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Beyaz Ulusalcılığın Milliyetçi Site ve Forumlardaki Yansımaları

Sem equívoco, a educação pode se tornar uma mais valia essencial para que o indivíduo alcance o bem estar social e tenha uma vida mais digna. A idéia de que todas as pessoas têm direito à educação tomou conta do mundo inteiro. Esta ideologia surgiu no seio dos países desenvolvidos no século XIX. Mas, o conceito de que a Educação Para Todos (EPT) deveria ser um objetivo internacional se firmou na Constituição da UNESCO em 1945, baseando-se na Declaração Universal dos Direitos do Homem. Todavia, constata-se que, hoje, o maior problema da educação é o fato que milhões de cidadãos do mundo não têm acesso a ela e muitos não a recebem de forma suficiente.

Mas, para falar de educação é impossível não recuar no tempo, à Grécia antiga, onde este tema já preocupava filósofos como Platão e Aristóteles. Estes pensadores, de acordo com Bayma (1996), consideravam a educação ligada ao Estado e, a educação política, a essência da formação do homem total. No século XIX, o surgimento dos Estados Nacionais e o liberalismo burguês modificaram a ideologia da educação.

A autora ressalta que, nessa época, a educação começou a despertar a consciência política do indivíduo, para que ele pudesse exercer a cidadania imposta pela nova ordem. Hoje, cada vez mais se tem a idéia de que a educação deve estar virada para capacitar sujeitos, com o propósito de torná-los bons cidadãos. A seguir são apresentados alguns conceitos de educação:

Bayma (2006:28) considera que “educar é desenvolver no ser humano a dimensão do conhecimento, do social, da ética, da visão crítica e da solidariedade”. A autora destaca que o ato e o desafio de educar devem estimular: o gosto e o prazer de aprender; a capacidade de aprender a aprender; e a curiosidade intelectual do educando.

“Educação são atividades intencionalmente exercidas sobre o desenvolvimento de uma personalidade com o objetivo de promover e ativar processos de aprendizagem que conduzem a disposições, atitudes, capacidades e formas de comportamento, consideradas úteis e valiosas pela sociedade” (Sucupira, apud Edler, 1996:2).

Freire (1999) defende uma educação para a decisão, para o desenvolvimento, para a democracia, para a responsabilidade social e política. Enfatiza também que a educação é um ato de amor e de coragem e não pode temer o debate, a análise da realidade. Por isso, não pode fugir à discussão criadora sob pena de ser uma farsa. Uma educação sem esperança não é educação, pelo menos é assim que pensa Freire (1983).

Somente com a educação é possível reduzir a pobreza, a violência e a exclusão social. E não haveria educação se o homem fosse um ser acabado. Segundo Freire (1996:59), “um saber necessário à prática educativa é a inconclusão do ser que se sabe inconcluso devido à autonomia do ser do educando”. Assim, a educação tem caráter permanente, visto que as pessoas estão sempre se educando.

O conceito de educação ao longo da vida tornou-se relevante no século XXI. “Educação ao longo da vida é uma construção contínua da pessoa humana, do seu saber e das suas aptidões, mas também da sua capacidade de discernir e agir” (Delors, 2006:106). O autor acredita que este conceito aproxima-se do conceito de sociedade educativa favorável para aprender e desenvolver os próprios talentos. A EAD apresenta- se como uma boa opção para alcançar a educação permanente, ambicionada atualmente.

A luta para conseguir a melhor estratégia de ensino-aprendizagem no processo educativo é incessante. Assim, a transmissão unidirecional de informação está sendo substituída pela interação e troca de informações entre professor e aluno. Ao invés da reprodução passiva de informações, procura-se estimular a criatividade dos educandos. Porém, é necessário ressaltar que o sucesso do aprendizado depende muito do

A busca pela melhor forma de ensinar fez surgir diversas teorias da aprendizagem. O quadro 5 apresenta resumidamente as principais características de teorias de aprendizagem, indicadas por Campos et al. (2003).

Quadro 5. Teorias de aprendizagem Teorias de

aprendizagem

Resumo das Características

Relação com cooperação Epistemologia genética

de Piaget

Ponto central: estrutura cognitiva do sujeito; níveis diferentes de

desenvolvimento cognitivo;

desenvolvimento facilitado pela oferta de atividades e situações desafiadoras

A interação social e a troca entre indivíduos funcionam como estímulo ao processo de aquisição de Conhecimento Teoria construtivista de Bruner O aprendiz é participante ativo no processo de aquisição de conhecimento; instrução relacionada a contextos e experiências pessoais; determinação de seqüências efetivas de apresentação de material didático

Teoria contemporânea; criar comunidade de

aprendizagem mais próxima da prática colaborativa do mundo real Teoria sociocultural de Vygotsky O desenvolvimento cognitivo é limitado a um determinado potencial para cada intervalo de idade (zona proximal de desenvolvimento)

O desenvolvimento cognitivo completo requer interação social

Aprendizagem baseada em problemas

A aprendizagem inicia-se com um problema a ser resolvido (âncora ou foco): é centrada no aprendiz e contextualizada

Os problemas provêem contextos sociais e culturais em que se desenvolvem soluções em cooperação

Cognição distribuída Interação entre indivíduo, ambiente e artefatos culturais; ensinamento recíproco; importante papel da tecnologia

O conhecimento é

compartilhado e distribuído, sendo necessária à interação

Cognição situada A aprendizagem ocorre em função da atividade, da cultura e do contexto e ambiente social em que está inserida

Interação e colaboração são componentes críticos para a aprendizagem (comunidade de prática)

A fragmentação dos saberes é outra questão que tem incomodado os profissionais da educação. Santos (2002) frisa que os paradigmas que caracterizam a gestão do currículo estão sendo postos em causa. Isto advém da multiplicidade de processos de aprendizagem estruturados e a interação proporcionada pelas redes digitais.

Assim, tornou-se necessária a interdisciplinaridade. Esta é definida por Santos (2002:39) como “experiências intencionais da interação entre as disciplinas com intercâmbios, enriquecimentos mútuos e produção coletiva de conhecimentos”. Ela acontece no âmbito da academia ou na esfera do currículo escolar como bioética (ocupa das controvérsias morais relacionadas às práticas no âmbito das Ciências da Vida e da Saúde) e cibernética (visa compreender os fenômenos naturais e artificiais pelo estudo dos processos de comunicação e controle nos seres vivos nas máquinas e nos processos sociais).