasse, ao vídeo do experimento de eletrólise da água com o uso de indicadores de pH
azul de bromotimol do site Ponto Ciência
(http://www.pontociencia.org.br/experimentos/visualizar/eletrolise-com-arte/464). Todas as
professor/pesquisador como suporte aos estudantes, através do e-mail da turma e do grupo do Whatsapp.
Tendo os alunos se sentido instigados, quando o professor/ pesquisador informou-lhes que as substâncias metálicas são muito raras na natureza, alguns manifestaram estranheza diante da informação, algo que despontou como uma boa oportunidade para discutir a diferença entre elemento químico e substância.
Assim, o professor/pesquisador tratou de explicar que a maior parte dos elementos metálicos, com exceção dos metais nobres, é bastante reativa, o que faz com que, na crosta terrestre, eles estejam combinados com outros elementos não metálicos. Aliás, é exatamente esse fato que justifica a raridade da existência de metais na forma metálica, também chamada de forma nativa, algo que normalmente envolve os metais nobres como o ouro, prata e cobre.
Feitas as considerações anteriores, o professor/pesquisador perguntou aos alunos se eles sabiam quanto é pago em média por tonelada de alumínio reciclado e já sinalizou que a tonelada de alumínio reciclado alcança um alto valor de mercado. Também relembrou que o Brasil é um dos países que recicla o maior volume de alumínio, proveniente, sobretudo, de latinhas.
Também houve a introdução de mais informações, afinal, o fator econômico não é o único motivo para a reciclagem do alumínio, esta ação movida por múltiplos motivos como a economia de energia elétrica, a redução do impacto ambiental produzido pelo processo de produção e a minimização do descarte em aterros sanitários.
O professor/pesquisador considerou importante lembrar aos alunos que a ligação química entre o oxigênio e o alumínio não é fácil de ser rompida, sendo o óxido de alumínio, portanto, uma substância bastante estável. Nesse sentido, foi importante ressaltar que há um enorme gasto energético envolvido na produção do alumínio metálico. Assim a reciclagem, por si, evita que mais energia seja novamente despendida para converter óxido de alumínio em alumínio metálico.
A reciclagem do alumínio metálico, como a fusão das latinhas, é um processo físico realizado em temperaturas consideravelmente mais baixas. Por outro lado, o professor/pesquisador informou aos alunos que a lama vermelha, produzida e descartada ao final do processo é um grande problema ambiental. Houve também um momento de destaque para a lembrança de que qualquer objeto de alumínio pode ser reciclado e não apenas as famosas latinhas.
A essa altura, o professor/pesquisador procurou propor, informalmente, alguns desafios para os grupos de alunos, os quais surgiram de acordo com o conteúdo que vinha sendo estudado e com o avanço da turma em relação ao tema.
Por exemplo, quando desafiou os alunos para que, em grupos, pesquisassem experimentos que envolvessem a eletrólise da água a partir de materiais alternativos de baixo custo, o professor/pesquisador organizou uma data a fim de que, em sala de aula, cada equipe demonstrasse para o restante da turma como conseguiu realizar a separação da água e a produção de gás hidrogênio e oxigênio.
Outro desafio propôs aos grupos que pesquisassem sobre as técnicas metalúrgicas usadas na produção dos metais.
Após o momento de socialização dos pensamentos provenientes dos desafios e pesquisas propostos, tendo passado a exposição de argumentos de todos os grupos, o professor/pesquisador retomou as principais ideias de cada equipe. Ao invés de uma ênfase no apontamento de acertos e erros, buscou-se foco em aperfeiçoar o entendimento dos alunos por meio de suas próprias explicações.