1.3. Benign Prostat Hiperplazisi
1.3.6. Benign Prostat Hiperplazisi Tedavisi ve Metabolik Sendrom
Nesta se¸c˜ao, o balan¸co de ECT na CLP ser´a investigado durante os per´ıodos convectivo, neutro e est´avel. Os balan¸cos foram analisados para todas as componentes da equa¸c˜ao 1.1. Essas componentes foram implementadas no modelo LES para as escalas resolvida e subgrade. Os hor´arios escolhidos para representar essas condi¸c˜oes s˜ao baseados no m´aximo do fluxo de calor sens´ıvel em superf´ıcie (convectivo), produ¸c˜ao t´ermica tendendo a zero (neutro) al´em do in´ıcio e final do regime est´avel para verificar os impactos que a
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(a) Todos os dias (b) C´eu claro
Figura 3.18: Evolu¸c˜ao temporal da ECT m´edia na CLP. estratifica¸c˜ao t´ermica e a intensifica¸c˜ao do perfil de velocidade apresentam.
A escala de subgrade ´e particularmente importante na determina¸c˜ao das componentes do balan¸co de ECT, basicamente na intera¸c˜ao superf´ıcie-atmosfera como observa-se na figura 3.19.
Figura 3.19: Produ¸c˜ao t´ermica - Escalas resolvida e subgrade. Simula¸c˜ao convectiva de Moeng e Sullivan (1994)
A figura 3.19 exemplifica a importˆancia da subgrade nos modelos do tipo LES. Da´ı a necessidade do desenvolvimento de novas parametriza¸c˜oes para a melhoria destas esti- mativas e por conseguinte uma melhor explica¸c˜ao dos fenˆomenos de superf´ıcie, (Sullivan et al., 1994; Ding et al., 2001; Iizuka e Kondo, 2004).
As distribui¸c˜oes verticais das componentes da equa¸c˜ao da ECT representativas do per´ıodo convectivo est˜ao indicadas na figura 3.20. Estas figuras correspondem a evolu¸c˜ao
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da CLP no hor´ario de fluxo de calor sens´ıvel em superf´ıcie mais intenso, 13:30HL, na condi¸c˜ao de c´eu claro, onde o fluxo de calor sens´ıvel ´e mais intenso se comparado `a condi¸c˜ao para o caso m´edio.
(a) Experimento C (b) Experimento D
Figura 3.20: Distribui¸c˜ao vertical das componentes do balan¸co de ECT para CLP convec- tiva (13:30HL)- c´eu claro
De acordo com os resultados, a produ¸c˜ao t´ermica varia de maneira praticamente linear com a altura alcan¸cando seu m´ınimo no topo da CLP. Observa-se que a produ¸c˜ao mecˆanica varia em fun¸c˜ao da intensidade da for¸cante geostr´ofica. As principais varia¸c˜oes est˜ao na CLS e ainda no topo da camada. O aumento da produ¸c˜ao mecˆanica a partir do meio da CLP, caso D, indica que h´a cisalhamento vertical da velocidade no topo da camada. O cisalhamento no topo da CLP aumenta em fun¸c˜ao da intensidade da for¸cante geostr´ofica aplicada. O padr˜ao do transporte, negativo em superf´ıcie e positivo no topo da camada, indica que est´a havendo remo¸c˜ao de energia da superf´ıcie para o topo. O termo de dissipa¸c˜ao ´e da mesma ordem de grandeza que as produ¸c˜oes t´ermica e mecˆanica. Isso indica que a CLP est´a evoluindo no tempo em um estado de quasi-equil´ıbrio entre os termos de produ¸c˜ao e dissipa¸c˜ao.
A figura 3.21 indica o balan¸co de ECT para a condi¸c˜ao de CLP neutra, i.e. quando a produ¸c˜ao t´ermica tende a zero. Esse perfil ´e observado no final da tarde, (18:30HL) instantes antes do colapso da CLP.
Observa-se que pela figura 3.21 que a for¸cante geostr´ofica intensifica a produ¸c˜ao mecˆanica de maneira significativa. A dissipa¸c˜ao tamb´em aumenta visto que mais tur- bulˆencia ´e gerada. Seguindo o crescimento da CLP observa-se produ¸c˜ao e dissipa¸c˜ao at´e
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(a) Experimento C (b) Experimento D
Figura 3.21: Distribui¸c˜ao vertical das componentes do balan¸co de ECT para CLP neutra - c´eu claro
aproximadamente 1700 metros para ambos os casos. Em condi¸c˜oes neutras a CLP ainda preserva algumas informa¸c˜oes da CLP convectiva (a dissipa¸c˜ao estende-se at´e o topo da camada residual).
Os perfis verticais das componentes do balan¸co de ECT representativos das condi¸c˜oes est´aveis est˜ao indicados nas figuras 3.22 e 3.23. Os perfis correspondem `a evolu¸c˜ao da CLP `a 01:00HL e `as 05:00HL, i.e. estabilidade moderada e intensa respectivamente.
(a) Experimento A (b) Experimento B
Figura 3.22: Distribui¸c˜ao vertical das componentes do balan¸co de ECT para CLP mode- radamente est´avel - caso m´edio.
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caso convectivo para acomodar a diminui¸c˜ao da intensidade da turbulˆencia. Neste caso, a destrui¸c˜ao t´ermica ´e o principal mecanismo para remo¸c˜ao da turbulˆencia. A dissipa¸c˜ao molecular de ECT n˜ao contribui de maneira significativa para o balan¸co de ECT nas condi¸c˜oes est´aveis com pouco vento. Com a for¸cante geostr´ofica mais intensa sua contri- bui¸c˜ao torna-se mais importante. O termo de transporte ´e pequeno em toda a extens˜ao da CLE. O transporte turbulento ´e realizado pelos turbilh˜oes mais energ´eticos. No caso da CLE os turbilh˜oes mais energ´eticos s˜ao pequenos. O balan¸co de energia indica que a CLE est´a em condi¸c˜ao de equil´ıbrio pois o res´ıduo (n˜ao exibido) ´e pequeno em toda a camada.
Os pr´oximos resultados, figura 3.23, s˜ao representativos do final do experimento, i.e. para uma condi¸c˜ao fortemente est´avel com for¸cante geostr´ofica intensa. Na figura 3.23(a) s˜ao apresentadas as alturas do m´aximo do perfil de vento (hjato), e ainda o topo da
camada limite (h). O papel do JBN associado `a intensifica¸c˜ao do cisalhamento ser´a mais bem investigado nas pr´oximas se¸c˜oes.
(a) Experimento B (b) Experimento D
Figura 3.23: Distribui¸c˜ao vertical das componentes do balan¸co de ECT para CLP forte- mente est´avel.
Observa-se pela compara¸c˜ao das figuras 3.23(a) e 3.23(b) que a destrui¸c˜ao t´ermica remove a maioria da ECT durante o regime est´avel. Comparando as figuras 3.23 com 3.22 ´e poss´ıvel perceber que h´a um aumento de todos os termos, principalmente do termo mecˆanico. A destrui¸c˜ao t´ermica apresenta intensifica¸c˜ao moderada. A dissipa¸c˜ao perma- nece praticamente com a mesma importˆancia.
3.5. EVOLUC¸ ˜AO TEMPORAL DOS PERFIS VERTICAIS NA CLE 55