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3.3. DĠZĠ ANALĠZLERĠ

3.3.4. Benim Ġçin Üzülme (2012)

5. 1 - Licitação

Licitação compreende um procedimento administrativo unilateral visando a seleção da proposta e/ou do contratante mais vantajoso para a realização de determinado serviço, obra, compra, alienação, locação, concessão ou permissão para a Administração Pública.

É um procedimento administrativo vinculado, por estar ligado à norma

legal e às suas especificações� é discricionário, por apresentar a possibilidade de liberdade na escolha, mediante o cumprimento dos requisitos legais. A licitação confere ao vencedor a expectativa de direito e, não propriamente o direito ao contrato administrativo, pois a Administração não fica obrigada a celebrar o contrato após concluída a licitação.

A Constituição Federal de 1 988 declarou claramente a

XXVII). A Lei Federal no. 8.666 de 2 l .06.93 veio regulamentar o artigo 37, ineiso XXI da Constituição, instituindo nonnas para lieitações e eontratos da Administração Públiea. Posterionnente, foi alterada pelas leis 8883/94 e 9032/95 e vigora atualmente. O objeto imediato da lieitação é a eoneorrêneia, entendida eomo a eompetição viabilizada pela lieitação para fins da Administração Públiea no Direito Administrativo.

A lieitação, basieamente, apresenta duas fases: habilitação (demonstração dos atributos e aptidões) e julgamento (apuração da melhor proposta), tendo em vista assegurar a igualdade de eondições, já estipuladas previamente, a todos os eoneorrentes, nos tennos da lei, mediante qualifieação téeniea e eeonômiea para garantia do eumprimento das obrigações, atendendo às exigêneias públieas: proteção aos interesses e reeursos públieos proeurando a proposta mais satisfatória, respeito ao prineípio da isonomia, da impessoalidade e da probidade administrativa.

A Administração Públiea, tem eomo base os seguintes prineípios do Direito Administrativo: interesse públieo, supremaeia do interesse públieo (prevaleee sobre o individual), legalidade (eonfonne a

lei), moralidade, impessoalidade, publieidade (divulgação dos atos públieos, exeeto nos easos de segurança naeional, investigações polieiais, ' proeessos eíveis em segredo de justiça, ete), fmalidade (objetivo da lei), indisponibilidade (não se pode deixar de apliear a lei), eontinuidade, autotutela (a Administração pode eomgrr seus atos ), motivação (fundamentos de fato e de direito), razoabilidade, proporeionalidade, igualdade, eontrole judieial, hierarquia, poder-dever (eonforme a lei), espeeialidade (para as autarquias eom funções eriadas).

A lei atual sobre lieitação trata dos prineípios, dos fundamentos, das diretrizes e dos eritérios básieos que terão de existir para tomar possível o proeesso a ser aplieado uniformemente no país, independentemente da região ou da loealidade. São normas gerais a serem aplieadas em eonformidade à legislação espeeífiea de eada loeal.

Visa eombater a eorrupção que oeorria na Administração Públiea, mas diminui a liberdade de atuação do administrador no proeesso lieitatório.

A lieitação, a fim de igualar as oportunidades dos

administrativo, seleeionar a proposta mais vantajosa para o eontrato a que tinha interesse. A proposta mais vantajosa não é neeessariamente a de melhor preço, visto que a esfera téeniea é de vital importâneia em diversos easos. Porém, a absoluta igualdade entre os interessados deve ser garantida.

A lei nO.8.666 de 2 1 .6.93 abrange a Administração direta, ou seja, as autarquias, fundações públieas, empresas públieas, soeiedades de eeonomia mista e demais entidades direta ou indiretamente eontroladas pela União, Estados, Distrito Federal e Munieípios. Estes, exeluindo-se a União, podem utilizar a legislação anterior desde que seus dispositivos não entrem em eonflito eom a atual lei, na medida em que não forem editadas novas leis de adaptação à vigente.

