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BİRYAY I ve BİRYAY III Kararları BİRYAY I Kararı

TÜRKİYE ÖRNEĞİ

3.3. TÜRKİYE’DE MEDYA PİYASALARINA İLİŞKİN

3.5.2. Rekabet Kurulu Kararları ve Kararların Değerlendirilmes

3.5.2.2. BİRYAY I ve BİRYAY III Kararları BİRYAY I Kararı

o que ouvi e vi, em estado de graça/choque.

O maior impacto que tive foi em relação à qualidade que encontrei nas pinturas dos alunos: não pareciam pinturas feitas por iniciantes. Embora alguns alunos tivessem apenas um ano de curso, faziam telas enormes, com uma figuração abstraída, ou pinturas abstratas que discutiam relações mais formais da linguagem da pintura como forma e cor.

Fiquei impressionada com a orientação do artista, o Paulo Whitaker, que era muito pessoal. Aparentemente desprovida de um planejamento, no sentido tradicional, a sua aula não tinha um objetivo pré determinado, percebia- se que ele orientava os alunos à medida em que o solicitavam. O professor olhava, fazia comentários, sugeria alguns artistas... e isso parecia funcionar muito bem.

As milhares de estruturas de planejamento que aprendi pareciam ser muito burocráticas perto da organização da aula do Paulo.

Embora a proposta da pesquisa não seja a de avaliar a didática dos cursos livres, percebi que a didática de alguns desses espaços poderia

também auxiliar no estudo da didática para o ensino formal. Por exemplo, a proposta do Collegio das Artes é bastante aberta, os cursos não possuem sequer uma duração exata: os alunos podem freqüentar 2 ou 15 meses um mesmo curso. Não existe nenhuma proposta de conteúdos ou objetivos no curso.

Também achei que a coordenadora e sócia da escola, Saleti Barreto de Abreu, falou muito tranqüilamente da artista Vera Martins, que não possuía diploma. Outro ponto importante foi apontado por ela: na sua opinião, os alunos de cursos livres se envolviam muito mais na aula do que os de uma graduação formal, onde às vezes, fazem o trabalho apenas por obrigação.

Devo confessar que o ambiente do Collegio das Artes era o que mais se aproximava da minha formação, Eu cheguei a invejar pessoas que estavam lá, pintando, num espaço legal. A minha linguagem era mais próxima desses alunos que referenciavam os mesmos espaços que eu conhecia, os mesmos artistas, e pareciam compartilhar dos mesmos sonhos que já tive um dia.

Alguns momentos da aula do Paulo Whitacker A aluna perguntou para o Paulo:

- Paulo, tem alguém para eu pesquisar? Estou precisando pesquisar mais, e testar uma coisa diferente.

O Paulo sugeriu os artistas Soulage e o Franz Kline para a aluna. Logo depois o Paulo orientava outra aluna sobre a montagem do chassi, onde se compra o sarrafo, como cortar.

Achei interessante que ele também fornecia orientações bastante técnicas (diz–se na área: “cozinha do pintor”) além das conceituais. Mais do que isso, não tinha uma orientação ligada ao consumo de materiais caros, pelo contrário, sugeria soluções que fossem boas e baratas.

As alunas :

- Silvia: Eu liguei no dia 20 de setembro e marcamos a entrevista para segunda feira, dia 26 de setembro, às 18:00 horas. Ela se formou em Direito. Estudou culinária, para ser chefe de cozinha, quando morou em Boston. Neste período sempre procurava visitar os museus de Nova Iorque.

- Sara: não conversei com ela

- M. Suely é formada em direito. Comentou do ócio criativo. Combinamos uma entrevista na quinta - feira dia 22 às 17:30hs.

- A Betina está em São Paulo mas é alagoana, morou em Recife durante um bom tempo. Estudou arquitetura na UNB. Comentou que a Arte sempre esteve presente na sua vida, mas que resolveu fazer o curso de pintura depois de ler o livro do Domenico de Massi sobre o lazer. Ela também comentou que sua psicóloga faz um curso de aquarela com um orientador que interpreta as emoções através dos desenhos.

Fruto da Arte: dia 19 de setembro de 2005

A dona dessa loja/ escola foi minha aluna no curso de Educação Artística da Faculdade Integrada de Guarulhos, o que facilitou o nosso contato, pois alguns proprietários de escolas privadas ficam muito desconfiados quando falo da pesquisa.

Dois meses antes, (em julho), eu visitei a escola para conversar com os professores e as alunas.

