4. YENİDOĞAN SEPSİSİ VERİ SETİNİN TANIMI VE ELDE EDİLEMSİ
4.4. Sepsis Veri Seti Analizi
4.4.2. Bebekte Tespit Edilen Mevcut Hastalıklar ve Riskler İlişkin Veriler
O atual código de processo penal foi promulgado no ano de 1941, porém, sofreu inúmeras alterações, tendo em vista que havia em sua essência muitas incompatibilidades com a Constituição Federal de 1988, pois o antigo código era um
reflexo da sociedade patriarcal à qual era a do Brasil65.
Ante a insuficiência, mesmo com as reformas, o senado determinou a formação de uma comissão de juristas para elaborar o novo código. No anteprojeto, seguindo também o movimento mundial, há um capítulo que dispõe somente sobre os direitos da vítima, dos artigos 88 à 90.
O artigo 88 determina quem é a vítima, pois dispõe que “Considera-se ‘vítima’ a pessoa que suporta os efeitos da ação criminosa, consumada ou tentada, dolosa ou culposa, vindo a sofrer, conforme a natureza e circunstâncias do crime, ameaças ou danos físicos, psicológicos, morais, patrimoniais ou quaisquer outras
violações de seus direitos fundamentais”66
. Como já visto anteriormente, há vários conceitos de vítima, mas a partir de uma leitura é claro que dentro dessa conceituação, vítima é somente a pessoa, e não se expande como no conceito de
Edgar de Moura Bittencourt67.
No artigo 89 são listados os direitos aos quais são assegurados as vítimas, entre eles: ser tratada com dignidade e respeito, receber imediato atendimento médico e tratamento psicossocial, ser encaminhada para exame de corpo de delito
65
Neste sentido, RODRIGUES, Celso, no artigo “O tempo e o direito: patrimonialismo e modernidade na ordem jurídica e política brasileira”, discute no contexto histórico a construção do pensamento político e jurídico brasileiro. RODRIGUES, C. O tempo do direito: patrimonialismo e modernidade na ordem jurídica e política brasileira. Novos Estudos Jurídicos (UNIVALI), v. 1, p. 87-120, 2008. 66 Art. 88 do projeto do novo CPP. Disponível em: <http://legis.senado.gov.br/mateweb/arquivos/mate- pdf/58503.pdf>. Acesso em: 12 nov. 2015.
47 quando tiver sofrido lesões corporais, reaver nos casos de crimes contra o
patrimônio os objetos e pertences pessoais que lhe foram subtraídos, entre outros68.
Já no artigo 9069 é disposto a legitimidade dos direitos previstos, que além da
vítima, pode ser estendido aos familiares e seu representante legal.
Mas a maior problemática a ser abordada no projeto, é o artigo 412, IV, pois este prevê que em caso de sentença condenatória, o juiz arbitrará o valor da condenação cível pelo dano moral, se for o caso, diferentemente do atual artigo 387, IV do CPP que somente prevê a indenização, mas não explana o tipo do dano.
