3. BANKA ÖRNEĞİ İLE PAZARLAMA ANLAYIŞININ GELİŞİMİ
3.6. Katılımcıların Demografik Özelliklerine Göre Memnuniyet ve Banka
3.6.1. Banka Tercihlerini Etkileyen Faktörlerin İncelenmesine İlişkin Mann-
As cartas geomorfológicas de detalhe forneceram subsídios para uma análise minuciosa dos elementos que compõem o relevo, sejam esses naturais ou derivados da ação antrópica.
A elaboração do mapeamento geomorfológico da área de estudo buscou orientação na proposta de Tricart (1965), a qual afirma que este tipo de mapeamento deve comportar quatro tipos de informações de naturezas diferentes, a saber: morfometria, morfografia, morfogênese e cronologia.
Os dados morfométricos representam valores quantitativos e foram compilados da base cartográfica e representados por meio das curvas de nível e cotas altimétricas. Com a finalidade de representar diferentes feições topográficas, as informações morfográficas foram obtidas a partir da interpretação de pares estereoscópicos de fotografias aéreas dos anos de 1962, 1988 e 2006 ou 2010. Os elementos relacionados à morfogênese encontram-se associados aos símbolos utilizados na morfografia, que além das formas indicam o agente responsável por sua origem. Informações referentes à cronologia são parciais, sendo representadas por meio dos dados que compõem a carta geológica e se remetem ao período em que se formaram as rochas que dão sustentação ao relevo.
Encontra-se nas bacias hidrográficas em análise apenas dois tipos de feições estruturais, uma falha inferida no Ribeirão Santa Gertrudes e patamares estruturais na bacia do Córrego das Taipas, que foram mapeadas através de seu símbolos representativos. Ainda inserido no arcabouço estrutural, os dados litológicos, advindos da interpretação do mapa geológico, foram representados por diferentes níveis de cinza de acordo com o grau de resistência ao intemperismo do tipo de rocha predominante dentro de cada formação, diferentemente do proposto por Tricart (1965), o qual sugere que a área de determinada litologia seja mapeada com hachuras verticais dispostas com maior ou menor proximidade entre si de acordo com a resistência da rocha ao intemperismo. Essa adaptação foi realizada com a finalidade de propiciar uma maior legibilidade das cartas geomorfológicas, evitando a sobreposição de hachuras e simbologias utilizadas no mapeamento.
As feições do relevo que compõem a legenda foram mapeadas de acordo com as orientações de Cunha (2001), que ao considerar os princípios de uma gestão ambiental eficiente, propõe uma adaptação das propostas de Tricart (1965) e Verstappen e Zuidan (1975), com a finalidade de produzir um documento que propicie maior legibilidade e entendimento dos dados representados. Desta maneira, a legenda foi estruturada de acordo com as orientações de Tricart (1965), que segundo Cunha (2001, p. 107) enfatiza “a
interpretação das formas e dos processos responsáveis por sua esculturação”, e assim, agrupa a maior parte dos símbolos de acordo com os tipos de formas.
Diante dos poucos símbolos vinculados ao modelado antrópico que constam na obra de Tricart (1965) e da ação antrópica cada vez mais intensa sobre a superfície terrestre que tem dado origem a novas formas de relevo, foram selecionados símbolos adequados à representação das feições antrópicas existentes na área utilizando como base os mapeamentos geomorfológicos já existentes, como os realizados por CNRS (1971), Simon (2007) e Paschoal, et al. (2010).
As cartas geomorfológicas foram elaboradas de acordo com a perspectiva da geomorfologia antropogênica, a qual recomenda partir “[...] do reconhecimento cartográfico das unidades morfológicas originais para posteriormente considerar a sequência de intervenções antrópicas nas formas e na distribuição de materiais superficiais” (RODRIGUES, 2005, p. 101). Assim, de posse da base topográfica, dos dados geológicos e após a definição da legenda a ser utilizada, foram interpretados pares estereoscópicos de fotografias aéreas dos anos de 1962, 1988 e 2006 ou 2010, representativos da geomorfologia original, e da geomorfologia antropogênica (que compreende fases de perturbação ativa), a partir dos quais é possível observar os mecanismos de controle impostos pela ação antrópica aos sistemas naturais em áreas de mineração.
Os pares estereoscópicos de fotografias aéreas utilizadas para a elaboração das cartas geomorfológicas possuem as seguintes especificações:
Em escala aproximada de 1:25.000, do ano de 1962, foram obtidas por meio do Laboratório de Sensoriamento Remoto da FFLCH/USP, o qual permitiu a realização de fotocópias para posterior análise do material;
Em escala aproximada de 1:40.000, do ano de 1988, encontram-se disponíveis no acervo do DEPLAN da UNESP/Campus de Rio Claro. Porém, as fotografias aéreas adquiridas sob forma de empréstimo do DEPLAN cobriam parcialmente as áreas em estudo, desta forma, recorreu-se ao acervo da BASE Aerofotogrametria e Projetos S/A para aquisição dos pares estereoscópicos de fotografias aéreas que faltavam;
Em escala aproximada de 1:30.000, do ano de 2006, das áreas que compreendem as bacias hidrográficas do Ribeirão Santa Gertrudes/SP e do Córrego das Taipas/SP, as quais foram compradas do acervo da BASE Aerofotogrametria e Projetos S/A;
Em escala aproximada de 1:5.000, do ano de 2010, das áreas que compreendem as bacias hidrográficas do Alto Curso do Ribeirão Araras e do Córrego Marroti e Gonçalves
foram cedidas pela Prefeitura Municipal de Rio Claro/SP, em formato digital raster, ao DEPLAN, que disponibilizou seus arquivos para posterior impressão das fotografias aéreas.
