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1.4. Yatırımcıların Karar Verme Yaklaşımları

1.4.2. Yatırımcıyı İrrasyonel Olarak Tanımlayan Finans Teorileri

1.4.2.1. Beklenti Teorisi

Inclusiva. Portanto, com a aprovação das Diretrizes para o curso de Pedagogia, o chamado professor especializado não estaria mais sendo formado nesse curso, que se dedicaria apenas à formação em educação infantil e ensino fundamental. Sendo assim, questiona Michels (2011), onde seriam formados os professores responsáveis pelos atendimentos especializados?

Dentro deste contexto, Freitas e Moreira (2011) reforçam que uma das principais lacunas na formação inicial no Brasil é a dependência da formação continuada para a atualização dos professores, por isso indicam como fundamental a inclusão de disciplinas específicas em cursos de formação de professores. Contudo, sinalizam que no debate relativo à formação docente é importante considerar a Educação a Distância e a busca por metodologias e instrumentos que, sem abrir mão da qualidade dos percursos, considerem as dimensões de uma demanda que é proporcional à amplitude do território brasileiro e às fragmentações históricas que marcaram a educação especial.

De acordo com Chauí (2001) como se não bastassem os impasses sobre a formação de professores é ainda preciso levar em consideração a privatização do ensino superior, a formação inicial e continuada em cursos EaD, em que pouco se conhece sobre os impactos e resultados nas práticas pedagógicas. A especificação nesta área temática será contemplada a seguir.

2.6.3 A Formação docente em Educação Especial na EaD_______________________

Machado (2010) diz “é tempo de espaços humanos de inclusão, portanto como formar o profissional da educação para esse ambiente? (p.151)” Em consonância com os autores já citados, reafirma que com a política de educação para todos, chega à escola uma nova demanda que exigirá um profissional com novas competências. Porém, antes das competências técnicas, Machado (2008) argumenta que é importante pensar na ‘pessoa’ profissional de educação e investir na sua formação, primeiro como sujeito em sua relação com o trabalho para, depois, introduzir uma prática pedagógica. Permeada por uma visão filosófica humanística, reforça que a universidade tem, primeiramente, uma missão de formação do homem por inteiro, nas dimensões da inteligência, do espírito e da sensibilidade, capaz de elaborar uma crítica pessoal diante da vida, oportunizando o diálogo permanente entre educando e educador especialmente no que se

refere à formação na modalidade a distância para atuar em ambientes inclusivos. Sua justificativa incide sobre o fato de que profissionais formados com uma visão mais humanista conhecem melhor a si próprios, redescobrem-se, fortalecem sua identidade e passam a compreender melhor a necessidade de se relacionarem bem com os outros, na amplitude da dignidade humana.

Compartilhando com Machado (2010), Okada (2007) adiciona que o pensamento e a necessidade de reflexão são características humanas e, além disso, conduzem ao constante movimento de busca, visando transformações favoráveis para a qualidade da existência. Alargando este horizonte Alves (2007) e Júnior (2007) valorizam o papel potencializador da educação frente à complexidade do ser humano, especialmente quando ocorre em ambiente virtual. Lévy (1997) expõe em seu texto Cibercultura27 que seu otimismo não garante que a internet consiga resolver como mágica todos os problemas culturais e sociais do planeta. Inicialmente demarca que há um limite no espaço virtual e o associa à noção básica de que nem tudo o que está ou é proposto na internet seja bom porque, segundo ele, isso seria um absurdo, porém indica que seria também um equívoco não estar aberto às novidades oriundas deste espaço e orienta:

Que temos que compreendê-la. Porque a verdadeira questão não é evidentemente ser a favor ou contra, mas reconhecer as mudanças qualitativas da ecologia dos sinais, do ambiente inédito que resulta da extensão das novas redes de comunicação para a vida social e cultural. Só assim será possível desenvolver essas novas tecnologias numa perspectiva humanista (LÉVY, 1997, p.12)

De acordo com o referido autor, falar em humanismo na sociedade atual, parece estar limitado aos sonhadores, especialmente porque “o ciberespaço entrou na era comercial” (LÉVY, 1997, p.12). Para ele, esta concepção coloca o tempo dos ativistas e utopistas ao fim, pois sempre que se tenta explicar o desenvolvimento de novas formas de comunicação, transversais, interativas e cooperativas são associados a nomes como o de Bill Gates e de grandes empresas como a própria Microsoft ou a IBM, expressando uma relação estritamente comercial entre os