A doutrina vigente não é uniforme quanto aos prineípios que regem a lieitação. O artigo 37 da CF/88 estabeleee os prineípios da legalidade, moralidade, impessoalidade, publieidade e efieiêneia (EC no. 1 9 de 5 .6.98) eomo sustentáeulos na atuação da Administração Públiea de forma permanente e obrigatória. De qualquer

maneira, todos os prineípios devem promover o interesse públieo sobre o partieular de fonna a haver uma soeiedade mais transparente e honesta.

A lei 8666/93, em seu artigo 30., dispõe que as lieitações devem ser proeessadas e julgadas eonfonne os prineípios abaixo:

1 ) legalidade: observâneia dos dispositivos legais. A lei diseiplina todas as fases da lieitação, inelusive a partieipação popular no eontrole da legalidade do proeedimento;

2) impessoalidade: tratamento neutro a todos os lieitantes, ou seja, igualdade de todos perante a Administração;

3) igualdade: tratamento isonômieo aos que partieipam do proeesso e oportunidades de mesma abrangêneia eompetitiva;

4) moralidade/probidade administrativa: eonforme padrões étieos, bons eostumes, prineípios de justiça e de equidade e eomportamento honesto de parte a parte, devendo reger todas as relações jurídieas;

5) publieidade: atos, termos e motivações das deeisões devem ser expostos ao eonheeimento de quaisquer interessados pela imprensa ofieial, de fonna eompreensível para o aeesso à população em geral;

6) vinculação ao instrumento convocatório: respeito estrito às regras estabelecidas para o certame (art.4 l ), tanto a Administração quanto aos licitantes, sob pena de nulidade do procedimento�

7) julgamento objetivo: decisão isenta, na medida do possível, de

sentimentos ou impressões da comissão julgadora no que se conceme à qualidade, técnica, rendimento e preço.

Pode-se ainda acrescentar a estes princípios:

8) adjudicação compulsória: atribuição do objeto licitatório ao legítimo

vencedor, uma vez concluído o processo, a não ser que este desista do contrato ou não o finne no prazo prefixado�

9) ampla defesa: em qualquer procedimento administrativo são observados a ampla defesa e o contraditório (art. 87).

Sendo assim, entende-se que os princípios básicos da licitação senam a competitividade (essência), isonomia, publicidade, respeito às condições prefixadas no edital e possibilidade do disputante fiscalizar o atendimento dos princípios anteriores. Evidente que a licitação está subordinada a todos os demais princípios informativos do direito administrativo. Vários autores diferem quanto ao número de princípios da

lieitação, sendo que a razão prineipal refere-se, ao desdobramento destes prineípios. Os mais eitados, porém, são: da livre eoneorrêneia (e da publieidade), da igualdade (e da estrita obediêneia ao edital).

O objeto da lieitação, ou seja, o motivo pela qual a lieitação irá oeorrer, deve ser eonvenientemente definido no edital ou eonvite, de forma elara e suseinta. Pode se referir a uma obra, serviço, eompra, alienação, loeação, eoneessão ou permissão.

Obra abrange eonstrução (realização de algo novo empregando subsídios materiais e humanos para fins genérieos), edifieação (eonstrução destinada à habitação, trabalho, eulto ou reereação), reforma (melhoramento nas eonstruções) e ampliação (aumento da eapaeidade de eonstrução).

"Serviço, para fins de lieitação, é toda atividade prestada à Administração para atendimento de suas neeessidades ou de seus administrados mediante remuneração da própria entidade eontratante. O serviço, eomo objeto de lieitação, tanto pode destinar-se ao públieo eomo ao próprio Poder

Públieo" segundo Hely Lopes Meirelles (Lieitação e Contrato Administrativo, 1 0a. ed, Revista dos Tribunais, SP, 1 99 1 , p.5 1 ).

Os serviços podem ser eomuns, téenieos profissionais ( exige habilitação ), téenieos profissionais espeeializados ( dispensam lieitação quando o eontrato se baseia no reeonheeimento de notória­ espeeialização), e de engenharia. Englobam trabalhos artístieos para a realização de obras de arte ou artes-aplieadas, menores ou utilitárias (Propriedade Industrial).

