2. ÖZEL – KAMUSAL HAYAT İKİLEMİ
3.3 Bienaller Neye Hizmet Eder?
Gildásio Lucas de Lucena e Wouber Hérickson de Brito Vieira
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Ciências no Futebol Potiguar
Aquecimento
A história do futebol brasileiro teve seu inicio mais pre- cisamente no século XIX, quando da chegada das primeiras bolas e uniformes para sua prática, trazidos por Charles Mil- ler, no ano de 1894. Alguns estudiosos afi rmam que já havia a prática do “jogo da bola” no interior de São Paulo, na cidade de Itú. Porém, outros especialistas no assunto defendem a ocorrência de muitas partidas de futebol no nosso litoral brasileiro, envolvendo brasileiros e marinheiros estrangeiros que chegavam em navios de diferentes bandeiras, sobretudo, ingleses. Este fato possibilita a defesa de várias teses, quanto ao início da prática do futebol na data supracitada.
É sempre oportuno lembrar que o Brasil, por ser um país de dimensão continental, apresenta uma diversidade de modali- dades esportivas, sendo a prática do futebol a mais democrática, a qual pode ser praticada de várias formas, em locais e tipos de terrenos diversos sob o uso de diferentes bolas1.
Apesar do crescimento de outras modalidades espor- tivas, como por exemplo, as artes marciais, o futebol ainda representa a modalidade mais praticada no mundo com aproximadamente 400 milhões de adeptos. Dados atuais apontam que 30 milhões dos praticantes se encontram no Brasil, contemplando todas as faixas etárias, ambos os sexos e os diferentes níveis. De acordo com a Federação Internacional de Futebol (FIFA) existem mais de 200 milhões de atletas licenciados pela federação em todo mundo. A hipervaloriza- ção fi nanceira do futebol provocou uma série de alterações nesta modalidade, em destaque, o aumento signifi cante da competitividade, exigindo o ganho de valências fundamentais como: força explosiva, condicionamento físico, desempenho pliométrico e proprioceptivo do atleta, dentre outras.
A busca desse maior rendimento por parte dos atletas tem contribuído para a maior incidência e prevalência de
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danos osteomioarticulares. A Isto é corroborado pelo fato do futebol apresentar características como, o grande con- tato físico, movimentos curtos, rápidos e não contínuos, tais como aceleração, desaceleração, mudanças de direção, saltos e pivoteamento que, quando superam o “limite do tecido biológico do atleta”, desencadeia a chamada lesão esportiva. (SILVA et al., 2005) Outro fator interveniente para esse cenário da lesão esportiva diz respeito ao cronograma (calendário) de competições, o qual tem sido cada vez mais volumoso e agressivo, o que tem sido difícil encontrar um ponto de equilíbrio entre o condicionamento físico e a in- tegridade física dos atletas. O número excessivo de jogos, viagens e as horas dedicadas às sessões de treinamentos aumentaram signifi cativamente, contribuindo também para a maior ocorrência de lesões do sistema musculoesquelético (COHEN; ABDALLA, 2003).
Esses dados desempenham uma grande infl uência do ponto de vista socioeconômico, uma vez que muitas dessas lesões necessitam de cuidados médicos intensos, algumas vezes com períodos variáveis de internação. Esse fato por sua vez pode resultar na falta desses atletas às suas atividades e ter como consequência, os altos custos para os atletas, ges- tores, clubes e/ou empresas, sem contar na iminência / risco de “perder” o atleta nos momentos decisivos dentro de uma programação semestral ou anual de atividades esportivas. Diante desse quadro, cuidados começaram a ser levados em consideração e colocados em prática objetivando, sobretudo, a prevenção de lesões.
Dentre as várias áreas da ciência envolvidas com o futebol destaca-se a fi sioterapia, a qual será ressaltada a partir desse momento, desde os seus primórdios até os dias atuais.
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1º tempo
A fi sioterapia é uma ciência da Saúde que estuda, previ- ne e trata os distúrbios cinéticos funcionais intercorrentes em órgãos e sistemas do corpo humano, gerados por alterações genéticas, por traumas e por doenças adquiridas. Fundamenta suas ações em mecanismos terapêuticos próprios, sistemati- zados pelas pesquisas nas mais diversas subáreas, como as ciências morfológicas, fi siológicas, a patologia, a bioquímica, a cinesiologia e biomecânica, a biofísica, dentre outras.
A Fisioterapia Esportiva dedica-se não somente ao tra- tamento do atleta lesado no centro de treinamento (ambula- tório) ou no próprio campo de atividade (campo de futebol), mas também, à adoção de medidas preventivas, a fi m de reduzir a ocorrência dessas lesões. O trabalho preventivo é delineado e realizado de maneira efi caz, com base no levanta- mento dos fatores de risco das lesões referentes à modalidade da área esportiva específi ca. Daí a necessidade de se catalogar e registrar todo o histórico do atleta dentro do seu âmbito de trabalho para que essa abordagem seja feita de uma forma satisfatória. Para isso, se faz necessário a inter-relação entre os diversos profi ssionais da saúde (fi sioterapeuta, médico do esporte, preparador físico, fi siologista, dentre outros).
A biomecânica e análise cinesiológica do movimento humano e gesto esportivo levou várias instituições a criarem laboratórios de pesquisas devidamente equipados para o de- senvolvendo desenvolvimento de estudos avançados, com o objetivo principal de contribuir na melhoria dos resultados e na busca de medidas preventivas. A avaliação fi sioterapêutica permite ao profi ssional: conhecer o mecanismo das lesões, interpretar os achados clínicos comparando com os eventuais resultados dos exames complementares, buscando determinar o diagnóstico cinético-funcional, e a partir daí, estabelecer e apli- car os métodos, técnicas e protocolos avançados de intervenção.
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Os fi sioterapeutas atuantes no futebol tem agregado, com certa frequência, o treino pliométrico, o treino sensório- -motor (proprioceptivo), a aplicação de manobras manuais e, mais recentemente, o uso de jogos (gameterapia) como elementos essenciais nos programas de prevenção e reabilita- ção de lesões. O treino pliométrico tem como base fi siológica a contração dos componentes musculares em série visando a melhoria da impulsão nos sentidos horizontal e vertical.
O treino proprioceptivo, a partir de exercícios refl exivos e desafi adores, visa abreviar o tempo entre um estímulo e uma resposta gerando uma proteção dos componentes ar- ticulares (cápsula, ligamentos, meniscos, músculos, dentre outros). As manobras e técnicas manuais têm contribuído na liberação de partes moles e reposicionamento de estruturas articulares como forma de minimizar os sintomas e/ou in- terferir no desempenho do atleta. Por último, a gameterapia visa treinar de forma lúdica, variáveis como o equilíbrio, a resistência e a coordenação motora.