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1.6. BELÇİKA’DA YAYGIN İSLAM DİN EĞİTİMİ YAPAN TÜRK DERNEK VE

1.6.3. Belçika Türk-İslam Kültür Dernekleri Birliği (BİTİB)

Por t r at ar- se de um a pesquisa qualit at iv a que ut ilizou um conj u nt o de t écnicas, pode- se consider ar que t odo o pr ocesso v iv ido, da elabor ação das oficinas à sua sist em at ização, até as ent r ev ist as em pr ofundidade r ealizadas post erior m ent e, fazem part e dos r esult ados desse est udo.

4 .1 - Ca r a ct e r iz a çã o dos suj e it os no m om e n t o d a in t e r v e n çã o.

Ent ende- se com o ser viço público, segundo CHANLAT ( 1996) , o m odo de gest ão t ecnobur ocr át ico, no qual se encont r a: fort e hier ar quia, div isão do t rabalho par celada, pr esença de nor m as e padr ões for m ais, gran de im por t ância at r ibuída aos especialist as, can ais de com unicação ent re os difer ent es nív eis hier ár quicos inexist ent es ou pr ecár ios, cent r alização do poder , fr aca aut onom ia par a os car gos hier ar quicam ent e infer ior es, lim it ação na ex pressão. A ação hum ana nest e t ipo de or ganização é bast ant e lim it ada pelas nor m as ex ist ent es, ficando o t r abalhador im pedido, m uit as vezes, de r espon der às dem andas ou sit uações inesperadas, qu e não for am pr ev ist as. Essas sit uações acont ecem a t odo m om ent o num a inst it uição pública, ficando o t r abalh ador com a sensação de im possibilidade de cum pr ir t odas as t ar efas diárias que for am or ganizadas par a ser em desenv olv idas.

Segu ndo DALLARI ( 1989 ) , o t er m o m ais am plo ser ia agent e público, que é t odo aquele que ex er ce a função de nat ur eza pública,

m ediante inv est idur a legal. São t odas as pessoas legalm ent e aut or izadas a agir em nom e do Poder Público, nas m ais div ersas sit uações e exer cendo as m ais div er sas at r ibuições. Dent re os gr upos conhecidos com o agent e pú blicos, podem os dest acar os serv idor es públicos que são os que t rabalham par a a adm inist r ação pública em car át er pr ofissional, não ev ent ual, sob v ínculo de subor dinação e depen dência, r ecebendo r em un eração paga diret am ent e pelos cofr es públicos.

No Br asil, o set or público de saúde é regido pela Lei nº 8080/ 90 que est abelece o Sist em a Único de Saúde- SUS com o

“ o

conj u nt o de ações e serv iços de saúde, pr est ados por órgãos e inst it uições públicas feder ais, estaduais e m unicipais, da adm inist r ação diret a e indiret a e das fundações m ant idas pelo Poder Público” .

Com pete ao nív el est adual desem penhar difer ent es funções, com o as descr it as no Ar tigo 17 da r efer ida Lei:

“ I - prom over a descent ralização, para os Municípios, dos serviços e das ações de saúde;

I I - acom panhar, cont rolar e avaliar as redes hierarquizadas do Sist em a Único de Saúde- SUS.

I I I - prest ar apoio t écnico e financeiro aos Municípios e execut ar suplet iv am ent e ações e serviços de saúde; ” ( BRASI L, 1990)

Cabe, ent ão, aos t r abalhador es das I nst it uições Públicas Est adu ais desem penhar em a t ar efa de im plant ar e im plem ent ar as polít icas públicas for m uladas no nív el feder al e acom panhá- las, em

sua ex ecu ção, no nív el m unicipal. Alguns aut or es ex plicit am que “ para os t rabalhadores da ár ea da saú de o t r abalho é quase um a m issão. As exigências são m uit as e t r at a- se de um a t rabalho r eflexiv o, que ar t icula dim ensões t écnicas, ét icas e polít icas, em cen ários m últ iplos e de div er sos at or es- pr ofissionais de for m ações div er sas e usuár ios de t odas as or igens e cult uras ( AYRES, 2 005 e RI OS,2008) . Além disso, t r abalha- se no cam po t em át ico m ais denso da ex per iência hum ana: a v ida, o corpo e a m or t e” ( RI OS,200 8) .

Os suj eit os que part icipar am do pr ocesso de pesquisa- int er v enção est ão apr esent ados nos quadr os 1 e 2. A apr esent ação dos par t icipant es m ost r ada no quadr o 1 foi feit a de acor do com a descr ição que cada part icipant e fez no m om ent o da inscr ição nas oficinas em respost a a duas quest ões: 1- t r abalhos desenv olvidos que t enham int erface com a pr om oção da saú de; 2- u m br ev e r elat o sobre a int enção de par t icipar das oficinas.

Já n o qu adr o 2 a apr esent ação dos par t icipant es foi com pilada das t ar j et as pr eenchidas no 1º dia das oficinas, at iv idade essa desenvolv ida dur ant e a dinâm ica de apr esen t ação de cada part icipant e.

É im port an t e cont ex t ualizar que, n a época do desenvolv im ent o das oficinas, o am bient e de t r abalho dos funcionár ios que par t icipar am do est udo, passav a por um pr ocesso de m udança na est r ut ur a física. O Gov erno de Minas Gerais, com o obj et ivo de r eduzir gast os públicos, deslocou t odo o corpo de funcionár ios das

difer ent es Secr et ar ias par a a Cidade Adm inist r at iv a. O com plexo, sit uado cer ca de 1 5 Km do Cent r o de Belo Hor izont e, foi pr oj et ado pelo ar quit et o Oscar Niem ey er m odificando consider av elm ent e o am biente de t rabalho dos funcionár ios. A ex pect at iv a de com o ser ia o novo am bient e de t r abalho desses funcionár ios er a per cebida em suas falas, pr incipalm ent e em relação à m udança do espaço físico.

