• Sonuç bulunamadı

1. GĠRĠġ

1.3. Obstrüktif Uyku Apnesi Sendromu (OUAS)

1.3.7. Tanı

1.3.7.4. Anketler

1.3.7.4.1. Berlin anketi

Para não deixar de anotar situações relevantes à compreensão dos fatos observados, é fundamental a utilização do diário de campo, digo isso porque em comunhão com a fala de Hammouti (2001, p. 16-17) entendo que “o diário como registro de campo é feito a partir do trabalho de campo, observação participante do ator-praticante social. Ele pode ser também diário de pesquisa, isto é centralizado sobre o próprio processo da pesquisa do inicio até a elaboração teórica”.

Entre outras utilidades desse instrumento, Jünker (1971, p. 20) apresenta-me que aquilo que eu observar e selecionar para fim de registro “deve ser claramente descrito em ricos detalhes, com tôdas (sic) as declarações textuais e com todos os aspectos do conceito especificados adequada e rigorosamente”.

Com esse suporte, eu consegui armazenar diversos momentos do que eu observava, na oportunidade, descrevia as experiências com minhas contradições e as contradições vividas no campo investigado. Para ser ainda mais sucinto,

Em outros termos, o pesquisador registra o percurso, as etapas de seu estudo e os momentos do surgimento das questões e problemas analisados. Ele relata suas experiências com o objeto/sujeito de pesquisa, suas interações com os sujeitos e grupos em estudo. Ele descreve suas estratégias de negociação de acesso ao terreno, sua dinâmica relacional com objeto da pesquisa, as contradições das informações e observações, sua conduta de investigação, suas implicações e contra-atitudes, etc. (HAMMOUTI, 2001, p. 17).

Diário de campo, como dissera Malinowski (1990), é um diário coletivo de intervenção, diário de pesquisa e/ou simplesmente diário etnográfico por servir como instrumento onde se descreve as situações envolvidas entre os sujeitos da pesquisa e aquele que coleta informações para análise(s) posterior(es), ou seja, eu, enquanto etnógrafo, tive que ter em mente que minha tarefa era “descrever a anatomia de sua cultura; retratar a constituição de sua sociedade”, Malinowski (1986, p. 34) em meu caderno de anotações.

Ainda acerca dessas anotações, Lüdke e André não temem em dizer que “é a forma mais freqüentemente utilizada nos estudos de observação”, todavia, tal como disse Hatt (1968, p. 163) somente eu poderia “julgar proveitoso anotar a observação e a interpretação da observação”. Sobre essa assertiva, Hammouti (2001) sustenta que

Pode-se conceber o diário como diário etnográfico e ao mesmo tempo diário coletivo de intervenção, no sentido em que ele funciona para cada um como descrição de situações onde, por um lado, o educador está engajado individualmente (observação participante) e de outro, implicado dentro de um grupo ou equipe que faz uma auto-análise coletiva da instituição educativa ou do projeto institucional, pedagógico, político e social (HAMMOUTI, 2001, p. 17).

Faz-se alusão à fala de Cruz Neto (1994, p. 62-63) no que diz respeito às anotações quando nos assegura que “sobre o registro das falas dos atores sociais que participam da investigação, observamos que é possível trabalharmos com um sistema de anotação simultânea da comunicação ou fazermos uso de gravações”. Incorporo dessa forma os conselhos desse mesmo Cruz Neto (1994) quando afirma que o diário de campo é de caráter, essencialmente, pessoal e por isso, intransferível, por conseguinte, de forma sistemática, ele me acompanhou do início ao fim das minhas observações, visto que quanto maior for o número de anotações, mais amplo poderia ser o número de descrições e análises do que eu estava a estudar.

Saber que é importante que este trabalho de coletar e fixar impressões deve começar cedo, permitiu-me vivenciar situações com as quais estava acostumado e pensava que não valiam a pena registrá-las, mas não deixei de anotá-las, embora as achasse corriqueiras ou então por falta de melhor conhecimento no que diz respeito ao local. Dentro desse contexto, justificou-se para mim a necessidade de um diário, pois era o instrumento apropriado para se fazer etnografia na escola “SIMME”. Ou seja, com palavras do etnógrafo imortal, corroboro que

Um diário etnográfico, sistematicamente elaborado durante todo o processo de pesquisa em um distrito seria o instrumento ideal para esse tipo de estudo. E se, lado a lado com o normal e típico, o etnógrafo anotar cuidadosamente os seus pequenos ou seus mais pronunciados desvios, poderá indicar os dois extremos entre os quais o normal varia (MALINOWSKI, 1990, p. 57).

Com o intuito de simplificar, usei os seis (06) critérios de descrição, sugeridos por Lüdke e André (1986), dentro da tabela “n1”, apresento os tópicos que foram selecionados por mim, para que ao fazer a análise dos dados colhidos não haja demasiada complexidade.

Ao ter em mente os itens que eu iria observar e onde eles seriam registrados, comecei a investigar a escola como um todo. Procurei adaptar à realidade que estava a viver naquele local para não perder o foco da minha pesquisa.

Por perceber que alguns professores se sentiam incomodados com as minhas constantes observações, resolvi confiar na minha memória e passei a descrever por etapas, assim, usava palavras ou idéias-chave apenas para não perder a essência do conteúdo que deveria servir como registro. Digo isso porque uma professora chegou a me perguntar se eu estava a escrever o que estava no quadro branco também ou se ela poderia apagar. Perguntei a ela se me permitiria gravar suas aulas, mas a resposta enfática foi “não”.

Nesse contexto, resolvi ter outra conversa com a direção e me foi concedido o direito de estar a observar aquele ambiente todas as quartas-feiras (como já disse), com livre curso pelo território escolar. É importante destacar que ao começar minha pesquisa, era uma direção escolar, assim que conclui meus trabalhos, a escola já

possuía um outro quadro de gestores, porque há eleições para gestores a cada três anos. Não foi diferente com o pessoal de apoio, tampouco com o quadro de professores e coordenadores pedagógicos. Situação essa que ratifica a rotatividade do pessoal na escola SIMME.

Como já disse em outro momento, adentrei àquela escola em agosto de 2011, somente agora acrescento que em março de 2013 comecei a fazer minhas observações seguidas das anotações no meu diário de campo e permaneci com esse olhar de investigador até março de 2014. E por lá ainda me encontro dentro do corpo docente daquela comunidade escolar para concluir o ano letivo.

Desse modo, obtive uma enorme quantidade de dados para serem analisados, contudo, para evitar prolixidade, bem como repetições desnecessárias, optei por selecionar as observações que não se repetiram por demais. Outrossim, tive o cuidado de não eliminar aqueles relatos que revelariam o perfil daquela comunidade escolar, relatos esses que são capazes de apresentar o mapa da prática pedagógica da escola “SIMME”.

Apresento nas tabelas, para sintetizar como ocorreram as observações, como sugere André (2003, p. 29) ao nos afirmar que “O pesquisador faz uso de uma grande quantidade de dados descritivos: situações, pessoas, ambientes, depoimentos, diálogos, que são por ele reconstruídos em forma de palavras ou transcrições literais”, foi justamente assim que procurei fazer as anotações daquilo que estive a observar. É importante salientar que, por hora, não houve nenhuma especificidade para escolher estas e não outras observações, senão a intenção de evitar repetições desnecessárias.

Benzer Belgeler