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Lévy (1997) define ciberespaço como a rede que permite a comunicação por meio da interligação mundial dos computadores, incluindo a infra-estrutura material da comunicação digital e o universo oceânico das informações que abriga os seres humanos que nele navegam e alimentam. Já cibercultura é compreendida como um conjunto de técnicas (materiais e intelectuais) envolvendo também práticas, atitudes, pensamentos, valores que se desenvolvem com o crescimento do ciberespaço.

serviços prestados e disponibilizados aos mais ricos, mediante esta constatação, o referido autor acredita que o ciberespaço terá o efeito de cavar ainda mais o fosso entre os privilegiados e os excluídos, sejam pessoas ou países.

Nesta concepção, o ciberespaço parece estar associado ao capitalismo financeiro do governo americano que transforma as pessoas em ‘apóstolos do neoliberalismo selvagem’ e duro para os pobres, “um percursor da mundialização sob a máscara do humanismo (p.12)” Enfatiza que no ambiente virtual é preciso haver bom senso, pois será preciso considerar a exclusão existente entre os serviços prestados e a possibilidade de democratização do acesso à internet.

Lévy (1997) discute ainda as mutações da educação e da economia do saber e ressalta que os sistemas educativos também estão submetidos a novas restrições de quantidade, diversidade, rapidez e evolução dos saberes. “Num plano puramente quantitativo, a procura por formação nunca foi tão maciça (p.181)” Porém, frente à demanda, há a questão do custo pela educação, especialmente nos países pobres. Por isso, acredita que será necessário encontrar soluções que recorram a técnicas capazes de favorecer o esforço pedagógico de professores e formadores, como recursos audiovisuais, multimédias, interativos, ensino assistido por computador, televisão educativa, “técnicas clássicas de ensino a distância baseadas essencialmente na escrita, orientação pedagógica por telefone, fax ou internet (p.181)” já foram amplamente testadas e experimentadas mediante a sua pertinência e necessidade dos estudantes, tanto no plano das infra-estruturas materiais como dos custos de funcionamento e verificou-se que “as escolas e universidades virtuais são mais baratas do que escolas e universidades físicas (p.182)” Portanto, a procura por formação não conhece apenas o crescimento quantitativo, há também uma profunda mutação qualitativa no sentido de uma necessidade de diversificação e personalização.

Universidades, e cada vez mais escolas primárias e secundárias, oferecem os recursos da word wide web, e-mails, conferências, serviços de tutoria e aprendizagem cooperativa e suportes como CD-Rom e sistemas de simulação que permitem aos estudantes se familiarizarem com determinadas atividades, sem grandes custos, de modo que a distinção entre ensino presencial e a distância será cada vez menos reconhecida, dada a utilização de redes, recursos e suportes interativos integrados às formas clássicas de ensino, afirma Lévy (1997). Para ele, a aprendizagem a distância que sempre foi a ‘roda sobressalente’ do ensino vai se tornando norma

pois, além de estar integrada com a sociedade da informação, está em sinergia com uma nova geração de empresários interessados na modalidade.

O referido autor (1997) afirma ainda que a aprendizagem colaborativa gera um novo papel aos docentes, pois tem como ponto fundamental a mudança qualitativa nos processos de aprendizagem, diminuindo cada vez mais a distância por meio de formatos hipermédia, de modo que a orientação mais promissora é a da inteligência coletiva no domínio educativo da aprendizagem cooperativa, fundamentadas na partilha de bases de dados, conferencias e e-mails, de modo que, nos Campi virtuais professores e alunos usam em comum recursos materiais e formativos que dispõem e aprendem ao mesmo tempo que os estudantes “a formação contínua dos docentes é uma das aplicações mais evidentes dos métodos de aprendizagem aberta e a distância (p.183)” Especialmente porque a maioria das competências adquiridas no início da carreira em geral vão ficando estão obsoletas ao final do percurso. Por isso, já não existem saberes estáveis e a relação com a aprendizagem, transmissão e produção de conhecimentos já não se reserva mais à elite, mas à totalidade de pessoas em suas vidas cotidianas e sem seus trabalhos. Sendo assim, as pessoas têm como encargo, segundo ele, enriquecerem suas competências ao longo da vida por intermédio da formação contínua, dos dispositivos de aprendizagem no exercício da profissão de forma contínua, alterando a perspectiva do mundo do trabalho definido não mais como a execução repetitiva de um ofício, mas como uma atividade complexa e exigente.