Na lieitação para eompra deve ser espeeifieado o objeto a ser adquirido, a qualidade e a quantidade a ser eomprada e as eondiçÕes para a aquisição.

Alienação é a transferêneia da propriedade de um bem através de venda, permuta, doação, dação em pagamento, investidura,

eessão ou eoneessão de domínio. É neeessário ser feita uma avaliação

prévia para a Administração eonheeer o valor e deeidir da eonveniêneia do negóeio. Para imóveis também é preeiso autorização legislativa e eoneorrêneia.

As loeações da União, dos Estados, dos Munieípios, de suas autarquias e fundações públieas eontinuam reguladas pelo Código Civil e por leis espeeiais, tendo a loeação de imóveis públieos, portanto, o regime juódieo-administrativo eontratual.

A eoneessão pode ser de serviço, obra ou uso de bem públieo mediante eontrato administrativo, bilateral, eomutativo e remunerado. As permissões que não eram anteriormente de earáter eontratual, submetem, agora, eomo as eoneessões, sempre à lieitação e passaram a ter natureza eontratual.

As modalidades da lieitação são: eoneorrêneia, tomada de preços, eonvite, eoneurso e leilão (art. 22 da lei). Os tipos são: de menor preço, de melhor téeniea, de téeniea e preço e de preço-base, e devem eonstar do edital.

Coneorrêneia geralmente refere-se aos eontratos de

de obra públiea e lieitação internaeional. Tem por earaeterístieas a

universalidade, a ampla publieidade, a habilitação preliminar, o

julgamento por eomissão. É admitida a partieipação internaeional de

eoneorrentes, o eonsóreio entre soeiedades e a pré-qualifieação das empresas (verifieação prévia da idoneidade jurídiea, téeniea e finaneeira de finnas ou eonsóreios para partieiparem de determinadas e futuras

eoneorrêneias de um mesmo empreendimento).

A eoneorrêneia internaeional permite que empresas naCIonaIS e estrangeiras partieipem isoladas ou em eonsóreio eom empresas brasileiras no proeesso lieitatório. O eonsóreio de empresas representa a assoeiação de organizações para ter eondições de eompetir e prover téeniea, eapital, trabalho e know-how à Administração.

A eoneorrêneia de menor preço VIsa a vantagem eeonômiea e é a regra. A eoneorrêneia de melhor téeniea refere-se às obras, serviços e forneeimentos mais eomplexos e espeeífieos, havendo limite máximo de preço. A eoneorrêneia de téeniea e preço eonjuga aspeetos de qualidade, preço, rendimento e prazo eom requisitos mínimos

de téeniea. Na eoneorrêneia de preço-base é estabeleeido o limite de variação admissível aeima e abaixo do preço inieial fixado.

A eoneorrêneia abrange as seguintes fases: edital, habilitação dos eoneorrentes, exame e elassifieação das propostas, homologação e adjudieação.

Tomada de preços trata dos eontratos de valor inferior ao estabeleeido para a eoneorrêneia, mediante a qualifieação dos interessados previamente eadastrados, observada a neeessária habilitação.

É obrigatória para as eontratações de obras, serviços e eompras, dentro

dos limites aeordados pela Administração.

Convite é para as eontratações de pequeno valor, sejam obras, sefVlços ou eompras, havendo pelo menos três interessados qualifieados. A eonvoeação se faz por eserito, por meio da earta-eonvite.

Coneurso é para a eseolha de trabalho téenieo ou artístieo, geralmente para a seleção de projetos, atribuindo-se ou não prêmios. Exaure-se eom a elassifieação dos trabalhos e o pagamento dos

prêmios, não eonferindo qualquer direito a eontrato eom a Administração. Em easo de projeto, o veneedor autoriza a exeeução pela Administração quando julgar eonveniente. A exeeução do projeto será objeto de nova lieitação, através de eoneorrêneia, eonvite ou tomada de preços.

