3. BULGULAR
3.1.5. Beşinci Annenin Etkili İletişim Davranışlarını Edinim
Este trabalho teve como objetivo analisar os impactos da vida acadêmica na religiosidade dos universitários da Unimontes, nas áreas do conhecimento: Humanas, Exatas e Tecnológicas, Biológicas e da Saúde. Diante das características da idéia original, a opção foi realizar uma pesquisa qualitativo-quantitativa, numa abordagem de caráter descritivo e exploratório, instrumentalizado pela pesquisa bibliográfica e pesquisa de campo.
Na pesquisa bibliográfica, foram priorizados alguns autores, dentre eles: Hervieu-Léger (Cf. 2005), Berger (Cf. 1985; 2001), Taylor (Cf. 2010),Simmel (Cf. 2010), Martelli (Cf. 2002), Ribeiro (Cf. 2009) e Pierucci (Cf. 2000). A pesquisa de campo serviu-se de questionário e entrevista coletiva por meio da técnica de grupo
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focal. O espaço delimitado para a realização do estudo foi o campus da Unimontes, da cidade de Montes Claros – Minas Gerais. Participaram do estudo 330 acadêmicos matriculados e frequentes em cursos dos Centros de Ciências Exatas e Tecnológicas, Ciências Humanas e Ciências Biológicas e da Saúde.
A amostra foi calculada com base em um universo de 3.318 universitários matriculados na Universidade Estadual de Montes Claros/MG nos cursos presenciais, calculada da seguinte forma: primeiro, foi calculado o número dos universitários em termos consolidados, ou seja, todos os entrevistados e, posteriormente, esse número foi dividido pelo número de entrevistas por centro. O cálculo da amostra de todos os entrevistados foi feito de forma probabilística, considerando um nível de confiança de 95% e erro máximo admitido de 5%, conforme demonstra a fórmula a seguir:
n = ___ z² . p . q . N____ (1)
E² (N – 1) + z² . p . q
Onde:
z é a variável normal padronizada de um intervalo a um nível de 95% de
confiança, no caso; z = 1,96;
E é o erro máximo admitido (5%);
p é a proporção com que o fenômeno ocorre na população (70%);
q (30%) é o complemento de p;
N é o tamanho da população.
Com base na fórmula acima descrita, obtivemos uma amostra calculada de 308 pessoas a serem entrevistadas. Conforme esse cálculo, optou-se por utilizar uma amostra de 430 pessoas, considerando a aplicação de 143 questionários no CCET, 143 no CCH, e 144 no CCBS. Portanto no caso da amostra pelos três centros, ela passa a ser estratificada não proporcional, pois o tamanho da amostra dentro de cada grupo não é proporcional ao seu universo (Cf. AAKER, KUMAR, DAY, 2001).
O questionário utilizado para coleta de dados na pesquisa de campo constou de perguntas fechadas, haja vista que esse tipo de instrumento permite uma resposta
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objetiva entre o entrevistado e o entrevistador, cujas vantagens, de acordo com Gil (1999), são: a garantia do anonimato para as questões respondidas, a não exposição dos sujeitos pesquisados à influência de opiniões e do aspecto pessoal do entrevistado e, ainda, a possibilidade de atingir um número maior de pessoas.
Vale ressaltar que o questionário utilizado foi uma adaptação do utilizado por Jorge Claudio Ribeiro (Cf. 2009), autorizado pelo mesmo e publicado pela Editora Loyola: Olho d’Água, pesquisador esse que há muito se dedica aos estudos da religiosidade dos jovens universitários. Para atender os objetivos do estudo, o questionário foi organizado em dois blocos de questões. O primeiro bloco visou a caracterização dos entrevistados, tais como: informações socioeconômicas, sexo, idade, estado civil, número de filhos, quantidade de bens em casa, grau de instrução dos pais e renda familiar. Já o segundo bloco contemplou questões com a finalidade de obter informações quanto ao construto da pesquisa, ou seja, perguntas que permitiriam identificar os impactos do cotidiano universitário na religiosidade dos acadêmicos.
Foi aplicado um questionário, como pré teste, para trinta universitários, onde se pôde verificar a aplicabilidade das questões quanto ao objeto de pesquisa, o que possibilitou um melhor ajustamento das mesmas, tornando-as mais objetivas e coerentes e melhorando o entendimento das questões em relação aos entrevistados, tarefa importante para a construção do segundo questionário e um novo instrumento de coleta de dados, o grupo focal, o qual se desenvolveu numa perspectiva com questões semiestruturadas.