Neste sentido, o conceito de Rinaldi (2009) pode se aplicado à formação docente em nível de pós-graduação para Educação Especial pois, segundo a autora, o professor passa por uma “reaprendizagem” especialmente na medida em que considera as características dos seus “novos alunos”. Segundo ela, considerada esta necessidade, a EaD pode ser compreendida como uma possibilidade favorável de formação de professor, justamente por oportunizar a construção de novos saberes, capazes de provocarem a ampliação de sua base inicial de conhecimento. Além desses fatores, considera que a sociedade atual está às voltas com um complexo processo de transformação, que tem provocado efeitos visíveis nas escolas e no ato de educar, principalmente quando considerado o grau de valor social atrelado à formação dos cidadãos e sua capacidade de inovação e empreendimento frente ao dinâmico caráter do conhecimento.

Associando às afirmações de Rinaldi (2009), Lévy (1997) avalia que há na sociedade contemporânea, especialmente considerando a cibercultura uma mutação na relação com o saber.

A este respeito, a primeira constatação diz respeito à velocidade do aparecimento e renovação dos saberes e da perícia. Pela primeira vez na história da humanidade, a maior parte das competências adquiridas por uma pessoa no início do seu percurso profissional serão obsoletas no fim de sua carreira. A segunda constatação, fortemente ligada à primeira, respeita a nova natureza do trabalho, cuja parte de transacção de conhecimentos não cessa de crescer. Trabalhar é cada vez mais aprender, a transmitir os saberes e a produzir os conhecimentos. Terceira constatação: o ciberespaço suporta tecnologias intelectuais que amplificam, exteriorizam e modificam o número de funções cognitivas do homem (p.167)

De acordo com o referido autor, as funções cognitivas influenciam a capacidade de memória, imaginação, percepção (especialmente relacionada ao espaço virtual) e raciocínio. Mediante estes e outros fatores, Lévy (1997) afirma que o essencial é perceber que a educação a distância, essencialmente, reside em um novo estilo de pedagogia que favorece simultaneamente aprendizagens personalizadas e cooperativas em rede.

Ampliando a literatura consultada, Almeida (2003) discute educação a distância (EaD) não como uma solução paliativa para atender alunos situados geograficamente distantes das instituições educacionais, nem apenas como a simples transposição de conteúdos e métodos de ensino presencial para outros meios virtuais, com suporte em distintas tecnologias, mas sim como o desenvolvimento de um processo educacional interativo que propicia a produção de conhecimento individual e grupal em processos colaborativos favorecidos pelo uso de ambientes digitais de aprendizagem, os quais permitem romper com as distâncias espaço-temporais e viabilizam a recursividade, múltiplas interferências, conexões e trajetórias, não se restringindo à disseminação de informações e tarefas inteiramente definidas a priori.

De acordo com Almeida (2003), o fato de mudar o meio em que a educação e a comunicação entre alunos e professores se realiza traz mudanças ao ensino e à aprendizagem que precisam ser compreendidas ao tempo em que se analisam as potencialidades e limitações das tecnologias e linguagens empregadas para a mediação pedagógica e a aprendizagem dos alunos. Neste sentido, não só a educação, mas também a formação na modalidade EaD, passaram a ser mais investigadas com menos influência do ensino presencial assumindo, portanto, suas

especificidades e necessidades sem resíduos da educação convencional. Este movimento representa um salto evolutivo nas questões específicas da EaD.

Rinaldi (2009) sinaliza que os processos formativos docentes devem ser promovidos pois, sem orientação e apoio, dificilmente os professores conseguirão por si só ampliar sua base de conhecimento para o ensino e desenvolvimento de práticas pedagógicas ajustadas. Mediante o exposto, enfatiza que dada a complexidade da tarefa docente, percebe como fundamental a formação contínua de todos os integrantes da escola, em especial professores e gestores, pois são responsáveis por ensinar os que precisam aprender em novos moldes e sob novas perspectivas.