68 Art. 89 do projeto do novo CPP. Disponível em: <http://legis.senado.gov.br/mateweb/arquivos/mate- pdf/58503.pdf>. Acesso em: 12 nov. 2015. São direitos assegurados à vítima, entre outros: I – ser tratada com dignidade e respeito condizentes com a sua situação; II – receber imediato atendimento médico e atenção psicossocial; III – ser encaminhada para exame de corpo de delito quando tiver sofrido lesões corporais; IV – reaver, no caso de crimes contra o patrimônio, os objetos e pertences pessoais que lhe foram subtraídos, ressalvados os casos em que a restituição não possa ser efetuada imediatamente em razão da necessidade de exame pericial; V – ser comunicada: a) da prisão ou soltura do suposto autor do crime; b) da conclusão do inquérito policial e do oferecimento da denúncia; c) do eventual arquivamento da investigação, para efeito do disposto no art. 38, §1º; d) da condenação ou absolvição do acusado. VI – obter cópias de peças do inquérito policial e do processo penal, salvo quando, justificadamente, devam permanecer em estrito sigilo; VII – ser orientada quanto ao exercício oportuno do direito de representação, de ação penal subsidiária da pública, de ação civil por danos materiais e morais, da adesão civil à ação penal e da composição dos danos civis para efeito de extinção da punibilidade, nos casos previstos em lei; VIII – prestar declarações em dia diverso do estipulado para a oitiva do suposto autor do crime ou aguardar em local separado até que o procedimento se inicie; IX – ser ouvida antes de outras testemunhas, respeitada a ordem do art. 266. X – peticionar às autoridades públicas a respeito do andamento e deslinde da investigação ou do processo; XI – obter do autor do crime a reparação dos danos causados, assegurada a assistência de defensor público para essa finalidade; XII – intervir no processo penal como assistente do Ministério Público ou como parte civil para o pleito indenizatório; XIII – receber especial proteção do Estado quando, em razão de sua colaboração com a investigação ou processo penal, sofrer coação ou ameaça à sua integridade física, psicológica ou patrimonial, estendendo-se as medidas de proteção ao cônjuge ou companheiro, filhos, familiares e afins, se necessário for; XIV – receber assistência financeira do Poder Público, nas hipóteses e condições específicas fixadas em lei; XV – ser encaminhada a casas de abrigo ou programas de proteção da mulher em situação de violência doméstica e familiar; XVI – obter, por meio de procedimentos simplificados, o valor do prêmio do seguro obrigatório por danos pessoais causados por veículos automotores. §1º É dever de todos o respeito aos direitos previstos nesta Seção, especialmente dos órgãos de segurança pública, do Ministério Público, das autoridades judiciárias, dos órgãos governamentais competentes e dos serviços sociais e de saúde. §2º As comunicações de que trata o inciso V deste artigo serão feitas por via postal ou endereço eletrônico cadastrado e ficarão a cargo da autoridade responsável pelo ato. §3º As autoridades terão o cuidado de preservar o endereço e outros dados pessoais da vítima.
69 Artigo 90 do novo CPP. Disponível em: <http://legis.senado.gov.br/mateweb/arquivos/mate- pdf/58503.pdf>. Acesso em: 11 nov. 2015. Os direitos previstos neste Título estendem-se, no que couber, aos familiares próximos ou representante legal, quando a vítima não puder exercê-los diretamente, respeitadas, quanto à capacidade processual e legitimação ativa, as regras atinentes à assistência e à parte civil.
48 No capítulo 3 será abordado quanto a esta questão de um juiz criminal fixar danos, que é um desvirtuamento do objeto do processo penal, mas mais emblemático ainda, é o artigo determinar o dano moral, pois parte-se do princípio de que isso beira o absurdo, tendo em vista que seria menos problemático a fixação de um dano material se no curso do processo fossem disponibilizadas provas do valor de objetos, por exemplo. O principal questionamento é qual o parâmetro que o juiz irá adotar ao conceder um valor de danos morais, levando-se em conta que seu cotidiano tem demandas diferentes, seria mais plausível que a vítima ou seus familiares buscassem a reparação no juízo cível, como se dava anteriormente. Outra questão é a separação de esferas, trazer ao processo penal o âmbito do processo civil, o que não cabe atualmente.
Por fim, diante da abordagem realizada, deve ser questionado os limites do processo penal, em que os legisladores ao quererem adaptar as regras aos movimentos internacionais, trazendo a vítima ao processo penal, acaba por causar maiores confusões, pois no primeiro momento permite ao juiz criminal fixar um valor mínimo, ao qual não resolve o problema, e após, redige um projeto de novo CPP em que permite a valoração do dano moral, sem que isso possa ser provado em momento algum no processo penal, distanciando-o mais ainda de sua finalidade.
49 3 ILÍCITO CIVIL E ILÍCITO PENAL