Brasil sobre nossa temática de estudo (autoajuda), de modo a reconhecer a partir de que momento essa temática foi ganhando importância; quais instituições e estados brasileiros mais investem nesse objeto de estudo; em que medida as teses e dissertações produzidas aproximam-se ou distanciam-se da perspectiva apresentada no presente estudo.
O levantamento realizado também vem a contribuir para situar nossa própria pesquisa entre as produções científicas já realizadas, possibilitando estabelecer relações com dados e resultados apresentados em outros estudos.
Dessa forma, o tópico tem início com informações gerais sobre as pesquisas que versam sobre a temática autoajuda, demonstrando o ano de publicação, as instituições, os estados e os programas de pós-graduação nos quais elas foram produzidas, fornecendo informações mais quantitativas sobre a distribuição dessas produções pelo tempo, pelo território brasileiro e pelas áreas de conhecimento.
Em seguida, afunila-se o levantamento, tratando das pesquisas que focam especialmente a literatura de autoajuda e, em meio a essas, destacando as que relacionam tal temática aos professores. Nessa parte, apresentamos os objetivos dessas pesquisas e alguns de seus resultados.
Entre fevereiro e abril de 2014 foram realizadas buscas no Banco de Teses e Dissertações da CAPES e na Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações.
Em ambos os bancos de dados não foi delimitado o período de busca, de forma que o primeiro banco de dados traz pesquisas a partir de 1985, enquanto no segundo encontramos pesquisas a partir de 1942. Desse modo, o período de busca foi de 1942 a 2013.
No Banco de Teses e Dissertações da CAPES foram encontradas 26 pesquisas relacionadas ao termo auto-ajuda (de acordo com a antiga norma gramatical da língua portuguesa) ou autoajuda (de acordo com a nova norma gramatical da língua portuguesa).
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Já na Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações foram encontradas 83 pesquisas relacionadas a um desses termos, o que nos levou a optar pelo uso desse banco de dados, aprofundando nossas buscas.
As 83 pesquisas foram observadas de acordo com o título, o autor, o ano de publicação, a instituição em que foi produzida e o programa de pesquisa ao qual pertence. Também foram coletadas informações de seus resumos.
Ao ler os resumos, notou-se que 11 deles não faziam menção ao termo autoajuda (nem ‘auto-ajuda’), de modo que optou-se por retirá-los da pesquisa. Algumas dessas pesquisas tratavam de grupos ou ações motivacionais, dos termos autoestima ou autoeficácia, mas optamos por excluí-las por não terem feito uma associação direta ao conceito com o qual estamos lidando aqui.
Considerou-se então 72 estudos, sendo que alguns Quadros são apresentados abaixo, de forma a ter uma visão geral desses trabalhos que versam sobre a autoajuda.
É importante ressaltar que nem todos eles tratam da literatura de autoajuda, muitos trabalham com grupos ou práticas de autoajuda, que podem favorecer determinadas pessoas que passam por situações ou problemas específicos. Optou-se por, em um primeiro momento, considerar tais pesquisas, já que seu referencial teórico pode trazer relações com o presente estudo, ou mesmo contribuir com as ideias que aqui serão desenvolvidas.
Com relação ao ano de produção, observa-se que as pesquisas relacionadas à autoajuda tiveram início na década de 2000, sendo que a concentração é maior nos últimos sete anos de produção (2008 – 2014) do que nos sete primeiros anos (2001 – 2007). São 45 trabalhos produzidos entre 2008 e 2014, enquanto apenas 27 foram encontrados entre o período de 2001 e 2007:
Ano de produção das pesquisas Ano Teses Dissertações Total
2001 0 2 2 2002 0 2 2 2003 1 2 3 2004 1 2 3 2005 4 4 8 2006 1 5 6 2007 1 2 3 2008 4 5 9 2009 2 8 10 2010 0 4 4
73 2011 2 1 3 2012 3 7 10 2013 1 7 8 2014 0 1 1 Total 20 52 72
Quadro 5: Distribuição de teses e dissertações sobre ‘autoajuda’, por ano.