“ ... passar de um prédio para outro ambiente de trabalho. Esta mudança física... Mudança de um lugar para outro. A participante 3, por exemplo gosta de planta, da disposição da sala dela e lá é outro estilo. Lá não tem esta divisão. Lá é tudo junto e aberto.” (Participante 1, 46 anos, homem, 3º dia de oficina)

A m udança deu- se prin cipalm ent e em r elação à est r ut ur a do am biente de t r abalho por que cada Secret aria ficou dist ribuída em um único andar e t odos os funcionár ios, qu e ant es t r abalhav am dist r ibuídos em v ár ios andar es, passar iam a t r abalhar num único piso e sem div isór ias. For am inst aladas v ár ias células de t r abalho par a os funcionár ios nos andares e essa configur ação de am bient e era r ecebida com ressalv as pelos funcionár ios.

“parece que eles querem colocar aquela nivelação, o que tá trabalhando lá em cima, vai trabalhar com o que está lá embaixo... Lá (Centro Administrativo) vai ser diferente, vai todo mundo nivelar, mas nós vamos ter que lidar com a situação, sem a possibilidade de divisão... Você vai ter que centralizar no trabalho, chega de conversa paralela... Trabalho, trabalho, trabalho, trabalho. Você começa, você termina, só trabalhando. (Participante 1, 46 anos, homem, 3º dia de oficina)

As pr incipais cr ít icas dos funcionár ios em r elação às m udanças físicas da inst it uição era a falt a de pr epar o do cor po de funcionár ios

par a adapt ação no nov o am bient e de t r abalh o, v ist o qu e a m aior ia est av a acost um ada a desenvolv er suas t ar efas em salas separ adas e fechadas, dim inuin do, assim , o incôm odo do r uído gerado no am biente.

“Lá (No Centro Administrativo) vai ser uma bagunça, a gente sabe que as instituições (públicas) estão muito desorganizadas. (Participante 4, mulher, 3º dia de oficina)

As m udanças, pen sadas pela inst it uição, foram com o int uit o de est im ular um a m aior int egr ação do t rabalho desenv olv ido no am biente de t rabalho, v ist o que no nov o espaço os funcionár ios est ar iam nivelados em um único andar e, consequent em ent e, a pr ox im idade facilit ar ia o conv ív io ent r e os funcion ários.

Por ém , a falt a de pr epar o par a a nov a con figur ação de am biente de t r abalho er a um fat or que r epr esent av a um a sobr ecar ga de t rabalho, pois os funcion ários sent iam - se apr eensiv os em r elação às consequên cias dan osas de falt a de espaço indiv idual no pr ópr io am biente de t r abalh o. Nesse sent ido, as oficinas de pr om oção da saú de puder am cont r ibuir com o espaço de fala sobr e o m om ent o de m udança v iv ido, naquele per íodo, pelos funcionár ios.

Foram ofer ecidas vint e e cinco v agas par a a Oficina de Pr om oção da Saúde t ant o na Secr et ar ia Est adual de Saúde, quant o no Ger ência Regional de Saúde/ Belo Hor izont e ( GRS/ BH) . Dez inscr it os par t iciparam no pr im eiro dia, sen do que desses t odos t rabalhav am na GRS/ BH, dem onst r ando que houv e um m aior int er esse pelo assunt o en t r e os t r abalhador es dest a inst it uição. O

t ot al de par t icipant es que est iv er am pr esent es em t odos os en cont r os foi de qu at ro t r abalhador es.

É im por t ant e falar m os da baix a adesão em r elação à par t icipação nas oficinas de prom oção da saúde pelos t r abalhador es da Secr et ar ia de Est ado de Saúde. Exist em algum as consider ações que podem ser feit as. Out r os aspect os ser ão abor dados nas cat egorias t em át icas.

Na época em que as oficinas for am desenv olv idas, os serv idor es da Secret ar ia de Est ado de Saúde t r abalhav am em dois pr édios, com localizações dist int as, sendo um deles dist ant e de onde for am r ealizadas as oficinas podendo dificu lt ar a par t icipação dos funcionár ios.

As oficinas er am r ealizadas no hor ár io de t r abalho e m uit os t rabalhadores encont r ar am r esist ência por par t e de sua chefia im ediat a par a sua liberação, m esm o ex ist indo um a consent im ent o for m al por par t e do Sub- secr et ár io de Vigilância da época. Pode- se not ar que m esm o com a liber ação form al da inst it uição, isso não foi suficient e par a que as chefias liberassem seu s funcionários e, consequent em ent e, os t r abalhador es não se sent iram à vont ade para par t icipar das oficinas.

Algu ns t rabalhadores dos seis que não part icipar am da oficina, m as fizer am as inscr ições, j ust ificar am sua au sência por acr edit ar em não t er t em po suficient e par a conciliar as at ividades de t r abalho com

a par t icipação nas oficinas, j á que o cr onogram a das oficin as foi apr esent ado no pr im eir o encont ro.

Aspect os com o escolha do local para o desenv olv im ent o das oficinas, a inst it ucionalização efet iv a da int er v en ção, a com pr eensão das escolhas de t r abalhos que pr opiciam o bem - est ar no am bient e de t rabalho são pont os im por t ant es de serem considerados com o fat or es que dificult am a part icipação dos funcionár ios da inst it uição no desenvolv im ent o da int erv enção.

PARTICIPANTES PARTICIPANTE 1,