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Bankacılık Sektöründe Yabancı Sermaye Yatırımlarınn Tarihsel

1.3. Bankacılık Sektöründe Yabancı Sermaye Yatırımları

1.3.1. Bankacılık Sektöründe Yabancı Sermaye Yatırımlarınn Tarihsel

No contexto contemporâneo, é necessário reconhecer que emerge um novo estudante, com novas racionalidades, capacidades, necessidades e desejos. As escolas, nos múltiplos cenários atuais, estão compostas por uma diversidade de infâncias, adolescências, juventudes e modos de vida adulta, esse fenômeno implica que as escolas promovam o diálogo e possibilitem a inclusão dos mesmos, reconhecendo-os como sujeitos de direitos.

Essa multiplicidade de estudantes e de culturas estudantis gera a necessidade de abertura e acolhimento desses sujeitos e suas diversidades socioculturais nos processos, estruturas e projetos educativos. Torna-se imprescindível que o Projeto Político Pedagógico das escolas reconheça e acolha a pluralidade de identidades e modos de ser criança, adolescente, jovem e adulto, com suas linguagens e culturas, considerando os aspectos referentes à subjetividade, gênero, etnia, raça, sexualidade, idade, religião, classe social e econômica.

Os estudantes que frequentam o Ensino Médio são sujeitos socioculturais, fato que desafia a escola a entendê-los na sua condição de jovens, compreendendo-os nos seus desejos, necessidades e diferenças, reconhecendo-os como sujeitos que possuem uma trajetória de vida, muitas vezes com valores, sentimentos, emoções, comportamentos, motivações, interesses e projetos de vida muito singulares.

Eles são mais do que estudantes, jovens, eles constroem suas subjetividades e identidades a partir de condições de pertencimento a determinado gênero, etnia,

classe social, prática religiosa, orientação sexual, entre outras, as quais abarcam um conjunto de marcas simbólicas que os constituem.

Essas condições de pertencimento também contribuem na construção desses estudantes como sujeitos socioculturais, gerando não apenas uma juventude, mas juventudes.

Diante dessa complexidade, o currículo escolar do Ensino Médio precisa dialogar com as diversas realidades dos estudantes e com os vários projetos dos jovens que compõem a escola, visto que um número significativo de estudantes que frequentam as escolas de Ensino Médio são jovens trabalhadores pertencentes às camadas médias e populares.

Além disso, encontram-se estudantes jovens aos quais, ao longo de sua trajetória escolar, foram negados os direitos à educação, seja pela falta de vagas, seja pelas condições socioeconômicas desfavoráveis ou pelas fragilidades do sistema de ensino.

Essas fragilidades materializam-se nas mais variadas formas, entre elas, na organização dos espaços e tempos escolares de forma estanque e rígida; na construção de normas disciplinares sem a participação dos estudantes; na desconsideração dos saberes e das vivências que os estudantes constroem fora da escola; na atribuição a cada estudante da culpa e da responsabilidade pelos seus problemas de aprendizagem.

Na sociedade contemporânea, existe uma diversidade de modos de construção de ser sujeito. As circunstâncias e as pluralidades que permeiam a vida juvenil exigem que o Ensino Médio reconheça e contemple no seu currículo a diversidade e as múltiplas possibilidades do sentido de ser jovem, uma vez que possuem saberes e experiências construídas em outros espaços e tempos sociais, os quais colaboram na construção de identidades coletivas. Faz-se necessário que a escola reconheça a realidade social de seus estudantes e que respeite e valorize as suas culturas e subjetividades, considerando seus tempos, desejos, saberes e fazeres.

5.2.1 Juventudes e o Ambientalismo

Levando-se em conta o cenário da Educação Básica na atualidade, em especial, do Ensino Médio, torna-se imprescindível assegurar um sistema orgânico

composto por práticas educativas que integrem rigor científico, excelência acadêmica, sensibilidade estética, formação política e ética, cultura da solidariedade e da paz, e consciência planetária, rompendo com as dicotomias e obstáculos existentes entre as múltiplas dimensões do contexto escolar, a fim de que o processo de ensino e aprendizagem tenha sentido e significado para os jovens.

Segundo as Organizações das Nações Unidas (ONU), os jovens são indivíduos com idade entre 15 a 24 anos já o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) considera adolescente entre 11 aos 18 anos e a Organização Mundial da Saúde (OMS), entre 10 a 19 anos, dados que demonstram que não há uma única definição de juventude e adolescência acordada por todos.

Pesquisas desenvolvidas pela UNESCO em 2003 ressaltam que existe uma distinção entre juventude e adolescência no que se refere aos aspectos sociais, culturais e emocionais. O termo juventude tem um sentido dinâmico e coletivo que retrata um segmento populacional de uma determinada sociedade, em contrapartida, a adolescência representa um aspecto mais relacionado ao plano individual e demarcado cronologicamente.

