7.1. Acil Durum Organizasyonu ve Sorumlulukları
7.1.3. Yangın Söndürme Ekibinin Görevleri:
Pode-se caracterizar o Brasil, dos anos 1990, em diante, como tendo vivido um período de efetivação e intensificação das políticas neoliberais, com medidas de cortes de desperdícios em três setores - produção, gerência e mercado - além de promover a internacionalização da economia, mediante abertura comercial, inovações decorrentes do desenvolvimento tecnológico e do surgimento de métodos de absorção e controle da força de trabalho.
Tais medidas favoreceram o aumento do desemprego e um controle maior dos empregadores sobre seus empregados, pois a política neoliberal incentiva à legalização da flexibilidade do mercado, inclusive o de trabalho, proporcionando ao Brasil aumento significativo da desregulamentação do mercado de trabalho, o que deixou os trabalhadores em situações cada vez mais desfavoráveis.
Com o aumento da precarização do trabalho, do desemprego e do emprego informal, propiciado por governos neoliberais, o movimento operário e sindical no Brasil, apesar das conquistas do “novo sindicalismo”, foi se enfraquecendo. Esses fatores contribuíram para a fragmentação da estrutura coletiva de resistência dos trabalhadores, acarretando mudanças fundamentais nas relações de trabalho e na organização sindical.
Assim, o Sindicato dos Bancários do Ceará, fundado em 21 de fevereiro de 1933, bem como a sua categoria, se depararam com novos desafios após investidas neoliberais nos anos 1990, na tentativa de manter empregos, direitos e salários ameaçados.
Foi um desafio de grande complexidade e, talvez, um dos maiores já vividos pelos sindicalistas bancários do Ceará, pois quando comparados com outros momentos importantes de sua história, como as três intervenções sofridas por ela, uma durante o Estado Novo (1937) e duas mediante a ditadura militar (1964 e 1968), e as respectivas retomadas de controle da entidade por seus representantes legítimos, bem como suas conquistas trabalhistas, a exemplo,
da redução da jornada de trabalho para seis horas, após a grave de 1934, e a participação efetiva em vários acontecimentos político brasileiro (movimento de anistia, eleições diretas, constituição de 1988, impeachment do presidente Fernando Collor.
Momentos que tiveram em comum a força da participação efetiva do coletivo dos trabalhadores, consolidada pela união da categoria aliada a objetivos comuns e bem definidos, capazes de motivar os trabalhadores a insistirem na árdua tarefa de resistência, principalmente em situação de greve, onde trabalhadores e familiares sofrem fortes desgastes e que hoje atualmente esta força se apresenta aquém, dificultando a construção de ações para possíveis soluções dos novos problemas, sofrido pela categoria, mediante avanço da flexibilização do mercado e das políticas neoliberais.
A resistência trabalhista, mediada pelo Sindicato dos Bancários do Ceará, teve, desde a fundação até 1978, suas atuações mais importantes vividas entre uma intervenção e outra. Assim, aconteceu em 1934 com a greve dos bancários na luta pela redução da carga horária, seguida da primeira intervenção, que durou de 1937 a 1957, quando nesse último ano venceria uma chapa de oposição.
Em 1962, ocorreu a primeira grande greve após intervenção, esta envolvendo trabalhadores do BNB na busca de equiparação salarial com o BB e, em seguida, outra intervenção se deu em 1964 durante o golpe militar, que destituiu a Diretoria e ocupou o Sindicato até 1968, quando uma campanha por melhores salários mobilizou os trabalhadores em greve e em resposta influenciou a nova eleição, fazendo da oposição a vencedora, embora tenha sofrido de imediato uma nova intervenção. Somente em 1979, o Sindicato pode se livrar por definitivo, não somente deste incômodo, como também não permitiu mais que se estabelecesse nem uma intervenção indesejada pela categoria.
Sem dúvida, a influencia do “novo sindicalismo” contribuiu para a retomada da direção após a última intervenção de 1968 e abriu horizontes para o movimento sindical bancário do Ceará.
Na ocasião, uma bancária e funcionária do BB assumiu a Presidência, Maria da Natividade, ligada ao Partido Comunista Brasileiro-PCB, e formou a base da Diretoria do Sindicato com membros de dois partidos - o PCB e PCdoB (Partido Comunista do Brasil).
O envolvimento, no Brasil, de sindicatos atuantes com partidos, principalmente aqueles ditos comunistas, era bastante comum, como já mencionado em capítulos anteriores. A grande polêmica acerca de tal fato é a de identificar quando as ações são realmente de
interesse da categoria ou partidárias, sobretudo quando o partido coincide com o do próprio governo.
Assim, em 1983, começam as divergências partidárias no interior do Sindicato dos Bancário do Ceará, sob influencia da criação da CUT, embora estas divergências não tenham se interrompido na década de 1980, período das grandes lutas e conquistas trabalhistas, como o exemplo da greve de 1985, que unificou a data-base dos bancários, e muitas outras, no decorrer desta década, que incorporaram conquistas envolvendo Plano de Cargos e Salários (PCS) para bancos oficiais, criação de pisos salariais para bancos privados e a equiparação do BNB ao BB.
Em 1988, sob influência da efervescência política, popular e sindical vivida pelos trabalhadores brasileiros em geral, por consequência do movimento em prol da nova Constituição brasileira, a CUT, ligada ao PT, consegue assumir a direção do Sindicato dos Bancários do Ceará. No ano seguinte, em assembléia, este Sindicato passa a ser filiado à CUT e, a partir desta nova Diretoria, o PCdoB é afastado da liderança, só vindo a compor novamente este posto mediante abertura promovida durante o mandato de Nelson Martins, em 1991/94, que compôs colisão PT/PCdoB, características mantidas até os dias de hoje.
Esta situação favorável ao movimento sindical dos anos 1980 foi se modificando nos anos 1990 e 2000, com a crescente redução de associados, por conta do encolhimento dos postos de trabalho, da precarização do setor, do movimento de terceirização, entre outros fatores que dificultaram a mobilização dos trabalhadores, principalmente na sua base, acarretando redução no número de greves, mecanismo de defesa desgastado por não atingir mais uma grande duração, extensão e força para negociação com o patronato.
Desde então, os bancários sofrem perdas de conquistas trabalhistas acrescidas de problemas sociais decorrentes do fantasma do desemprego que praticamente obrigam os bancários a trabalhar sob pressão e a aceitar o aumento de sua carga horária, em troca da permanência do emprego, deixando-os susceptíveis a doenças ocupacionais ou outras, comuns à modernidade tardia, como estresse e lesões por esforços repetitivos - LER.
7.2 A REESTRUTURAÇÃO PRODUTIVA NO SETOR BANCÁRIO BRASILEIRO