A adoção do uso de fotografias aéreas para a interpretação dos diferentes cenários encontra justificativa nas concepções de Novo (1989, p. 70) que destaca que estas ainda se constituem no melhor sistema de informação espacial sobre a superfície terrestre, permitindo a produção de mapas em escala de detalhes. Simon (2007, p. 78) complementa que as fotografias aéreas, “[...] enquanto representação do momento ou do fato geográfico, possibilitam a constatação dos mecanismos de controle impostos aos elementos do sistema ambiental derivados de intervenções antrópicas diretas e indiretas”; considera-se que estas concepções estão em consonância com o desenvolvimento desta pesquisa.
Com relação aos procedimentos operacionais realizados para a construção das cartas geomorfológicas foram utilizados dois procedimentos diferenciados: a interpretação de pares de fotografias aéreas por meio de estereoscópio de bolso e outro que permite gerar imagens em três dimensões pela técnica Anaglifo.
Em um primeiro momento, os dados de todas as bacias hidrográficas em questão foram obtidos por meio da fotointerpretação utilizando-se do estereoscópio de bolso. As informações foram retiradas em papel poliéster, que compuseram overlays, nos quais foram extraídos os elementos que constam na legenda dos mapeamentos geomorfológicos.
Após a etapa de fotointerpretação, estes overlays foram escaneados e georreferenciados com precisão sobre a base cartográfica, utilizando o programa ArcMap. O processo de vetorização das informações contidas nos overlays também foi realizado nesse mesmo software e seguiu as orientações técnicas de Paschoal et al. (2010). Com base nestas orientações, novos símbolos foram criados, e passaram a compor o banco de dados de simbologias do ArcMap e foram aplicados na construção da carta geomorfológica.
Durante a fotointerpretação realizada com estereoscópio de bolso, foi possível identificar algumas áreas que apresentavam grandes distorções, sobretudo aquelas que se situam próximas ao front cuestiforme e de morros testemunhos associados a essa forma de relevo, identificados na bacia hidrográfica do Córrego das Taipas (SP). Assim, recorreu-se às orientações de Souza (2012) referente à utilização da técnica Anaglifo, para realizar a reambulação dos dados dessa bacia hidrográfica nos períodos de 1962, 1988 e 2006.
A técnica Anaglifo também permite a geração de imagens em três dimensões (3D) a partir de pares estereoscópicos de fotografias aéreas, porém no ambiente computacional do aplicativo Stereo Photo Maker (SOUZA, 2012). Os pares estereoscópicos de fotografias aéreas do Ribeirão das Taipas foram escaneados em formato tiff, 300 dpi e importadas no
aplicativo computacional Stereo Photo Maker 4.34, de uso livre e disponível para download no endereço: http://stereo.jpn.org/eng/stphmkr/. Esse aplicativo é responsável por gerar as imagens Anaglifo em vermelho-azul e por sobrepô-las. Em seguida essas imagens foram salvas em formato jpg e, com a utilização de um óculos para visualização em 3D, foram georreferenciadas no ArcMap 9.2 e fotointerpretadas diretamente na tela do computador.
A utilização do ArcMap aplicado à elaboração de cartas geomorfológicas demonstrou-se eficiente para a representação das feições existentes na paisagem. O programa permite organizar as camadas (shapefiles), visualizadas no display, de acordo com a ordem de importância que esses apresentam, para que o resultado final do mapeamento apresente-se de maneira harmônica. Assim, os dados que compõem a geologia (áreas), foram dispostos em último plano, seguidos pelas informações morfométricas (linhas e pontos), até que as informações derivadas da ação das águas correntes e antrópicas se apresentassem em primeiro plano. As cartas geomorfológicas foram editadas de acordo com o proposto por Paschoal et al. (2010).
A realização dos mapeamentos geomorfológicos das bacias hidrográficas em análise foi organizada de acordo com cinco grupos sugeridos por Tricart (1965), referentes à: dados litológicos; dados estruturais; formas de vertente e interflúvio; ação das águas correntes; e modelado antrópico (FIGURA 6).
Porém a subdivisão desses grupos, em alguns momentos foi adaptada, a fim de explorar mais elementos e formas. Esse é o caso da inserção das formas de vertentes (côncava, convexa e retilínea) e linha de cumeada íngreme extraídas de Verstapen e Zuidam (1975), além da inserção de alguns elementos advindos das Convenções Cartográficas no grupo que compõe as “formas de vertentes e interflúvios”, como as curvas de nível e pontos cotados, e no grupo de “ação das águas correntes”, no qual se inseriu os canais pluviais e fluviais e área de alagamento sazonal.
Torna-se importante salientar que terraços e curvas de nível agrícolas não foram mapeados em separado devido à dificuldade em distingui-los com precisão durante a fotointerpretação e, portanto, foram representados por uma simbologia única nas cartas geomorfológicas. Porém, foi possível observar em campo, o predomínio dos terraços agrícolas apenas nos locais em que a declividade do terreno se mostrava mais pronunciada.
FIGURA 6 - Estruturação da legenda que compõem as cartas geomorfológicas das bacias hidrográficas do Córrego das Taipas, Córrego Marroti e Gonçalves, Ribeirão Santa Gertrudes e Alto Curso do Ribeirão das Araras.
* Nesta legenda, a convenção cartográfica dos dados litológicos encontra-se numerada para que os diferentes níveis de cinza, representativos do grau de resistência ao intemperismo do tipo de rocha predominante dentro de cada formação, possam ser facilmente identificados. Essa numeração não foi mantida nas cartas plotadas, pois neles a distinção entre os níveis de cinza é evidente.