É importante trazer à tona as descobertas de Picanço (2013), já que ela evidencia que os livros de autoajuda passam a ter um volume de vendas expressivo já no início da década de 1990, sendo que a partir de 1997 ganharam maior destaque no mercado editorial. Isso porque foi a partir de 1997 que essa literatura passou a receber listagem de ‘mais vendidos’
específica, separada das listas de livros mais vendidos no campo da ficção e da não ficção: Um primeiro achado que nos convence de que é possível a comparação entre o período de 1990-1996, no qual a listagem de mais vendidos da Veja de duas listas categorizava os livros entre ficção e não ficção, e o período entre 1997-2000, em que a categorização em três listagens (ficção, não ficção e autoajuda e esoterismo) passa a figurar. Isso porque [...] livros de autoajuda estão presentes nas listagens de mais vendidos desde o ano de 1990. Eles apresentam uma ascensão entre os gêneros da lista de não-ficção até 1995, chegando a 60% das posições das listas de não-ficção analisadas. Entre 1995 e 1996, os livros de autoajuda perdem espaço principalmente para os livros de esoterismo, espiritismo e aforismos, os quais somam para estes dois anos, respectivamente, 33% e 53%.
[...] Entre 1997 e 2000, quando já dispomos de uma nova classificação das listas de livros mais vendidos, na qual, e significativamente, se cria uma categoria específica para abarcar os livros de autoajuda; mas, observe-se, e isso é também eloquente, nesta mesma categoria estão incluídos os livros de esoterismo (vale dizer, os livros espíritas e livros de frases morais). Neste momento, também é perceptível um aumento paulatino nos títulos de autoajuda, ocupando as listas de mais vendidos. De um início bem equilibrado em 1997 e 1998, passamos para uma média de 70% de títulos de autoajuda entre os mais vendidos no período compreendido pelos anos de 1999 e 2000. Esses dados mostram que, independente do formato, a literatura ganha os gostos do público brasileiro de maneira perene (PICANÇO, 2013, p. 82-83).
Assim, se a década de 1990 foi marcada por um forte aumento nas vendas dessa literatura, a década de 2000 foi marcada pela publicação de pesquisas – teses e dissertações, que se propuseram a investigar esse fenômeno. A academia começou a se perguntar: por que a autoajuda tem ganhado tanto destaque no final do século XX?
É importante também salientar que o interesse pelo fenômeno da autoajuda não foi crescente apenas na área de educação, mas tornou-se matéria de investigação em diferentes programas de pós-graduação brasileiros.
Apesar da maior parte desses estudos estar vinculada a Programas de Pós-graduação em Educação; Letras e Psicologia, há outras 13 áreas que contribuíram para o avanço das
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pesquisas relacionadas a essa temática. Dessa forma, as 72 teses e dissertações estão distribuídas em 16 áreas do conhecimento.
Essas, por sua vez, contemplam as áreas de Humanas, Biológicas e Exatas, o que indica que essas pesquisas estão sendo desenvolvidas sob diferentes interesses e perspectivas. Contudo, 57 pesquisas estão relacionadas a programas vinculados à área de Humanas, sendo essa a área que mais tem produzido estudos relativos à autoajuda.
Área de Pesquisa - Pós-graduação em:
01 Educação 14
02 Letras; Linguística ou Estudos da linguagem 13
03 Psicologia 13
04 Enfermagem 08
05 Ciências Sociais ou Sociologia 06
06 Comunicação 04
07 Medicina; Ciências Médicas ou Ciências da Saúde 03
08 Antropologia 01
09 História 02
10 Teologia ou Ciências da Religião 02
11 Administração 01
12 Arquitetura e urbanismo 01
13 Avaliação de políticas públicas 01
14 Educação Ambiental 01
15 Educação e saúde 01
16 Fonoaudiologia 01
Total 72
Quadro 6: Distribuição das teses e dissertações sobre ‘autoajuda’, por programas de pós-graduação.
Além disso, observou-se quais em quais instituições e localidades esses estudos estão sendo publicados. Com relação às instituições, nota-se que são 24, sendo quatro delas públicas estaduais, doze públicas federais e oito instituições privadas.
As três universidades que mais possuem produções nesta área fazem parte do estado de São Paulo, sendo que as duas seguintes fazem parte do Rio Grande do Sul. Quando se olha para a distribuição dessas instituições por estados, nota-se também que São Paulo e Rio Grande do Sul são os que mais produziram, indo ao encontro dos Indicadores de Ciência, Tecnologia e inovação em São Paulo (FAPESP, 2010), que demonstram que São Paulo e Rio Grande do Sul estão entre os cinco estados brasileiros com maior produção, acompanhados de Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná.
Esses Indicadores foram produzidos pela FAPESP a partir de uma análise realizada entre 2002 e 2006, que consideraram a produção científica indexada nas bases SCIE (Science
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responsável por cerca de 74,5% da produção total do país; em seguida vem a região Sul, com 19%, Nordeste, com 12%, Centro Oeste, com 5,4% e, por fim, Norte, com apenas 2,7%.
A mesma relação ocorreu com o levantamento aqui realizado, pois a região Sudeste foi a que mais produziu dissertações e teses sobre autoajuda, com 41 estudos (56,9%), seguida da região Sul, com 18 estudos (25%); seguida da região Nordeste, com nove estudos %(10,8%); região Centro-Oeste, com três estudos (4,2%); e região Norte, com apenas 01 estudo (1,2%). De acordo com esse contexto, os pesquisadores informam que: “A proeminência do Sudeste pode ser associada à infraestrutura instalada de P&D, à maior concentração de pesquisadores e recursos humanos especializados e ao maior investimento” (FAPESP, 2010, p. 03).
Além disso, a região Sudeste engloba mais da metade dos grupos de pesquisa e dos pesquisadores, o que também a leva a contar com maiores investimentos, em 2006, por exemplo, recebeu 57,3% dos investimentos do CNPq. Apesar disso, o CNPq tem aumentado seus investimentos nas demais regiões, especialmente no Norte e no Nordeste. Os indicadores também mostram que embora haja essa discrepância entre as regiões brasileiras, todas elas estão aumentando sua produção científica.
Os Quadros abaixo ilustram as informações acima apresentadas, mostrando a produção de teses e dissertações referentes ao tema autoajuda distribuída por instituições (Quadro 07); por estados (Quadro 08) e por regiões do Brasil (Quadro 09).
INSTITUIÇÃO QE
01 Unicamp - SP 12
02 Usp - SP 11
03 PUC/SP - SP 07
04 Universidade Federal do Rio Grande do Sul - RS 06
05 PUC/Rio Grande do Sul - RS 05
06 Universidade Federal do Ceará - CE 05
07 UFSCar - SP 02
08 Universidade Federal de Minas Gerais - MG 02 09 Universidade Federal de Santa Maria - RS 03 10 Universidade Federal de Uberlândia - MG 03
11 UERJ - RJ 02
12 Universidade Federal de Goiás - GO 01 13 Universidade Federal do Rio Grande - RS 02 14 Escola Superior de Teologia - RS 01
15 Mackenzie - SP 01
16 PUC/RJ - RJ 01
17 UEL - PR 01
18 UNIFOR - CE 01
19 Universidade Católica de Goiás - GO 01 20 Universidade Católica Dom Bosco - MS 01
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21 Universidade Federal da Bahia - BA 01 22 Universidade Federal da Paraíba - PB 01 23 Universidade Federal de Pernambuco - PE 01 24 Universidade Federal de Roraima - RR 01
Total 72
Quadro 7: Distribuição das teses e dissertações sobre ‘autoajuda’, por universidades. Legenda: QE: quantidade de estudos encontrados em cada instituição.
INSTITUIÇÃO QE ESTADO T Unicamp - SP 14 São Paulo 33 Usp – SP 14 PUC/SP - SP 8 UFSCar - SP 3 Mackenzie - SP 1
Universidade Federal do Rio Grande do Sul - RS 8
Rio Grande do Sul 17
PUC/Rio Grande do Sul - RS 5
Universidade Federal de Santa Maria - RS 3 Universidade Federal do Rio Grande - RS 2 Escola Superior de Teologia - RS 1 Universidade Federal do Ceará - CE 5
Ceará 06
UNIFOR - CE 1
Universidade Federal de Minas Gerais - MG 3
Minas Gerais 05
Universidade Federal de Uberlândia - MG 3 Universidade Federal de Goiás - GO 2
Goiás 02
Universidade Católica de Goiás - GO 1
UERJ – RJ 2
Rio de Janeiro 03
PUC/RJ - RJ 1
Universidade Católica Dom Bosco - MS 1 Mato Grosso do Sul 01
Universidade Federal da Bahia - BA 1 Bahia 01
Universidade Federal da Paraíba - PB 1 Paraíba 01
Universidade Federal de Pernambuco - PE 1 Pernambuco 01
Universidade Federal de Roraima - RR 1 Roraima 01
UEL – PR 1 Paraná 01
Total 72
Quadro 8: Distribuição de teses e dissertações sobre ‘autoajuda’, por estado.
Legendas: QE: quantidade de estudos encontrados em cada instituição; t: total de estudos por estado.
INSTITUIÇÃO QE REGIÃO T Unicamp - SP 12 Sudeste 41 Usp – SP 11 PUC/SP - SP 07 UFSCar - SP 02 Mackenzie - SP 01 UERJ – RJ 02 PUC/RJ - RJ 01
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Universidade Federal de Minas Gerais - MG 02 Universidade Federal de Uberlândia - MG 03 Universidade Federal do Rio Grande do Sul - RS 06
Sul 18
PUC/Rio Grande do Sul - RS 05
Universidade Federal de Santa Maria - RS 03 Universidade Federal do Rio Grande - RS 02 Escola Superior de Teologia - RS 01
UEL – PR 01
Universidade Federal do Ceará - CE 05
Nordeste 09
UNIFOR - CE 01
Universidade Federal da Paraíba - PB 01 Universidade Federal de Pernambuco - PE 01 Universidade Federal da Bahia - BA 01 Universidade Federal de Goiás - GO 01
Centro-oeste 03
Universidade Católica de Goiás - GO 01 Universidade Católica Dom Bosco - MS 01
Universidade Federal de Roraima - RR 01 Norte 01
Total 72 72
Quadro 9: Distribuição das teses e dissertações sobre ‘autoajuda’, por região do país. Legendas: QE: quantidade de estudos encontrados em cada instituição; t: total de estudos por região.
Para além da distribuição geográfica das pesquisas, a leitura dos resumos possibilitou conhecer o foco de cada uma delas, auxiliando a perceber como os estudos se relacionavam à temática autoajuda.
Enquanto alguns deles tinham por foco analisar grupos, discursos ou livros de autoajuda, em outros a temática autoajuda somente auxiliou na construção do referencial teórico ou na análise dos resultados, mas não consistia no cerne da pesquisa.
Nesse contexto, era de nosso interesse as pesquisas que se voltavam diretamente à literatura de autoajuda, que visavam pesquisar sobre esses livros ou sobre as contribuições que esses trazem a determinados grupos.
Quantidade Relação com a temática autoajuda
09 Só tivemos acesso ao título e à referência bibliográfica, não sendo possível obter maiores informações sobre a pesquisa virtualmente. 09 O termo surge como um item do Quadro teórico, mas não apresenta grande importância frente aos objetivos. 02 O termo aparece nas palavras-chaves, mas não no resumo. Ambos relacionam-se ao uso e validação de uma tecnologia assistiva. 02 A temática autoajuda foi importante para a construção dos referenciais teóricos.
01 A temática autoajuda faz parte da construção do Quadro teórico e é tangente ao objetivo central. 03 O termo é apresentado como um conceito que ajudou a explicar os resultados. Em uma delas o termo ajuda a explicar aspectos do referencial teórico. 01 A temática consiste em uma categoria estabelecida à priori, para organização dos resultados, mas não faz parte dos objetivos da pesquisa.
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13 Os referenciais de autoajuda emergem durante a análise dos resultados e se fazem importantes para a análise dos dados. Três das pesquisas usam a expressão literatura de autoajuda ou
livros de autoajuda em vez de somente autoajuda.
07
Determinados livros de autoajuda são fonte para a coleta de dados, mas os objetivos não se relacionam à autoajuda em si. Por exemplo, uma das pesquisas objetiva analisar de que forma
o homem está retratado, na relação homem-mulher, nos livros mais vendidos no Rio de Janeiro no período compreendido entre 2001 e 2005.
07 Os objetivos se relacionam à análise de grupos de autoajuda, para apoio de alcoólatras, dependentes químicos ou pessoas com deficiências e doenças graves. 02 Os objetivos se relacionam à análise de discursos de autoajuda.
16 Os objetivos se relacionam à análise de determinado aspecto que faz parte da literatura de autoajuda. Duas dessas pesquisas já possuíam uma hipótese prévia com relação à literatura de autoajuda e pretendem comprová-la a partir dos estudos.
02 Os objetivos buscam conhecer o leitor de livros de autoajuda e descobrir motivações e contribuições que os livros lhe trazem. 01 Os objetivos se relacionam à análise de determinado aspecto que faz parte da literatura de autoajuda, e também visam conhecer o leitor de livros de autoajuda e descobrir motivações e
contribuições que os livros lhe trazem.
72 Total
Quadro 10: De que maneiras as pesquisas relacionam-se à temática autoajuda.
Observando o Quadro 10, nota-se que quatro grupos de pesquisas dedicavam-se diretamente à temática autoajuda, contemplando-a em seus objetivos: 1) as pequisas que dedicam-se a estudar sobre os grupos de autoajuda, os quais apoiam pessoas que são dependentes químicos ou pessoas e familiares que possuem graves deficiências; 2) as pesquisas que visam analisar discursos de autoajuda, que podem emergir em livros; em práticas realizadas em grupos de apoios, em hospitais; na própria mídia e nos meios de comunicação; 3) as pesquisas que visam analisar conteúdos ou características próprios da literatura de autoajuda; 4) as pesquisas que visam analisar contribuições trazidas pela literatura de autoajuda a determinados grupos ou pessoas.
Considerando que nosso foco recai especialmente sobre as pesquisas em que seus objetivos se relacionam diretamente à literatura de autoajuda, dedicou-se maior atenção aos estudos concentrados nas três últimas linhas do Quadro 10, já que esses vão ao encontro do recorte aqui estabelecido.
O Quadro 10 traz maiores informações sobre as 19 pesquisas selecionadas, as quais poderão trazer contribuições ao presente estudo, a fim de situar-nos sobre pesquisas que versam sobre uma temática semelhante, além de corroborar à estruturação do Quadro teórico.
Título Autor Programa graduação/Instituição de pós- Ano
01 Sucessos que não ocorrem por acaso: literaturas de auto-ajuda Angelo Marcos Bosco Pós-graduação em sociologia. Instituto de Filosofia e Ciências Humanas –
UNICAMP D 2001
02 Gênero auto-ajuda: estratégias lingüístico-discursivo Julio Pereira Neves Programa de Pós-graduação em Letras – Língua Portuguesa. Pontifícia
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03 O Diálogo Inter-Religioso de Sua Santidade – O Dalai-Lama Carla Callegaro Corrêa Kader Programa de Pós-graduação em Letras – Universidade Federal de Santa Maria D 2005 04 Os professores leitores dos livros de auto-ajuda para crianças Melissa Cristina Correa Asbahr Pós-graduação Faculdade de Educação, UNICAMP em Educação. D 2005
05
Programe sua mente e seja bem sucedido, feliz, influente, próspero e saudável : um estudo da persuasão em livros de auto-ajuda
Lilian Salete Alonso Moreira Lima
Programa de Pós-graduação em Estudos da Linguagem – Universidade
Estadual de Londrina D 2005
06 Receitas para a conjugalidade : uma analise da literatura de auto- ajuda
Vera Lúcia
Pereira Alves
Pós-graduação em Educação. Psicologia, Desenvolvimento humano e
Educação; UNICAMP. T 2005
07 A persuação no discurso de auto-ajuda: uma abordagem sistêmico-
funcional Rejane Loli
Pós-graduação em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem –
PUC/SP D 2006
08
Elementos sobre a formação de gêneros discursivos: a fase “parasitária” de uma vertente do gênero de auto-ajuda
Adail Ubirajara Sobral
Programa de Estudos Pós-Graduados em Lingüística Aplicada e Estudos da
Linguagem - PUC-São Paulo T 2006
09 Literatura de auto-ajuda cristã: em busca da felicidade na terra e não só para o céu.
Daniela Borja
Bessa Pós-graduação em Ciências da Religião – PUC-SP T 2008 10 A interdiscursividade auto-ajuda em como O
alquimista de Paulo Coelho.
Ivi Furloni
Ribeiro Programa de Pós Graduação em Estudos Linguísticos – Uberlândia. D 2009
11
Filosofia, educação e esclarecimento: os livros de auto- ajuda para educadores e o consumo de produtos semi- culturais
Arquilau Moreira
Romão Programa de Pós Graduação em Educação. UNICAMP. T 2009
12 A argumentação em textos de auto-ajuda. Denise Michelin Alonso Programa de Pós Graduação em Linguística. UNICAMP. D 2010 13 A cultura de autoajuda: um olhar crítico a partir de Howard
Clinebell.
Wadson Antônio da Cunha
Programa de Pós-Graduação em Teologia Prática. Escola Superior de
Teologia. São Leopoldo. D 2010
14
A formação do trabalho docente: um estudo das teorizações acerca das dimensões pessoais no exercício da profissão.
Juliana de Souza
Silva Pós-graduação Faculdade de Educação – USP. em Educação. D 2012
15 Autoajuda e educação: uma genealogia das antropotécnicas contemporâneas.
Dora Lilia Marín- Díaz
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Programa de Pós-Graduação
em Educação. T 2012
16 Práticas de leitura de professoras na contemporaneidade & literatura de autoajuda.
Carina Winck Lopes
Pós-graduação em Educação. Universidade Federal do Rio Grande
do Sul. Faculdade de Educação. D 2012 17 Um imaginário de identificação com a literatura de autoajuda. Gabriela Belo da Silva Programa de Pós-Graduação em estudos linguísticos. Universidade
Federal de Uberlândia. D 2012
18
Autoajuda, trabalho e novas subjetividades em tempos de incerteza: anÃlise do discurso de "O monge e o executivo" e "Seja lÃder de si mesmo".
Danielle Rebouças Sá
PÓS-GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA.
CENTRO DE HUMANIDADES –
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ.
D 2013
19 O Poder da solução. A construção do mercado de literatura de autoajuda (voltada a negócios).
Monise Fernandes Picanço
Pós-graduação em sociologia. Faculdade de Filosofia, Letras e
Ciências Humanas – USP D 2013
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Observando as pesquisas, nota-se que há uma maior concentração de sua produção no Estado de São Paulo (12 estudos), mas também há estudos produzidos no Rio Grande do Sul (quatro estudos), Paraná (um estudo), Minas Gerais (um estudo) e Ceará (um estudo).
Seis estudos foram produzidos na UNICAMP (Campinas-SP), enquanto quatro foram produzidos na PUC-SP (São Paulo – SP), sendo essas as universidades que geraram o maior número de pesquisas acima relacionados.
Considerando os programas de pós-graduação, encontra-se um realizado a partir de um Programa de Pós-graduação em Psicologia; dois realizados em programas de pós-graduação em Sociologia, e dois em Teologia (ou Ciências da Religião). Seis foram produzidos em programas de pós-graduação em Educação e oito em programas de pós-graduação em Estudos da Linguagem ou Linguística.