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Besiye Alınan Bıldırcınlarda Deneysel Aflatoksikosise Karşı Kekik Uçucu

4. ARAŞTIRMA SONUÇLARI VE TARTIŞMA

4.2. Besi Performans Özelliklerine İlişkin Deneme Sonuçları

4.2.2. Besiye Alınan Bıldırcınlarda Deneysel Aflatoksikosise Karşı Kekik Uçucu

Para muitos atributos de monitoramento, como o ´ındice S4, existem limiares emp´ıricos propostos por diversos autores. De maneira similar ocorre para o ˆangulo de eleva¸c˜ao dos sat´elites, onde valores m´ınimos de aceita¸c˜ao, como 10o

ou 15o

, s˜ao comumente aplicados a fim de eliminar poss´ıveis efeitos de multicaminho do sinal.

Shneiderman (2001) destaca a necessidade de deixar o usu´ario decidir sobre o que procura. Com esta caracter´ıstica, ele pode obter seus resultados com mais eficiˆencia, j´a que poder´a imergir nos dados e testar suas pr´oprias hip´oteses. No entanto, deve-se respeitar os limites do usu´ario: opera¸c˜oes muito complexas ou de dif´ıcil entendimento podem fazer com que os mesmos evitem execut´a-las.

Com base nestes aspectos, foram desenvolvidos m´odulos de visualiza¸c˜ao nos quais os sat´elites e os hor´arios mais afetados pela cintila¸c˜ao ionosf´erica podem ser identificados

atrav´es da visualiza¸c˜ao dos ´ındices providos pelo receptor. Uma das principais caracter´ıs- ticas ´e a possibilidade de filtrar atributos atrav´es da aplica¸c˜ao de operadores booleanos em campos desejados do banco de dados. Desta forma, o usu´ario pode valer-se da inte- ratividade que integra o ciclo de Anal´ıtica Visual (apresentado na Figura 27 - Subse¸c˜ao 5.1.1), generalizando e especificando os dados de interesse ao seu pr´oprio crit´erio.

Na abordagem proposta, o usu´ario usufrui de interfaces onde especifica limiares para a forma¸c˜ao do conjunto de dados. Desta forma pode especificar a seu crit´erio os limites para a detec¸c˜ao de outliers, bem como extrair subconjuntos `a partir da rela¸c˜ao de quaisquer atributos. Por exemplo, ´e poss´ıvel extrair apenas dados de sat´elites GPS cujo ˆangulo de eleva¸c˜ao seja superior a 15o

e cujo ´ındice S4 seja superior ao ´ındice Sigma-fi. Para o processo de minera¸c˜ao, o usu´ario pode optar ainda por parˆametros que definem a t´ecnica SAX, como o tamanho da janela deslizante e o passo entre janelas.

A Figura 43 apresenta uma das interfaces baseada em filtros. O usu´ario pode escolher um per´ıodo de interesse – como meses, semanas ou dias –, uma ou mais esta¸c˜oes, constela- ¸c˜oes ou sat´elites espec´ıficos, e aplicar um ou mais filtros Booleanos. S˜ao disponibilizadas tamb´em op¸c˜oes para a sa´ıda gr´afica desejada, como gr´afico de dispers˜ao, mapas e grids. No exemplo, s˜ao apresentadas as op¸c˜oes de configura¸c˜ao para os gr´aficos de dispers˜ao, as quais incluem disposi¸c˜ao do eixo temporal, r´otulos, cores e tamanho da imagem.

Figura 43: Exemplo de interface baseada em filtros da ISMR Query Tool.

Atrav´es dos gr´aficos de dispers˜ao ´e poss´ıvel encontrar rapidamente um subconjunto de interesse caracterizado por algum fenˆomeno espec´ıfico, como os picos di´arios de cintila¸c˜ao caracterizados por altos valores de ´ındice S4.

