Como itado,omodelopropostoébaseadoemEngenhariaSemióti a,que onsideraainteração
omoumatode omuni ação. Abasede onhe imentoéutilizadanesse ontextoparapossibilitar
aoprojetista,no asooespe ialistaatuando omo o-autor,do umentarsuasde isões. Assim,oes-
pe ialistapoderegistrarsuasintençõesede isõesemrelaçãoàsabstrações riadas,poten ializando
aqualidadeda omuni açãoentreeleeousuárioleigo.
Abasede onhe imentopossuiassimoobjetivodepermitirqueusuáriosespe ialistasregistrem
suasjusti ativase expli açõespara asabstraçõesque riam. A base de onhe imento tem dois
sub omponentes: asexpli açõeseodi ionário. Asexpli açõesarmazenamtodososes lare imentos
registradospelos espe ialistassobre suasde isões. Asexpli açõessão lassi adasemdoisníveis:
asquesão olo adasàdisposiçãodosusuáriosnais(leigos),easdire ionadasaosoutrosusuários
espe ialistas. As quesedestinamaosleigos possuemexpli açõesmaisgerais, omooobjetivoda
onsultaeashipótesesqueforamassumidas. Jáasexpli açõesparaosespe ialistassãoexpli ações
té ni asqueenvolvemdes riçõessobreaseleçãodosparâmetros,té ni aseatémesmoalgoritmos.
Utilizando novamente o enário da auditoria ilustradoem 2.4.1, na onsulta Durante oano
de <DEFINE_ANO>, algum forne edor ganhoumais que <PORCENTAGEM> das ofertas de
ompra doproduto<PRODUTO>? oespe ialistapoderia asso iaraseguinte expli ação: Essa
onsultapermite explorar osdados relativos às omprasgovernamentais eidenti arse, paraum
determinadoano, houvealgumforne edor favore ido. Ahipóteseéde quenenhumforne edorpode
ganhartodas asli itações. Em nossaexperiên ia, já teremosumindí io defraude seoforne edor
ganhar a imade 40%. Noentanto, épossívelexaminar andidatos paravalores maisaltos...
essa expli ação é muito importante para que o pro esso de omuni açãodesigner-usuário tenha
su esso,quenesse asoédousuárioespe ialistaparausuárional.
Além das expli açõespara usuáriosleigos, abase de onhe imento pode armazenarde isões
té ni astomadaspelousuárioespe ialistana riaçãodeuma onsulta. Umexemplodeexpli ação
mais té ni a poderia apresentar o motivo da es olhade alguns parâmetros omo sendoexíveis
e outros xos e até mesmo o motivo dos valoreses olhidos omo xos poderia ser apresentado.
Assim,paraoexemplo,umaexpli açãoté ni apoderiaser: Ovalorde suporteparaessa onsulta
(que gera uma tarefa de mineração)foi de 0.27. Esse valor foi denido depois de várias tarefas
serem exe utadas e esse pode ser onsiderado um valor relevante porque... Essaexpli açãoapre-
sentatermosquesão on eitosprópriosdemineraçãoerela ionadosàsde isõesdamodelagemdo
problemaemtarefademineraçãodedados. Nãoéesperadoqueousuárionalentendaessetipo
deexpli ação,masela éimportante parado umentaraes olhadede isõesté ni as.
O outro sub omponente da base de onhe imento é o di ionário. O di ionário ontém os
elementos que apare emna LAIU e quetêm asemânti a orrespondente nosistema de segunda
geração. Porexemplo,aPORCENTAGEM queapare ena onsultaa ima teriauma entradano
di ionárioondeseriamdenidassuasdimensõesléxi asesemânti as,alémdeuma expli ação. O
léxi o édenido pelo espe ialistapara omporaLAIU. A semânti aé oqueo termo representa
no ontexto de mineraçãode dados, ou seja, para a apli ação de segunda geração. Além disso,
pode-sedo umentarumaexpli açãosobreotermo. UmaentradaparaPORCENTAGEM poderia
ser omoaapresentadaaseguir:
•
Léxi o: <PORCENTAGEM>%doslan es•
Semânti a: Conança•
Expli ação: Comoa onançarepresentaafreqüên iarelativa(ouprobabilidade ondi io- nal)entreao orrên iadoeventono onseqüenteeao orrên iadoeventonoante edentedeumaregra,entãono ontextodaauditoriaelaseráusada...
