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3.3. Bulgular

3.3.3. Hata Düzeltme Mekanizmasına Dayalı Granger Nedensellik Testi

Na comunidade empresarial, o princípio do sentimento de pertencimento se liga com a modernidade (décadas de 1950, 1960, 1970 e meados de 1980) e vale uma releitura destes fundamentos para entendemos os propósitos que formataram a visão de comunidade e, consequentemente, o entendimento da pessoa na comunidade empresarial.

A comunidade é um grupo de pessoas que, por motivos de trabalho, entretenimento, culto religioso, estudo ou satisfações sociais, vive numa mesma área. A fim de satisfazer suas necessidades básicas de vida material, espiritual e social, as pessoas estabeleceram, em cooperação com seus conterrâneos, instituições de serviço social. Ambos, os habitantes e as instituições de uma comunidade, têm responsabilidades correlatas, que devem ser por todos reconhecidas, se é que todos querem desfrutar os benefícios da vida comunitária onde existe fabrica, ou fábricas. (...) Esta interdependência dos habitantes de uma comunidade e suas lojas, fábricas e empresas comerciais, se aplica igualmente as demais instituições – igrejas, escolas, organizações de serviço e governo local. Todos devem trabalhar em conjunto para o bem comum. (CANFILED, 1961, p.197).

Essa noção de comunidade se liga à geografia (viver em uma mesma área). A modernidade proporcionou relações em que o espaço físico e o comum compartilhado determinavam o sentimento de pertencimento a diferentes tipos de organização: na empresa na qual se trabalhava, no bairro no qual se residia, no país no qual se nasceu ou no clube ou na igreja frequentada. O sentimento de pertencimento continua fazendo parte destes ambientes, mas os modos desse pertencer e sua durabilidade no tempo são agora de outra ordem, regidos por muita maleabilidade. O viver no mundo da mobilidade e das redes sociais modificou estas relações.

No entanto, a valorização da pessoa nas organizações e nos diversos tipos de comunidades de que participa ainda se pauta pelos

moldes da modernidade, em que os relacionamentos em comunidade são entendidos como estando ligados por algo em comum e compartilhando de maneira solidária e coesa.

Para Canfield (1961), a pessoa é o comum que configura e forma os diversos públicos de uma organização (empregados, comunidade, clientes, fornecedores, acionistas, entre outros) e “ter uma boa organização de relações com empregados significa assegurar a compreensão e o respeito das pessoas” que estão diretamente ou não ligadas à organização. Para tanto, a “comunidade e o público em geral, os homens e mulheres ligados a uma companhia são a própria companhia” (CANFIELD, 1961, p. 90 - 91).

Há numerosíssimas pessoas que, embora não tomem parte de uma organização, representam algo de vital para o seu êxito. Tais pessoas, de importância relevante, são os fregueses, cujas compras proporcionam salários e lucros; acionistas, cujo capital permite a compra de matérias-primas e equipamentos; os representantes e distribuidores, cujos pedidos mantêm a continuidade de operações; os fornecedores, cujos suprimentos tornam possível a produção; a comunidade e a administração pública, cuja contribuição de pessoal e serviços é essencial. (CANFIELD, 1961, p.4).

Na concepção de Matrat, nas organizações a pessoa é descrita como um “homem social”; ele caracteriza os indivíduos não apenas pela sua produtividade ou pelo seu consumo, como no viés americano, mas pela sua consciência social. Nesta ótica, ele descreve os três personagens desempenhados pelo homem: o que produz bens e serviços, o que consome bens e produtos e o que se relaciona (BOIRY, 2003, p.60)

O homem social existe e ele se manifesta, ele se faz presente a cada instante em qualquer lugar, dentro ou fora da empresa. Este homem influencia o comportamento de um e de outras na reunião de suas funções, seja pelo viés de produtor ou de consumidor. (...) O homem social tem uma percepção diferente da empresa do que o homem produtor. A empresa, para o homem produtor, é um lugar aonde se vem ganhar a vida e, para o homem social, a empresa é um lugar de convivência para criar relações. (...) O

Homem social é o homem da rua, senhor do mundo. Ele dá julgamentos que tem sobre a empresa não considerando unicamente o plano econômico como simples produtor de bens e de serviços. O julgamento permite estabelecer um balanço social e cívico que determina sua visão, ou seja, sua percepção que forma uma imagem pessoal da empresa. É essa nova intervenção do homem social que fabrica a opinião no jogo da empresa. Esse homem com suas necessidades e suas esperanças, expectativas e exigências para com a empresa que justificam a criação de uma nova profissão que tem por objeto de aprender e tratar e de fazer saber publicamente que ela (empresa) se esforce para resolver9. (BOIRY, 2003, p. 67 – 69).