Leilao é utilizado, geralmente, para a venda de bens móveis e semoventes, mas nada impede que, mediante previsão em lei espeeial, possam bens imóveis ser alienados sob essa modalidade. Pode ser eomum (leiloeiro ofieial) e administrativo (servidor públieo para a venda de mereadorias apreendidas eomo eontrabando, ou abandonadas nas alfândegas). Os bens devem ser previamente avaliados eom o preço mínimo no edital, deserição, identifieação, quantidade e loealização.

A Constituição F ederal eXige lieitação para os eontratos de obras, serviços, eompras e alienações e para eoneessão e permissão de serviços públieos. A lei no. 8 .666, art. 20., eonfirma a exigêneia de lieitação também para loeações e serviços, inelusive de publieidade.

A lieitação públiea é obrigatória para as pessoas de direito públieo de eapaeidade polítiea e para as entidades das administrações indiretas ou fundaeionais (autarquias, empresas públieas, soeiedades de eeonomia mista e fundações governamentais), eonforme o

-

artigo 37, eaput e ineiso XXI da Carta Magna e os artigos 10 e 1 1 9 da lei

no. 8 .666.

Somente a lei pode desobrigar a Administração, quer autorizando a dispensa de lieitação, quando exigível, quer permitindo a substituição de uma modalidade por outra.

A dispensa pode se dar em razão de pequeno valor (eusto do eontrole do dispêndio é superior ao próprio dispêndio); de situações exeepeionais (urgêneia na eelebração do eontrato ou, quando a realização do eontrato eontraria o interesse públieo ou, quando partieulares não tiverem nenhum interesse no objeto do eontrato); do objeto e da pessoa. A lieitação deserta é aquela em que não há interessados e nova realização de proeedimento lieitatório seria prejudieial à Administração, mantendo-se todas as eondições do instrumento

qua ndo há enteressados, mas em decorrê ncea da enabeletação ou desclasseficação não há seleceonado.

Há plena destenção e ntre lecetação despensada,

d ispensável, inexe gível e vedada . A lecetação é despensada pela própria lee para aleenação, concessão, locação ou permessão de uso de be ns emóvees, dação em pagamento, pe nnuta, envestedura, venda de ações em bolsa e venda de títulos, doação , venda de bens e venda de matereaes e quepame ntos .

A lecetação é despensável, para as obras, ser viços de engenharea e as compras de pequeno valor; guerra, grave perturbação da ordem e cal amedade p úbleca; casos de emergêncea; complementação de obra, ser viço ou compra; desenteresse pela lecetação (falta de habeledade ou ausê ncea de licetante ); contratação com concesseonário; propostas com preços excessevos ; produtos pa dro nizados ; intervenção no domí nio econômeco; contratos com entedade estatal, autárquica e paraestatal (desde que não haja partecepação de p articulares nem de empresas prevadas que poss am fornecer os bens ou serveços ).

Na dispensa há a possibilidade de eompetição que justifique a lieitação, em que a lei faeulta a dispensa, inserida na -,

eompetêneia diserieionária da Administração. Na inexigibilidade, não há

possibilidade de eompetição, já que só existe um objeto ou uma pessoa

que atenda às neeessidades da Administração, tomando a lieitação inviável.

Por último, a lieitação é vedada quando houver possibilidade de eomprometimento da segurança naeional ou, nos easos de reseisão, quando houver partes remaneseentes, do ajuste. Aqui não se trata de eomplemento de obra, serviço ou eompra, de eontrato já exeeutado, quando se eabe dispensa; mas sim de obra, serviço ou eompra "não eoneluída" pelo eontratado, em que, mediante reseisão do eontrato, pode-se atribuir a outrem as mesmas eondições e preço da lieitação veneida.