Na semana anterior, eu havia ligado para duas alunas marcando a entrevista. Quando cheguei na escola elas pareciam nem se lembrar. Senti que ficaram impactadas após terem visto a minha câmera de vídeo, e me receberam muito melhor do que da primeira vez. A melhor recepção também pode ter ocorrido por eu estar arrumada de modo mais formal (porque iria dar aula depois).

Embora eu tenha inicialmente explicado o objetivo do trabalho para as alunas, elas voltaram a me perguntar várias vezes se eu faria um vídeo, ou sobre quem iria assistir aquelas imagens...

Eu entrevistei as duas alunas com quem havia me comunicado e entrevistei ainda outra - Nair - que se ofereceu voluntariamente para a entrevista.

Todas as três entrevistadas eram aposentadas, e foram muito gentis e dispostas comigo. A última entrevistada, Nair, começou a me contar vários detalhes da sua vida, (e eram muitos, pois ela tinha 71 anos!!!). Isso me angustiou um pouco, por conhecer tão proximamente uma história de vida tão diferente da minha, e por esgotar todas as fitas disponíveis. Decidi ser um pouco mais objetiva em relação às perguntas. Na realidade, eu teria que estar com um suprimento de fitas maior, fiz um cálculo errado.

Essa mesma aluna me entregou o seu cartão. Achei-a muito organizada, e a sua disposição em fazer um cartão me impressionou. Ainda notei que o seu cartão tem uma semelhança incrível com o cartão do Emip, seu professor de pintura.

Observei que todas as alunas do fruto da arte tiveram um cuidado especial com sua aparência antes da entrevista, (se maquiaram), o que me deixou muito feliz pelo valor que estavam dando à situação. O professor Emip também foi mais atencioso comigo nesta segunda visita, me entregou o seu cartão. Ofereceu-se para filmar e me disse que tem produzido muitos CD- Roms com suas aulas de pintura: eu pensei em comprar um mas custava 120 reais, e meu orçamento mensal já estava no limite.

Existia certa homogeneidade no grupo: todos os alunos que vi no curso eram do sexo feminino, e a maioria (se não todas) possuía mais de 60 anos. Comentei com o professor Emip a grande quantidade de mulheres no curso, e ele respondeu (criando certa distinção entre a participação de homens e mulheres): “-As mulheres vêm aqui para fugir de casa, ou do marido.

Quando um homem vem aqui, ele não quer fugir de nada.” Respondi com

um educado sorriso amarelo. Isso era uma piada machista? Ou ele se referia ao fato de que para um homem , a decisão de pintar é muito mais séria , por se tratar de uma profissão artística, dita “feminina”?

1.2.1 As alunas do Fruto da Arte:

- Eunice: quando liguei para marcar uma entrevista ela se encontrava no velório da mãe. Fiquei muito sem graça. Não poderei nunca esquecer de antes mesmo de me identificar, perguntar se a pessoa pode falar no momento ou encontra-se ocupada.

- Francisca

- Célia: É a aluna que freqüenta o curso há mais tempo.

Delta dia 26 de setembro de 2005: Visita à escola Delta

Senti que essa escola era uma espécie de meio termo entre as duas escolas anteriores: as alunas não pintavam nem abstrações matéricas e nem

paisagens bucólicas. Até visualmente a escola aparentava ser uma mescla de cubo branco com uma tradicional feira de pinturas.

Ela ocupa uma casa antiga. Na parte superior reside a dona e na parte inferior um equipado atelier de arte foi instalado.

A escola tinha um clima meio ZEN. Essa sensação foi criada por um conjunto: a dona me ofereceu um delicioso chá que era preparado por ela a partir de diferentes ervas, e sobre a mesa havia um livro “O poder do agora:

um guia para a iluminação espiritual”. Na parede um quadro em branco com

uma frase do dia em relação ao fazer arte que era bastante espiritual e finalmente uma musica instrumental leve, daquelas que parecem servir para a meditação, soava no recinto.

Diferente das escolas anteriormente visitadas, esta escola oferece aos alunos módulos de aprendizagem, e depois uma proposta de ateliê livre onde os alunos poderiam fazer a sua proposta de trabalho. Ambas as donas são formadas pela Faculdade Santa Marcelina.

As donas comentaram comigo que atualmente estão oferecendo cursos de pintura para bancários e outras empresas. Elas se deslocam até estes locais para dar aula para os funcionários.

A primeira aluna que eu entrevistei era bancária de profissão mas já tinha feito curso de Educação Artística.

Na quinta feira seguinte combinei de entrevistar outros alunos, mas a aluna faltou e adiei a entrevista para mais alguns dias.

A aluna entrevistada: Cristina

Dia 30 de setembro de 2005: Entrevista com Eliane, dona do