Diante dessas idades e posicionamentos oscilantes, convivem imagens, dilemas e perspectivas sobre os jovens de hoje, imbricadas pelas questões sociais, econômicas, políticas, emocionais e ambientais que não devem ser desconsideradas pela sociedade e pela escola.

Para os jovens no Brasil, a preocupação ambiental tem se constituído como uma causa com enorme potencial de identificação e como uma nova oportunidade para engajamento social e político. Percebe-se uma presença significativa de jovens entre os voluntários e ativistas de ONGs ambientais como Greenpeace, Amigos da Terra e outras, fato que revela o interesse da juventude pela valorização da natureza e a preocupação com o futuro do planeta, motivando-a para a ação coletiva.

Segundo Carvalho (2004, p. 55):

Destacando o marco geracional na análise do engajamento político, encontramos na juventude brasileira uma geração que, em seu percurso de sociabilidade política, tem acesso à esfera pública no coração da crise da política. Diferentemente das gerações anteriores, que trazem em suas histórias de vida experiências de participação política baseadas nos ideais revolucionários socialistas, na ação sindical e na organização dos trabalhadores ante o conflito de classes, a inquietude política dos jovens encontra hoje outro ambiente de recepção. O campo da ação política hoje

se apresenta menos nucleado pelo confronto ideológico da sociedade de classes. Traz as marcas da redefinição das fronteiras entre as esferas pública e privada, da valorização da cultura, das identidades e do meio ambiente como novos espaços de expressão política.

Os desejos de inserção, visibilidade e participação na esfera pública representa um espaço de afirmação do jovem, de engajamento ecológico como uma trajetória de politização da juventude em tempos de crise da política. A atração pelas causas planetárias, a valorização da dimensão ético-moral e a centralidade em problemas concretos demonstram uma sensibilidade política e ecológica da juventude contemporânea, a qual necessita ser fomentada e materializada na escola.

Para ilustrar as intencionalidades dessa juventude, descreve-se a introdução da Carta das Responsabilidades Vamos Cuidar do Brasil, elaborada pelas delegadas e delegados da II Conferência Nacional Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente, com base nos sonhos e desejos de milhares de escolas e de milhões de estudantes, professores e pessoas das comunidades (UNESCO, 2007):

SOMOS JOVENS DO BRASIL INTEIRO ENVOLVIDOS NO PROCESSO DA II CONFERÊNCIA NACIONAL INFANTO-JUVENIL PELO MEIO AMBIENTE. Buscamos construir uma sociedade justa, feliz e sustentável. Assumimos responsabilidades e ações cheias de sonhos e necessidades [...]. Este é um meio de expressar nossas vontades e nosso carinho pela vida e sua diversidade. Compreendemos que sem essa diversidade o mundo não teria cor. Encontramos caminhos para trabalhar temas globais, complexos e urgentes: mudanças climáticas, biodiversidade, segurança alimentar e nutricional e diversidade étnico-racial. Queremos sensibilizar e mobilizar as pessoas para, juntos, encararmos os grandes desafios socioambientais que a nossa geração enfrenta. Para cuidarmos do Brasil precisamos de sua colaboração. Estamos fortalecendo as ações estudantis e nos unindo às Comissões de Meio Ambiente e Qualidade de Vida na Escola (COM-VIDAS), nos Coletivos Jovens de Meio Ambiente e em tantos outros grupos. Compartilhamos a responsabilidade com os governos, empresas, meios de comunicação, ONGs, movimentos sociais e culturais, além de nossas comunidades.

A Carta das Responsabilidades, entregue pelos jovens ao Presidente da República, ao Ministro da Educação e à Ministra do Meio Ambiente, segundo a UNESCO (2007), simboliza o compromisso das escolas de incentivar a sociedade a refletir sobre as questões socioambientais urgentes e a participar de ações que contribuam para melhoria da qualidade de vida de todos.

Diante dos apelos do século XXI, dada a urgência da necessidade de mudanças no comportamento humano que privilegiem o respeito pela vida e o cuidado com a diversidade da vida como valor ético e político, a escola é um espaço ímpar para o desenvolvimento da Educação Ambiental permanente e continuada. Sendo assim, torna-se imprescindível que a mesma assegure espaços e tempos de investigação, de produção de conhecimentos, de criação, de aprendizado político e ético, de construção de projeto de vida, de respeito e cuidado consigo mesmo e com o outro, de intervenção social solidária, de protagonismo e de sensibilidade ecológica, a fim de desenvolver a consciência crítica e propiciar a formação integral dos sujeitos que a constituem.

6 EDUCAÇÃO BÁSICA: UM OLHAR PARA AS POLÍTICAS PÚBLICAS DE