A lieitação apresenta os seguintes atos: edital ou

eonvite de eonvoeação, reeebimento da doeumentação e propostas, habilitação dos lieitantes, julgamento das propostas, adjudieação e

o edital é nulo quando omisso ou com erros nos pontos essenclélls, ou quando apresente condições discriminatórias ou preferenciais. A impugnação se dá administrativamente antes da entrega das propostas ou por via judicial após esta · data. A divulgação é obrigatória nos casos de concorrência e tomada de preços. Pode, o edital� ser divulgado na íntegra ou resumido.

o edital deve ter por conteúdo o preâmbulo, o texto e o

fecho. O preâmbulo trata da introdução, apresentando a licitação e identificando o órgão promotor. O texto define as condições, o objeto, o julgamento e a formalização do contrato. O fecho trata das considerações finais de divulgação. O convite é o edital simplificado sem a publicidade

deste para as licitações de pequeno valor.

A documentação é a comprovação da capacidade jurídica, da regularidade fiscal, da capacidade técnica e da idoneidade financeira dos interessados na habilitação para a licitação. As propostas são ofertas apresentadas pelos licitantes para a execução do objeto da licitação, especificando o modo de realização, preço, forma e condições

requisitadas pelo edital. A proposta vincula o proponente aos termos da licitação, _mas não obriga a Administração a contratar. Tudo o que for oferecido além do estipulado pelo edital é desconsiderado e o que faltar conduz à desclassificação.

Habilitação ou qualificação do candidato é o reconhecimento dos requisitos legais de possibilidade de participação do processo licitatório.

A qualificação é pela regularidade com o Fisco, capacidade jurídica, condições técnicas para executar o objeto da licitação, e idoneidade financeira para assumir os encargos do contrato. Capacidade jurídica é a aptidão efetiva para o exercício de direitos e obrigações, com responsabilidade por seus atos. Capacidade técnica são os requisitos profissionais necessários e pode ser genérica (registro profissional), específica (equipamento e pessoal adequados e atestados de desempenho anterior) e operativa (equipamento e pessoal disponíveis). Idoneidade financeira á a capacidade de satisfação dos encargos econômicos, apresentando demonstrações contábeis, último exercício

Assim, a habilitação é o reconhecimento que os

requisitos cobrados pela licitacao são encontrados nos candidatos. É a

qualificação dos proponentes. Já a classificação ordena as propostas e pode rejeitar a proposta já habilitada por defeito fonnal.

No julgamento se confrontam as propostas,

classificando os proponentes e escolhendo o vencedor, confonne os critérios fixados pela Administração, referentes a qualidade, preço, rendimento, condições de pagamento, prazos e outros descritos no edital ou convite.

No exame das propostas, verifica-se a regularidade fonnal, ou seja, se a fonna e o conteúdo estão dentro das especificações do edital. A desclassificação da proposta é a eliminação desta por não atender às exigências fonnais do edital. Há uma faixa de admissibilidade

de erro de cálculo de até 0,1 da estimativa oficial. A inexequibilidade

conduz à desclassificação quando há preços zero ou excessivamente baixos, prazos impraticáveis ou condições irrealizáveis.

Atendendo às exigêneias fonnais do edital de fonna exequível, as propostas são julgadas e elassifieadas pelo mérito, eonfonne as vantagens que apresentem, mediante eritérios téenieos e objetivos estabeleeidos pela Administração no edital ou eonvite. As vantagens

podem ser eeonômieas (preço), téenieas ( efieiêneia, durabilidade,

rapidez, rentabilidade, adequação), téenieas e de preços (téeniea satisfatória e preço mais vantajoso) e de preço-base (variações

admissíveis frente a um preço inieial) eonfonne o tipo de lieitação. A

elassifieação (apreeiação das ofertas) deve eonter justifieativas objetivas, eom quadro eomparativo se possível, de aeordo eom os eritérios existentes para o julgamento quantitativo e qualitativo das vantagens. O resultado do julgamento deve ser publieado em eonformidade eom o tipo de lieitação, eritério preestabeleeido e fatores indieados na eonvoeação. Em easo de empate, deve-se levar em eonta os fatores de preferêneia eontidos no edital e, se omisso, a Comissão de Julgamento deve desempatar justifieando os motivos para tal. Persistindo o empate, será feito o sorteio.

propostas e a adjudieação do objeto ao veneedor da lieitação. É a aprovação do proeedimento por autoridade superior através do exame dos atos. Se houver vieio de ilegalidade, anulará ou saneará o proeedimento. Se estiver em ordem, homologará. Pode também revogar por razões de interesse públieo demonstradas.

