3. MATERYAL VE YÖNTEM
3.2. Yöntem
3.2.3. Verilerin Elde Edilmesi ve Değerlendirilmesi
3.2.3.5. Bakla Eni (cm)
A primeira parte deste capítulo inicia-se com a caracterização do tipo de pesquisa utilizado e do universo estudado. Em seguida, trata-se da seleção dos sujeitos, da coleta e do tratamento dos dados. Por fim, antecipam-se as limitações do método investigativo.
Para a tipologia da pesquisa, toma-se como base a elaboração de Raupp e Beuren (2003) que a classificam quanto aos objetivos, procedimentos e abordagens.
Quanto aos objetivos, esta caracteriza-se por ser exploratória e descritiva. Exploratória porque, embora PPLR e comprometimento funcional sejam temas de grande relevância entre acadêmicos e executivos, os estudos que abordam essa relação ainda são relativamente escassos na literatura brasileira. É descritiva porque objetiva descrever a importância relativa do PPLR para o comprometimento dos empregados.
De acordo com Raupp e Beuren (2003), a caracterização do estudo como pesquisa exploratória normalmente ocorre quando há pouco conhecimento sobre a temática a ser abordada. Por meio de estudo exploratório, busca-se conhecer com profundidade o assunto, de modo a torná-lo mais claro ou elaborar questões importantes para a condução da pesquisa.
Ainda consoante esses autores, a pesquisa descritiva objetiva descrever características de determinada população ou fenômeno ou estabelecer relações
entre as variáveis, destacando-se pela utilização de técnicas padronizadas de coleta de dados.
A escolha do tipo de estudo exploratório-descritivo adequa-se ao objetivo desta pesquisa porque, ao mesmo tempo em que se pretende avaliar a importância relativa da PLR para o comprometimento dos empregados em comparação com os demais fatores de comprometimento funcional, busca-se identificar as percepções dos empregados e gestores acerca do PPLR, no qual há poucas informações (COPPER; SCHINDLER, 2003).
Quanto aos procedimentos, a pesquisa é bibliográfica, documental e estudo de caso. É bibliográfica, por buscar em material escrito e em meio virtual a fundamentação teórico-metodológica do ensaio. Gil (1999) explica que a pesquisa bibliográfica é desenvolvida mediante material já elaborado, principalmente livros e artigos científicos.
É documental, porque foram coletados e analisados documentos e dados das empresas e dos seus PPLR. A pesquisa documental baseia-se em materiais que ainda não receberam tratamento analítico ou que podem ser reelaborados de acordo com os objetivos da pesquisa (RAUPP; BEUREN, 2003)
A investigação constitui estudo de caso múltiplo porque circunscrita às duas empresas com unidades localizadas na Bahia, onde as informações são pormenorizadas e aprofundadas.
Para Yin (2005, p.33),
a investigação de estudo de caso enfrenta uma situação tecnicamente única em que haverá muito mais variáveis de interesse do que pontos de dados e, como resultado, baseia-se em várias fontes de evidências, com os dados precisando convergir em um formato de triângulo, e, como outro resultado, beneficia-se do desenvolvimento prévio de proposições teóricas para conduzir a coleta e a análise de dados.
Consoante Roesch (1999), a metodologia do estudo de caso é particularmente apropriada para pesquisas que envolvem aspectos de administração de recursos humanos, notadamente onde se quer analisar motivos, relações de poder ou processos que incluam o entendimento de relações complexas, sendo amplamente utilizada em Sociologia Industrial e Relações Industriais.
Para Yin (2005), um estudo de caso é uma investigação empírica que analisa um fenômeno contemporâneo dentro de um contexto da vida real.
Quanto à abordagem, a natureza dos objetivos desta pesquisa, no que concerne a avaliar a importância relativa da PLR para o comprometimento dos empregados, em comparação com outros fatores de comprometimento funcional, sinaliza a escolha de método quantitativo de análise e qualitativo de descrição e interpretação.
Conforme Flick (2004, p. 20), as idéias centrais que conduzem uma pesquisa podem ser de natureza qualitativa ou quantitativa. Para o autor, a pesquisa qualitativa descreve a complexidade de determinado problema, analisa a interação de certas variáveis, compreende e classifica dinâmicas vividas por grupos sociais, contribui para a mudança de determinado grupo, possibilitando, em profundidade, o entendimento das particularidades do comportamento do indivíduo. Enquanto isso, a pesquisa quantitativa se refere aos métodos utilizados para expressar informações numericamente. Dessa forma, o método qualitativo difere, em principio, do quantitativo à medida que não aplica um instrumental estatístico como base da análise de um problema de pesquisa.
Segundo Wilson (1986), tanto a abordagem qualitativa quanto a quantitativa são métodos complementares e não exercem competição entre si, pois cada qual fornece um tipo de informação que não apenas é diferente do outro, como também é essencial para interpretar o outro. Desse modo, o emprego de um desses métodos em particular não pode ser justificado em termos apenas de preferência, e sim deve ser definido tendo como base a natureza do problema da pesquisa em faco.
A escolha de uma pesquisa qualitativa implica estabelecer, a priori, o fato de que o resultado não se volta para a generalização, mas para análise em profundidade de um número reduzido de situações (YIN, 2005).
Quanto às escalas de classificação, foram aplicados dois modelos para a apuração das respostas do questionário (Apêndice B). A escala do tipo Likert, utilizada nas partes II e IV do referido questionário, e a escala de raqueamento forçada, na parte III do mesmo Apêndice.
A escala de Likert ajuda a comparar o escore de uma pessoa com a distribuição de pontuações de um grupo de amostragem bem definido. Essa escala de mensuração é útil para um gerente quando a organização planeja conduzir um experimento ou fazer um programa de mudanças ou melhorias. O pesquisador pode mensurar atitudes antes e depois do experimento ou da mudança, ou julgar se os esforços da organização tiveram o efeito desejado. (COOPER; SCHINDLER, 2003 p.202).
Cooper e Schindler (2003) assinalam que, nas escalas de raqueamento, a pessoa compara diretamente dois ou mais objetos e realizam escolhas entre eles. Normalmente, solicita-se ao respondente que escolha um como “o melhor” ou “o preferido”.