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2 BİLGİ EKONOMİSİ KAVRAMSAL ÇERÇEVE

2.4 Bilgi Ekonomisinin Özellikleri

A Figura 5.7 mostra o comparativo da cinética de degradação dos tensoativos EO 7, EO 10 e EO 23 nas condições do ponto central do DCCR, mantendo constantes as concentrações de peróxido de hidrogênio e de Fe (II) em 27 e 0,27 mM, respectivamente. As curvas cinéticas de mineralização dos tensoativos mostram que o aumento do número de grupos etóxi foi favorável à mineralização. Chen et al. (2007) e Szymanski et al. (2002) verificaram resultados similares quando degradaram o nonilfenol com 10 grupos etóxi e oxo- álcool etoxilado por fotólise e lodo ativado, respectivamente. Eles verificaram o desaparecimento mais rápido dos tensoativos mais etoxilados. A solubilidade dos álcoois alifáticos etoxilados depende do número de grupos etóxi por mol de tensoativo. Quanto mais etoxilado, mais polar e, consequentemente, maior a sua solubilidade. No experimento 10 realizado com o EO 7 (Tabela 5.3), o qual é o tensoativo com menor solubilidade da série estudada, foi verificada a ocorrência de flocos insolúveis durante a reação usada (Figura 5.8). Esta condição é referente à menor concentração de peróxido de hidrogênio (-1,41). A formação de flocos pode ser atribuída à quebra da molécula na junção das cadeias alquílica e oxietilênica, ou ainda, ao ataque do radical hidroxila a algum grupo etóxi próximo a cadeia hidrocarbônica, conduzindo à quebra da molécula (Franska et al., 2003). Em virtude disto, pode ocorrer a formação de tensoativos menos etoxilados (Brand et al., 1998; Nagarnaik & Boulanger, 2011). Este último tem baixa solubilidade em água e com isto, ocasionaria a formação dos flocos. A formação destes intermediários insolúveis é indesejável visto que provoca a transferência de fase da carga poluente ao invés da sua degradação. Além disso, são

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substâncias passivas de serem adsorvidas nos microrganismos, provocando prejuízos aos corpos d’água. 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 0 20 40 60 80 100 EO 7 EO 10 EO 23 E fi c iê n c ia d e m in e ra liz a ç a o ( % ) Tempo (min)

Figura 5.7. Influência do número de grupos etóxi na cinética de mineralização.

(a) (b) (c)

(d) (e) (f)

Figura 5.8. Micrografia óptica de soluções de EO 7 (ampliação de 500x): condições experimentais: 100 mg C.L−1; [Fe(II)]0 = 0,03 mM; [H2O2] = 27 mM. (a) 0 min; (b) 10 min;

A Figura 5.8 apresenta imagens da formação dos flocos em função do tempo reacional, obtidas através do microscópio óptico (BX 51, Olympus), com ampliação de 500x. É possível observar na Figura 5.8 que no instante inicial (t= 0, Figura 5.8a) não há a presença de flocos e, portanto, todo tensoativo encontra-se solubilizado na fase aquosa. Em 10 min de reação (Figura 5.8b), pode ser verificada a presença de partículas insolúveis. Com o andamento da reação (Figuras 5.8c e 5.8d), o número de flocos aumenta, indicando a formação de compostos menos etoxilados e, portanto, menos solúveis em água. Após 30 min de reação (Figura 5.8e e 5.8f), a quantidade de flocos começa a reduzir. Este comportamento pode ser atribuído às reações de oxidação entre os radicais hidroxila e as partículas insolúveis. A partir dos modelos obtidos (Equações 5.8 a 5.10), foram determinadas as condições otimizadas de mineralização dos tensoativos estudados nesta etapa do trabalho (Tabela 5.5). A partir dos dados da Tabela 5.5, é possível observar que à medida que aumenta o número de grupos etóxi por molécula de tensoativo, é necessária uma menor quantidade de reagentes de Fenton para mineralizar estes compostos. Este resultado indica que quanto maior a etoxilação do tensoativo, mais rápida é sua mineralização e, consequentemente, menor o consumo de reagentes. Entretanto, a concentração de peróxido para o tensoativo EO 10 se afasta do comportamento esperado devido ao efeito interativo das variáveis x1 e x2, como mostrado na

Figura 5.3b e discutido anteriormente.

Tabela 5.5. Condições otimizadas para a mineralização dos tensoativos.

Variável x1 x2 [Fe2+] mM [H2O2] mM

EO 7 0,15 1,00 0,30 44

EO 10 -1,05 0,24 0,09 31

EO 23 -1,03 0,58 0,09 37

Na Figura 5.9 são apresentadas as cinéticas de mineralização para os tensoativos EO 7, EO 10 e EO 23 nas concentrações otimizadas dos reagentes de Fenton, conforme mostrados na Tabela 5.5. A partir da Figura 5.9, o comportamento da cinética de mineralização é similar para os três tensoativos estudados, com mineralização superior a 95% após 45 min de reação. Para todas as condições otimizadas, não foi detectada a formação de flocos.

__________________________________________________________________________________________ – Julho/2013 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 0 20 40 60 80 100 EO 7 EO 10 EO 23 E fi c iê n c ia d e m in e ra liz a ç a o ( % ) Tempo (min)

Figura 5.9. Cinética de mineralização nas condições otimizadas encontradas pela MSR: EO 7: 0,30 mM Fe(II) e 44 mM (H2O2); EO 10: 0,09 mM Fe(II) e 31 mM (H2O2); e EO 23: 0,09

mM Fe(II) e 37 mM (H2O2).

5.4 Conclusões

O processo foto-Fenton se apresentou eficiente para a mineralização dos álcoois alifáticos lineares estudados neste trabalho. A análise de variância ANOVA mostrou bom ajuste entre os valores observados e preditos para o DCCR realizado e, de acordo com a distribuição de Fisher, o modelo obtido foi considerado significativo e preditivo. Apenas para baixas concentrações dos reagentes de Fenton (0,10 mM Fe2+ e 2,96 mM H2O2) foi observada

a formação de partículas insolúveis no meio reacional. A partir do emprego da RMS foi possível obter as concentrações ótimas de peróxido de hidrogênio e íons ferrosos para mineralização de cada tensoativo estudado. Para as mesmas concentrações dos reagentes de Fenton, a eficiência de mineralização foi dependente do grau de etoxilação do tensoativo, sendo as taxas de mineralização favorecidas pelo aumento da etoxilação do tensoativo.

5.5 Referências

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Capítulo 06

Redução de Óleos e Graxas de águas

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Benzer Belgeler