1. G R
1.1. Su Kalitesi ve Besin Zinciri li kileri
1.1.2. Baraj Göllerinde leyi
Conforme o Gráfico 8, na seção 3, cerca de 42% das pessoas encaminhadas ao Programa não concluíram o Ensino Fundamental e 4,22% eram analfabetas. Os dados apontam que quase a metade dos casos encaminhados ao Programa, se fossem todos elegíveis, demandariam a elevação de escolaridade para o andamento satisfatório do processo reabilitatório. Na seção 5, apontou-se, ainda, que a baixa escolaridade foi uma justificativa frequente para não eleger o trabalhador para o Programa, nos casos de “Impossibilidade de Retorno ao Trabalho” e “Inelegível Temporário”, o que demonstra a importância atribuída à elevação da escolaridade.
Por mais importante e necessário que seja elevar o nível escolar dos trabalhadores, devido às exigências impostas pelo mercado de trabalho atual, acreditamos que como critério para eleger ou para manter o trabalhador no PRP, não deveria ser considerado um impeditivo do processo de reabilitação profissional. Existem possibilidades para além do grau de instrução dos usuários do serviço: o treinamento em empresas, em atividades práticas, que não exigem um alto nível de escolaridade, e ainda cursos de qualificação, que também não têm como critério para ingresso ter o Ensino Fundamental ou Médio completos.
Foram considerados usuários que elevaram a escolaridade somente os que concluíram o Ensino Fundamental ou o Ensino Médio; os que iniciaram o supletivo, mas por motivos diversos o abandonaram ou não concluíram um ciclo escolar, foram computados como se não tivessem elevado a escolaridade. O Gráfico 34, na sequência, discrimina as porcentagens de cada um.
Fonte: Arquivos do PRP
Quase 90% não concluíram ou não iniciaram a elevação de escolaridade, mesmo sendo necessária para a efetivação da reabilitação profissional e reingresso no mercado. Não foram coletados dados sobre os motivos da não conclusão, além de, em praticamente todos os prontuários não constar as justificativas. As matrículas, no geral, são feitas no ensino semipresencial, pelo reabilitando e, apesar da frequência ser acompanhada regularmente pela equipe, eles se mostraram infrequentes e sem interesse e motivação em continuar.
Somente uma minoria, 5%, elevou a escolaridade de forma satisfatória; para 5,33% “Não se aplica”, pois abrange as pessoas que foram apenas protetizadas e, segundo os laudos conclusivos, nos prontuários do Programa, eles poderiam retornar à função de origem após a protetização.
A literatura estudada apontou que, para as pessoas com deficiência e para as que usufruem das vagas especiais nas grandes empresas, como os reabilitados pelo INSS, há uma associação direta entre a escolaridade e a recolocação no mercado de trabalho. Segundo Farias (2013), a falta de eficiência do Estado em garantir educação básica de qualidade, para a sociedade em geral, traz consequências nas várias esferas sociais. As pessoas com deficiência continuam marginalizadas pelo mercado de trabalho altamente competitivo; a lei de cotas abrange, de forma mais efetiva, os que possuem um nível de escolar mais avançado.
Na pesquisa de Gomes (2008), é exposto que existe a tentativa de inserção social das pessoas com deficiência por meio do estudo; vários retomaram os estudos e outros ainda pretendem retomar, pois compreendem que este pode permitir a melhoria das condições de vida. Aqueles que atingiram níveis médios de escolaridade poderiam ter sua adaptação facilitada, enquanto os que não o alcançaram têm um fator mais limitante, além da superação da deficiência, restringindo-os a determinados tipos de trabalho. Essas pessoas se tornam menos atraentes ao mercado de trabalho,
Sim Não Não se aplica 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 5,00 89,67 5,33
Gráfico 34: Elevação de Escolaridade
podendo vivenciar o desemprego devido às dificuldades em competir com os demais.
Gurgel (2003), em estudo sobre a reinserção do trabalhador acidentado no mercado de trabalho que foi considerado reabilitado pelo PRP do INSS, mostrou que 48% desse público é analfabeto, o que pode se justificar pelo fato de muitos se verem obrigados a trabalhar desde criança, afetando os estudos. É um dado preocupante, uma vez que, com as mudanças técnico- científicas que vêm ocorrendo no mundo do trabalho, que exige qualificação, ter um nível baixo de escolaridade poderá significar a perda do emprego, ou ainda não conseguir uma vaga no mercado.
Todos os estudos na área selecionados apontaram a elevação de escolaridade, para a participação no PRP, como um facilitador na busca por emprego, porém não foram encontrados trabalhos sobre a adesão dos usuários ao processo de elevação da escolaridade. Destaca-se que, na prática diária, se observa que a maioria dos usuários do Programa relata não gostar de estudar, que desde muito jovem abandonou os estudos para trabalhar e, mesmo sendo orientada quanto à importância da elevação de escolaridade, não adere ao supletivo.
Quase todos optam pelo ensino semipresencial, em vez do Ensino para Jovens e Adultos (EJA), que tem aulas diariamente; dessa forma, pode-se supor que, por não haver o compromisso diário das aulas, no ensino semipresencial, adotado pelos reabilitandos, a liberdade em estudar em casa e se deslocar até a escola somente para tirar dúvidas com as professoras e realizar as provas eliminatórias das disciplinas, pode desmotivar o usuário. Apesar da exigência da equipe do Programa dessa Agência de eles comprovarem a frequência à escola de, no mínimo, três vezes por semana, no ensino semipresencial, os profissionais que realizam o atendimento não consegue motivá-los e eles abandonam o estudo.
O EJA, apesar de promover uma elevação de escolaridade mais demorada, quando comparada ao ensino semipresencial e elevar o tempo de permanência do usuário no Programa, pode ser mais favorável à adesão do trabalhador ao processo de reabilitação profissional. Definir, em conjunto com o reabilitando, o tipo mais apropriado de ensino para o seu perfil e informá-lo também os fatores positivos e negativos de cada um, pode contribuir para elevar a taxa de conclusão da elevação de escolaridade e de permanência desses no PRP até a sua conclusão efetiva.