Embora não haja apontamentos conclusivos sobre a influência da qualificação dos professores sobre a aprendizagem dos alunos, há indícios dessa relação entre uma boa formação profissional e uma prática mais comprometida e competente (p.64)

Segundo a referida autora a EaD promove a troca de experiências, diálogos, que favorecem o compartilhar de realidades diferentes assim como a busca de soluções pertinentes a cada contexto, especialmente quando esta formação ocorre envolvendo os profissionais da educação básica (professores, coordenadores e diretores) em contexto, seja na modalidade presencial ou a distância.

Dal-Forno (2009) argumenta que um mundo em constante transformação apresenta aos profissionais da educação um contexto escolar cada vez mais complexo, tal como as relações nele estabelecidas, fazendo com que o professor sinta-se despreparado para enfrentar situações novas que, muitas vezes, demandam conhecimentos que não estão disponíveis em seu repertório. Neste sentido, argumenta que a formação para a educação inclusiva deve garantir a aprendizagem das pessoas com NEEs no ensino comum, independentemente de suas particularidades e, para tanto, defende a formação docente e de toda a equipe escolar, ressaltando que se a mesma for insuficiente, precária e incipiente configurar-se-á como um entrave ao desafio da escola inclusiva.

Portanto, Dal-Forno (2009) insiste na necessidade de formação dos profissionais de maneira articulada com a prática, em seu contexto de atuação. Diz ainda que a escola deve contar com profissionais com formação específica em Educação Especial como suporte aos alunos na busca de soluções para demandas particulares.

Segundo a referida autora, historicamente, a formação de professores teve por princípio desenvolver saberes instrumentais dentro de uma racionalidade limitada e técnica, embasada na execução e que esta postura gerou desconfiança com relação à capacidade de produção de conhecimento para ensinar. Somente com o avanço das pesquisas foi identificada ou legitimada a complexidade da atividade docente e o professor começou a ser identificado como sujeito que constrói o saber, como detentor de conhecimentos, habilidades e competências específicas, construídas ao longo de seu processo formativo.

Segundo Garcia (1999) o desenvolvimento profissional docente deve pressupor uma abordagem que valorize o caráter contextual e organizacional com orientações para a mudança, mas para isso, esse modelo deve se fundamentar na reflexão. Compartilhando com esta opinião Dal-Forno (2009) enfatiza que somente a reflexão é capaz de alterar algumas concepções arraigadas à prática docente, especialmente se associada às características da aprendizagem do docente enquanto adulto, inserido em um contexto escolar particular e permeado pela cultura. Portanto a reflexão deve ser efetuada em conjunto, tomando em consideração as atitudes frente aos fenômenos escolares e ao seu próprio conhecimento profissional.

Dal-Forno, em consonância com Tancredi, Reali e Mizukami (2005) afirma que a formação inicial fornece um conjunto de conhecimentos necessários para a docência, mas por muitas vezes insuficiente, pois ao ir à prática o professor se depara com situações novas e complexas, sem contar com conhecimentos prévios. Portanto, precisa construir conhecimentos que vão sendo modificados conforme seu contexto de atuação, especialmente no tocante à educação inclusiva, já que ensinar nesta perspectiva implica reconhecer a necessidade de aprender e a capacidade de promover mudanças frente à complexa realidade escolar, rumo à democratização do acesso ao ensino para todos.

Durante o período de formação inicial, segundo Dal-Forno (2009), a grande maioria dos cursos de licenciatura não oferece oportunidade nem disciplinas para que os futuros docentes, possam vivenciar experiências com a diversidade de alunos, desfavorecendo a construção de conhecimentos necessários para atuação num contexto escolar frequentemente marcado pela complexidade.

Com isso a demanda por formação especializada ou que possibilite a construção de conhecimentos básicos em educação especial passa para o âmbito da formação continuada. A formação continuada não pode assumir sozinha a responsabilidade pela aprendizagem dos distintos profissionais que buscam conhecimentos específicos. É preciso que ela seja parte de um

continuum, que se inicia na fase anterior e que não se encerra em uma única

proposta. Reconhecer a complexidade que envolve a construção de uma educação realmente inclusiva exige que se proporcionem espaços e condições de aprendizagem aos futuros professores desde o início, dentro da universidade (DAL-FORNO, 2009, p.53)

