BİLGİ GÜVENLİĞİNDEKİ VERİ SIZINTILARININ ÖNLENMESİNE YÖNELİK BİR MODEL ÖNERİSİ
4.2 Bowtie Risk Değerlendirme Metodu
4.2.11 Bilgi Güvenliğinin İşletmeler İçin Önemi ve Bowtie Modelinin Uygulanması
Para enumerar cones cuja base ´e uma superf´ıcie (sempre contida em algum P3) com at´e seis pontos duplos ordin´arios, vamos aplicar os resultados do cap´ıtulo2 ao diagrama:
L //X := P(SdF) ×G4 P(T ) ⊃ D
P(SdF)
(3.2)
ondeL = OSdF(1)⊗OT(d) eD := {(V, S, W) ∈ P(SdF ×G4P(T ); W ∈ S} ´e o esquema de
zeros da se¸c˜ao universal deL. A fibra D(V,S) ´e a superf´ıcie S vista concretamente dentro de P3
V.
Verifica-se facilmente que, ao contr´ario do que acontece no caso de curvas, para os sistemas lineares de superf´ıcies a presen¸ca de um ponto triplo ´e uma condi¸c˜ao de codi- mens˜ao 7. Assim, para um sistema linear S, suficientemente geral e de dimens˜ao menor ou igual a seis, temos que os membros de S n˜ao possuem pontos triplos.
Isso poderia nos levar a concluir erroneamente que a resposta ao nosso problema enumerativo seria dada pelo grau do ciclo Σ(2[n],D), sem necessidade de corrre¸c˜oes. Por´em, Vainsencher observa em [31], que embora exclu´ıdos pontos triplos, podem aparecer singularidades de co-posto igual a dois (denotadas cork2, que vamos definir em seguida) que propagam contribui¸c˜ao para os ciclos de singularidades de tipo 2[4]. Ademais, essas singularidades coincidem com os pontos triplos no caso de curvas, ou seja, no nosso con- texto a no¸c˜ao de singularidade de tipo cork2 ´e a tradu¸c˜ao correta da no¸c˜ao de ponto triplo no caso de curvas, no sentido que os ciclos correspondentes s˜ao as corre¸c˜oes que devem necessariamente aparecer nas f´ormulas.
Vamos come¸car revendo algumas observa¸c˜oes feitas em§1.6, p.25do primeiro cap´ıtulo, mas agora no contexto espec´ıfico de superf´ıcies.
Seja S ⊂ P3 uma superf´ıcie de grau d, definida como os zeros de um polinˆomio ho- mogˆeneo F ∈ C[X0, X1, X2, X3]. Se p ∈ P3 ´e um ponto singular de S, ent˜ao por uma mudan¸ca de coordenadas podemos supor que p = (0, 0, 0, 1). Desse modo podemos escre- ver
F (X0, X1, X2, X3) = X3d−2f2(X0, X1, X2) + . . . + X3fd−1(X0, X1, X2) + fd(X0, X1, X2) com fi homogˆeneo de grau i. Da´ı, passando ao aberto afim U3 :={X3 6= 0} ⊂ P3, temos
que S ´e definida por
f (x0, x1, x2) = f2(x0, x1, x2) + . . . + fd−1(x0, x1, x2) + fd(x0, x1, x2)
e (0, 0, 0) ´e ponto singular. Como f2(x0, x1, x2) ´e uma forma quadr´atica, podemos falar no posto e no co-posto (ou nulidade). Al´em disso, podemos verificar que
( ∂ 2f
∂xi∂xj(0, 0, 0)) = ( ∂2f2
∂xi∂xj(0, 0, 0)) para 0≤ i, j ≤ 2
Portanto, em p = (0, 0, 0), o co-posto da hessiana de f ´e igual ao co-posto da forma quadr´atica f2. Dizemos que o ponto p ´e uma singularidade de tipo “cork2,” se o co-posto de f2 for igual a 2.
Note que no caso de curvas, a forma quadr´atica f2 ´e dada por uma matriz quadrada de ordem 2, assim dizer que f2 tem co-posto 2 significa dizer que essa matriz ´e a matriz nula, ou seja, f2 ´e nula, logo p ´e ponto triplo.
Como no primeiro cap´ıtulo diremos, por exemplo, que (x1, x2) ´e uma singularidade de tipo (cork2, 2) de S, se x1 ∈ S for uma singularidade de tipo cork2 em S e x2 for uma singularidade da transformada estrita de S por meio da explos˜ao de P3 em x1. Al´em disso, diremos que (x1, x2) ´e uma singularidade de tipo cork2(cork2) de S, se x1 ∈ S for uma singularidade de tipo cork2 em S e x2 for uma singularidade de tipo cork2 da transformada estrita de S, infinitamente pr´oxima de x1.