Um exemplo ´e apresentado em trˆes etapas na Figura 44. Em (a), apresenta-se os valores do ´ındice S4 para todos os sat´elites GPS rastreados pela esta¸c˜ao PRU2 no mˆes de Setembro de 2012. Foi aplicado um filtro para ˆangulos de eleva¸c˜ao superiores a 15o

(b), a consulta foi restringida para um per´ıodo aproximado de dez dias. Nesta consulta, foi utilizada a op¸c˜ao de identifica¸c˜ao por cores, a qual permite encontrar os sat´elites mais afetados no per´ıodo; cada sat´elite ´e identificado univocamente pelo seu PRN. Observa-se que cada sat´elite pode ser afetado de maneira distinta, j´a que os sinais percorrem caminhos independentes, se propagando por diferentes regi˜oes na ionosfera. Por fim, em (c), s˜ao comparados os ´ındices S4 e Sigma-fi para apenas trˆes sat´elites que apresentaram altos picos – os quais foram identificados em (b).

Mais uma possibilidade ´e a compara¸c˜ao de ´ındices observados por diferentes esta¸c˜oes, a qual ´e apresentada na Figura 45. S˜ao comparados os valores obtidos para o ´ındice S4 de esta¸c˜oes pr´oximas entre si. Em (a), compara-se as esta¸c˜oes PRU1 e PRU2, as quais distam aproximadamente 300 m entre si. Em (b), compara-se esta¸c˜oes SJCE e SJCU, as quais distam aproximadamente 10 km entre si. ´E poss´ıvel notar que, de uma forma geral, os ´ındices s˜ao coincidentes, mas h´a discrepˆancias significativas que podem ser objeto de investiga¸c˜oes mais detalhadas.

Figura 45: Compara¸c˜oes de ´ındices observados por diferentes esta¸c˜oes.

Outra op¸c˜ao ´e a identifica¸c˜ao dos hor´arios mais afetados do dia. Nesta op¸c˜ao, os valores de tempo s˜ao identificados em fun¸c˜ao das horas e minutos, e ´e poss´ıvel notar os per´ıodos do dia em que as cintila¸c˜oes s˜ao mais frequentes. Esta op¸c˜ao ´e apresentada na Figura 46. Foi escolhido o mˆes de mar¸co de 2013; em (a), s˜ao apresentados os resultados da esta¸c˜ao POAL; j´a em (b), s˜ao apresentados os resultados da esta¸c˜ao SJCU. ´E poss´ıvel

observar, al´em da maior incidˆencia de cintila¸c˜ao em SJCU, h´a uma pequena diferen¸ca no comportamento dos ´ındices entre as duas esta¸c˜oes. Em Porto Alegre/RS, observa-se que os hor´arios de alto ´ındice S4 est˜ao compreendidos em um intervalo mais restrito – entre 0h e 4h (UTC – ou 21h e 01h no tempo local) – se comparados a S˜ao Jos´e dos Campos, onde os valores mais altos foram observados aproximadamente entre 23h e 05h (UTC – ou 20h e 02h no tempo local).

Figura 46: Identifica¸c˜ao dos hor´arios mais afetados pela cintila¸c˜ao em Mar¸co/2013.

A Figura 47 apresenta um exemplo de visualiza¸c˜ao baseada em grids (ou pixel-based ), onde o ´ındice S4 est´a sendo representado para todos os sat´elites GPS em um per´ıodo de trˆes horas de dados de uma esta¸c˜ao. Cada linha representa um sat´elite, e as colunas mant´em o tempo sequencialmente; a cor das c´elulas ´e utilizada para representar os valores mapeados; valores ausentes s˜ao representados por c´elulas em preto. Atrav´es da intera¸c˜ao

com o mouse, ´e poss´ıvel detalhar as c´elulas, observando ainda o ˆangulo de eleva¸c˜ao dos sat´elites e o valor do atributo representado. Os grids permitem a visualiza¸c˜ao sem que haja sobreposi¸c˜ao entre os valores dos diferentes sat´elites. Outro aspecto positivo ´e a possibilidade de identificar a disponibilidade de sat´elites ao longo do tempo em uma esta¸c˜ao.

Figura 47: Visualiza¸c˜ao do ´ındice S4 baseada em grids.

A Figura 48 apresenta outra modalidade de representa¸c˜ao baseada em grids. No exemplo, s˜ao apresentadas as m´edias do ´ındice S4 obtidas a cada hora para um per´ıodo de 2 meses de dados da esta¸c˜ao SJCI (Janeiro e Fevereiro de 2012). As linhas representam as horas do dia, enquanto as colunas representam os dias. ´E poss´ıvel observar os per´ıodos mais afetados sem que haja sobreposi¸c˜ao de informa¸c˜ao; tamb´em ´e poss´ıvel identificar rapidamente as perdas de dados (c´elulas em cinza).