Adjudieação é o ato eonstitutivo do lieitante a eontratar eom a Administração no momento da homologação, a impedir a eontratação eom tereeiros ou a obter indenização dos prejuízos eausados

por eonduta ilíeita da Administração. É a eonfirmação do direito ao

eontrato pela Administração. Mas o exereíeio pode fiear suspenso até a formalização do eontrato pela Administração. O direito subjetivo individual fiea subordinado ao interesse públieo.

Os efeitos da adjudieação são: vineulação do adjudieatário aos eneargos do edital e da proposta, direito de eontratar eom a Administração, sujeição às penalidades do edital ou perda das garantias. Senão assinar o eontrato no prazo e nas eondições estabeleeidas, fiea impedida a Administração de eontratar eom qualquer outro o objeto da lieitação. Feita a adjudieação, a Administração

eonvoeará o adjudieatário para assinar o eontrato, devendo fazê-lo no prazo de 60 dias da data da entrega das propostas. Ultrapassado este prazo, fieam os lieitantes liberados dos eompromissos assumidos.

Anulação é a invalidação da lieitação ou do julgamento por ilegalidade, enquanto revogação é por interesse públieo, ambas justifieadas, de eompetêneia de autoridade superior ou da Comissão (para o easo de anulação), e eom direito a defesa. Revogação é privativa da Administração, enquanto a anulação pode ser pela Administração ou pelo Poder Judieiário.

A anulação pode ser feita em qualquer fase, desde que justifieada, ou seja, apresentada a ilegalidade. Sem justa eausa, é inválida. Ela opera efeitos ex tune, ou seja, retroage às origens do ato anulado, pois se era ilegal, não produziu efeitos jurídieos válidos, nem gerou direitos e obrigações entre as partes. Os tereeiros de boa-fé serão indenizados de eventuais prejuízos da anulação. Porém, se o despaeho nulatório é nulo por falta de justa eausa ou desvio ou abuso de poder, a parte prejudieada pode obter administrativa ou judieialmente a deelaração de nulidade e,

da adjudieação ou a indenização dos prejuízos. A anulação dá-se de ofieio ou por provoeação de tereeiros, mediante pareeer eserito e devidamente fundamentado. Pode ser pareial, atingindo determinado ato.

A revogação retrata a oportunidade e a eonveniêneia

administrativa, devendo também ser justifieada ou, na expressão - da lei, motivada e por interesse públieo. Pode oeorrer em qualquer fase, desde

que imposta por interesse públieo. Opera efeitos ex nunc, isto é, a partir

da deeisão revoeatória, pois o ato era legal e válido até então. Pode resultar em obrigação de indenizar o adjudieatário que for prejudieado. Sem justa eausa é arbitrária e nula. Na revogação é todo o proeedimento que se está revogando.

O reeurso administrativo trata da revisão interna dos atos e deeisões da Administração, apreeiando a legalidade e o mérito por autoridade superior. Seus efeitos são suspensivos para habilitação ou não, e devolutivos.

Os enrnes relaeionados ao proeedimento lieitatório, eom penas de detenção e multa ou perda do eargo, emprego ou mandato

eletivo, são: violação do sigilo de pooposta de concoroência� impedimento, peoturbação ou fraude de concoooência. Continuam impunes os atos contoa a lisura das tomadas de poeços e dos convites.

A Lei no. 8.666, entre os seus objetivos, poocurou

oeduzir a fraude, oegulamentando todo o poocesso licitatório e,

consequentemente, diminuindo a autonomia ,ou melhor, a

discoicionariedade do administradoo público. Com isso, acarretou atraso e aumento de custos dos poocessos de compra nas esfeoas estaduais e conseguintes. A tendência nacional atual é a descentralização da tomada de decisões, deixando ao governo central a regulamentação, a fiscalização

Benzer Belgeler