Para a entrevista coletiva, realizada através da técnica de grupo focal, foi utilizado um questionário semiestruturado. A partir de tal estrutura, pretendeu-se colher eixos temáticos para reflexões e uma posterior organização de uma tipologia para os grupos de universitários. Partindo de tal estudo, colhemos eixos temáticos para reflexão e ainda organizamos uma tipologia de grupos de universitários. A técnica de geração de dados via grupo focal tem sido aceita por pesquisadores das áreas de ciências sociais, nas pesquisas qualitativas, favorecendo aspectos relativos à intersubjetividade na construção de sentido pelos participantes. O grupo focal busca, a partir da avaliação e depoimentos realizados pelos participantes, problematizar a técnica, com base em pressupostos científicos, situando-a no contexto da pesquisa, na qual se realiza.
94 O trabalho com grupos focais permite compreender processos de construção da realidade por determinados grupos sociais, compreender práticas cotidianas, ações e reações a fatos e eventos, comportamentos e atitudes, constituindo-se uma técnica importante para conhecimento das representações, percepções, crenças, hábitos, valores, restrições, preconceitos, linguagens e simbologias prevalentes no trato de uma dada questão por pessoas que partilham alguns traços em comum, relevantes para o estudo do problema visado (GATTI, 2005, p. 11).
Ao optarmos por essa metodologia para realização desta pesquisa, procuramos indicar mais do que um caminho científico para verificação de hipóteses e problemas prévios. O grupo focal se caracteriza da seguinte maneira:
a) Composição do grupo: sendo os acadêmicos da Unimontes nas áreas do conhecimento de Humanas, Exatas e Tecnológicas, Biológicas e da Saúde os sujeitos da pesquisa e considerando o grande número de estudantes para viabilizar a realização do grupo focal, elencaremos como critério de composição da amostra a participação de seis representantes por centros (CCH, CCET e CCBS), ou seja, dezoito acadêmicos no total;
b) No contato com cada grupo, esclarecemos o foco da pesquisa e a importância da participação do estudante a fim de se garantir uma representatividade dos centros, num estado de dimensões amplas e diversificadas. A presença das diferentes áreas do conhecimento no grupo focal reforça as peculiaridades e, ao mesmo tempo, abre espaços de análises comparativas com vistas à observação e verificação de indícios comuns articulados aos objetivos da pesquisa. Apesar de a amostra ser, aparentemente, reduzida diante do número de alunos dos centros, defendemos a sua representatividade por tratar-se de áreas do conhecimento com características gerais comuns. Os dados gerados e analisados neste capítulo fornecerão elementos significativos de reflexão. Outro fator a ser considerado na delimitação da amostra está intimamente ligado à técnica escolhida para a geração de dados – o grupo focal – onde a média de participantes pode variar de seis a doze membros, segundo Gatti (2005). Cabe esclarecer que a média de participantes possui amplitudes diversas entre os diferentes autores. Há que se considerar algumas variáveis para a composição do grupo e sua delimitação além do espaço e condições físicas, tais como, o objetivo do estudo e traços comuns entre os participantes, pois
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esses fatores facilitam a comunicação intragrupo (Exemplo: um grupo de cada área). Os conhecimentos do pesquisador balizarão as composições (GATTI, 2005, p. 18);
c) As sessões e registro das interações aconteceram nas salas de aula da universidade. A escolha desse local se justificou pela infraestrutura que oferece (recursos físicos, material e humano) além de propiciar aos participantes maior conforto e facilitar as formas de registro, como anotações por assistente e gravação em áudio, o meio mais usado, o qual é recomendado por Gatti (Cf. 2005).
Depois de realizada a coleta dos dados, deu-se início à organização e à análise do material coletado, pois, conforme afirma Trivinõs (Cf. 1994), não é possível analisar os dados tal como eles se mostram; é preciso organizá-los, classificá-los e, o que é mais importante, interpretá-los dentro de um contexto amplo para distinguir o que é necessário do que é desnecessário. Para Minayo (Cf. 2002), a fase da análise dos dados provoca uma teorização em consequência de um confronto entre a abordagem teórica feita anteriormente e o que a pesquisa de campo conduz. A autora identifica três finalidades para essa etapa: “Estabelecer uma compreensão dos dados coletados; confirmar ou não os pressupostos da pesquisa e/ou responder as questões formuladas; e ampliar o conhecimento sobre o assunto” (MINAYO, 2002, p. 69).
Após a aplicação dos instrumentos de coleta de dados, foi realizada a tabulação dos mesmos, os quais foram analisados à luz do referencial teórico desenvolvido e apresentado. Vale aqui, ainda, ressaltar o valor científico deste trabalho, que se constitui, além das contribuições anteriormente citadas, um marco no mapeamento religioso da região, ainda deficiente nessa área de estudos.
Os dados da pesquisa foram processados estatisticamente por meio do
software Statistical Package for Social Sciences (SPSS), 17.0.