BÖLÜM 1: SURUÇ İLÇESİNDE TARIM FAALİYETLERİNİ ETKİLEYEN
1.2. Beşeri Faktörler
O instrumental teórico utilizado para a realização deste estudo foi o Modelo Insumo-Produto, desenvolvido por Wassily Leontief, em 1930. Especificamente, utilizou-se um modelo Insumo-Produto inter-regional para mais de uma região (no caso duas), estimado a partir de métodos parcialmente censitários.
Deve-se ressaltar que este trabalho é fruto de um projeto realizado em equipe, visando atender além de um estudo detalhado da economia brasileira, diversos interesses de pesquisas específicas.
Estimou-se a matriz inter-regional do Mato Grosso e resto do Brasil para o ano de 1999 (em 90 setores), a partir da matriz inter-regional dos estados da Amazônia Legal9 e resto do Brasil (em 90 setores), estimada pela equipe “Projeções Econômicas” coordenada pelo professor Joaquim José Martins Guilhoto. Esta matriz para os estados da Amazônia Legal foi obtida a partir da matriz nacional (em 90 setores) para 1999, desagregada da matriz nacional (em 42 setores) para o mesmo ano, que por sua vez foi estimada a partir dos dados preliminares das Contas Nacionais para 1999, de acordo com metodologia desenvolvida por Guilhoto et al.(2002).
Uma vez obtida, a matriz inter-regional Mato Grosso x Resto do Brasil foi agregada para 51 setores, de modo que para atender os objetivos específicos do trabalho, não há necessidade em se trabalhar com 90 setores produtivos. O critério utilizado foi o de seguir a classificação oficial do IBGE, porém agregando alguns setores de pouca relevância tanto para a economia do estado quanto para os interesses da pesquisa, e desagregando alguns diretamente relacionados a agropecuária. O Quadro 3 apresenta os setores com suas numerações de acordo com a classificação oficial do IBGE, e suas respectivas agregações e desagregações de modo a atingir os 51 setores utilizados no trabalho.
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Numeração
IBGE Classificação IBGE Numeração Pesquisa Classificação Pesquisa 1 Cana-de-açúcar 2 Soja 3 Milho 4 Fruticultura 5 Outras Culturas 6 Aves 7 Bovinos 8 Suínos 9 Outros Pecuária 10 Extrativismo Vegetal 11 Silvicultura 1 Agropecuária
12 Extrativismo Animal (Pesca) 2 Extrativismo Mineral
3 Petróleo e Gás 4 Minerais não metálicos
13 Extartivismo Mineral 5 Siderurgia
6 Metalúrgicos não ferrosos 7 Outros metalúrgicos
14 Siderurgia
15 Máquinas e implementos agrícolas 8 Máquinas e equipamentos
16 Outras máquinas e equipamentos 10 Material elétrico
11 Equipamentos eletrônicos
17 Eletro-eletrônicos 12 Automóveis., caminhões e ônibus
13 Peças e outros veículos 18 Peças e veículos 14 Madeira e mobiliário 19 Madeira e mobiliário 15 Celulose, papel e gráfica 20 Celulose, papel e gráfica 16 Indústria da borracha
17 Elementos químicos 19 Químicos diversos 21 Artigos plásticos
21
24 Químicos diversos Adubos e fertilizantes 18 Refino do petróleo 23 Refino do petróleo 20 Farmácia e veterinária 25 Farmácia e veterinária 22 Indústria têxtil
23 Artigos do vestuário 24 Fabricação de calçados
26 Indústria têxtil e calçadista 25 Indústria do café 27 Indústria do café
26 Beneficiamento de produtos vegetais 28 Beneficiamento de produtos vegetais 29 Abate de outros animais
27 Abate de animais
30 Abate de bovinos 28 Indústria de laticínios 31 Indústria de laticínios 29 Fabricação de açúcar 32 Fabricação de açúcar 30 Fabricação de óleos vegetais 33 Fabricação de óleos vegetais
34 Rações 31 Outros produtos alimentares
35 Outros produtos alimentares 32 Indústrias diversas 36 Indústrias diversas
33 S.I.U.P. 37 S.I.U.P.
34 Construção civil 38 Construção civil
35 Comércio 39 Comércio 40 Transporte rodoviário 41 Transporte aéreo 42 Transporte ferroviário 43 Transporte aquaviário 36 Transportes
44 Atividades auxiliares dos transportes 37 Comunicações 45 Comunicações
38 Instituições financeiras 46 Instituições financeiras 39 Serviços prestados às famílias 47 Serviços prestados às famílias 40 Serviços prestados às empresas 48 Serviços prestados às empresas 41 Aluguel de imóveis 49 Aluguel de imóveis
42 Administração pública 50 Administração pública 43 Serviços privados não mercantis 51 Serviços privados não mercantis
Quadro 4 - Comparação entre a classificação de setores do IBGE e a utilizada no trabalho.
Em seguida, calculou-se os multiplicadores tipos I e II para o emprego, renda e produção, bem como os índices de ligação Hirschman-Rasmussen, os coeficientes do campo de influência e os índices puros de ligação, de acordo com as definições presentes no referencial teórico.
