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3. BULGULAR

3.3. Benzetim Çalışmasından Elde Edilen Bulgular

3.3.2. Benzetim Ortamında Uygulanan Senaryolar için ATYS Bulguları

O alvo da ciência dos dados é descobrir e extrair conhecimento útil a partir dos dados, que pode ser utilizado para a tomada de decisões e predições, não apenas para explicar o que

está acontecendo. A questão central é dotar as máquinas de capacidade para que se façam as perguntas pertinentes para os problemas fundados no dilúvio de dados heterogêneos provenientes de sensores e dispositivos. O Big Data é motivação para a ciência dos dados e as áreas que são suscetíveis de impacto nas próximas décadas são as ciências sociais, negócios, saúde, entretenimento e esportes. Nunca antes houve uma sociedade tão conectada e rastreada como atualmente, com cada ato registrado indelevelmente para sempre, e como consta da Figura 14, nunca antes houve dispositivos que pudessem observar e analisar cada movimento das pessoas. A vida mudou com o Big Data que provoca descobertas, melhora a tomada de decisões, porém afeta a privacidade dos indivíduos (DHAR; JARKE; LAARTZ, 2014). Figura 14 - Rastreamento de localização

Fonte: Manyika et al (2011)

Nessa era do Big Data, usuários da Internet, muitas vezes, precisam admitir que suas ações on-line são monitoradas e rastreadas. As ações dos usuários são frequentemente ligadas a perfis detalhados construídos por entidades que se configuram em vendedores e anunciantes comerciais, agências governamentais de vigilância, assediadores on-line e organizações criminosas. Conseguir e manter o anonimato na Internet é um desafio. Os usuários de Internet têm a necessidade legítima de manter o anonimato ou não serem identificados (FEIGENBAUM; FORD, 2015).

Nesse contexto, o Big Data torna-se uma justificativa para o acúmulo de grandes quantidades de informação, processando a informação para múltiplas e geralmente não sabidas

razões, além daquelas pelas quais os indivíduos compartilharam a informação, usando-a para colher inteligência sobre as pessoas, grupos e mesmo toda a sociedade, o que pode representar uma séria ameaça aos direitos individuais (PRIVACY INTERNATIONAL, 2015b).

Assim, o Big Data, como a maioria das inovações, traz embutido em si duas vertentes: ao tempo em que proporciona enormes benefícios às organizações pela personalização de seus produtos e serviços em escala massiva, novos modelos de negócios, além da mitigação de riscos negociais, por outro lado, podem causar danos à privacidade indivíduos e instituições de formas inesperadas (BUYTENDIJK; HEISER, 2013).

Medidas são necessárias para que as empresas sejam sensibilizadas a utilizar o Big Data de modo a considerar o interesse da maioria dos consumidores, com normas de ética e códigos de conduta bem estabelecidos. Entretanto, a maioria das corporações não possuem práticas e políticas sobre privacidade para interromper a publicação de informações sensíveis. A informação sobre a localização das pessoas, por exemplo, é tema que causa preocupação, pois os dados dessa natureza podem acarretar consequências potencialmente danosas. Para efeito de ilustração, as fotos e vídeos postados on-line que são produzidos por smartphones e câmeras com dispositivos de localização geográfica podem ser considerados nessa questão. Essas fotos e vídeos podem conter dados de localização geográfica que não são visíveis à maioria dos usuários e desabilitar essa funcionalidade em alguns equipamentos é tarefa complicada para os usuários casuais (KSHETRI, 2014).

No contexto do Big Data, a crescente popularidade dos serviços de monitoramento das mídias sociais tem contribuído para o crescimento desse fenômeno e são crescentes as aplicações em funções de tomadas de decisões em vários negócios. A habilidade para capitalizar o Big Data depende de fatores como, por exemplo, se os anunciantes e comerciantes estão aptos a converter esses dados em insights, porém, questões relativas à privacidade são desafios éticos e legais enfrentados por muitas empresas. Em face de cada vez mais, anunciantes e comerciantes estarem monitorando o que os consumidores dizem sobre as suas marcas, as suas campanhas e outras estratégias de esforço de comunicação, as mídias sociais móveis são vistas como produto de tecnologias invasoras da privacidade que são definidas como qualquer forma ou tipo de tecnologia, hardware ou software, representando uma ameaça particular a privacidade ou proteção de direitos sobre os dados particulares (YANG; KANG, 2015).

Boyd e Crawford (2012) entendem que pode não ser razoável obter o consentimento a cada pessoa que posta um tweet, porém é problemático justificar as ações como éticas simplesmente por conta de que os dados estão acessíveis. Apenas por que o conteúdo é

publicamente acessível isso não significa que ele pode ser consumido por qualquer um. Há sérias questões envolvendo ética na coleta e análise de dados on-line e a publicação do resultado dessa aplicação.

Para Kshetri (2014), a revelação de informação pode ser tão intrusiva e invasiva para a privacidade pessoal que o uso de dados mesmo não considerados pessoais pode revelar questões de natureza sensível. Os likes do Facebook podem, por exemplo, ser utilizados para predizer atributos pessoais sensíveis como a orientação sexual, etnia, opção religiosa ou política, características de personalidade, inteligência, graus de felicidade, consumo de substâncias entorpecentes, separação de pais, idade e gênero. Para efeito de exemplo, seria possível determinar a probabilidade de que alguém tenha sofrido de uma série de enfermidades e utilizar essa informação para, por exemplo no ramo de seguros, aumentar os prêmios em áreas com um alto índice de determinadas doenças ou com alta incidência de sinistros. No Anexo C, o autor busca correlacionar as características do Big Data com fatores e preocupações relativos a questões vinculadas à privacidade, bem-estar e segurança das pessoas às quais se referem os dados.

Assim como mais dados tornam-se disponíveis em formas desagregadas e base de dados tornam-se mais integradas, questões de privacidade são cada vez mais preocupantes sobre quais dados são coletados e como eles são utilizados. Normas claras e robustas políticas, além de estruturas legais precisam de ser desenvolvidas de maneira a regular a opção pela mineração de dados, uso, reuso, transferência e disseminação. Os cidadãos poderiam melhor entender e controlar os seus próprios dados, protegendo os seus dados, além de possibilitar a rica inovação no reuso dos dados (INDEPENDENT EXPERT ADVISORY GROUP, 2014).

Para Perera et al (2015), na era da IOT, a quantidade de dados de usuários que pode ser coletada aumentará significativamente em relação ao passado. As tecnologias recentes como Google Glass e Apple iWatch podem coletar informações sensíveis sobre os seus usuários desde as condições de sua saúde até a situação financeira pela observação ou registro de suas atividades diárias. As questões relacionadas à privacidade na era da Internet têm recebido atenção significante ao longo dos anos recentes.

Atualmente, quando os consumidores de serviços on-line utilizam serviços gratuitos, como e-mail, redes sociais, automaticamente tornam-se fontes de dados para negócios, que podem analisar esses dados para melhorar a satisfação dos clientes. Além disso, os dados podem ser vendidos a terceiros para análises adicionais. Entretanto, é provável que os provedores desse tipo de serviço adotem um dos dois modelos a seguir: a) alguns consumidores voluntariamente

pagarão para consumir serviços com o objetivo de proteger a sua privacidade; b) outros podem oferecer os seus dados, sob algumas limitações e condições, em troca do consumo de serviços livres de custo. A coleta de dados por meio de dispositivos utilizados junto ao corpo, ser utilizados para gerar informação contextual rica. Em consequência disso, representa desafios significativos em relação à privacidade (PERERA et al, 2015).

Benzer Belgeler