O m´odulo de visualiza¸c˜ao em mapas permite avaliar os ´ındices atrav´es dos pierce points projetados sobre o mapa do territ´orio brasileiro. Uma descri¸c˜ao conceitual sobre a determina¸c˜ao do pierce point – ou ponto ionosf´erico – ´e apresentada em Rezende et al. (2007). Na abordagem implementada, s˜ao utilizadas cores para mapeamento dos atributos a serem visualizados, onde o usu´ario pode optar pela delimita¸c˜ao da escala. Os pierce points podem ser projetados diretamente no mapa, sendo sobrepostos nas coordenadas do mesmo, ou ainda pode-se recorrer `a fun¸c˜oes de agrega¸c˜ao, onde valores s˜ao agregados nas posi¸c˜oes de um grid bidimensional. Foram implementadas as seguintes fun¸c˜oes: m´edia, desvio-padr˜ao, m´ınimo, m´aximo e rela¸c˜ao limiar/quantidade (quantidade de pierce points com valor superior ou inferior que o limiar definido pelo usu´ario). O usu´ario tamb´em pode especificar a resolu¸c˜ao do grid em graus decimais.

Figura 48: Visualiza¸c˜ao da m´edia do ´ındice S4 para cada dia e hora do dia (UTC) em um per´ıodo de dois meses para uma ´unica esta¸c˜ao.

resolu¸c˜ao de 1o

e uma m´ascara de eleva¸c˜ao de 20o

, apresenta-se a quantidade de pierce- points com S4 superior a 0.3 no mˆes de dezembro de 2013 para a esta¸c˜ao PALM. ´E poss´ıvel notar a menor frequˆencia de ocorrˆencia de cintila¸c˜ao no entorno do equador geomagn´etico (linha verde pontilhada), conforme as evidˆencias te´oricas destacadas na Se¸c˜ao 3.4.

Figura 49: Representa¸c˜ao com pierce-points.

Atrav´es de uma interface espec´ıfica de sele¸c˜ao de dados, o usu´ario tem a possibilidade de visualizar at´e centenas de atributos simultaneamente atrav´es dos horizon-charts. Os atributos compartilham o eixo temporal de um dia, ou seja, os dados s˜ao visualizados

em fun¸c˜ao do hor´ario do dia. Desta forma, ao representar-se as informa¸c˜oes de um dia inteiro, tem-se um eixo temporal composto por 1440 pixels de largura (com cada pixel representando um minuto do dia).

A Figura 50 apresenta um exemplo. S˜ao apresentados seis atributos para dois sat´elites, resultando-se em doze linhas. Observa-se tamb´em a intera¸c˜ao com o mouse: uma barra vertical destaca os valores obtidos em cada atributo, permitindo a conferˆencia do exato valor observado para cada s´erie temporal representada.

Figura 50: Visualiza¸c˜ao de seis atributos para dois sat´elites atrav´es dos horizon-charts.

Na Figura 51 apresenta-se um exemplo de aplica¸c˜ao da vis˜ao de calend´ario. O ca- lend´ario apresenta a m´edia di´aria do ´ındice S4 para a esta¸c˜ao SJCE no ano de 2013. Rapidamente pode-se identificar os dias mais afetados em todo o per´ıodo.

Figura 51: Exemplo de vis˜ao de calend´ario.

sobre a representa¸c˜ao visual implementada.

Tal t´ecnica foi aplicada sobre o ´ındice S4 de todos os sat´elites GPS rastreados na primeira quinzena de Dezembro/2013 pela esta¸c˜ao PRU1, utilizando-se uma m´ascara de eleva¸c˜ao de 20o

. Foi adotada uma janela de dura¸c˜ao de 15 minutos; o passo entre janelas consecutivas foi definido em 5 minutos. Adotou-se os limiares definidos em International Telecommunication Union (2012) para o ´ındice S4. Desta forma, a aplica¸c˜ao do algoritmo permite a caracteriza¸c˜ao de cintila¸c˜oes fracas, moderadas e fortes (de acordo com os limiares definidos) e que tenham dura¸c˜ao m´ınima de 15 minutos.

