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p190/BCR-ABL (P190) (Human oncogene protein) Deney Prosedürü:

4. GENİSTEİN

5.6 ELISA Yöntemi :

5.6.4 p190/BCR-ABL (P190) (Human oncogene protein) Deney Prosedürü:

“A certeza do castigo, moderado embora, causará sempre impressão mais forte do que o temor de outro mais terrível, porém, associado à esperança da impunidade”.

BECCARIA, Dos delitos e das penas

Para estudar a realidade dos presos custodiados em Alcaçuz que dizem seguir o evangelho, optamos por analisá-los segundo o método da História de Vida e os ensinamentos

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postos na Teoria do Interacionismo Simbólico, ambos construções da Escola de Chicago47,

pelos motivos abaixo explicitados.

Partimos do pressuposto de que metodologias quantitativas e qualitativas não são opostas, como bem lembra Silva nt al (2007).

A pesquisa qualitativa, por sua vez, ensina Spindola e Santos (2003), preocupa-se com uma realidade que não pode ser quantificada, respondendo a questões muito particulares, trabalhando um universo de significados, crenças, valores e que correspondem a um espaço mais profundo das relações, dos fenômenos que não podem ser reduzidos à operacionalização de variáveis. O objetivo desse tipo de estudo, portanto, é justamente apreender e compreender a vida conforme ela é relatada e interpretada pelo próprio ator social. É inegável que todas essas observações são fundamentais para desenvolver o presente trabalho que aborda os prováveis significados para a conversão religiosa na prisão.

Particularmente, quanto ao método de História de Vida, Barros (2000 apud SILVA ET AL 2007) observa que este método funciona como uma possibilidade de acesso do indivíduo e à realidade que lhe transforma e é por ele transformada “pelo interior”, na busca da apreensão do vivido social, das práticas do sujeito, “por sua própria maneira de negociar a realidade onde está inserido”.

Por meio da história de vida contada da maneira que é própria do sujeito, portanto, tentamos compreender o universo do qual ele faz parte. Além disso, esse método pode ser visto como uma tentativa de oferecer escuta e, ainda mais, “de dar voz àqueles cujo discurso foi calado ou teve pouca influência no discurso dominante” (Paraná, 1996 apud SILVA ET AL 2007). Nesse sentido, como bem coloca Spindola e Santos (2003), histórias de vida, por mais particulares que sejam, são sempre relatos de práticas sociais, das formas com que o indivíduo se insere e atua no mundo e no grupo do qual ele faz parte – daí sua aplicabilidade pertinente às Ciências Sociais.

Assim, conforme o objeto selecionado, a pesquisa qualitativa é a abordagem metodológica mais adequada, pois permite captar as singularidades do estudo, uma vez que se preocupa com os indivíduos e seus ambientes em suas complexidades, não havendo limites ou controle impostos pelo pesquisador – que é o caso do presente estudo. Nesse âmbito, é importante que se diga, por último, que o método de História de Vida é necessariamente histórico (a temporalidade contida no relato individual remete ao tempo histórico), dinâmico 47

1Esse nome é dado a um grupo de professores e pesquisadores da Universidade de Chicago que surge nos EUA, nos anos 20 e durante algumas décadas do início de século XX, os quais trouxeram várias contribuições à Sociologia e à Psicologia Social. A Universidade de Chicago, por sua vez, foi inaugurada em 1892, a partir de doações de batistas liderados por John Rockfeller.

(apreende as estruturas de relações sociais e os processos de mudança) e dialético (teoria e prática são constantemente colocados em confronto durante a investigação).

Quanto ao Interacionismo Simbólico48, ele se detém na natureza simbólica da vida

social, defendendo a concepção dos atores sociais a respeito do mundo social que, em última análise, constitui o objeto essencial da pesquisa sociológica, explica Coulon apud Abrahão (2004). Assim, tem-se que esse Interacionismo apenas ocorre se os seres humanos não agirem de um modo automático, mas ao invés disso, construírem uma linha de ação levando em conta o significado do que os outros fazem em resposta a suas ações anteriores, o que só é possível se eles puderem incorporar as respostas dos outros aos seus próprios atos e antecipar o que provavelmente acontecerá. Isto, na ótica de Becker (1990), é que enfatiza o modo pelo qual as pessoas constroem o sentido dos atos alheios é de onde vem o “simbólico” e o “interacionismo simbólico”.