A partir daqui, podemos entender que o comportamento social e relacional do homem em comunidade foi determinante para estabelecer os princípios que nortearam e originam a política de comunicação interna nas organizações. A imagem e a reputação de qualquer tipo de organização dependem do empenho da pessoa na organização empresarial em que está inserida e, para isso, ele (empregado) deve se sentir pertencendo e ser solidário ao que é comum a todos na organização.

Para que um homem se sinta envolvido, ele tem que se sentir considerado como parte da empresa tendo consciência de suas funções e da importância que ele tem para a empresa. (...) A importância da política da comunicação interna que dá o sentimento de participação, somente se pode chegar a isso por meio do conhecimento e do diálogo, pela explicação, ou seja,

9L´homme social existe et il se manifeste, il est présent à chaque instant au sein et

autour de l´entreprise. Il a pris du poids et de “l´épaisseur”. Il s´interpose entre elle et l´homme pris dans sa fonction de producteur ou de consommateur et il influence le comportement de l´un et de l´autre dans l´accomplissement de leur fonction. (...) l´homme social a une perception différente de l´entreprise de celle de l´homme producteur.L´entreprise este un lieu de travail oú il vient gagner as vie, pour l´homme social, l´entreprise est um lieu de convivialité, créateur de relations.(...) Homme social , cet homme de la rue, comme on dit, ce monsieur tout le monde qui, dans le opinions qu´il emettra, dans les jugements qu´il portera sur l´entreprise, ne considérera pas celle-ci uniquement sur le paln économique, comme um simple producteur de biens et de services. De cet ensemble de jugements, il dressera um bilan social et civique qui déterminera sa vision, sa représentacion, en um mot son image personnelle de l´entreprise. (...) C´est donc ce nouvel intervenat, l´homme socil, ce fabricant d´opinion, dans le jeu de l´entreprise, cet homme avec ses besoins et ses espérances, avec ses attentes, voire ses exigences vis-à-vis de l´entreprise, qui lui pose des problémes nouveaux qui ont justifié la création d´une nouvelle profession qui a pour objet de les appréhender et les traiter et de faire savoir publiquement qu´elles s´efforce de les resoudre. (BOIRY, 2003, p. 67 -69)

pelas relações públicas. Não estamos falando em métodos e artifícios, como presentes, prêmios e troféus e etc. 10 (BOIRY, 2003, p.73-74).

É necessário que haja o sentimento de fazer parte de uma equipe da qual ele conhece e aprecia os colegas os quais os quis e une os sentimentos de confiança e de estima e que perceba os laços de interdependência que existe entre ele e equipe. Isto é se sentir solidário. E por incrível que pareça isto poder ser resolvido por comunicação e informação recíproca. Como por exemplo. Quem é quem na empresa? O que ele faz lá? Quais são os laços que ligam ao seu trabalho e quais são os objetivos em comum?11 (BOIRY, 2003, p.75).

O que podemos perceber é que a personalização da pessoa, nas diversas comunidades que ela constitui ou representa, exerceu uma forte influência na formulação teórica das relações públicas desde seu início nos anos 1950 e 1960. Como tal, ficou estabelecida como atividade de relações públicas a humanização, com ética e respeito, das relações de uma organização com seus diversos públicos. Para alcançar tal patamar, as relações públicas precisam influenciar a cultura da organização, inspirando a filosofia e as funções de gestão (diretrizes organizacionais), utilizando das técnicas de comunicação (CANFIELD, 1960, p.5) para

10Pour qu’un homme se sente concerne. Il ne faut pas qu´il ait de l´entrepise l´image

d´une entitè qui lui est extérieure. Il faut qu´il se considere comme une partie de cette entreprise, qu´il sache que ce qu´il fait a une influence sur elle et, qu´en retour, le sort de l´entreprise a une influence sur le sien. C´est cela se sentir concerne. Là, c´est essentiellement la connaissance du but à atteindre et des moyens mis en ceuvre à cet effet (direction partcipative par objectifs), du fonctionnement de l´entreprise et de sa politique (communication interne) qui peut donner le sentiment de partcipation à une ceuvre commune. On ne peut y parvenir que par l´information et le dialogue, l´explication, c´est-à-dire par les relations publiques.(...) On remarquera que sont exclues de cette recherche, toutes, les méthodes incitatives artificielles (prix, breloques, coupes, etc.(BOIRY, 2003, p.73-74).

11 Il faut qu´il ait le sentiment de faire partie d´une équipe, dont il connait el apprécie les

coéquipiers auxquels le relient des sentiments de confiance et d´estime, et qu´il perçoive les liens d´interdépendance qui existent entre lui et cette équipe. C´est cela se sentir solidaire. Et c´est, comme par hasard, un problème qui peut être résolu par la communication et l´information réciproque. Qui est qui dans entreprise? Qu´y fait-il? Quels sont le liens qui relient son travail au mien dans notre commum objectif? (BOIRY, 2003, p.75).

conquistar e gerar “uma estratégia de confiança” nos relacionamentos entre organizações e pessoas (BOIRY, 2003, p.88).