No exemplo apresentado na Figura 52, s˜ao apresentados os resultados para todos os sat´elites, os quais s˜ao ordenados pelo tempo de rastreio (definido pela quantidade de janelas consideradas). Os resultados s˜ao sumarizados em gr´aficos de barra verticais e seg- mentos de barra horizontais e interativos, nos quais as larguras dos segmentos representa a dura¸c˜ao dos picos, e as cores s˜ao utilizadas para detalhar a intensidade dos mesmos. No in´ıcio de cada linha, a identifica¸c˜ao do sat´elite ´e apresentada, e, ao t´ermino, o valor do parˆametro escolhido para ordena¸c˜ao dos resultados ´e apresentado.

Figura 52: Visualiza¸c˜ao dos resultados da t´ecnica SAX.

Outras op¸c˜oes de ordena¸c˜ao dispon´ıveis s˜ao a quantidade absoluta ou relativa de picos por categoria. Na Figura 53, apresenta-se uma extra¸c˜ao obtida `a partir da intera¸c˜ao com os mesmos resultados da figura anterior. Optou-se agora pela ordena¸c˜ao dos resultados de acordo com a quantidade de picos de cintila¸c˜ao forte (classe c). Apresenta-se a intera¸c˜ao do mouse com um segmento, bem como a sumariza¸c˜ao dos resultados obtidos para o sat´elite.

Destaca-se que nesta visualiza¸c˜ao optou-se por n˜ao compatibilizar o eixo temporal dos sat´elites, uma vez que o per´ıodo de tempo em que cada sat´elite ´e rastreado pelo receptor acarretaria em lacunas na representa¸c˜ao visual. Na visualiza¸c˜ao implementada, estas lacunas s˜ao suprimidas.

Tamb´em ´e poss´ıvel identificar os picos mais significativos observados em cada sat´elite ao longo do tempo.

Figura 53: Intera¸c˜ao com os resultados da t´ecnica SAX.

6.1.1.1 S´ıntese dos Recursos de Minera¸c˜ao e Visualiza¸c˜ao Implementados A Tabela 1 apresenta uma s´ıntese dos recursos implementados, sumarizando as prin- cipais caracter´ısticas e potencialidades de cada t´ecnica.

Tabela 1: S´ıntese dos Recursos T´ecnica Caracter´ısticas e Potencialidades Gr´aficos de Dispers˜ao Identifica¸c˜ao da ocorrˆencia de cintila¸c˜oes

Identifica¸c˜ao dos picos mais significativos Identifica¸c˜ao de hor´arios mais afetados Identifica¸c˜ao de sat´elites mais afetados

Identifica¸c˜ao da repetibilidade ao longo do tempo Visualiza¸c˜ao simultˆanea de dois parˆametros Grids Visualiza¸c˜ao de parˆametros sem sobreposi¸c˜ao

Identifica¸c˜ao de perdas de dados Compara¸c˜ao entre sat´elites

Mapas de Pierce Points An´alise da cobertura espacial da rede Repetibilidade espacial ao longo do tempo Varia¸c˜ao espacial ao longo do tempo Verifica¸c˜ao da geometria dos sat´elites

Horizon Charts Compara¸c˜oes entre m´ultiplos atributos de diferentes sat´elites Visualiza¸c˜ao simultˆanea de dezenas de parˆametros

Varia¸c˜ao di´aria de atributos ao longo do tempo Compara¸c˜ao de atributos em diferentes esta¸c˜oes Calendar View Vis˜ao geral sobre o comportamento ao longo do ano

Compara¸c˜ao entre esta¸c˜oes na escala de um ano Identifica¸c˜ao da disponibilidade de dados

SAX Classifica¸c˜ao de s´eries temporais de atributos (limiares) Redu¸c˜ao de dimensionalidade

Dura¸c˜ao de eventos (pelo tamanho da janela deslizante) Compara¸c˜oes entre sat´elites em longo per´ıodo de tempo

6.2

Inclus˜ao do erro posicional como atributo na base

Benzer Belgeler