İKİNCİ BÖLÜM Kişinin Hakları ve Ödevleri
C. Haberleşme hürriyeti
X. Basın ve yayımla ilgili hükümler A. Basın hürriyeti
Muitas drogas, rotineiramente em uso como as oncogênicas, mutagênicas, antibióticos, hormônios, esteróides e outras, podem ocasionar sérios danos ou efeitos tóxicos colaterais sobre a saúde dos profissionais de saúde que as manuseiam. Aerossol ou poeira química são gerados, freqüentemente, durante a rotina de manipulação destas drogas de risco em hospitais, consultórios, clínicas, laboratórios de análises ou instituições de pesquisa. Culturas de células e culturas de vírus utilizam preparações diluídas de substâncias químicas carcinogênicas ou outras substâncias tóxicas exigindo o uso de equipamentos de proteção individual (EPI) e coletiva (EPC). Todas estas substâncias químicas e drogas devem ser manuseadas em cabines de segurança biológica (CSB).
As Cabines de Segurança Biológica constituem o principal meio de contensão e são usadas como barreiras primárias para evitar a fuga de aerossóis para o ambiente (modelo de procedimento de utilização de cabine de segurança biológica de acordo com o APÊNDICE AA).
Há três tipos de cabines de segurança biológica, de acordo com o grau de proteção conferido.
Classe I – Este aparelho protege apenas o operador e o ambiente. É indicado para procedimentos que a contaminação da amostra não é critica, como preparo de esfregaços, trabalhos com materiais cancerígenos, etc. O ar é admitido pela abertura de trabalho ou através de aberturas na parte superior no caso de modelos com a parte frontal fechada e eliminado através de filtro HEPA. O acesso para trabalho é realizado pela abertura frontal em modelos fechados. No Brasil, freqüentemente cabines de fluxo laminar destinada a operações assépticas como envasamento de medicamentos e soluções, são chamadas de CSB I. (em fase de elaboração).1
Classe II – Proporciona proteção do operador, do material e do ambiente. É indicada para trabalhos com a maioria dos agentes patogênicos, exceto aqueles de extremo risco para o homem. O ar é admitido através de filtro HEPA, varre perpendicularmente a área de trabalho e 30% do ar é eliminado através de filtro HEPA de exaustão. Não há possibilidade do ar contaminado sair para o exterior através da abertura frontal devido à pressão negativa do seu interior. O visor basculante deve estar abaixado durante os trabalhos. Existem variações nestes aparelhos que eliminam totalmente o ar utilizado para o exterior (em fase de elaboração).1
Quando se utiliza a CSB Classe II tipo A é necessário que as instalações de contenção possuam ventilação e exaustão controladas e a CSB tenha sistema de exaustão de ar filtrado por filtro absoluto (HEPA) e filtro de carvão. Técnicas assépticas devem ser praticadas para prevenir ou minimizar a liberação de drogas no ar (LIMA e SILVA, 1998).
Classe III - Oferece proteção absoluta contra infecções laboratoriais. Proporciona alta proteção para o operador, a amostra e ao ambiente. È indicada para trabalhos com organismos extremamente virulentos. A cabine é totalmente fechada e a amostra é introduzida através de uma câmera lateral com duas portas para que não haja contato entre o ambiente interno e o externo. O ar é admitido através de um filtro HEPA e eliminado para o exterior após filtragem por filtro HEPA duplo. Os trabalhos são realizados através de luvas dispostas
na parte frontal. Existem CSB III com possibilidade de acoplar estufas e autoclaves para evitar maiores manipulações fora da CSB. Provavelmente já exista CSBIII com sistema de operação robotizadas para maior segurança das operações (em fase de elaboração).2
FIGURA 1 – CSB Classe II tipo B3 Fonte: http://cambridgescientific.com/specials.html
As substâncias de risco biológico associado aos radioisótopos, como por exemplo, o I125 devem ser manipuladas no interior da CSB Classe II tipo A. Quando substâncias químicas não voláteis em quantidades mínimas contendo radioisótopos são manipuladas, estas possuem potencial de risco semelhante ao mesmo trabalho executado na bancada e as práticas de segurança devem ser as mesmas. Trabalhos que podem gerar derramamentos ou formar aerossóis devem ser conduzidos no interior da CSB, antes, durante e no término da execução do trabalho o monitoramento deve ser efetuado com contador Geiger.
A Cabine para radioisótopos deve ser construída em aço inox que impede absorção de material radioativo, circulação de ar com mínimo de turbulência, superfície de trabalho impermeável, painel frontal com dispositivo de segurança de controle de abertura.
A CSB de fluxo horizontal de ar não deve ser usada para manipulação de substâncias químicas, drogas e substâncias contendo radioisótopos, devido a uma possível contaminação do trabalhador, dos outros profissionais que dividem o mesmo espaço laboratorial e do ambiente (LIMA E SILVA, 1996, p.362).
Não havendo necessidade de se manipular agente de risco biológico associado com substância contendo radioisótopo, este pode ser manipulado em cabines de radioisótopos
construídas, em aço inox, que impede a absorção do material radioativo, esta possui circulação de ar e é feita sem turbulência e um painel frontal com controle de abertura e dispositivo sonoro ou luminoso de segurança.
FIGURA 2 – CSB e outros equipamentos para preparação de drogas Fonte: http://www.germfree.com/
O profissional deverá usar dosímetro específico para quantificar a dose de exposição as diferentes radiações ionizantes. Nos experimentos, que envolvem a utilização de radiação Beta poderá ser adaptado um anteparo de acrílico na CSB, promovendo uma barreira primária para o trabalhador. É recomendado o uso das CSB Classe II tipo B1, B2 e B3 para o manuseio de substâncias com radioisótopos em mínimas ou pequenas quantidades.
FIGURA 3 – Anteparo de acrílico
Os profissionais que manipulam substâncias químicas; drogas (oncogênicas, mutagênicas, antibióticos, hormônios, esteróides e outros), além dos radioisótopos, devem sempre utilizar equipamentos de proteção individual (EPI) como medida de proteção. Os EPI utilizados são: luvas descartáveis de látex, PVC ou outro material sintético, jalecos confeccionados em algodão de mangas longas e de comprimento abaixo dos joelhos, jaleco de
material descartável para ser usado sobre o jaleco de algodão, gorros, máscaras e sapatilhas descartáveis, máscaras contra gases, máscara contra pó e dosímetro quando necessário.