Calculou-se também qual o impacto das exportações totais do Mato Grosso, bem como das exportações de soja do estado, e de um acréscimo em 10% nestas últimas exportações, sobre a produção total, valor adicionado e geração de empregos em toda a economia, além do efeito sobre a produção dos setores Transporte rodoviário (40) e Transporte ferroviário (42), em ambas as regiões, ao atender a demanda final de cada um dos setores pertencentes ao Mato Grosso.
Finalmente, calculou-se o PIB do agronegócio da soja no Mato Grosso, como descrito a seguir:
Produto Interno Bruto do agronegócio da soja no Mato Grosso
Seguindo a proposta de Furtuoso et al. (1998) e detalhada em Guilhoto et al. (2000), o procedimento utilizado para a estimativa do PIB do Agronegócio da soja no Mato Grosso utilizou as informações disponíveis na Matriz Insumo-Produto, referentes aos componentes do complexo Agroindustrial da soja.
O Complexo do Agronegócio da soja é composto, além do setor da Soja (2), dos setores industriais que apresentam as maiores interligações com o mesmo, as quais foram verificadas a partir análise das principais vendas do setor da soja e principais compras das agroindústrias presentes no sistema.
O valor total do PIB do Agronegócio da soja no Mato Grosso é dividido em: a) insumos; b) o próprio setor; c) processamento; e d) distribuição e serviços.
O procedimento adotado para a estimativa do PIB se dá pelo enfoque do Produto, ou seja, do cálculo do Valor Adicionado a preços de mercado.
Assim, tem-se que o Valor Adicionado a preços de mercado foi obtido pela soma do valor adicionado a preços básicos aos impostos indiretos líquidos de subsídios sobre produtos e subtração da dummy financeira, resultando na seguinte expressão:
73 DuF IIL VA VAPM = PB+ − (39) onde:
VAPM = Valor Adicionado a Preços de Mercado VAPB = Valor Adicionado a Preços Básicos
IIL = Impostos Indiretos Líquidos
DuF = Dummy Financeiro
Para o cálculo do PIB do Agregado I (insumos não agropecuários para a lavoura) foram utilizadas as informações disponíveis na matriz referentes aos valores dos insumos adquiridos pelo setor da Soja (2). As colunas com os valores dos insumos foram multiplicadas pelos respectivos coeficientes de valor adicionado (CVAi). Para
obter-se os Coeficientes do Valor Adicionado por setor (CVAi) dividiu-se o Valor
Adicionado a Preços de Mercado (VAPMi) pela Produção do Setor (Xi), ou seja,
CVA VA X i PM i i = (40)
Desta forma, eliminou-se o problema de dupla contagem, gerado quando se leva em consideração os valores dos insumos e não o valor adicionado efetivamente gerado na produção destes. Tem-se então:
CVA * Z PIB i n 1 i i I =∑ = (41)
i = não inclui os setores agropecuários (n setores fornecedores de insumos)
PIBI= PIB do agregado I (insumos não agropecuários) Zi= valor total do insumo do setor i para a soja
CVAi= coeficiente de valor adicionado do setor i
Para o Agregado II (Soja) considerou-se no cálculo os valores adicionados gerados pelo próprio setor. Então:
VA
PIBII = PM (42)
onde:
O Agregado III (Agroindústrias), ficou constituído pelas seguintes atividades: Ø Beneficiamento de produtos vegetais;
Ø Fabricação de óleos vegetais; Ø Rações;
Ø Outros produtos alimentares;
Os Agregados II e III, portanto, expressam a renda ou o valor adicionado gerado por esses segmentos.
No caso da estimação do Agregado III (Agroindústrias) adotou-se o somatório dos valores adicionados pelos setores agroindustriais subtraídos dos valores adicionados destes setores que foram utilizados como insumos do Agregado II. Esta subtração visa a eliminação da dupla contagem.
(
)
∑ − = VAPM z *CVA PIBIII q q q (43) onde:PIBIII= PIB do agregado III
No caso do Agregado IV, referente à Distribuição Final, considerou-se para fins de cálculo o valor agregado dos setores relativos ao Transporte, Comércio e segmentos de Serviços. Do valor total obtido destinou-se ao Agronegócio da soja apenas a parcela que corresponde à participação da soja e agroindústria na demanda final de produtos. A sistemática adotada no cálculo do valor da distribuição final do agronegócio da soja pode ser representada por:
DFG IIL− DF −PIDF = DFD (44)
VATPM+VACPM +VASPM = MC (45)
DFD DF DF * MC PIBIV q ∑ + = (46) onde:
DFG = demanda final global
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PIDF= produtos importados pela demanda final
DFD = demanda final doméstica
VATPM = valor adicionado do setor transporte a preços de mercado
VACPM = valor adicionado do setor comércio a preços de mercado
VASPM = valor adicionado do setor serviços a preços de mercado
MC =margem de comercialização
DF = demanda final da soja
DFq = demanda final dos setores agroindustriais
PIBIV= PIB do agregado IV
O PIB total do Agronegócio da soja foi dado pela soma dos seus agregados, ou seja:
PIB PIB
PIB PIB
PIBAgronegóciosoja= I + II+ III + IV (47)
onde: