III. BASIN KANUNU’NUN
3. Basın Kanunu’nun 21/c Maddesinde Düzenlenen Suç ve Unsurları
Durante décadas, estatísticos aplicaram Análise Discriminante e Modelos de
Regressão na modelagem de padrões nos quais os dados de treinamento disponíveis são
rotulados (com entradas e saídas conhecidas) e técnicas de clustering quando estes dados não
são rotulados. Estes métodos encontram analogias em redes neurais, onde topologias
multicamadas com algoritmos de retropropagação do erro são usados quando os dados são
rotulados, e modelos auto-organizados quando não são rotulados (SMITH & GUPTA, 2000).
Estas técnicas de clustering têm sido usadas no agrupamento e categorização de dados
baseados nas estruturas naturais contidas nestes. O objetivo de um algoritmo de clustering
apropriado é maximizar o grau de similaridade entre os padrões de um mesmo cluster, ao
mesmo tempo em que o grau de similaridade entre os diversos clusters é minimizado.
Para os problemas relacionados à classificação de padrões sob os quais as
informações fornecidas residem apenas nos dados relativos a estes problemas, sem que exista
um crítico externo que possa orientar os resultados obtidos, seria interessante que um modelo
matemático, notadamente um modelo de Inteligência Artificial, elaborasse uma classificação
própria baseada na exploração das redundâncias contidas nos dados de entrada disponíveis à
rede (TAURITZ, 2002).
Desta forma, é necessária a aplicação de técnicas que não se apóiem em supervisão
de erro das saídas como forma de se obter classes agrupadas de acordo com um determinado
estado em que se encontram os elementos, tornando possível detectar relacionamentos entre
eles (BRAGA, LUDERMIR e CARVALHO, 2000). Assim, pode-se gerar matematicamente
estruturas de relacionamentos entre vários estados que coexistem sob um mesmo cenário.
Uma arquitetura adequada a este tipo de tarefa deveria identificar padrões através da
comparação dos mesmos, e posteriormente elaborar um critério para o agrupamento destes
padrões de acordo com a similaridade ou disparidade das características apresentadas.
Existem diversos modelos neurais que atendem a estes requisitos, conforme discutido no
Capítulo 3. Contudo, neste trabalho é proposto o uso do modelo neural auto-associativo
baseado na Teoria de Ressonância Adaptativa, ou ART, criada por Stephen Grossberg em
1976 (TAURITZ, 2002), mais especificamente a rede na qual são utilizados dados contínuos
como informação de entrada da rede, topologia esta conhecida como ART-2 (CARPENTER
& GROSSBERG, 1987b).
ART engloba uma ampla variedade de redes neurais artificiais baseadas
explicitamente na neurofisiologia, e são definidas em relação ao seu algoritmo de
treinamento em termos de equações diferenciais detalhadas e críveis como modelos
plausíveis dos neurônios biológicos. Na prática, as redes ART são implementadas como
soluções analíticas ou aproximações para estas equações diferenciais. A ressonância
adaptativa sobre a qual a teoria se refere ocorre quando padrões de atividade nas camadas de
entrada e saída se reforçam em sinergia.
Uma característica fundamental na Teoria de Ressonância Adaptativa que
fundamenta o funcionamento das redes ART consiste em que se nenhuma classe ressoa com
o padrão de entrada apresentado à rede, uma nova classe é criada, de acordo com um
parâmetro de vigilância previamente escolhido e que pode ser calibrado. Tal característica
foi concebida com o intuito de se solucionar o dilema plasticidade-estabilidade,
denominação utilizada acerca do problema de trade-off presente em redes neurais artificiais
em se manter capaz de adaptar ou agrupar padrões de entrada indefinidamente (plasticidade)
e ao mesmo tempo preservar o conhecimento adquirido, impedindo que os novos padrões se
superponham ao conhecimento prévio adquirido pela rede (estabilidade), conforme descrito
em CARPENTER & GROSSBERG (1987a). Esta característica, inclusive, é bastante
positiva se for relembrado o Problema da Dimensionalidade mencionado na Seção 3.4.
