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Basit doğrusal regresyon modeli

1. Bağımlı (ilişkili) örneklerde ortalamalar arasındaki farka ait hipotez testi: İki farklı ana kitleden çekilmiş iki örneğin içerdiği bireyler veya gözlemler birbiri ile ilişki içerisinde değil

6.8. Doğrusal Regresyon Analizi

6.8.1. Basit doğrusal regresyon modeli

Em relação ao indicador referente ao nível educacional, que mede o percentual de trabalhadores que possuem pelo menos o segundo grau completo (ensino médio) sobre o número total de funcionários empregados, este apresentou um expressivo crescimento, ao longo dos 12 anos analisados. O indicador referente ao setor supermercadista saiu de um valor de 0,15, obtido em 1994, para um valor de 0,51,em 2005. Já o indicador do setor hipermercadista sai de 0,24, em 1994, para um valor de 0,64, em 2005. A trajetória dos respectivos indicadores pode ser vista no gráfico 11 a seguir.

Gráfico 11 - Evolução do indicador nível educacional

Fonte: Elaboração própria a partir dos dados da RAIS 1994 a 2005

O crescimento da escolaridade mostra-se como uma conseqüência natural resultante do processo de automação que se intensificou ao longo da década de 1990. A operação de novas máquinas dispostas como meio de trabalho, principalmente computadores, exigiu uma elevação no padrão da educação, requerida para a execução do trabalho.

Um aspecto diagnosticado durante a pesquisa é que os hipermercados apresentam uma proporção maior de funcionários com melhor escolaridade em comparação aos supermercados – o que pode ser comprovado a partir do estudo da tabela anterior. Este resultado pode estar ligado aos diferentes mix (ou composições) de produtos comercializados pelos estabelecimentos. Enquanto o supermercado está concentrado unicamente na comercialização de produtos não-duráveis, os hipermercados apresentam uma diversidade de bens, como eletrodomésticos e eletroeletrônicos. No primeiro predomina o auto-serviço de bens de consumo basicamente alimentares, não necessitando uma mão-de-obra mais especializada no atendimento. No hipermercado, por sua vez, há a oferta de produtos de maior valor agregado, que demandam uma mão-de-obra mais especializada, capaz de atender os clientes de forma mais polida, esclarecer dúvidas e prestar informações sobre as especificações técnicas dos produtos. Além disto, os hipermercados freqüentemente localizam-se em áreas ou regiões de maior poder aquisitivo, sendo freqüentado por clientes que exigem melhor atendimento. Estes fatores poderiam explicar o fato de que o setor hipermercadista apresente uma proporção maior de funcionários com elevado nível de escolaridade, em relação aos supermercados.

Conseqüentemente, a elevação do nível educacional, estruturado em um novo “patamar mínimo” educacional, implicou na eliminação das operações de baixa escolaridade – onde estas, quando ainda se fazem necessárias, também passam a depender

de uma maior escolaridade. A tabela 11 a seguir mostra o percentual de trabalhadores empregados nos supermercados e hipermercados de acordo com o nível de escolaridade.

Tabela 11 - Composição percentual da escolaridade da mão-de-obra

1994 2005

Escolaridade Hipermercados Supermercados Hipermercados Supermercados Analfabeto 0,83 1,13 0,08 0,13 4ª série incompleta 4,14 4,11 1,02 1,44 4ª série completa 8,79 12,19 1,89 3,47 8ª série incompleta 25,78 29,47 7,28 10,14 8ª série completa 20,75 23,28 11,30 17,07 2º grau incompleto 15,32 13,06 14,20 17,21 2º grau completo 20,29 14,43 58,97 46,78 Superior incompleto 2,00 1,09 2,60 2,40 Superior completo 2,08 1,08 2,66 1,35 Total 100,00 100,00 100,00 100,00

Fonte: Elaboração própria a partir dos dados da RAIS

Conforme pode ser observado na tabela 11, houve um crescimento do percentual de trabalhadores com escolaridade mais elevada. Ambos os segmentos apresentaram expressiva redução percentual entre os trabalhadores que possuem até o segundo grau incompleto. Em 1994, trabalhadores nesta faixa de escolaridade ocupavam 75,61% dos postos de trabalho nos hipermercados; e representavam 83,24% empregada nos supermercados. Paralelamente, funcionários que possuíam escolaridade igual ou superior ao segundo grau completo respondiam por 24,39% dos postos de trabalho nos hipermercados; e por 16,76% dos trabalhadores dos supermercados.

As novas exigências técnicas, dadas principalmente em função da automação, impuseram uma nova realidade à mão-de-obra em termos de escolaridade, principalmente devido à elevação da escolaridade media da população brasileira. No ano de 2005, os hipermercados possuíam 64,23% dos seus trabalhadores com escolaridade igual ou superior ao segundo grau completo, enquanto este percentual era de 50,53% nos supermercados.

A partir dos dados expressos na tabela pode-se constatar que a maior parte da mão- de-obra encontra-se concentrada na faixa de escolaridade que compreende o segundo grau completo, faixa de escolaridade esta que apresentou crescimento significativo, em detrimento de níveis escolares mais baixos. Nos hipermercados, esta faixa de escolaridade que representava 20,29% dos empregos, em 1994, passou a ocupar 58,97% dos postos de

trabalho, em 2005. Já nos supermercados, este percentual saiu de 14,43%, em 1994, para 46,78%, em 2005.

A predominância de trabalhadores que possuem o segundo grau completo como escolaridade padrão tem se mostrado como o resultado de uma demanda específica das próprias empresas que os contratam. Isto porque este grau de escolaridade apresenta-se como base intelectual mínima que habilita os trabalhadores para a execução de diversas atividades existentes no interior da empresa. Numa reportagem à SuperHiper, uma responsável pelo recrutamento da mão-de-obra da Companhia Brasileira de Distribuição (CBD) relata a preferência por candidatos com o segundo grau completo:

O processo seletivo de operadores de loja em geral normalmente exige como escolaridade mínima o segundo grau completo e muitas vezes dispensa a experiência anterior. Para atividades como operadora de caixa e de açougue, por exemplo, a falta de experiência é até desejável para algumas empresas, pois o novo funcionário não traz vícios adquiridos em empregos anteriores e é mais sensível ao treinamento recebido. Um teste escrito verifica os conhecimentos gerais de português e matemática. Os testes psicológicos, ou psicotécnicos, podem ser dispensados na seleção para cargos operacionais. (ABRAS, 2000, p. 208).

Assim, dentro da necessidade de moldar sua própria mão-de-obra a partir das suas necessidades, as empresas do auto-serviço têm procurado investir na contratação de trabalhadores que possuem maior escolaridade, preferindo em sua maioria, trabalhadores com o segundo grau completo, e mesmo sem experiência anterior.

Benzer Belgeler