Blumer (1986), ao tratar a Sociedade vista sob o foco do Interacionismo Simbólico, afirma que a sociedade vista como interação simbólica tem sido muito mais seguida do que propriamente formulada, e destaca Mead, dentre vários autores, como aquele que de fato demonstrou as premissas fundamentais dessa abordagem, considerando, todavia, que este não desenvolveu suficientemente as implicações metodológicas necessárias ao estudo sociológico. Blumer (1986), assim, se comprometeu a apresentar as premissas básicas do que seria esse Interacionismo Simbólico e desenvolveu suas conseqüências metodológicas para o estudo da vida humana em grupo.

O termo “interação simbólica” refere-se, segundo o supracitado autor, ao peculiar e distintivo tipo de interação como ele toma lugar entre os seres humanos e a grande força dessa abordagem sociológica é o empirismo, ensina Becker (1990). Para ele, o definitivo teste interacionista de conceitos é que eles fazem sentido em situações particulares conhecidas em grandes detalhes através de uma observação detalhada. A abordagem interacionista requer

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Sobre o Interacionismo Simbólico, Abrahão (2004) destaca que nos Estados Unidos houve uma importante movimentação, nas primeiras décadas do século XX, nas Ciências Sociais, na qual um grupo de sociólogos, dentre ele Cooley, Mead e Thomas, iniciaram uma proposição de conceber os estudos sobre a sociedade como um processo do indivíduo e da sociedade inter-relacionados com a subjetividade humana.

O Interacionismo Simbólico, nesse contexto, foi desenvolvido pelo sociólogo americano Herbert Blumer (1900-1987), discípulo do também americano, o filósofo George Mead (1863-1931), membro da Escola de Chicago, pertencente à corrente teórica da filosofia americana, denominada Pragmatismo. Blumer, em 1937, teria designado pelo termo “Interacionismo Simbólico” o que estava sendo construído naquele momento no início do século XX, nos EUA, lembra Abrahão (2004). Os quadros teóricos dos estudos desenvolvidos nessa época, com este enfoque na pesquisa sociológica, foram basicamente elaborados por George Mead, o qual não deixou nenhuma obra completa editada, lembra a supracitada autora. Afirma que Mead, orientado pelo pragmatismo de Charles Pierce (1829-1914), Willian James (1842-1910) e principalmente John Dewey (1859- 1952), tinha a intenção de transformar o pragmatismo em um instrumento de intervenção social.

que questões sejam respondidas utilizando-se de observações, estudando-se a real palavra, e, por fim, avaliando-se a evidência reunida. Os sociólogos interacionistas, afirmam que, ao serem empíricos, dão conta melhor da natureza humana, ação humana e a vida humana em grupo.

Para os interacionistas, os eventos sociais não ocorrem a um só tempo, mas sim em etapas; onde cada etapa sucessora cria novas condições sob as quais as pessoas e organizações envolvidas devem negociar a próxima. Segundo Blumer (1986), sob a perspectiva do Interacionismo Simbólico, a ação social encontra-se alojada nas ações individuais que ajustam suas respectivas linhas de ação através de um processo de interpretação. A ação do grupo é tida, portanto, como a ação coletiva dos indivíduos. Em oposição a este ponto de vista, as concepções sociológicas geralmente posicionam a ação social na ação da sociedade ou em alguma unidade de sociedade.

Uma análise realista da sociedade, para Blumer (1986), clama pelo reconhecimento empírico de que a sociedade consiste em ações unitárias, as quais se dão sob certas condições, que, por sua vez, também devem ser consideradas. Isto conduz ao reconhecimento de uma segunda condição principal: que a ação é construída pela interpretação da situação.

Por fim, interessante mencionar uma consideração tecida pelo supracitado autor, quanto à questão da conversão religiosa, por estar diretamente relacionada ao estudo ora desenvolvido. Ele chama atenção de que análises mais prematuras buscam as condições que levam as pessoas a se converterem, mas não tiveram linguagem para descrever de um lado para outro, trocando os tipos (personagens) de o que, quando e onde eles fizeram. Alega que como teorias instantâneas de conversação falharam ao observar a importância dos eventos que conduzem para a conversação e, talvez, mais importante, os eventos que seguem a conversação, reforçando e solidificando o que poderia de outra forma ser um capricho elementar.

Diante desses apontamentos, portanto, foram direcionadas as entrevistas e os resultados que assumem relevância para o presente estudo e que estão expostos a seguir.

Benzer Belgeler