Por conta dos fatores expressos, Dal-Forno (2009) afirma que grande parte dos professores sente insegurança e desqualificação para ensinar num contexto escolar inclusivo. Por isso, a formação docente deveria estar voltada para a diversidade, e não focalizada em áreas de especialidade, já que o contexto escolar é essencialmente diversificado. Segundo ela a formação inicial tem potencial para oferecer um conjunto de conhecimentos necessários à formação docente, visando o ensino de todos os alunos. Contudo afirma também que a demanda por formação especializada que possibilite conhecimentos básicos sobre Educação Especial, foi transferida para a formação continuada que, por sua vez, não pode assumir sozinha a responsabilidade pela aprendizagem dos distintos profissionais que buscam conhecimento especializado, porque é preciso que ela faça parte de um contínuum que se iniciaria na fase anterior “reconhecer a complexidade que envolve a construção de uma educação realmente inclusiva exige que se proporcionem espaços e condições de aprendizagem aos futuros professores, desde o início dentro da universidade” (DAL-FORNO, 2009, p.57).

Já para Pedrosa (2003) a rápida evolução da sociedade criou novas necessidades no campo da educação, entre elas a de contínua formação, consequentemente educadores e estudiosos buscam alternativas aos sistemas tradicionais, visando atender a estas necessidades. E entre as alternativas, a educação a distância é uma possibilidade que está se consolidando no país e ganhando visibilidade política.

Frente ao exposto, a referida autora afirma que a educação a distância tem por objetivo o acesso à informação e à aprendizagem e que bem direcionada e com o apoio dos meios adequados, pode contribuir para vencer barreiras do acesso à educação, assumindo o papel de mobilizadora de estratégias que viabilizem os princípios e fins da educação permanente, por conseguinte, da formação continuada. Neste sentido, ressalta que sua expansão e consolidação,

direcionada a professores a distância, requer de todos os envolvidos o avanço nos estudos e pesquisas, pois as experiências devem ser avaliadas criteriosamente para que seu desenvolvimento não se dê apenas quantitativamente mas, sobretudo, qualitativamente.

À luz das discussões Lévy (1999) salienta que a formação inicial e a formação continuada são dois momentos de uma mesma formação. Ambas estão comprometidas com o desenvolvimento de competência necessária para o exercício da docência e, consequentemente, com a comunidade e sociedade. Para ele, esses dois momentos de formação devem constituir uma unidade coerentemente integrada, portanto não se pode delimitar o final de uma época de aprendizagem e o início de uma de trabalho, pois percebe a formação num processo continuum, contendo todas as modalidades de aquisição de competências.

Face às exposições anteriores, Dal-Forno indica que em se tratando de um processo formativo na educação a distância via internet, é preciso que o formador considere o contexto no qual o sujeito está envolvido, direcionando-o às demandas específicas na interação coletiva como modo de construção do conhecimento, pois a interação alicerçada na colaboração entre os participantes poderá fomentar aprendizagens extremamente ricas a todos os envolvidos.

E Pesce (2007) destaca:

É oportuna a presença dos recursos da EaD à formação de educadores, em um país com dimensões continentais como o Brasil, com tão grande contingente de professores, com múltiplas premências e carências no repertório conceitual de muitos deles. Não cabe refutar as tecnologias, mas ampliar a compreensão crítica desse instrumental sem exorcizá-lo e, tão pouco entronizá-lo como panacéia de todos os males (PESCE, 2007, p. 203)

2.6.4 – Aspectos críticos da formação docente na modalidade a Distância__________ De acordo com Barreto (2004) em seu texto Tecnologia e Educação: Trabalho e Formação Docente, no mundo globalizado a educação e o trabalho docente estão sendo reconfigurados, centrados na ideologia que sinaliza que a escola deve romper com a sua forma histórica, para fazer frente aos novos desafios, especialmente quando toma por base os discursos que introduzem e justificam as atuais políticas de formação de professores. E destaca que a presença das Tecnologias da Informação e Comunicação na educação, tem sido revestida de

tecnologias”, representadas pelo quadro de giz e materiais impressos, à resposta para os mais diversos problemas educacionais ou até mesmo para questões sócio-econômicas e políticas. Mas, segundo ela, é preciso caracterizar a sociedade da informação como uma articulação de empreendimentos teóricos, econômicos e políticos e, em se tratando de estudos sobre as TIC, é importante distinguir os que partem do seu questionamento e os que assumem tal sociedade