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As práticas de ensino de cartografia devem partir da preparação/qualificação dos professores, desde o ensino fundamental até o ensino superior, o que significa vivenciar a iniciação cartográfica principalmente nas aulas de Geografia, com a leitura, compreensão e interpretação de mapas, gráficos e outras figuras que exigem a compreensão da linguagem visual, ou seja, a linguagem não verbal.

É através dessas práticas que alunos e professores podem estimular e construir o seu aprendizado no que se refere a esses recursos tão importantes e significativos para a interpretação de imagens representativas do nosso planeta, considerando o que representa uma paisagem natural e uma paisagem artificial.

Conforme Almeida (2001), as práticas que podem ser mais significativas são: a elaboração de descrições orais e/ou escritas e, a partir destas, a confecção de desenhos, maquetes, plantas, mapas; a representação de relevos, através de linhas e curvas de nível.

Quando se fala em representação espacial, dentro dos estudos cartográficos, não se deve esquecer a prática de elaboração de desenhos em escalas, bem como a tabulação de medidas reais a serem materializadas nos desenhos ou gráficos representativos de objetos da realidade, tanto natural como artificial.

Para se desenvolverem essas práticas em sala de aula, convém atentar para a importância de se buscar o conhecimento prévio do aluno no que se refere às suas vivências e relações com o meio em que vive, visualizando todos os aspectos e transformações que ocorrem à sua volta.

É o professor, em suas práticas cotidianas na sala de aula, que deverá estimular o aluno a desenvolver um “novo olhar” para a realidade ambiental na qual está inserido. Os estudos da cartografia, conduzidos de forma adequada, segura e concreta, possibilitarão a descoberta deste olhar crítico em relação às representações espaciais que se pode realizar através das práticas de estudos cartográficos.

CAPÍTULO 4 – HISTÓRICO DO IFPI E DOS CURSOS DE ESTRADAS E GEOPROCESSAMENTO

O Decreto nº 7.566, de 23 de setembro de 1909, criou, entre outras, a Escola de Aprendizes Artífices do Piauí. Em março de 1910 deu-se início o 1º ano letivo, com os cursos de alfabetização e desenho, sendo que no período de 1937 e 1942 recebeu uma nova denominação, Liceu Industrial do Piauí, período em que foi construída e inaugurada sua sede própria, em terreno doado pela Prefeitura Municipal de Teresina, na Praça Monsenhor Lopes, hoje Praça da Liberdade.

Em 1942, a Lei Orgânica do Ensino Industrial dividiu as escolas da rede federal em Industriais e Técnicas. A escola do Piauí passou a ser Escola Industrial de Teresina, continuando a formar no ramo da indústria, com ênfase em metal- mecânica. Permaneceu com essa denominação até 1965.

De 1965 a 1967, a Escola do Piauí passou por mais uma denominação, Escola Industrial Federal do Piauí, com poder para implantar cursos técnicos industriais. Os primeiros cursos técnicos de nível médio implantados foram: Edificações e Agrimensura.

Em 1967, a Escola teve sua denominação novamente alterada, recebendo o nome de Escola Técnica Federal do Piauí (ETFPI) e oferecendo, além dos cursos da área industrial, os da área de serviços: Contabilidade, Administração, Secretariado e Estatística. Nesse período, também foi oportunizada a matrícula de mulheres. (RODRIGUES, 2002).

De 1970 a 1994, houve uma preocupação com a qualificação do corpo docente, sendo ofertado curso de especialização fora do Estado, na universidade de Minas Gerais. Além disso, docentes conseguiram aprovação em Programas de Pós- Graduação.

A Escola Técnica Federal do Piauí obteve parecer favorável para se transformar em Centro Federal de Educação Tecnológica (CEFET) em 1997, sendo que a portaria autorizando a ETFPI a transformar-se em CEFET só saiu no mês de março de 1999. Na época, essa transformação de Escola Técnica em Centro Federal decorreu da necessidade de formação de técnicos de nível superior, devido à expansão dos conhecimentos tecnológicos e às alterações nos sistemas produtivos nacionais. (RODRIGUES, 2002).

O CEFET-PI fundamentou-se nas suas experiências, nos diversos serviços prestados à comunidade, lutou e enfrentou dificuldades e avançou no ensino profissional tecnológico, ao oferecer o curso de Tecnologia em Informática.

No ano de 2001, implantaram-se outros cursos, totalizando dez, que são: Gestão de Recursos Humanos, Alimentos, Radiologia, Geoprocessamento, Gestão Ambiental, Secretariado Executivo, Redes de Comunicação, Ciências Imobiliárias, Comércio Exterior e Análise e Desenvolvimento de Sistemas. A demanda tem aumentado ano a ano, pois não há, no Piauí, outras instituições públicas que ofereçam cursos voltados para a área tecnológica (IFPI, 2005).

Outro ponto alto a ser destacado na oferta de educação superior no CEFET- PI, ressaltado no segundo capítulo e aqui retomado, foi a implantação de cursos de formação de professores, tendo por base o Decreto 3.462/00, de 17 de maio de 2000. Seu primeiro vestibular ofertou trinta vagas em cada uma das licenciaturas.

Em 2006, foi realizada a experiência de implantação do Ensino Técnico Integrado ao Ensino Médio. Com o sucesso da experiência, o CEFET-PI aderiu a esse sistema de ensino, extinguindo assim o Ensino Médio das instituições federais, passando a ser responsabilidade do governo do estado.

Em 2008, o Projeto de Lei n°11.892/08, aprovado no Congresso Nacional e no Senado, transformou os CEFET em Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia – IFs, tendo ocorrido a sanção presidencial no dia 29 de dezembro de 2008 e implantação da Educação à Distância (EaD), oferecendo cursos de Administração

Atualmente, o IFPI possui onze Campus, sendo eles: Campus Teresina Central, Campus Teresina Zona Sul, Campus Floriano, Campus Parnaíba, Campus Picos, Campus Angical (em construção), Campus Uruçuí (em construção), Campus

Corrente (em construção), Campus Piripiri (em construção), Campus Paulistana (em

construção) e Campus São Raimundo Nonato (em construção).

A distribuição dos Campi do IFPI, pelo Estado do Piauí, apresenta-se na

FIGURA 12. Distribuição dos Campi no Estado do Piauí.

Fonte: MENDES, F.C.; 2009.

DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA DOS CAMPI DO INSTITUTO FEDERAL DO PIAUÍ

A seguir, serão apresentadas as principais características de cada Campus

do IFPI que estão em funcionamento, destacando as características regionais e a participação dos campi no desenvolvimento socioeconômico das regiões nas quais

estão instalados.

Benzer Belgeler