Agora observe que se p n˜ao ´e ponto triplo, sem perda de generalidade, podemos escrever: f2(x0, x1, x2) = x20+ sx21+ tx22
com t, s∈ {0, 1}.
Observamos que se ts6= 0, ent˜ao p ´e um ponto duplo ordin´ario e neste caso se denotarmos por S′ a transformada estrita de S por meio da explos˜ao de P3 em (0, 0, 0, 1), vemos que S′ ´e n˜ao singular ao longo do S′∩ E, onde E ´e o divisor excepcional. De fato, tomando coordenadas locais x0, x1, x2, x′0, x′1 no aberto U3× U2 ⊂ P3× P2, vemos que nesse aberto a explos˜ao eP3 tem equa¸c˜oes da forma:
xi = x′ix2 com i = 0, 1.
Portanto a transformada estrita de S em eP3 ´e dada localmente pela equa¸c˜ao f′(x′0, x′1, x2) := x′20 + sx′21 + t + x2f3(x′0, x′1, 1) + . . . + xd−22 fd(x′0, x′1, 1) = 0.
Como o divisor excepcional ´e dado nesse aberto por x2 = 0, vemos que para S′ ser singular em um ponto de
S′∩ E = {x′20 + sx′21 + t = 0}
´e necess´ario que tenhamos x′0 = sx′1 = 0, ent˜ao deve ocorrer tamb´em t = 0. Portanto, para que S′ admita singularidade infinitamente pr´oxima de p ´e necess´ario que ocorra s· t = 0, ou seja, p deve ser degenerado. Al´em disso, se p ´e de tipo cork2, ent˜ao s = t = 0 e da´ı, para que S′ admita singularidade em S′∩ E ´e necess´ario e suficiente que tenhamos x′
0 = 0 e f3(0, x′1, 1) = 0.
Assim, vemos que se p ´e de tipo cork2 ent˜ao S′ admite trˆes pontos singulares in- finitamente pr´oximos de p (um para cada raiz da c´ubica acima). Em particular, uma singularidade de tipo cork2 tamb´em ´e uma singularidade de tipo 2[4]. Note que a presen¸ca de uma singularidade de tipo cork2 imp˜oe 4 condi¸c˜oes no sistema linear de superf´ıcies de P3. De fato, uma condi¸c˜ao para que S seja singular, mais duas para que o co-posto da hessiana seja 2, e por fim mais uma condi¸c˜ao que for¸ca as singularidades da transformada estrita de S estarem no excepcional.
Por outro lado, se S′admitir p′como singularidade de tipo cork2 infinitamente pr´oximo de p, ent˜ao p deve ser de tipo cork2 (veja [31],1.2.1). De fato, suponha que p′ = (0, 0, 0). Neste caso, usando a rela¸c˜ao
x22f′(x′0, x′1, x2) = f (x0, x1, x2), podemos verificar que
Hessf′(p′) = 2 0 2∂x∂32f 2∂x0 0 2s 2∂x∂32f 2∂x1 ∂3f 2∂x2 2∂x0 ∂3f 2∂x2 2∂x1 2∂4f 4!∂x4 2
Portanto, para que p′ seja singularidade de tipo cork2 ´e necess´ario que a matriz acima tenha posto igual a 1. Logo, devemos ter s = 0 e assim p tamb´em ´e de tipo pelos menos cork2. Essa observa¸c˜ao ´e fundamental para que possamos definir a estrutura esquem´atica de Σ(cork2(cork2),D).
Apresentamos abaixo, o resultado correspondente `a proposi¸c˜ao2.1.1, p.53do primeiro cap´ıtulo. Como j´a observamos, no lugar dos pontos triplos aparecem as singularidades de tipo cork2. A referˆencia original ´e a proposi¸c˜ao 1.1 de [31].
Proposi¸c˜ao 3.3.1. SejaY uma variedade projetiva, lisa, de dimens˜ao maior ou igual a 3 e sejaL um um feixe invert´ıvel e amplo. Fixado n ∈ {1, 2, 3, 4, 5, 6}, existe r0 ∈ N tal que para todo r≥ r0 e para todo subsistema linear S⊂| L⊗r| de dimens˜ao n, suficientemente geral, a quantidade de membros de S com uma singularidade de tipo 2[n] ´e finita. Al´em disso, temos a seguinte lista de poss´ıveis tipos estritos de singularidades ocorrendo nos membros de S:
• n ≤ 3 ⇒ 2[n].
• n = 4 ⇒ 2[4] ou (cork2).
• n = 5 ⇒ 2[5], (cork2, 2) ou (2, cork2).
• n = 6 ⇒ 2[6], (cork2(cork2)), ou qualquer permuta¸c˜ao de(cork2, 2, 2). Prova: A prova dessa proposi¸c˜ao ´e semelhante `a prova de 2.1.1, p.53.