1. GİRİŞ
1.3 Beliren Yetişkinlik
O surgimento da Internet tem como pressuposto lógico o advento da computação moderna, apesar de os computadores modernos como hoje os conhecemos, eletrônicos e avançados, não angariarem o título de primeiras máquinas capazes de processar dados. De fato, o primeiro “computador”, nessa acepção, teria sido inventado ainda no século XVII por Wilhelm Schickard, conforme historiam Swedin e Ferro (2006, p. 11), segundo os quais:
Although often attributed to Blaise Pascal (1623-1662), the first mechanical calculating machine probably belonged to Wilhelm Schickard (1592-1635), professor of math, astronomy, geography, Hebrew, and Oriental languages (as well as Protestant minister) in Tübingen, Germany. Shickard became
52 De fato, a World Wide Web é o conjunto de documentos virtuais interligados e acessados por meio
da Internet. Em poucas palavras, consiste em boa parte do conteúdo digital, envolvendo texto (hipertexto), vídeo e áudios etc. (hipermídia).
53 Com efeito, a Internet tem sua própria subestrutura física, o que não impede que seja criado algo
fascinated with Kepler’s descriptions of Napier’s bones and created two machines that automated the multiplication process.54
O intuito de automação e inovação eventualmente guiou outros indivíduos à criação de máquinas cada vez mais sofisticadas e avançadas. É o caso de John Vincent Atanasoff, que com a ajuda de Clifford E. Berry, construiu nos Estados Unidos em 1939 o protótipo do que viria a ser um dos primeiros computadores eletrônicos, depois de longos anos pesquisando meios para realizar um grande número de cálculos e equações de maneira rápida e eficiente (SWEDIN; FERRO, 2006, p. 28).
O projeto seria completado em 1942, período correspondente à Segunda Guerra Mundial no qual Atanasoff trabalhava para o exército norte-americano, continuando a envidar esforços para criar computadores para os militares (SWEDIN; FERRO, 2006, p. 28).
O cenário bélico mundialmente difundido, de fato, não apenas seria essencial para o incremento dos esforços pela busca de comunicações seguras e eficientes, o que guiou a evolução das próprias redes de computadores, mas também foi essencial para a evolução das máquinas sem as quais tais redes não seriam tão essenciais. É ressaltando esse sentimento que Swedin e Ferro (2006, p. 31) declaram que: “World War II was a war of science and technology as much as it was a struggle between fighting men.”55.
Como veremos adiante, preocupações de segurança nacional também foram de grande relevância para o pontapé da rede mundial de computadores: a Internet.
Em outro polo bélico da época, na Alemanha, Konrad Zuse envidava esforços para a criação de uma máquina eletrônica que pudesse calcular um grande número de operações aritméticas. Ainda em meados da década de 1930, antes mesmo da concretização dos esforços de Atanasoff, Zuse criou o chamado “Z1”, cujo projeto seria aperfeiçoado em outros protótipos da computação moderna, como o sucessor do “Z1”, o “Z3”. Raúl Rojas (2002, p. 237), a esse respeito, destaca a importância do projeto de Konrad Zuse, ressaltando como as arquiteturas
54 Em tradução livre: “Apesar de frequentemente atribuído a Blaise Pascal, a primeira calculadora
mecânica provavelmente pertenceu a Wilhelm Schickard, professor de matemática, astronomia, geografia, hebreu e linguagens orientais (bem como ministro protestante) em Tübingen, Alemanha. Shickard ficou fascinado pelas descrições dos Ossos de Napier de Kepler que criou duas máquinas que automatizaram o processo multiplicativo.”.
55Em tradução livre: “A Segunda Guerra Mundial foi uma guerra científica e tecnológica na mesma
elaboradas pelo inventor espelham vários aspectos que foram aproveitados em computadores contemporâneos.
Desde então, os computadores deixaram de ser máquinas alienígenas ao cotidiano humano para se tornarem essenciais ferramentas de trabalho e entretenimento de bilhões de pessoas. De fato, os computadores deixaram de ser experimentos isolados em universidades e empreitadas de caráter bélico para se tornarem utensílios domésticos cada vez mais imprescindíveis no mundo contemporâneo.
Isso é particularmente notório se se observar que atualmente os computadores, no termo amplo da palavra, vêm adquirindo formatos cada vez mais inovadores e mistos que se interconectam em qualquer lugar que se encontre, como se verifica no caso dos famosos smartphones, cuja popularização, iniciada em 2007, tornou-se esmagadora até mesmo entre usuários que não recorrem a computadores convencionais.
Todo este quadro de popularização e massificação é evidenciado, por exemplo, por dados obtidos pelo United States Census Bureau, escritório norte americano equivalente ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em estudo publicado recentemente56, revelou-se que, em 2011, mais de 75% dos
domicílios naquele país reportaram ter um computador. A mesma entidade ressalta que, em 1984, ano em que a pergunta sobre a propriedade de computadores foi inserida no censo, esse número era de aproximadamente 8%. O percentual de uso de smartphones entre maiores de 15 anos apurado em 2011, nos Estados Unidos da América, também apontava cifra que beirava os 50% de difusão.
São dados que revelam o impacto de tais equipamentos na sociedade humana, e a Internet apenas maximiza tal impacto, conferindo uma ampla conectividade e interatividade entre tais máquinas em nível global.
Se, por um lado, a computação possibilitou a ascensão da vontade de interconexão, o que motivou o surgimento das redes; por outro, o surgimento de uma rede amplíssima mundialmente deu novo ar e vida à computação, formando hoje um ciclo virtuoso de nutrição mútua. A computação em si, contudo, é apenas um dos ramos do conhecimento e da experiência humana que foram exacerbados pelas potencialidades da Rede.
56 Os dados podem ser visualizados no sítio eletrônico oficial da entidade norte americana: