AKTİF YUKLU FARK KUVVETLENDİRİCİLERİNDE DIST0RS1Y0N
Seki 1-3 de baskın bileşen
Os dados da amostragem realizada durante o período de atividade de B.
lividipennis para duas localidades (Tabela 8). Os dados apresentados referem-se a dados
observados provenientes de uma amostragem ecológica conhecida como grid (LUDWIG; REYNOLDS, 1988).
Tabela 8. Número de indivíduos contados nos transectos em uma área sem iluminação e em uma área iluminada durante seis noites de coleta.
1ª noite 2ª noite 3ª noite 1ª noite 2ª noite 3ª noite
1º 0 0 0 0 0 0 2º 0 0 0 1 0 1 3º 0 0 0 1 1 1 4º 0 1 2 2 2 1 5º 0 0 1 0 1 0 6º 0 0 0 0 0 0 7º 0 1 0 0 0 0 8º 0 1 0 0 0 0 9º 0 1 0 0 1 0 10º 0 0 0 0 0 0 11º 1 0 0 1 0 0 12º 0 0 0 0 0 1 13º 0 0 0 0 0 1 14º 0 0 0 0 1 0 15º 0 0 0 0 1 0 16º 0 0 0 0 0 0 17º 0 0 0 0 0 0 18º 0 0 0 0 0 0 19º 0 0 0 0 0 0 20º 0 0 0 0 0 0
Transectos Campus Jd Clarice
Nota: Nas duas áreas, foram percorridos 120 transectos, sendo 60 na área iluminada e 60 na área sem iluminação.
Na maioria dos transectos, pela metodologia adotada, nenhum indivíduo foi observado durante o seu percurso. Dos 60 percursos na área iluminada, em 45 (75%) não foi detectado qualquer indivíduo em atividade bioluminescente; dos 60 na área não iluminada, em 53 (88,33%) não foi detectada atividade bioluminescente.
Foram 13 (21,67%) os percursos de transectos na área iluminada e seis (10%) na área não iluminada que contaram com a presença de apenas um indivíduo. Na área iluminada foram dois (3,33%) os percursos em que foram observados dois indivíduos; na área não iluminada foram detectados dois indivíduos em um (1,67%) dos percursos.
Inicialmente, o objetivo era testar hipótese de diferença no número de indivíduos entre área iluminada e área não iluminada por meio da comparação das médias do
número de indivíduos entre as duas áreas (iluminada e não iluminada) com um teste-t simples. A partir dos resultados obtidos no campo, foram muitos os valores de 0, alguns de 1 e poucos de 2 ou 3 indivíduos observados nos transectos, não sendo possível aplicar um teste paramétrico para esse conjunto de dados, pois não há uma distribuição normal desses dados e as variâncias não são homogêneas (FIGURA 37).
FIGURA 37. Boxplot do número de indivíduos de Bicellonycha lividipennis observados pelo método para a comparação da abundância em relação ao fator luz artificial. Legenda: “iluminada” refere-se à área de brejo na Chácara Santo Amaro, no Jd. Clarice; “não iluminada” refere-se à área de brejo no Campus da UFSCar Sorocaba.
Há forte evidência de não-normalidade devido aos muitos valores de zero. Como resultado disso, foi realizado um teste de aleatoriedade em que a distribuição-t é gerada a partir das amostras. Neste tipo de teste, os níveis dos fatores são repetidamente embaralhados e são produzidas probabilidades para as estatísticas do teste. O que é analisado é se os padrões observados na amostra poderiam ter ocorrido ao acaso caso sejam pertencentes às mesmas populações estatísticas (LOGAN, 2010).
Seguindo as etapas do teste adotado, o valor de t, que é a estatística do teste, é calculado para o conjunto de dados, o valor de t encontrado (t=1,7808; gl=108,924; p=0,0773). Este seria o valor do teste assumindo que os dados estivessem normalmente distribuídos, o que não é o caso, mas esse valor de t é importante, pois é posteriormente
comparado com os valores gerados por aleatorização.
Foi definida uma estatística para ser gerada sua distribuição por randomização – a estatística-t (sem reposição); posteriormente foi definido como os dados deveriam ser randomizados ou aleatoriamente reordenados dentro de cada classe em que cada observação pertencia; a seguir foi realizada reamostragem por bootstrap (CANTY; RIPLEY, 2013) para randomizar 5000 vezes, conforme Logan (2010). Por fim, foi examinada a distribuição das estatísticas-t geradas a partir do processo de randomização (FIGURA 38).
FIGURA 38. Gráfico das estatísticas-t geradas pelo processo de aleatorização (a); gráfico de quantis da distribuição normal pelo valor de t para verificação da normalidade para as estatísticas geradas por aleatorização. Legenda: a linha tracejada em ‘a’ corresponde a 5% da distribuição dos valores de t. Nota: a distribuição t está centrada ao redor de 0, o valor de t positivo corresponde ao valor de t negativo. O que é considerado na análise é a magnitude de t, não o sinal.
Foi calculado o número de possíveis valores de t maiores ou iguais ao valor de t observado (mais esse valor de t observado) e isso é expresso como porcentagem de um número de aleatorizações realizadas. Dessa forma, a partir da distribuição nula gerada com os dados para possíveis valores de t ao acaso, e após um teste-t ser aplicado sobre essa distribuição (FIGURA 34), esse valor de t obtido foi comparado com aquele valor de t encontrado anteriormente para verificar a probabilidade de ele ter sido ou não obtido ao acaso.
Dessa maneira é verificado se há diferença entre as duas condições para o desenho experimental. Como resultado dessa análise, obteve-se um valor de p não significativo (t=1,780787, R=5000, P=0,059988), considerando o nível descritivo de 5%. Nota-se que o valor de p encontrado para esse teste pode variar após outras vezes em que a análise foi rodada, mas em 30 vezes em que análise foi rodada o valor de P foi em todos os casos maior que 0,05 ( = 0,05795144 ± 0,00373293).
Apesar de o valor de P encontrado ser não significativo, isso não implica em que a hipótese nula de que não há diferença no número de B. lividipennis entre uma área iluminada e uma área não iluminada seja verdadeira, mas que a partir dos dados coletados pelo desenho amostral empregado e naquele período do ano, as evidências não são suficientes para rejeitá-la. Para mais detalhes da análise, consultar o script (APÊNDICE-A).
Do exposto, a interpretação cabível aos dados obtidos e analisados para as densidades de Bicellonycha lividipennis para comparar uma área iluminada por luz de sódio com outra não iluminada é que a ocorrência da iluminação por esse tipo específico de fonte luminosa não afeta a ocorrência dessa espécie em áreas em que elas podem ocorrer. Observações complementares em outras áreas onde a espécie foi encontrada suportam essa afirmativa. Entretanto, sugere-se que uma amostragem mais ampla seja realizada, focando outras populações dessa espécie em áreas não iluminadas e iluminadas por luz de sódio.
5.4 RELAÇÕES ENTRE ESPECTROS DE ILUMINAÇÃO AMBIENTAL E ARTIFICIAL,