Licenciando 1; Licenciando 2; Licencianda 3; Licencianda 4; Licencianda 5
As ideias de que a sociedade pode ser objetivamente analisada e que é possível depreender e interpretar o mundo de maneira neutra e imparcial fazem parte de uma concepção positivista (positivismo de Auguste Comte) de ciência. Mas, tais proposições já duramente criticadas ao longo dos tempos, poderiam auxiliar no entendimento do lazer? Em qual(is) ponto(s)? Para responder estas questões buscamos na literatura (estudo teórico) da área do lazer. Desse modo, o objetivo do presente trabalho foi o de indicar possíveis contribuições do positivismo para o entendimento e desenvolvimento do lazer. A principal contribuição que se apresentou foi na indicação das funções do lazer (funcionalismo, no sentido de buscar nas instituições da sociedade, funções sociais precisas e determinadas). Entre estas funções estão: os três “ds” – funções desempenhadas socialmente pelo lazer: descanso, desenvolvimento e diversão; o lazer como acessório do trabalho (para permitir que as pessoas trabalhem melhor). Entendemos que os esforços para justificar a sua possível utilidade se dão no intuito de comprovar objetivamente (lógica das ciências naturais) sua importância, pois se estivesse localizado na esfera do fazer, mesmo sendo significativo, não seria útil como recurso pedagógico e educativo, por exemplo. Apesar dos limites de interpretação sobre a realidade, a aproximação entre positivismo e lazer nos mostrou qual a possível fonte de alguns saberes constituídos sobre o lazer. Isto não significa que o fato de localizar a base de pensamento sobre algo, de expor a lógica utilizada, nos impeça de criticá-la.
ANEXO B – Músicas e Vídeo Utilizados na Disciplina Capitão de Indústria
(Marcos Valle/Paulo Sergio Valle) Eu às vezes fico a pensar
Em outra vida ou lugar Estou cansado demais Eu não tenho tempo de ter
O tempo livre de ser De nada ter que fazer É quando eu me encontro perdido
Nas coisas que eu criei E eu não sei
Eu não vejo além da fumaça O amor e as coisas livres coloridas
Nada poluídas Eu acordo p’rá trabalhar
Eu durmo p’rá trabalhar Eu corro p’rá trabalhar Eu não tenho tempo de ter
O tempo livre de ser De nada ter que fazer
Eu não vejo além da fumaça que passa E polui o ar
Eu nada sei
Eu não vejo além disso tudo O amor e as coisas livres, coloridas
Nada poluídas
OS PARALAMAS DO SUCESSO. Nove luas. Guarulhos: EMI, 1996. 1 CD.
Índios (Renato Russo)
Quem me dera, ao menos uma vez, Ter de volta todo o ouro que entreguei
A quem conseguiu me convencer Que era prova de amizade
Se alguém levasse embora até o que eu não tinha. Quem me dera, ao menos uma vez, Esquecer que acreditei que era por brincadeira
Que se cortava sempre um pano-de-chão De linho nobre e pura seda. Quem me dera, ao menos uma vez, Explicar o que ninguém consegue entender:
Que o que aconteceu ainda está por vir E o futuro não é mais como era antigamente.
Quem me dera, ao menos uma vez, Provar que quem tem mais do que precisa ter
Quase sempre se convence que não tem o bastante
E fala demais por não ter nada a dizer. Quem me dera, ao menos uma vez, Que o mais simples fosse visto como o mais
importante, Mas nos deram espelhos E vimos um mundo doente. Quem me dera, ao menos uma vez, Entender como um só Deus ao mesmo tempo é
três
E esse mesmo Deus foi morto por vocês - É só maldade então, deixar um Deus tão triste.
Eu quis o perigo e até sangrei sozinho. Entenda - assim pude trazer você de volta pra
mim,
Quando descobri que é sempre só você Que me entende do início ao fim E é só você que tem a cura para o meu vício
De insistir nessa saudade que eu sinto De tudo que eu ainda não vi. Quem me dera, ao menos uma vez, Acreditar por um instante em tudo que existe
E acreditar que o mundo é perfeito E que todas as pessoas são felizes. Quem me dera, ao menos uma vez, Fazer com que o mundo saiba que seu nome
Está em tudo e mesmo assim Ninguém lhe diz ao menos obrigado.
Quem me dera, ao menos uma vez, Como a mais bela tribo, dos mais belos índios,
Não ser atacado por ser inocente. Eu quis o perigo e até sangrei sozinho. Entenda - assim pude trazer você de volta pra
mim
Quando descobri que é sempre só você Que me entende do início ao fim E é só você que tem a cura pro meu vício
De insistir nessa saudade que eu sinto De tudo que eu ainda não vi.
Nos deram espelhos e vimos um mundo doente - Tentei chorar e não consegui.
LEGIÃO URBANA. Dois. Guarulhos: EMI, 1986. 1 CD.
Fábrica (Renato Russo) Nosso dia vai chegar,
Teremos nossa vez. Não é pedir demais:
Quero justiça, Quero trabalhar em paz. Não é muito o que lhe peço -
Eu quero trabalho honesto Em vez de escravidão. Deve haver algum lugar
Onde o mais forte Não consegue escravizar
Quem não tem chance. De onde vem a indiferença Temperada a ferro e fogo? Quem guarda os portões da fábrica? O céu já foi azul, mas agora é cinza O que era verde aqui já não existe mais.
Quem me dera acreditar Que não acontece nada de tanto brincar
com fogo. Que venha o fogo então. Esse ar deixou minha vista cansada,
Nada demais.
LEGIÃO URBANA. Dois. Guarulhos: EMI, 1986. 1 CD.
Pica-Pau
Episódio: Os trabalhadores da floresta Sinopse: Pica-Pau está perseguindo o seu passatempo favorito, escrevendo um livro sobre "Trabalho e como evitá-lo", enquanto todos os animais da floresta trabalham para armazenar alimentos para o longo inverno que terão pela frente. Para se alimentar, Pica-Pau pega a comida dos animais. Ele é avisado pelos outros animais da floresta para armazenar comida e pelos pássaros, para migrar com eles, mas não atende às suas advertências. Com a chegada do inverno ele implora por comida aos animais da floresta, que lhe dão para comer uma espiga de milho, sem milho, porcas de parafuso e um bolo de gelo. Com fome e frio, ele acaba congelando. No final do inverno, Pica-Pau é salvo pelos seus amigos da floresta, que derretem o cubo de gelo que está. Alegremente, ele sai do gelo e volta a pegar a comida dos animais.
PICA-PAU. Os trabalhadores da floresta. Coleção clássica Pica-Pau e seus amigos: volume 4. Criador: Walter Lantz. Barueri: Universal Pictures, 2007. 1 DVD (7 min.), dublado.
APÊNDICE A – Termo de Consentimento para Licenciandos e Licenciandas