Odi ionáriotemduasfunçõesprin ipaisnomodelo. Aprimeiraéfazer omqueoespe ialista
pensesobreos elementosde sistemas desegundageraçãoqueele a reditaque devem fazerparte
da LAIU, bem omo a forma omo eles devem ser representados. A outra função é apoiar o
espe ialistanamanutençãoda onsistên iaentre oselementos quesãomostradosnaentradaena
saída da LAIU. As denições das abstrações de entrada e saída podem ser feitasem momentos
diferenteseodi ionáriopodeajudaramanterumaúni arepresentaçãonaLAIU.
Embora a riação e exe ução de onsultas não dependam da base de onhe imento, ela tem
um papel fundamental na forma omo aspessoasas utilizam e interpretam. Na perspe tiva da
Engenharia Semióti a, ela é um omponente essen ial, na medida que exige que osespe ialistas
adi ionemelementosmetalingüísti os,queexpli amoutroselementosouaspe tosdaLAIU.Esses
elementospermitemqueusuáriosespe ialistas,quandoestiveremdesempenhandopapeldeproje-
tistas,enviemmensagensdiretassobresuasintençõesoude isõesaosusuáriosleigos.
***
A Figura 4.2 apresenta os omponentes do modeloe naFigura 4.3 as relações entre eles são
que ompõeaLAIU. Ao riaruma extensão,sãorepassadosaointerpretadorasespe i açõesda
LAIU e as denições e expli ações àbase de onhe imento. O interpretador re ebe da base de
onhe imentoas expli açõesinseridas,queserãoapresentadasaosleigosjunto omosresultados.
Ointerpretadorpossuiopapelderealizara omuni açãoentreogerador,osistemademineração
desegundageraçãoeonívelde abstraçãodaLAIU. A interaçãoentre ointerpretador (partese-
mânti adaLAIU)eoníveldeabstração(partesléxi asesintáti as)seini ia omainteração om
as onsultas, onde osleigos denem valorespara os parâmetrosdisponíveis. Osresultados tam-
bémsãotraduzidos dea ordo omasregrasdenidas pelosespe ialistas,onde osleigos podem
modi arasvisualizaçõesutilizandoosltrosdisponíveis.
Omodelo omoumtodopodeser onsideradoumaferramentaepistêmi aparaoespe ialista.
Isso porque o fazreetir sobre as ne essidades do usuário, omo representá-las omo tarefas de
mineração de dados e omo apresentá-las aos usuários leigos. A base de onhe imento é um
omponenteessen ialnesse ontexto,umavezqueregistraosentendimentosede isõesdoprojetista
(nesse asooespe ialista)tantoem relaçãoàabstraçãoparaousuário,quantoaoseusigni ado
nosistemademineração.
Figura4.3: Modeloproposto
Éimportanteressaltarqueomodelopodesera opladoaqualquersistemadesegundageração,
que pode ontinuar sendo utilizado pelo usuário espe ialista para realizar tarefas de mineração
de dadosdiretamente, aso seja desejado. A oplado ao modelo, ele re ebetarefas de mineração
eretorna omoresultadoum onjuntode regrasde asso iação,passos apresentadosnaseção2.2.
Como armamosanteriormente,teori amente omodelopodesera opladoaqualquersistema de
mineração de segunda geração. Isso porque o interpretador possui o papel de gerar e apresen-
tar as onsultas, sendo assimdeveexistir uma linguagempara importardados eum formato de
omuni açãoentreinterpretadoresistema.