Portanto, esta arquitetura é conduzida por um algoritmo que utiliza um critério racional na
alocação de padrões, através de seus vetores de entrada, em direção à geração de
agrupamentos baseados na similaridade entre os padrões apresentados.
Existem redes ART dos mais diversos tipos, utilizando paradigmas de aprendizado
tanto supervisionado como não supervisionado. Os modelos mais conhecidos e utilizados
são:
• ART-1: primeiros modelos desenvolvidos, sua principal peculiaridade é a
utilização de dados binários como entradas da rede;
• ART-2: modelo desenvolvido para processar dados contínuos;
• ART-3: modelo que utiliza ação de neuro-transmissores na propagação dos dados
pela rede;
• ARTMAP: composto por duas sub-redes, ART-a, que recebe e processa um
determinado padrão de entradas apresentado, e ART-b, que constitui a
resposta desejada para o padrão apresentado à rede;
• Fuzzy ART: rede ART que processa dados fuzzy;
• Fuzzy ARTMAP: rede ARTMAP que processa dados fuzzy.
No caso do presente trabalho, conforme disposto no início deste capítulo, é utilizado
o modelo ART-2, o qual consiste de um modelo de paradigma de aprendizado não
supervisionado capaz de realizar o processamento de entradas e saídas analógicas
(CARPENTER & GROSSBERG, 1987b). Seu algoritmo de treinamento é basicamente um
algoritmo iterativo, no qual cada caso é processado de modo a se encontrar a classe mais
parecida possível com a informação apresentada, e em seguida esta classe tem sua
informação atualizada para que apresente características mais parecidas com a de seus
componentes, incluindo o último elemento incorporado, em um processo de prototipagem de
categorias. A arquitetura básica de uma rede ART envolve três grupos de neurônios: uma
camada de processamento dos vetores de entrada, chamada F1, os neurônios representativos
de cada categoria, chamados de camada F2, e o mecanismo de controle do grau de
similaridade dos padrões alocados em uma mesma categoria, composto por um neurônio
único e chamado de mecanismo de reset.
Na Figura 4 disposta a seguir, é representada a arquitetura de uma rede ART-2, bem
como as conexões e suas devidas direção e polaridade, para melhor compreensão do exposto.
Setas largas mostram que todas as unidades da camada de origem são conectadas a todas as
unidades da camada de destino, tanto na direção ascendente (aij) quanto na descendente (dij),
FIGURA 4: Arquitetura de uma rede ART-2. Adaptado de CARPENTER & GROSSBERG
(1987a).
A camada F1 de uma rede ART-2 pode ser considerada como consistindo de duas
partes: uma parte destinada à leitura dos vetores de entrada (F1a) e outra destinada à
interface entre estes vetores e a própria rede (F1b). Esta interface combina sinais recebidos
tanto da leitura dos vetores quanto da camada F2, para efeito de comparação da similaridade
entre o sinal de entrada com o vetor de pesos do neurônio selecionado como candidato ao
aprendizado. Estes nodos podem ser considerados nodos auxiliares que pré-processam as
entradas, através de uma combinação de operações de normalização dos dados. Isso torna o
modelo ART-2 adequado ao processamento e classificação de dados analógicos
(CARPENTER & GROSSBERG, 1987b), como os que são apresentados à rede neste
trabalho, em categorias baseadas em suas similaridades. Esta é a primeira fase do processo
de treinamento de uma rede ART qualquer, chamada etapa de reconhecimento.
+
+
+
+
Camada F1a
Camada F1b
aij
dij
Camada F2
+
+
+
+
+
-
+
-
Neurônio C2
Neurônio C1
Reset
Para efeito de controle da similaridade dos padrões de entrada alocados em uma
mesma categoria existem dois grupos de conexões, cada um com suas próprias ponderações,
entre cada neurônio de F1b e de F2. Cada neurônio da camada F1b se conecta a todos os
neurônios da camada F2 através de conexões ascendentes: a ponderação relativa a cada
conexão ascendente relacionada ao i-ésimo neurônio F1b ligada ao j-ésimo neurônio F2 será
chamado aij. Por sua vez, cada neurônio da camada F2 se conecta a todos os neurônios da
camada F1b através de conexões descendentes: a ponderação relativa a cada conexão
descendente relacionada ao j-ésimo neurônio F2 ligada ao i-ésimo neurônio F1b será
chamada dij.
A camada F2 é uma camada competitiva, na medida em que o neurônio
representativo de cada categoria que retorne a maior entrada ponderada de acordo com as
conexões ascendentes se torna o candidato ao aprendizado daquele padrão de entrada, e a
ativação de todos os outros neurônios de F2 são zeradas. A seguir, os neurônios de F1b
combinam informações oriundas do processamento ocorrido em F1a e F2. Esta é a segunda
fase do treinamento de uma rede ART, chamada etapa de comparação.
A efetivação do aprendizado e conseqüente incorporação do vetor de entrada ao
neurônio candidato escolhido em F2 depende da similaridade entre o vetor descendente D e
o vetor de entrada. Esta decisão é tomada pela unidade de reset, baseado nos sinais recebidos
pelas camadas F1b e F2. Se o neurônio candidato não é efetivamente escolhido como
representativo da categoria do vetor de entrada, é inibido e um novo neurônio de F2 é
selecionado como novo candidato ao aprendizado. Esta é a terceira fase do treinamento de
uma rede ART, chamada etapa de busca.
Finalmente, nota-se que para cada fase do treinamento é requerida uma resposta
distinta de cada um dos neurônios das camadas F1b e F2. Para que os mesmos consigam
distinguir como desempenhar a tarefa adequadamente, existem duas unidades suplementares
dotadas de pesos binários (0 para sinal inibitório e 1 para sinal excitatório) e não atualizáveis
que atuam como mecanismos de controle para estas repostas, chamadas C1 e C2. A unidade
C1 determina o fluxo de dados para a camada F1b, e a unidade C2 determina o fluxo de
dados e habilita os neurônios da camada F2. Assim, cada neurônio de F1b e F2 nas redes
ART possui três fontes pelas quais pode ser recebido um sinal:
• F1b pode receber sinais de F1a (sinal de entrada), F2 (sinal descendente) e da
unidade de controle C1;
• F2 pode receber sinais de F1b (sinal ascendente), da unidade de reset e da unidade
de controle C2;
Desta forma, a ativação adequada dos neurônios é efetivada quando se recebem dois
sinais excitatórios dos três possíveis, caso contrário não ocorre ativação. Este mecanismo é
conhecido como Regra dos Dois Terços.
A despeito das topologias ART apresentarem uma maior complexidade do que
outras topologias neurais de uso mais geral, e seu treinamento necessitar de um número de
ciclos dependente do processo de treinamento utilizado, salienta-se que a introdução de
neurônios que atuam como controladores do processo de treinamento possibilitam às redes
ART se mostrarem mais capazes de armazenar informações sem incorrer na criação de falsos
padrões através de generalização espúria (FAUSETT, 1994; BRAGA, LUDERMIR &
CARVALHO, 2000).
As redes neurais baseadas na topologia ART são utilizadas nas mais diversas
aplicações relacionadas à classificação, como reconhecimento de dados em questionários,
reconhecimento de alvos militares, reconhecimento de caracteres e processamento de sinais
(FAUSETT, 1994; BRAGA, LUDERMIR & CARVALHO, 2000).
Belgede
Basın Kanunu’nda Kimlik Açıklama Yasağına Aykırılık Suçu
(sayfa 32-37)